MOMENTO LÍTERO CULTURAL
ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA ( ANTÔNIO POETA )

Antônio Poeta, Antônio José da Silva, é carioca, viúvo, tem 53 anos e é expert em amor... Amor as suas filhotinhas e netinhos (rsss).
Alguns anos após o drama da viuvez e de me ver totalmente sozinho para cuidar e criar minhas filhas, nessa época uma contando seis anos e a outra onze anos (hoje, coloquei o boi na sombra... Filhas casadas e eu por opção, virei babá de meus netinhos em tempo integral), iniciei a experimentar toda uma sensibilização interior quase que transcendente, principiei a sentir uma inspiração cada vez mais latente de escrever e mostrar todo o meu conteúdo consciêncial, enfim, as minhas convicções e saberes, meus sabores e dissabores. Falar das coisas que eu vivi e vi; dos meus erros e acertos; formar opinião e apresentar a minha pessoa, às tapas e aos beijos, ponderando um pouco sobre tudo. Entretanto, esse “sonho” só passou a concretizar-se dez anos após essa época, já estando eu com 48 anos de idade.
Opinar, (filosofar; prosear; analisar) em pensamentos e crônicas, era o meu desígnio e alvo primeiro, não obstante, no decurso desses rascunhos, algo me provocava a composição de alguns escritos versejados (poesias). Inquiria de mim para comigo: Como alguém que se inicia a escrever raiando os 50 anos pode se transformar em um formador de opinião, usando como ferramenta para tal, apenas os seus ensaios literários, nunca dantes levados à prova e, sobretudo, tornar-se um Poeta?
Óbvio, que não obtive respostas a nenhuma das perquirições citadas, entretanto, birrento como sempre fui e sou, insisti e persisti em minhas grafias filosóficas e poéticas. Sejam em forma de pensamentos, crônicas ou poemas, transcrevo aqui neste espaço-web o conteúdo de minha consciência, e sendo assim, este site sou eu, melhor, ele é o meu eu e eu sou ele!
Sem qualquer técnica literária, escrevo por percepção, sobre todas as coisas que aprendi e apreendi, e que intuo e que intui. Não sou muito de rebuscar palavras ao escrever, já sentimentos sempre. E o mais importante de tudo: Não julgo ou prejulgo criaturas ou organizações, excepcionalmente opino, indo do impudico ao espiritual; do banal ao intelectual, em meus comentos, me desnudando por completo. Perdoem-me, se estiver censurável em quaisquer de minhas abordagens, sob formas de conclusões, sentimentos e, principalmente, se eu induzir alguém ao erro, intermediado por meu filosofar ou poetar, pois não o faço por irresponsabilidade, maldade ou vaidade, e sim, por uma quase que absoluta credulidade nas convicções assimiladas por mim, nesse meio século de meu existir. Minhas duvidas decorrem da constatação que tenho, de ser um individuo atentado... Aliás, em verdade, todas as pessoas que lidam e despertam convicções e emoções, são atentadas. Atentadas por outros indivíduos encarnados como ela, e ainda, por espíritos desencarnados, que a modelo dos encarnados, ambicionam verem as suas opiniões relatadas e divulgadas. Sendo assim, óbvio, que parte desses dois grupos ao não se sentirem contemplados por meus escritos, sempre estarão a me espreitar e atentar. Xô, cambada de chatos visíveis e invisíveis e sustem de me emboscar!
Não possuindo a modéstia e sabedoria do pródigo Sócrates, que dizia: Só sei, que nada sei. Opto eu, por afirmar: Só sei, que sei, porém, não sei, como sei, mas sei, que se precisar, meu sentir reformar, por força de nova convicção, não me melindrarei e francamente o farei, pois também sou camaleão.
Escrever, sob a forma de pensamentos, crônicas, versos e contos, ascendeu minhas melhores resoluções globais, e ao mesmo tempo, estorvou minhas más inclinações... Filosofar e Poetar, é a minha forma de deixar a alma em forma!
Que Deus abençoe a mim, as minhas filhas e aos meus netinhos... Que Deus abençoe você, que me lê nesse momento!!!
http://antoniopoeta.blogspot.com
Antônio José
Boca Louca
Boca louca... Boca insana.
Boca que me manda embora,
boca que de volta me chama.
Boca que me roga fidelidade
e em vil desatino me engana.
Boca que me exalta e aclama,
boca que me insulta e difama,
boca que me aniquila na cama.
Boca que me beija,
boca que me lambe,
boca que me chupa,
boca que me mordisca.
Boca que me escancara
de tamanho lúbrico prazer.
Boca que me escarra. Louca,
eu não consigo te entender.
Basta! acabou para sempre,
por fim, chegou o seu fim!
Vai-te embora boca louca,
pois perdestes por 3 x 1:
Minha boca, minha cabeça
e meu coração, não querem
mais ter, tampouco te sorver:
Abocarei outra boca para mim.
Conspiração
De Órgãos
Coração, preciso falar com você.
Pois não, amigo Cérebro,
estou a lhe ouvir.
Sabe, amigo Coração,
acho que precisamos nos unir
a fim de controlarmos
esse nosso irmão indecente
e inconseqüente, do Pinto,
esse danado que a todas,
indiscriminadamente,
quer “comer”.
É verdade, mano Cérebro,
esse menino, não tem jeito.
Sempre insaciável,
insensível e sem razão...
Ele não pensa, não sente,
só quer se fartar.
Às vezes me exige tanto,
que até temo enfartar.
Verdade Coração,
eu percebo o seu sufoco,
para tanto sangue bombear,
a fim de atender aquele louco,
que imagina que a vida
é um eterno e constante gozar.
Outra coisa, Coração,
precisamos agir
de maneira prudente,
se não o Pinto tarado,
do jeito que é comilão,
e com toda sua persuasão...
Acaba é por “papar” a gente!
Cruzes mano Cérebro...
Está certo que o cara
é um tarado libidinoso,
mas, daí a incestuoso,
prefiro crer que não!
Os Sensíveis
Os sensíveis sofrem mais
por serem sensíveis,
ou são sensíveis
por sofrerem mais?
Não importa se discutir
”qual o sexo dos anjos”,
o que monta é se discernir
que os sensíveis, por serem
bem mais espiritualizados,
sentem e se abatem mais,
pois sempre estão desarmados
e nunca acautelados, contra
a vilania dos golpes fatais.
São eles, mansos angelicais.
Por mais que empreendam mudar,
não o conseguem e logo percebem,
que em verdade, continuam a penar.
Uma pena que não elegeram,
mas que dela jamais vão se apartar.
Dão ares de crianças-adultas, indefesas
e expostas a todas às vicissitudes e malícias.
Por vezes, tentam se impor ao se exibirem durões,
mas não passam de bisonhos arcanjos bobalhões.
Choram, se abatem, mas em seguida perdoam,
parecem sempre aptos à sofreguidão e decepção,
pois até, quando reagem e com sua atitude magoam,
logo se arrependem e reparam com generosidade e emoção.
Os sensíveis, pensam, intuem, sentem e agem com o coração!
MARCO ARAÚJO

