MOMENTO LÍTERO CULTURAL
LUCIANI RULKA HAMUD

Tempestade de amor
Oh! Cordão que não se rompe,
que me invade como um horizonte,
que bom que tenho esse colo,
impregnado-me como o solo,
cobrindo-me com seu manto verde
Ah! Infinito amor tens por mim,
A recíproca, não poderia ser diferente
Mãe; mulher que és minha,
jamais deixaria sozinha,
dona de um coração valente
Fragilidade em pessoa,
tratando-se de suas crias vira leoa,
que com suas prezas as defendem,
deixando-nos seguras em
seus braços quentes,
porque sabes que sua luta
não serás inutilmente
Que és minha diva, tu sabes,
que sou seu orgulho, eu sei,
o que minha diva não sabe,
que és meu orgulho também,
se sou assim;
porque minha leoa me fez alguém.
MARLI PORTO

NOSSO CÉU
Seus olhos me desnudam
chamando-me insistentemente.
Sou sua!
Agora sou só sua.
Sinta minha alma que te ama
tentando esquecer quem fui.
Abrace-me e vamos sair por ai
seguir a rota das estrelas
nos explodir no ar
sem consciência
sem dizer nada
sem ter nada para explicar
sem querer encarar a dor do mundo
apenas nos amar
deixar nossos corpos se moverem
como se movem os astros lá no céu
sem chorar o que perdemos
sem sentir saudades do que fomos
sem deixar rolar um lágrima
e sem pensar que alguém nos espera.
Venha!...
Vamos nos deitar numa nuvem
e fazer amor sem escrúpulos.
Sinta-me!
sou sua
toda sua
somente sua
sempre sua
Sinta-me!
Sou uma fera insaciável
torna-me trêmula e frágil em seus braços
sem se importar em ferir os anjos lá no céu
pois sem você já sou estranha
e não consigo olhar dentro de mim
CIBELE CAMARGO

PELAS RUAS DE SÃO PAULO
Cor pálida. Olhos piscador
ofuscados pela velhice bolorenta
nos cartazes que rejeita
com verbos floreados
uma luta lenta
nas palavras doces
os lábios envenenados.
Massa flutuante
tingiu de preto
a beterraba sibilante.
Estrutura caluda
indício ditatorial
galhofa, diminui
embarca no canal triangular
patina na desenvoltura
enrosca no final de cada dia
desembarca entorta e chia.
Bordão desafinado
blasfêmias em tons compassados
- queima mulambos a cerca de mil anos !
Congela a opinião, finta a discussão
empilha desarranjos
perde o balanço para anjos e marmanjos.
É de contra mão
entra no canal de lado sem bordão
patina a três por quatro
sem trato e afinação.
Sofre, empilha, precisa
pega o analista
percorre um love story
dá meia volta...
o primeiro porre
com a água benta se resfria
falida se lamenta
- foi uma ducha fria !
(Cibele Camargo - do Livro "A Vida Além da Sua")

Tempestade de amor
Oh! Cordão que não se rompe,
que me invade como um horizonte,
que bom que tenho esse colo,
impregnado-me como o solo,
cobrindo-me com seu manto verde
Ah! Infinito amor tens por mim,
A recíproca, não poderia ser diferente
Mãe; mulher que és minha,
jamais deixaria sozinha,
dona de um coração valente
Fragilidade em pessoa,
tratando-se de suas crias vira leoa,
que com suas prezas as defendem,
deixando-nos seguras em
seus braços quentes,
porque sabes que sua luta
não serás inutilmente
Que és minha diva, tu sabes,
que sou seu orgulho, eu sei,
o que minha diva não sabe,
que és meu orgulho também,
se sou assim;
porque minha leoa me fez alguém.
MARLI PORTO

NOSSO CÉU
Seus olhos me desnudam
chamando-me insistentemente.
Sou sua!
Agora sou só sua.
Sinta minha alma que te ama
tentando esquecer quem fui.
Abrace-me e vamos sair por ai
seguir a rota das estrelas
nos explodir no ar
sem consciência
sem dizer nada
sem ter nada para explicar
sem querer encarar a dor do mundo
apenas nos amar
deixar nossos corpos se moverem
como se movem os astros lá no céu
sem chorar o que perdemos
sem sentir saudades do que fomos
sem deixar rolar um lágrima
e sem pensar que alguém nos espera.
Venha!...
Vamos nos deitar numa nuvem
e fazer amor sem escrúpulos.
Sinta-me!
sou sua
toda sua
somente sua
sempre sua
Sinta-me!
Sou uma fera insaciável
torna-me trêmula e frágil em seus braços
sem se importar em ferir os anjos lá no céu
pois sem você já sou estranha
e não consigo olhar dentro de mim
CIBELE CAMARGO

PELAS RUAS DE SÃO PAULO
Cor pálida. Olhos piscador
ofuscados pela velhice bolorenta
nos cartazes que rejeita
com verbos floreados
uma luta lenta
nas palavras doces
os lábios envenenados.
Massa flutuante
tingiu de preto
a beterraba sibilante.
Estrutura caluda
indício ditatorial
galhofa, diminui
embarca no canal triangular
patina na desenvoltura
enrosca no final de cada dia
desembarca entorta e chia.
Bordão desafinado
blasfêmias em tons compassados
- queima mulambos a cerca de mil anos !
Congela a opinião, finta a discussão
empilha desarranjos
perde o balanço para anjos e marmanjos.
É de contra mão
entra no canal de lado sem bordão
patina a três por quatro
sem trato e afinação.
Sofre, empilha, precisa
pega o analista
percorre um love story
dá meia volta...
o primeiro porre
com a água benta se resfria
falida se lamenta
- foi uma ducha fria !
(Cibele Camargo - do Livro "A Vida Além da Sua")

6 Comentários:
Quanta honra fazer parte da sua coluna.
De coração, obrigada.
Marli Porto
Por
Anônimo, Ã s 5:03 AM
O Selmo, meu amigo maravilhoso está de parabéns por mais esta coluna. Bjks - Ethel Weitzman
Por
ecowoman, Ã s 5:41 PM
Marli Porto, é uma escritora e poetisa incrivelmente talentosa e genial.
Essa poesia que publicou aqui é de uma sensibilidade e criatividade apaixonante.
Sinto muito honra em te-la como amiga.
Adoro seu trabalho e espero que tenha todo o sucesso reconhecimento que merece.
Bjks
Ethel Weitzman
Por
ecowoman, Ã s 5:48 PM
Meu Deus!
Preciso de mais uns cem anos para poder beber dessas águas todas...
Por
Carmen Regina Dias, Ã s 8:38 AM
Bordão desafinado
blasfêmias em tons compassados
- queima mulambos a cerca de mil anos !
Congela a opinião, finta a discussão
empilha desarranjos
perde o balanço para anjos e marmanjos.
uiuiuiuiiiiiii minha nossa!... orgasmo puro, múltiplos, por sinal!
Por
Carmen Regina Dias, Ã s 5:15 AM
Na bateia do garimpo do seu Selmo... só diamantes...
o seu blog é um colar preciosíssimo
no pescoço do Une versos.
Por
Carmen Regina Dias, Ã s 5:18 AM
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