MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 85.
CARTA RECEBIDA

Selmo Vasconcellos,
Dizem que a palavra “saudade” é brasileira. Só nos a verbalizamos, damos nomes a esse sentimento, essa emoção tão especial, que traz vida, alegria... e dói.
A saudade dói, às vezes. Mas é melhor doer do que senti-la.
Esse é o privilegio daqueles que amam. Só quem ama sente saudade, sente vontade de viver de novo aquele momento, trazer para mais perto a pessoa amada.
A saudade é uma forma de guardar tesouros, pérolas escondidas no fundo de um baú louco para ser aberto.
Por isso, é preciso cultivar a saudade como forma de revivenciar o momento, atualizá-lo, dar vida a ele, renová-lo.
Deixamos aqui o convite para retornar a Poços para os eventos que estão sendo preparados para você e sua família.
Festival de Músicas nas Montanhas que acontece em Janeiro.
O Carnaval das Charangas.
Festividades da Semana Santa.
E a Sinfonia das águas.
Para maiores informações entre em contato conosco pelo telefone 35-3697-2300 ou email turismo@pocosdecaldas.mg.gov.br
Desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações, na esperança de podermos contar com sua visita em nossa cidade mais vezes.
Um abraço !
MARIA LÚCIA RIBEIRO MOSCONI
Secretária Municipal de Turismo

Palace Cassino – Parque José Afonso Junqueira S/N – 37701-013 – Poços de Caldas – MG.
Passeio recomendável pelo editor desta página.
Como proceder voltar ? De querer mais !!! ( Selmo )
HELENA BORGES

Helena Borges nasceu em São Paulo, Capital, em 26 de agosto.Começou escrever aos 15 anos, lançando seu primeiro livro “As Mil e Uma Faces Do Amor” em outubro de 1988. Cursando Letras, seguiu como carreira o turismo, desde 1995.Em 2008, participou de algumas Antologias.Expõe suas obras em alguns sites como www.poetasdelmundo.com e www.caestamosnos.org.
Em 2009 lançará seu segundo livro de poemas, com o título “Um Passo a Mais” e também estará participando de Antologias importantes, entre elas, "Universo Paulistano", em homenagem aos 455 anos de São Paulo e "Latinidade Poética", o melhor da poesia Latino Americana.
Contato: escritorahelena@terra.com.br
MENINAS DA CHINA
Abandonadas sem dó nem piedade;
Sem terem nem o que por direito...
teria uma criança da sua idade;
Por nascerem meninas, parece que cometeram o pior
crime de suas vidas...
esse é o drama das meninas da China;
O olhar procurando desesperadamente um carinho...
um sorriso;
Um rosto conhecido;
Por suas mães são deixadas como lixo...
em orfanatos que mais parecem matadouros clandestinos;
Indefesas, pela maioria discriminadas...
mal cuidadas;
Vivem sem os cuidados necessários...
à deriva de maus tratos;
Abandonadas à própria sorte...
entregues à própria morte;
Continua sendo um problema, que ninguém resolve;
E nos seus últimos momentos, não conseguem nem
sussurrar um choro, um grito...
até a chegada do último suspiro;
Em que seu olhar parece dizer :
- Não sou menino, mas também sou um ser humano,
...eu existo!
RASTRO
Um dia, vai querer ler os mesmos livros que você leu;
Vai querer evitar os erros que você cometeu;
Vai cobrar algo que você prometeu;
Vai retribuir em dobro o amor que lhe deu;
Se tornará seu melhor amigo;
Sem vergonha de revelar pensamentos escondidos;
Irá relembrar as brincadeiras e também as broncas;
Também vai ficar inseguro quando descobrir que ama;
Vai querer pôr em prática tudo o que você o ensinou ao longo
do caminho;
Ficará, fisicamente cada vez mais parecido contigo;
Irá descobrir com o passar dos anos a dimensão dessa palavra...
filho;
E, com a maturidade...
Irá entender o por quê...de seus problemas e ansiedades;
Irá ter seus próprios sonhos...
Mas, com certeza não irá deixar os seus no abandono;
O grande ensinamento da vida é a cada geração...
nos aperfeiçoar;
Temos uma vida toda para tentar melhorar;
No fim...ficará o rastro que nossas pegadas vão deixar;
e registrado no livro da vida...muitas histórias pra contar.
CONTINUAR
Estamos sempre a procura de um caminho...
Questionando o destino...
Sentindo o prazer de emoções ter vivido;
Tranquilidade na solidariedade dos amigos;
Emoção num carinho... abrasivo;
Encontros... nunca são perdidos;
Nada é mais precioso do que um sorriso;
Seguimos em busca... de metas;
Coração... sempre alerta;
De vez em quando, a impressão de estar numa estrada deserta;
A paixão... que me queimou;
O tempo dançou...
a valsa do desamor;
Mas, a razão tudo superou;
Quase tudo fica no esquecimento;
Dessa vida...só levamos o que vivemos;
Cada segundo...é nossa rosa dos ventos;
Ninguém... fica pra semente;
Quem um dia não se sentiu carente?
A cada amanhecer...tudo pode ser diferente;
Pra ser rei é preciso... ser muito paciente;
A esperança... nunca pode estar ausente;
Pra ser campeão...
é preciso todos os dias matar um leão;
Saber a hora de dizer sim e de dizer não;
Cada dia vivido...uma eterna lição;
Duvidar, recuar, questionar... faz parte do roteiro;
Em qualquer situação é preciso se entregar por inteiro;
Não ser escravo de protocolos rotineiros;
Ter sucesso é sempre ser inovador... pioneiro;
Errar e acertar faz parte do jogo;
Melhor amar muito do que nunca ter amado ou amar pouco;
O segredo, é sempre acreditar que no dia seguinte tudo vai se acertar...
As cortinas nunca podem pra sempre se fechar...
O espetáculo mais lindo é a mágica de se multiplicar...
Porque a vida é um show que sempre vai continuar...
Perpetuando o infalível... DNA.
DÚ KARMONA