www.marcoaraujo.com
Com uma linguagem clara e um lirismo mais do que peculiar, o compositor, cantor e instrumentista MARCO ARAUJO, encerra em seu trabalho uma vitoriosa trajetória artística que, transformada em números, alcança a marca de 100 canções gravadas e 70 prêmios nos festivais de música do sul do Brasil. Em março de 2004, com LEMBRANÇA LIVRADEIRA, o compositor venceu a 10ª Edição do Canto da Lagoa, festival nacional de MPB realizado na cidade de Encantado.
Pesquisador incansável, Marco é natural da cidade de RioGrande e um dos responsáveis pela recuperação e divulgação da “cultura litorânea” do RS, isto documentado em canções como VIOLAS DO LITORAL, O BOI e OLARAI DO BENEDITO.
Gravado pelos mais importantes nomes da Música Popular Gaúcha, Marco lançou em 2006, de forma independente, o CD “TODAS AS PALAVRAS”, pequena mostra do que viveu, aprendeu e desenvolveu durante a constante busca de uma expressão sonora universal - expressão essa, que também se comprova em seu trabalho como intérprete de Bossa Nova e MPB.
Radicado em Porto Alegre desde 86, Marco, além de suas atividades artísticas, foi um dos destaques como oficineiro do Projeto da Descentralização da Cultura, onde, na Vila Nova, criou a Tribo da Vila, grupo de MPB que, desde 2003, vem alcançando grande sucesso.
Em 2005, ao lado de Adriano Priori, retoma a carreira do grupo Cantoria e assume a Oficina de Música da Cia. CARRIS. Ainda neste ano, além de ganhar o prêmio de Melhor Melodia, vence a Linha Livre da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana com a canção Velhos Amigos.
Em fevereiro de 2006, Marco se apresenta no Palco Principal do Festival Internacional de Folclore de Cosquin / AR, onde, também, além do sucesso entre público e músicos, divide painel sobre cultura latino-americana com Roberto “Poca” Yupanqui, filho do grande Atahualpa.
Em 2007 participa do Festival da EPTV / Globo em Araraquara / SP e vence o Prêmio Lilá Ripoll da Assembléia Legislativa do RS com a poesia Quebranto de Poeta Triste. Em junho de 2008 lança o CD MAR DE DENTRO – pelo FUMPROARTE.
Quebranto de Poeta Triste
Mirava o tempo através da alma
Que embaçada pelo pranto
Era recanto da lembrança infinda
Quebranto de poeta triste
Mirava a rua pela porta fria
Que escancarada se debatia
Nos braços da tempestade
Que sufocava noite e poesia
E assim brotavam as palavras
Livres de qualquer corrente
Presentes, vivas e dementes
E assim brotavam rimas
Reticentes, duras, complacentes
Bêbadas, dissonantes, dissidentes
Soneto Derramado
A moça de coração partido
andava nua pela praia
repartindo o sol e a solidão.
Pão doce que azedou.
O mar enamorado
avançava sobre a areia
que o nordeste conduzia.
Caldo que entornou.
Era leite derramado
o amor que se acabou.
Quebrou na pedra fria.
Era canto de sereia
ilusão da maré cheia
que o poeta imaginou.
Em Tempo
Em tempo deixei Rio Grande
Seus becos de pedra, azulejos e sombras
Pescadores, redes, sendas
Rendas de corda fina estendidas sobre o canal
Pipoca, candy, algodão doce
Porto Velho, jurupiga, lagoa, quintal, infância
A dura poesia do homem
Em forma de braços de pedra estendidos ao mar
Versos, reversos, canções
Ilusões a deriva; razões e razões de partir
Por vezes lembro de mim
E das velas que se iam pelo vento
NANA TOLEDO