Flores para Você !
De volta, caminho pelas ruas
Da vida dolorida...
Das feridas
Restam cicatrizes tatuadas...
Escolho viver.
Flores sinalizam o caminho
Seu perfume se confunde
Com sua essência
E caminho em meu querer
Seguindo o som que vêm de você
E eu nem sei o que dizer
Tenho tanto pra contar...
Tantas quedas...
E me ergui sozinha
Entre dias e poesias...
Cai em seus braços
Entre minhas paisagens floridas
E seus dias cinzentos...
E eu, colorida, levo flores pra você!
Anjo Caído
" Grita o silêncio...
Ferindo a alma!
Asas caídas,
Traídas...
Som do delírio,
Anjos feridos...
Palavras ao vento,
Areias em brasa...
Olhos sem alma...
Universo em chama!
Flores no mar...
Alma que clama!
Mãos vazias...
Coração ferido,
Anjo caído...
Traído! "
Vem para mim
Vem que o tempo passa...
Vem para mim...
Mesmo que seja agora
Nesse futuro tão longe
Longe da nossa juventude...
Vem para esse momento
Sem pensar na vida
Que ainda não vivemos...
Mas vêm... Mesmo se for agora...
Mesmo sem ter dito palavras...
Palavras que esperei ouvir...
Num momento que não existiu...
Vem... Agora para esse momento
Que ainda não vivemos
Vem... Agora para essa vida
Vida que não vivemos, mas
Que ainda pode ter momentos
Quero te ouvir...
Mesmo sem tempo
Sem tempo para contar o que vivemos...
Mas vem...
Para curtir esse momento
Porque um dia me deixei
Para viver nesse momento...
MARÍLIA BECHER BAHR