Nascida numa família de músicos Nana Toledo não teve como negar sua musicalidade.
Desde pequena ouviu todos os gêneros e estilos musicais e sua grande paixão é a música popular brasileira. Estudou piano e mais tarde se identificou com o violão, seu fiel companheiro.
Descobriu com o tempo que sua forma de “mover o mundo” era através da própria voz. Começou então a participar de festivais como intérprete e compositora, onde ganhou alguns prêmios nestas categorias. Depois disso vieram convites para cantar em bandas, festas, bares e diversos eventos. Passou assim a estudar canto e a participar de cursos e oficinas em Blumenau, Itajaí, Curitiba, e Buenos Aires.
Seu repertório abrange diversos estilos, entre eles: bossa nova, samba, pop e grandes clássicos da Música Popular Brasileira.
Como sempre trabalhou paralelamente como educadora, preocupa-se muito com o tipo de música que crianças e jovens vêm ouvindo ultimamente e defende sempre que a música é um corpo de conhecimento que deve ser mais bem explorado nas escolas, principalmente dando acesso aos alunos a ouvirem a boa música brasileira e conhecerem a riqueza e diversidade de nossa cultura.
Em 2002 Nana recebeu das mãos do Presidente da República o Prêmio de Incentivo a Educação Fundamental com o projeto “Viva a Música” realizado com alunos da Rede Municipal de ensino de Blumenau onde as crianças puderam ampliar seus conhecimentos através da música contextualizada com as outras áreas do conhecimento.
Além de musicista, Nana Toledo é escritora, pedagoga, pós-graduada em Alfabetização, Contadora de Histórias formada pelo Sesc e especialista em Musicoterapia formada pela Faculdade Internacional de Curitiba.
Ministra oficinas de musicalização para crianças e adultos e é chamada para dar consultoria em projetos pedagógicos voltados para a música, literatura e educação em diversas escolas e universidades, contribuindo com a formação de professores de diversas licenciaturas.
Lançou em 2004 o “Língua Enlinguarada”, nome do CD que reúne canções de sua autoria, dirigido ao público infantil.

Suas canções se transformaram em livros escritos juntamente com Cristina Marques e lindamente ilustrados pelo argentino Julian Ribeiro, mais conhecido como Boris.
Esta coleção foi batizada de Cantos e Encantos e em 2005 fez parte da campanha Troque lixo por livro, na Rede Municipal do Ensino de Blumenau, onde foram distribuídas dez mil coleções de livros com cd para crianças de 6 a 10 anos de idade.
Este projeto apoiado pela Hering Têxtil ganhou o prêmio estadual de Expressão de Ecologia e prêmio de melhor coleção infantil pela SEB (Sociedade de Escritores Blumenauenses)
Este projeto se ampliou para rede estadual de ensino e para outras cidades, atingindo milhares crianças através da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Catarina e apoio de conceituadas empresas.
Em 2007 foi o lançamento da coleção “Poeminhas Ecológicos” que reúne 8 livros e um CD com 12 músicas. Cada livro contém poemas sobre os elementos que fazem parte do ecossistema e, num diálogo divertido com as imagens, desenvolvidas pela dupla argentina Cleo und Boris, propõem cativar e conscientizar os leitores.

Nana também gravou muitos jingles publicitários e canções para editoras e filmes infantis como o premiado Curta Catarinense “Aventuras na Ilha da Magia”, produzido por Belli Studio.
Dia 15 de agosto de 2008 lançou seu terceiro CD intitulado Fim de Tarde onde apresentou suas composições nos estilos de MPB, pop e bossa no auditório Carlos Jardim da Fundação Cultural de Blumenau.
Atualmente trabalha como educadora musical na Escola de Música do Teatro Carlos Gomes de Blumenau, se apresenta em eventos e shows, realiza cursos e workshops em escolas e empresas, canta, conta e escreve histórias infantis e trabalha em estúdio com produções e gravações musicais.
Para saber mais sobre Nana Toledo, acesse o site www.nanatoledo.com/lingua , ouça algumas canções pelo www.myspace.com/nanatoledo ou ainda visite seu blog http://nanatoledofimdetarde.blogspot.com
Pássaro da Lua
Pássaro da lua que canta
Nos ramos prateados da noite
Voa até mim e conta
O que vistes por estes lugares?
Vistes nuvens formando dragões?
Ouvistes a canção do tempo?
Pousastes numa nuvem de algodão?
Enfrentastes a fúria do vento?
Não me importa se és pássaro lunático
És para mim um ser encantado
Te aguardo em algum sonho fantástico
Durante meu sono cansado.
(Poema do Livro “Vôo livre” da coleção Poeminhas Ecológicos de Nana Toledo)
É chegada a hora
Atenção!
Aos sinais do astral,
Aos sons desenhados
No meio do bambuzal.
Ao movimento dos rios,
Ao ritmo das folhas,
No meio do vento frio.
Atenção!
Aos acasos do destino,
Aos encontros e reencontros,
No meio de olhares clandestinos.
Aos compassos do coração,
Aos impulsos da alma,
No meio da agitação.
Atenção!
Às raízes da história,
Às transformações sociais,
No meio de um povo sem memória.
Às marcas do tempo,
Às rugas e cicatrizes,
No meio de um rosto sonolento.
Atenção!
Ao choro de alguém,
Ao desejo contido,
No meio do mal e do bem.
Ao mundo lá fora,
Ao dia de hoje,
No meio do tempo que acontece agora.
É chegada a hora.
(Poema que virou canção no CD Fim de Tarde de Nana Toledo)
Melodia
A melodia
De um dia
É digna
De um sol
Ameno
Ao meio dia.
A melodia
De uma noite
É digna
De um som
Perfeito
A meia luz.
Mel do dia
Melodrama
Melô do dia
Melodia.
RITA CÁSSIA A. G. PEDROSO – RITA CÁSSIA

Breve histórico

A princípio autodidata, comecei como desenhista, ainda na infância, sendo que minha foi mãe grande incentivadora do desenvolvimento dessa habilidade. Minha facilidade em perceber e reproduzir formas impressionava a todos. Na adolescência ganhei de meu pai uma coleção sobre desenhistas brasileiros e minha paixão pelo desenho se aprofundou. Nessa fase retratava os amigos, buscando um estilo realista um tanto influenciada também pelo Renascimento Italiano. Posteriormente conheci, através de pesquisas, a pintura de Renoir, kandinsky, Klee, Modigliane, Tarsila do Amaral, Klimt, entre outros, o que a fez com que sua visão de artes plásticas se expandisse. Ao aprofundar-me no aprendizado sobre os mestres do passado me apaixonei pela pintura do Maneirismo e do Renascimento Flamenco, sobretudo pela pintura de Bosch e Botticelli.

Desenvolvi várias técnicas de desenho, pintura e modelagem. Penso que vivendo no período pós-moderno sou influenciada por influenciada por séculos de historia. Na temática, em estilo figurativo, tenho paixão especial por figuras humanas e além disso, por pintar sob a inspiração de temas da cultura brasileira. Já na pintura abstrata a relação é mais metafísica e o resultado é geralmente bastante psicodélico. Em ambas as formas de expressão, ou seja tanto no figurativo quanto no abstrato sou extremamente influenciada pela música, arte à qual me dedico paralelamente.

Recentemente minha obra “O canto das Sereias” foi premiada com medalha de bronze no Salão de Natal da Academia Fluminense de Bellas Artes, no Rio de Janeiro. A obra é inspirada tanto no folclore brasileiro quanto na mitologia grega e influenciada por meus conhecimentos musicais. Anteriormente a realizar essa pintura escrevi uma serie de pequenas composições musicais onde tentava passar minha impressão de algumas das personagens do folclore brasileiro. Entre essas composições uma era sobre o tema canto das sereias e me levou recentemente a pintar a tela premiada. A tela “O Canto das Sereias” por sua vez foi pintada para uma exposição que unia artes plásticas e poesia e a poeta Nancília, do Ro de Janeiro, escreveu o poema “Canto de Mulher” relacionado ao tema. Posteriormente o poeta Milton Gama me presenteou com um novo e belo poema sobre a obra.