Espiã de mim.
Há uma outra de mim dentro do espelho.
Talvez a mesma.
Talvez um antídoto.
Talvez uma rápida cegueira.
O espelho me olha,
analisa,
disfarça,
alarga,
alonga,
inquieta...
e meu olhar se perde no
dele que se perde no meu.
Tenho a impressão de que me espia,
sorrateiramente.
Que me encara como eu
o encaro e somente isso.
Meu reflexo, contrário de mim?
Parte de mim?
Fragmentos?
Mesmo sem molduras não sou eu o reflexo dele?
2009
Poema do talvez
Talvez acordada...
A natureza declare
liberdade, lealdade, sinceridade
sem ferir as mobilidades.
Talvez...
O suposto diário vermelho seja azul e
circunde o plano seco, tentando aproximá-lo do fértil.
Talvez ajustado...
O sol da pós-tormenta implante
sombras possíveis ou...talvez...inesquecíveis,
esgotadas, iradas, incompreensíveis.
Sem danças naquele fio terra da estupidez.
Talvez aceito...
Talvez sonhado...
Talvez compartilhado...
O doce seja o estalo mais guardado.
Talvez ...
As chuvas de beijos,
as nuvens de abraços,
as viagens no ar,
os mergulhos no mar...talvez...todos iguais.
Talvez...
Constância e presença,
parcelas de lucidez e ousadia requeiram muito mais
que simplicidade despida.
Amar...talvez...seja imprecisão.
Talvez...
Sorriso aberto seja falsidade
e nas diferenças o choro amargo e talhado,
bem aceitos.
Realidades precisam ser completamente reais e...talvez...
tão próximas do imaginário.
RÔ LOPES

HOJE... FRAGMENTOS
Na solidão de mim
Onde sonhos transformaram em desertos
Onde emoções e sentimentos foram
Represados no silencio do meu eu
Entre trovões alados
Relâmpagos cadentes
Choveu
Uma chuva fria
Do pranto dos olhos meus
Que rolando pela minha face
Já entardecida pelo sofrimento
Buscou desaguar no mar do adeus
Hoje...
Somente hoje
Libertei destes fragmentos meus.
SEM RECORDAR
Eu respiro o perfumar
Das lembranças
nostalgicamente
vivas dentro de mim.
Mas...
Não me recordo
SALOMÃO SOUSA

blog: www.safraquebrada.blogspot.com
Uma fidelidade veio ficar comigo
Uma fé sem bomba escondida no casaco
Vieram parar bem aqui
entre os eixos que fazem a paz
Protege a minha porta
a serenidade sem lama
Sinto-me sem fronteira
se extintos os negociantes
com os aros de impedir nossos pés
Nossas mãos já se aproximam
Os lábios não se disfarçam
com o cuspe e com o chulo. Sinto.
Sinto que não sou eu que me enche
Enchem-me uns lábios, uma idéia
um corpo vindo sem fronteiras
Sinto que chegou sadio
o homem que come comigo
o meu o pão e planta comigo o desejo
Sinto que enche de força os meus ossos
Uma fidelidade me beija
Tão perto um Tibete sob meus pés
Beijo o calor de seu cânhamo
o rastros de seus cães
Sacio-me
na fidelidade de seu cântaro
***
No galho a casca não é definitiva
Para filhotes surgem tocas,
as juntas amontoam pó e surgem trevos
Muda o pássaro a plumagem
só para ter outra mais viva
e assim combinar com a nuvem
Vivo de me mudar de caminhos
para não ter de dar o mesmo tédio
Dar outro gosto à ternura
Vamos mudar de banda
Vamos bandear de brisa
E em meus braços nasçam ninhos
***
E se todos decidíssemos pela ausência?
Ficássemos quietos sem nenhum verso
os peixes secos
esquecidos na travessa
Ficássemos com a nádegas mofadas
capim assim torrando
sem que viessem os bafos das bocas
terras férteis sem chuva que as amoleçam
Fôssemos as histórias perdidas
se não vêm quem as ouça
e outro que nunca soube
do encontro que trouxemos tão perto
Estivéssemos onde nenhum herói aparece
nas esquinas onde os homens
não sabem qual será a conversa
Sermos a lua dispersa
o sol que não está mais no universo
Trava que se quebra
e nenhum rosto avança pela fresta
Fôssemos o que ria
entre os olhos que padecem
quando fossem as quedas
dos rubis adversos