Cada obra que realizo tem sua razão de ser. No ato criativo eu não tenho preocupações técnicas e tampouco a preocupação de inovar. Eu simplesmente me entrego ao fazer artístico sem maiores preocupações e ou pretensões, além de buscar um resultado que tenha sentido para mim, com ou sem relação a algo pré-determinado. Na minha cabeça cada trabalho tem seu próprio sentido.
Se nas artes plásticas sou autodidata na musica tenho uma formação mais acadêmica.
Foi na adolescência que iniciei meus estudos musicais, ao violão e flauta-doce, a princípio na musica popular, sob influencia de meu pai, que era musico amador ao violão e gaita de boca. Posteriormente, no Conservatório de Tatuí , ao esperar por uma vaga de violão erudito, me interessei pelo oboé e matriculei-me no curso deste instrumento, tendo sido, a partir daí orientada pelo professor José Davino Rosa e consecutivamente pelos oboístas Arcádio Minczuk e Peter Apps (músicos da OSESP).
Atuei como oboísta junto a “Orquestra Sinfônica Jovem” do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, da cidade de Tatui , sob a regência do maestro e excelente flautista Edson Beltrami. Na mesma instituição, ainda como oboísta, participei da “Banda do Maestro Pereira”, da “Banda Bimbo Azevedo” e da “Banda Sinfônica Sopra Mulheres” No conservatório fui também integrante do grupo de canto coral “Boca de Mulher” e do “Grupo de Performance Lira do Delírio”, além de ter participado, como solista, nas audições de música de câmara e do Projeto Dinamarquês - Brasileiro, que uniu a “Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí” ao grupo “Copenhagen Rhythm Combination” do Conservatório de Música Rítmica de Copenhagen .
Fui ainda bolsita em algumas edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão (núcleo Tatuí), tendo sido orientada pelos oboistas Walter Bianchi, João Carlos Guering e Joel Gisiger.
No Festival de Artes da cidade de Itu, tive a oportunidade de ter aulas com os oboístas Humbert J. Lucarelli e Washington Barella.

Outras atividades:
Freqüentei aulas de musicalização pelo Método Kodaly com a professora Débora Ribeiro .
Participei a Master Class sobre respiração para instrumentistas de sopro , ministrada pelo professor Keith Underwood .
Participei da Master Class sobre sons agudos dos instrumentos de sopro, ministrada pelo saxofonista Dale Underwood.
Lecionei violão popular na cidade de Murutinga do Sul e também de Musicalização Infantil no Colégio Objetivo da cidade de Itapetininga.
Lecionei desenho e pintura em aulas particulares.
Atividades Atuais
Atuo com 1º oboé da Banda Sinfônica Sopra Mulheres, na qual participo também como uma das coordenadoras, desde que o grupo se tornou independente.
Sou professora de Artes efetiva na Rede de Educação do Estado de São Paulo.
Desenvolvo trabalho próprio em artes plásticas.
Formação Acadêmica:
Curso Superior em Arte Educação com habilitação plena em Artes Plásticas.
Cursando oboé (nível avançado).
ANDRÉA MOTTA

Nasceu na cidade de São Paulo, em 1957. Reside em Curitiba - Paraná. É graduada e pós-graduada em Direito. Em 2003, estreou em livros com as publicações digitais: Fonte de meus Silêncios mais Profundos, Natureza Íntima e Águas do Inconsciente. Participa de diversas antologias entre elas: Antologia Internacional Terra Latina (Projeto Cultural Abrali, Ed.2005), uniVERSOS, Antologia Poética (Escritores e Poetas – Ed.2005), Pó&Teias (Antologia de Poemas, crônicas e Contos, Ed.2006), Poesia do Brasil, Vol.3 (Proyecto Cultural Sur/Brasil, 2006), Poesia do Brasil, Vol.5 (Proyecto Cultural Sur/Brasil, 2007), Poesia do Brasil, Vol.8 (Proyecto Cultural Sur/Brasil, 2008) . Em sua trajetória literária, obteve várias premiações. É associada á Academia Paranaense de Poesia, participa de diversos grupos de escritores e poetas entre os quais o Grupo Pó&Teias, além de ser membro efetivo do Centro de Letras do Paraná, do Portal CEN., do Projeto Cultural Abrali e coordenadora do núcleo de Curitiba do Proyecto Cultural Sur/Brasil.É Idealizadora do site e Blog Jardim de Poesia.
Endereço de contato: andrea_motta@terra.com.br
Efusão
No teu umbigo tem um mundo
distinto do meu,
nem mais claro
nem mais escuro,
somente diferente do meu.
Sai da casca,
fita esta aldeia
enfrenta o cheiro do enxofre,
o lixo que a circunda.
Sai da casca,
Olha o céu grafitado no concreto,
as gírias nervosas nas calçadas.
Vê nas janelas entreabertas
as avencas dependuradas.
Deixa o ácido engavetado
sai da casca,
o pincel eu empresto!
Venham os tapetes de folhas castanhas
Despeço-me com lágrimas.
A abundância do meu pranto
alaga ruas, desmorona morros,
causa congestionamentos.
Despeço-me sem querer partir,
todavia, ainda assim parto!
não sem antes atender
as preces deste povo.
Pediste-me trégua: Dou-te meu calor
trigais em flor, próspera colheita
Pediste-me chuva: Dou-te meu suor
devolvo-te a fartura dos cafezais
Deixo-te a alegria do verão
e meu último sopro quente,
antes que as nuances do outono
invadam as terras do hemisfério
E do sul chegue a viração.
trazendo temperaturas amenas
tapetes de folhas castanhas
e inspiração aos poetas.
Metapoema
Se meu verso não tem jeito
de soneto ou de epopéia
se não é perfeito
com certeza tem um rito
não causa cefaléia
ou faniquito
é o encontro sublime
da fé e da quimera
Se a rima é disforme
o que não é nenhum crime
e não tem batalhas de outra era
com certeza é ditoso
traz a letra do corpo
sem ser incestuoso
Em cada fonema
o canto do melro
o vôo da borboleta indefesa
- a essência do ecossistema -
transcende com certeza
a consciência do leitor mais austero