Selmo Vasconcellos,
Dizem que a palavra “saudade” é brasileira. Só nos a verbalizamos, damos nomes a esse sentimento, essa emoção tão especial, que traz vida, alegria... e dói.
A saudade dói, às vezes. Mas é melhor doer do que senti-la.
Esse é o privilegio daqueles que amam. Só quem ama sente saudade, sente vontade de viver de novo aquele momento, trazer para mais perto a pessoa amada.
A saudade é uma forma de guardar tesouros, pérolas escondidas no fundo de um baú louco para ser aberto.
Por isso, é preciso cultivar a saudade como forma de revivenciar o momento, atualizá-lo, dar vida a ele, renová-lo.
Deixamos aqui o convite para retornar a Poços para os eventos que estão sendo preparados para você e sua família.
Festival de Músicas nas Montanhas que acontece em Janeiro.
O Carnaval das Charangas.
Festividades da Semana Santa.
E a Sinfonia das águas.
Para maiores informações entre em contato conosco pelo telefone 35-3697-2300 ou email turismo@pocosdecaldas.mg.gov.br
Desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações, na esperança de podermos contar com sua visita em nossa cidade mais vezes.
Um abraço !
MARIA LÚCIA RIBEIRO MOSCONI
Secretária Municipal de Turismo

Palace Cassino – Parque José Afonso Junqueira S/N – 37701-013 – Poços de Caldas – MG.
Passeio recomendável pelo editor desta página.
Como proceder voltar ? De querer mais !!! ( Selmo )
HELENA BORGES

Helena Borges nasceu em São Paulo, Capital, em 26 de agosto.Começou escrever aos 15 anos, lançando seu primeiro livro “As Mil e Uma Faces Do Amor” em outubro de 1988. Cursando Letras, seguiu como carreira o turismo, desde 1995.Em 2008, participou de algumas Antologias.Expõe suas obras em alguns sites como www.poetasdelmundo.com e www.caestamosnos.org.
Em 2009 lançará seu segundo livro de poemas, com o título “Um Passo a Mais” e também estará participando de Antologias importantes, entre elas, "Universo Paulistano", em homenagem aos 455 anos de São Paulo e "Latinidade Poética", o melhor da poesia Latino Americana.
Contato: escritorahelena@terra.com.br
MENINAS DA CHINA
Abandonadas sem dó nem piedade;
Sem terem nem o que por direito...
teria uma criança da sua idade;
Por nascerem meninas, parece que cometeram o pior
crime de suas vidas...
esse é o drama das meninas da China;
O olhar procurando desesperadamente um carinho...
um sorriso;
Um rosto conhecido;
Por suas mães são deixadas como lixo...
em orfanatos que mais parecem matadouros clandestinos;
Indefesas, pela maioria discriminadas...
mal cuidadas;
Vivem sem os cuidados necessários...
à deriva de maus tratos;
Abandonadas à própria sorte...
entregues à própria morte;
Continua sendo um problema, que ninguém resolve;
E nos seus últimos momentos, não conseguem nem
sussurrar um choro, um grito...
até a chegada do último suspiro;
Em que seu olhar parece dizer :
- Não sou menino, mas também sou um ser humano,
...eu existo!
RASTRO
Um dia, vai querer ler os mesmos livros que você leu;
Vai querer evitar os erros que você cometeu;
Vai cobrar algo que você prometeu;
Vai retribuir em dobro o amor que lhe deu;
Se tornará seu melhor amigo;
Sem vergonha de revelar pensamentos escondidos;
Irá relembrar as brincadeiras e também as broncas;
Também vai ficar inseguro quando descobrir que ama;
Vai querer pôr em prática tudo o que você o ensinou ao longo
do caminho;
Ficará, fisicamente cada vez mais parecido contigo;
Irá descobrir com o passar dos anos a dimensão dessa palavra...
filho;
E, com a maturidade...
Irá entender o por quê...de seus problemas e ansiedades;
Irá ter seus próprios sonhos...
Mas, com certeza não irá deixar os seus no abandono;
O grande ensinamento da vida é a cada geração...
nos aperfeiçoar;
Temos uma vida toda para tentar melhorar;
No fim...ficará o rastro que nossas pegadas vão deixar;
e registrado no livro da vida...muitas histórias pra contar.
CONTINUAR
Estamos sempre a procura de um caminho...
Questionando o destino...
Sentindo o prazer de emoções ter vivido;
Tranquilidade na solidariedade dos amigos;
Emoção num carinho... abrasivo;
Encontros... nunca são perdidos;
Nada é mais precioso do que um sorriso;
Seguimos em busca... de metas;
Coração... sempre alerta;
De vez em quando, a impressão de estar numa estrada deserta;
A paixão... que me queimou;
O tempo dançou...
a valsa do desamor;
Mas, a razão tudo superou;
Quase tudo fica no esquecimento;
Dessa vida...só levamos o que vivemos;
Cada segundo...é nossa rosa dos ventos;
Ninguém... fica pra semente;
Quem um dia não se sentiu carente?
A cada amanhecer...tudo pode ser diferente;
Pra ser rei é preciso... ser muito paciente;
A esperança... nunca pode estar ausente;
Pra ser campeão...
é preciso todos os dias matar um leão;
Saber a hora de dizer sim e de dizer não;
Cada dia vivido...uma eterna lição;
Duvidar, recuar, questionar... faz parte do roteiro;
Em qualquer situação é preciso se entregar por inteiro;
Não ser escravo de protocolos rotineiros;
Ter sucesso é sempre ser inovador... pioneiro;
Errar e acertar faz parte do jogo;
Melhor amar muito do que nunca ter amado ou amar pouco;
O segredo, é sempre acreditar que no dia seguinte tudo vai se acertar...
As cortinas nunca podem pra sempre se fechar...
O espetáculo mais lindo é a mágica de se multiplicar...
Porque a vida é um show que sempre vai continuar...
Perpetuando o infalível... DNA.
DÚ KARMONA

Flores para Você !
De volta, caminho pelas ruas
Da vida dolorida...
Das feridas
Restam cicatrizes tatuadas...
Escolho viver.
Flores sinalizam o caminho
Seu perfume se confunde
Com sua essência
E caminho em meu querer
Seguindo o som que vêm de você
E eu nem sei o que dizer
Tenho tanto pra contar...
Tantas quedas...
E me ergui sozinha
Entre dias e poesias...
Cai em seus braços
Entre minhas paisagens floridas
E seus dias cinzentos...
E eu, colorida, levo flores pra você!
Anjo Caído
" Grita o silêncio...
Ferindo a alma!
Asas caídas,
Traídas...
Som do delírio,
Anjos feridos...
Palavras ao vento,
Areias em brasa...
Olhos sem alma...
Universo em chama!
Flores no mar...
Alma que clama!
Mãos vazias...
Coração ferido,
Anjo caído...
Traído! "
Vem para mim
Vem que o tempo passa...
Vem para mim...
Mesmo que seja agora
Nesse futuro tão longe
Longe da nossa juventude...
Vem para esse momento
Sem pensar na vida
Que ainda não vivemos...
Mas vêm... Mesmo se for agora...
Mesmo sem ter dito palavras...
Palavras que esperei ouvir...
Num momento que não existiu...
Vem... Agora para esse momento
Que ainda não vivemos
Vem... Agora para essa vida
Vida que não vivemos, mas
Que ainda pode ter momentos
Quero te ouvir...
Mesmo sem tempo
Sem tempo para contar o que vivemos...
Mas vem...
Para curtir esse momento
Porque um dia me deixei
Para viver nesse momento...
MARÍLIA BECHER BAHR