Antônio Poeta, Antônio José da Silva, é carioca, viúvo, tem 53 anos e é expert em amor... Amor as suas filhotinhas e netinhos (rsss).
Alguns anos após o drama da viuvez e de me ver totalmente sozinho para cuidar e criar minhas filhas, nessa época uma contando seis anos e a outra onze anos (hoje, coloquei o boi na sombra... Filhas casadas e eu por opção, virei babá de meus netinhos em tempo integral), iniciei a experimentar toda uma sensibilização interior quase que transcendente, principiei a sentir uma inspiração cada vez mais latente de escrever e mostrar todo o meu conteúdo consciêncial, enfim, as minhas convicções e saberes, meus sabores e dissabores. Falar das coisas que eu vivi e vi; dos meus erros e acertos; formar opinião e apresentar a minha pessoa, às tapas e aos beijos, ponderando um pouco sobre tudo. Entretanto, esse “sonho” só passou a concretizar-se dez anos após essa época, já estando eu com 48 anos de idade.
Opinar, (filosofar; prosear; analisar) em pensamentos e crônicas, era o meu desígnio e alvo primeiro, não obstante, no decurso desses rascunhos, algo me provocava a composição de alguns escritos versejados (poesias). Inquiria de mim para comigo: Como alguém que se inicia a escrever raiando os 50 anos pode se transformar em um formador de opinião, usando como ferramenta para tal, apenas os seus ensaios literários, nunca dantes levados à prova e, sobretudo, tornar-se um Poeta?
Óbvio, que não obtive respostas a nenhuma das perquirições citadas, entretanto, birrento como sempre fui e sou, insisti e persisti em minhas grafias filosóficas e poéticas. Sejam em forma de pensamentos, crônicas ou poemas, transcrevo aqui neste espaço-web o conteúdo de minha consciência, e sendo assim, este site sou eu, melhor, ele é o meu eu e eu sou ele!
Sem qualquer técnica literária, escrevo por percepção, sobre todas as coisas que aprendi e apreendi, e que intuo e que intui. Não sou muito de rebuscar palavras ao escrever, já sentimentos sempre. E o mais importante de tudo: Não julgo ou prejulgo criaturas ou organizações, excepcionalmente opino, indo do impudico ao espiritual; do banal ao intelectual, em meus comentos, me desnudando por completo. Perdoem-me, se estiver censurável em quaisquer de minhas abordagens, sob formas de conclusões, sentimentos e, principalmente, se eu induzir alguém ao erro, intermediado por meu filosofar ou poetar, pois não o faço por irresponsabilidade, maldade ou vaidade, e sim, por uma quase que absoluta credulidade nas convicções assimiladas por mim, nesse meio século de meu existir. Minhas duvidas decorrem da constatação que tenho, de ser um individuo atentado... Aliás, em verdade, todas as pessoas que lidam e despertam convicções e emoções, são atentadas. Atentadas por outros indivíduos encarnados como ela, e ainda, por espíritos desencarnados, que a modelo dos encarnados, ambicionam verem as suas opiniões relatadas e divulgadas. Sendo assim, óbvio, que parte desses dois grupos ao não se sentirem contemplados por meus escritos, sempre estarão a me espreitar e atentar. Xô, cambada de chatos visíveis e invisíveis e sustem de me emboscar!
Não possuindo a modéstia e sabedoria do pródigo Sócrates, que dizia: Só sei, que nada sei. Opto eu, por afirmar: Só sei, que sei, porém, não sei, como sei, mas sei, que se precisar, meu sentir reformar, por força de nova convicção, não me melindrarei e francamente o farei, pois também sou camaleão.
Escrever, sob a forma de pensamentos, crônicas, versos e contos, ascendeu minhas melhores resoluções globais, e ao mesmo tempo, estorvou minhas más inclinações... Filosofar e Poetar, é a minha forma de deixar a alma em forma!
Que Deus abençoe a mim, as minhas filhas e aos meus netinhos... Que Deus abençoe você, que me lê nesse momento!!!
http://antoniopoeta.blogspot.com
Antônio José
Boca Louca
Boca louca... Boca insana.
Boca que me manda embora,
boca que de volta me chama.
Boca que me roga fidelidade
e em vil desatino me engana.
Boca que me exalta e aclama,
boca que me insulta e difama,
boca que me aniquila na cama.
Boca que me beija,
boca que me lambe,
boca que me chupa,
boca que me mordisca.
Boca que me escancara
de tamanho lúbrico prazer.
Boca que me escarra. Louca,
eu não consigo te entender.
Basta! acabou para sempre,
por fim, chegou o seu fim!
Vai-te embora boca louca,
pois perdestes por 3 x 1:
Minha boca, minha cabeça
e meu coração, não querem
mais ter, tampouco te sorver:
Abocarei outra boca para mim.
Conspiração
De Órgãos
Coração, preciso falar com você.
Pois não, amigo Cérebro,
estou a lhe ouvir.
Sabe, amigo Coração,
acho que precisamos nos unir
a fim de controlarmos
esse nosso irmão indecente
e inconseqüente, do Pinto,
esse danado que a todas,
indiscriminadamente,
quer “comer”.
É verdade, mano Cérebro,
esse menino, não tem jeito.
Sempre insaciável,
insensível e sem razão...
Ele não pensa, não sente,
só quer se fartar.
Às vezes me exige tanto,
que até temo enfartar.
Verdade Coração,
eu percebo o seu sufoco,
para tanto sangue bombear,
a fim de atender aquele louco,
que imagina que a vida
é um eterno e constante gozar.
Outra coisa, Coração,
precisamos agir
de maneira prudente,
se não o Pinto tarado,
do jeito que é comilão,
e com toda sua persuasão...
Acaba é por “papar” a gente!
Cruzes mano Cérebro...
Está certo que o cara
é um tarado libidinoso,
mas, daí a incestuoso,
prefiro crer que não!
Os Sensíveis
Os sensíveis sofrem mais
por serem sensíveis,
ou são sensíveis
por sofrerem mais?
Não importa se discutir
”qual o sexo dos anjos”,
o que monta é se discernir
que os sensíveis, por serem
bem mais espiritualizados,
sentem e se abatem mais,
pois sempre estão desarmados
e nunca acautelados, contra
a vilania dos golpes fatais.
São eles, mansos angelicais.
Por mais que empreendam mudar,
não o conseguem e logo percebem,
que em verdade, continuam a penar.
Uma pena que não elegeram,
mas que dela jamais vão se apartar.
Dão ares de crianças-adultas, indefesas
e expostas a todas às vicissitudes e malícias.
Por vezes, tentam se impor ao se exibirem durões,
mas não passam de bisonhos arcanjos bobalhões.
Choram, se abatem, mas em seguida perdoam,
parecem sempre aptos à sofreguidão e decepção,
pois até, quando reagem e com sua atitude magoam,
logo se arrependem e reparam com generosidade e emoção.
Os sensíveis, pensam, intuem, sentem e agem com o coração!
MARCO ARAÚJO