Espiã de mim.
Há uma outra de mim dentro do espelho.
Talvez a mesma.
Talvez um antídoto.
Talvez uma rápida cegueira.
O espelho me olha,
analisa,
disfarça,
alarga,
alonga,
inquieta...
e meu olhar se perde no
dele que se perde no meu.
Tenho a impressão de que me espia,
sorrateiramente.
Que me encara como eu
o encaro e somente isso.
Meu reflexo, contrário de mim?
Parte de mim?
Fragmentos?
Mesmo sem molduras não sou eu o reflexo dele?
2009
Poema do talvez
Talvez acordada...
A natureza declare
liberdade, lealdade, sinceridade
sem ferir as mobilidades.
Talvez...
O suposto diário vermelho seja azul e
circunde o plano seco, tentando aproximá-lo do fértil.
Talvez ajustado...
O sol da pós-tormenta implante
sombras possíveis ou...talvez...inesquecíveis,
esgotadas, iradas, incompreensíveis.
Sem danças naquele fio terra da estupidez.
Talvez aceito...
Talvez sonhado...
Talvez compartilhado...
O doce seja o estalo mais guardado.
Talvez ...
As chuvas de beijos,
as nuvens de abraços,
as viagens no ar,
os mergulhos no mar...talvez...todos iguais.
Talvez...
Constância e presença,
parcelas de lucidez e ousadia requeiram muito mais
que simplicidade despida.
Amar...talvez...seja imprecisão.
Talvez...
Sorriso aberto seja falsidade
e nas diferenças o choro amargo e talhado,
bem aceitos.
Realidades precisam ser completamente reais e...talvez...
tão próximas do imaginário.
RÔ LOPES

HOJE... FRAGMENTOS
Na solidão de mim
Onde sonhos transformaram em desertos
Onde emoções e sentimentos foram
Represados no silencio do meu eu
Entre trovões alados
Relâmpagos cadentes
Choveu
Uma chuva fria
Do pranto dos olhos meus
Que rolando pela minha face
Já entardecida pelo sofrimento
Buscou desaguar no mar do adeus
Hoje...
Somente hoje
Libertei destes fragmentos meus.
SEM RECORDAR
Eu respiro o perfumar
Das lembranças
nostalgicamente
vivas dentro de mim.
Mas...
Não me recordo
SALOMÃO SOUSA

blog: www.safraquebrada.blogspot.com
Uma fidelidade veio ficar comigo
Uma fé sem bomba escondida no casaco
Vieram parar bem aqui
entre os eixos que fazem a paz
Protege a minha porta
a serenidade sem lama
Sinto-me sem fronteira
se extintos os negociantes
com os aros de impedir nossos pés
Nossas mãos já se aproximam
Os lábios não se disfarçam
com o cuspe e com o chulo. Sinto.
Sinto que não sou eu que me enche
Enchem-me uns lábios, uma idéia
um corpo vindo sem fronteiras
Sinto que chegou sadio
o homem que come comigo
o meu o pão e planta comigo o desejo
Sinto que enche de força os meus ossos
Uma fidelidade me beija
Tão perto um Tibete sob meus pés
Beijo o calor de seu cânhamo
o rastros de seus cães
Sacio-me
na fidelidade de seu cântaro
***
No galho a casca não é definitiva
Para filhotes surgem tocas,
as juntas amontoam pó e surgem trevos
Muda o pássaro a plumagem
só para ter outra mais viva
e assim combinar com a nuvem
Vivo de me mudar de caminhos
para não ter de dar o mesmo tédio
Dar outro gosto à ternura
Vamos mudar de banda
Vamos bandear de brisa
E em meus braços nasçam ninhos
***
E se todos decidíssemos pela ausência?
Ficássemos quietos sem nenhum verso
os peixes secos
esquecidos na travessa
Ficássemos com a nádegas mofadas
capim assim torrando
sem que viessem os bafos das bocas
terras férteis sem chuva que as amoleçam
Fôssemos as histórias perdidas
se não vêm quem as ouça
e outro que nunca soube
do encontro que trouxemos tão perto
Estivéssemos onde nenhum herói aparece
nas esquinas onde os homens
não sabem qual será a conversa
Sermos a lua dispersa
o sol que não está mais no universo
Trava que se quebra
e nenhum rosto avança pela fresta
Fôssemos o que ria
entre os olhos que padecem
quando fossem as quedas
dos rubis adversos

7 Comentários:
Selmo, como não emocionar de ver meus escritos no seu "MOMENTO LÍTERO CULTURAL"?
Responda-me voce! Risos...
Muito obrigada poeta por estar me prestigiando, pois é um prestigio e muito prazeroso estar no seu jornal entre os grandes.
Realmente voce busca e dá oportunidade aos novos.
Feliz estou e muito grata.
Beijos em sua alma
Por
Anônimo, Ã s 1:23 PM
Vim aki para prestigiar minha amiga Dú Karmona.É uma poetisa maravilhosa, por quem nutro respeito e admiração por suas obras.Parabéns tbm ao Selmo, meu bom e querido amigo, por escolher personalidades tão notáveis para que possamos degustar com o coração suas escritas.
Bjs
Por
MELL GLITTER, Ã s 2:33 PM
Dú, vim lhe visitar neste novo espaço criado para que sua poesia brilhe mais além. Querida você merece todo respeito e admiração pelo seu trabalho. Um beijo querida.
Por
Betânia Uchôa e seu universo in versos, Ã s 4:31 PM
Marilia Becher Bahr me emociona desde sempre, és minha poeta do coração. Helena Borges não conhecia e de cara a achei fantástica. O Selmo falando de saudade me despertou. Du Karmona já li muitas de suas poesias e gosto muito. Rô e Salomão não conhecia, mas gostei muito. Poetas são amigos da alma. Parabéns a todos.
Por
Arlete, Ã s 7:15 AM
Selmo, obrigadíssima por mais este afago poético!
Beijos!
"O bom diarista", disse Virginia Woolf, é aquele que escreve para si apenas ou para uma posteridade tão distante que pode sem risco ouvir qualquer segredo e corretamente avaliar cada motivo.
Para esse público não há necessidade de afetação ou restrição.
Não me imporei restrições, porém sei que estarei sendo influenciada de várias maneirasao considerar a hipótese de ser lida pelos
meus contemporâneos.
Os autores de diários, qualquer que seja sua natureza íntima ou anedótica, sempre escrevem para serem lidos, mesmo quando
fingem que ele é secreto.
Por
Alzheimer-Universo de Memórias, Ã s 9:40 AM
Obrigada Arlete!
Você...sempre tão gentil e solícita!
Beijos!
Por
Alzheimer-Universo de Memórias, Ã s 9:42 AM
Todos os poetas acima são maravilhosos, amigos e muitos queridos, a maioria deles se tornaram meus amigos pessoal, Barbarella, Rõ, Du, Marcelo Girard e tantos outros, acompanho o trabalho deles de perto e são amigos leais,
bom ter amigos leais nesse mundo virtual que se tornaram amigos reais,
a todos eles e os que além virão meus parabéns e grande abraço.
Glorinha Gaivota
Por
Anônimo, Ã s 7:07 AM
Postar um comentário
<< Home