www.marcoaraujo.com
Com uma linguagem clara e um lirismo mais do que peculiar, o compositor, cantor e instrumentista MARCO ARAUJO, encerra em seu trabalho uma vitoriosa trajetória artística que, transformada em números, alcança a marca de 100 canções gravadas e 70 prêmios nos festivais de música do sul do Brasil. Em março de 2004, com LEMBRANÇA LIVRADEIRA, o compositor venceu a 10ª Edição do Canto da Lagoa, festival nacional de MPB realizado na cidade de Encantado.
Pesquisador incansável, Marco é natural da cidade de RioGrande e um dos responsáveis pela recuperação e divulgação da “cultura litorânea” do RS, isto documentado em canções como VIOLAS DO LITORAL, O BOI e OLARAI DO BENEDITO.
Gravado pelos mais importantes nomes da Música Popular Gaúcha, Marco lançou em 2006, de forma independente, o CD “TODAS AS PALAVRAS”, pequena mostra do que viveu, aprendeu e desenvolveu durante a constante busca de uma expressão sonora universal - expressão essa, que também se comprova em seu trabalho como intérprete de Bossa Nova e MPB.
Radicado em Porto Alegre desde 86, Marco, além de suas atividades artísticas, foi um dos destaques como oficineiro do Projeto da Descentralização da Cultura, onde, na Vila Nova, criou a Tribo da Vila, grupo de MPB que, desde 2003, vem alcançando grande sucesso.
Em 2005, ao lado de Adriano Priori, retoma a carreira do grupo Cantoria e assume a Oficina de Música da Cia. CARRIS. Ainda neste ano, além de ganhar o prêmio de Melhor Melodia, vence a Linha Livre da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana com a canção Velhos Amigos.
Em fevereiro de 2006, Marco se apresenta no Palco Principal do Festival Internacional de Folclore de Cosquin / AR, onde, também, além do sucesso entre público e músicos, divide painel sobre cultura latino-americana com Roberto “Poca” Yupanqui, filho do grande Atahualpa.
Em 2007 participa do Festival da EPTV / Globo em Araraquara / SP e vence o Prêmio Lilá Ripoll da Assembléia Legislativa do RS com a poesia Quebranto de Poeta Triste. Em junho de 2008 lança o CD MAR DE DENTRO – pelo FUMPROARTE.
Quebranto de Poeta Triste
Mirava o tempo através da alma
Que embaçada pelo pranto
Era recanto da lembrança infinda
Quebranto de poeta triste
Mirava a rua pela porta fria
Que escancarada se debatia
Nos braços da tempestade
Que sufocava noite e poesia
E assim brotavam as palavras
Livres de qualquer corrente
Presentes, vivas e dementes
E assim brotavam rimas
Reticentes, duras, complacentes
Bêbadas, dissonantes, dissidentes
Soneto Derramado
A moça de coração partido
andava nua pela praia
repartindo o sol e a solidão.
Pão doce que azedou.
O mar enamorado
avançava sobre a areia
que o nordeste conduzia.
Caldo que entornou.
Era leite derramado
o amor que se acabou.
Quebrou na pedra fria.
Era canto de sereia
ilusão da maré cheia
que o poeta imaginou.
Em Tempo
Em tempo deixei Rio Grande
Seus becos de pedra, azulejos e sombras
Pescadores, redes, sendas
Rendas de corda fina estendidas sobre o canal
Pipoca, candy, algodão doce
Porto Velho, jurupiga, lagoa, quintal, infância
A dura poesia do homem
Em forma de braços de pedra estendidos ao mar
Versos, reversos, canções
Ilusões a deriva; razões e razões de partir
Por vezes lembro de mim
E das velas que se iam pelo vento
NANA TOLEDO

Nascida numa família de músicos Nana Toledo não teve como negar sua musicalidade.
Desde pequena ouviu todos os gêneros e estilos musicais e sua grande paixão é a música popular brasileira. Estudou piano e mais tarde se identificou com o violão, seu fiel companheiro.
Descobriu com o tempo que sua forma de “mover o mundo” era através da própria voz. Começou então a participar de festivais como intérprete e compositora, onde ganhou alguns prêmios nestas categorias. Depois disso vieram convites para cantar em bandas, festas, bares e diversos eventos. Passou assim a estudar canto e a participar de cursos e oficinas em Blumenau, Itajaí, Curitiba, e Buenos Aires.
Seu repertório abrange diversos estilos, entre eles: bossa nova, samba, pop e grandes clássicos da Música Popular Brasileira.
Como sempre trabalhou paralelamente como educadora, preocupa-se muito com o tipo de música que crianças e jovens vêm ouvindo ultimamente e defende sempre que a música é um corpo de conhecimento que deve ser mais bem explorado nas escolas, principalmente dando acesso aos alunos a ouvirem a boa música brasileira e conhecerem a riqueza e diversidade de nossa cultura.
Em 2002 Nana recebeu das mãos do Presidente da República o Prêmio de Incentivo a Educação Fundamental com o projeto “Viva a Música” realizado com alunos da Rede Municipal de ensino de Blumenau onde as crianças puderam ampliar seus conhecimentos através da música contextualizada com as outras áreas do conhecimento.
Além de musicista, Nana Toledo é escritora, pedagoga, pós-graduada em Alfabetização, Contadora de Histórias formada pelo Sesc e especialista em Musicoterapia formada pela Faculdade Internacional de Curitiba.
Ministra oficinas de musicalização para crianças e adultos e é chamada para dar consultoria em projetos pedagógicos voltados para a música, literatura e educação em diversas escolas e universidades, contribuindo com a formação de professores de diversas licenciaturas.
Lançou em 2004 o “Língua Enlinguarada”, nome do CD que reúne canções de sua autoria, dirigido ao público infantil.

Suas canções se transformaram em livros escritos juntamente com Cristina Marques e lindamente ilustrados pelo argentino Julian Ribeiro, mais conhecido como Boris.
Esta coleção foi batizada de Cantos e Encantos e em 2005 fez parte da campanha Troque lixo por livro, na Rede Municipal do Ensino de Blumenau, onde foram distribuídas dez mil coleções de livros com cd para crianças de 6 a 10 anos de idade.
Este projeto apoiado pela Hering Têxtil ganhou o prêmio estadual de Expressão de Ecologia e prêmio de melhor coleção infantil pela SEB (Sociedade de Escritores Blumenauenses)
Este projeto se ampliou para rede estadual de ensino e para outras cidades, atingindo milhares crianças através da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Catarina e apoio de conceituadas empresas.
Em 2007 foi o lançamento da coleção “Poeminhas Ecológicos” que reúne 8 livros e um CD com 12 músicas. Cada livro contém poemas sobre os elementos que fazem parte do ecossistema e, num diálogo divertido com as imagens, desenvolvidas pela dupla argentina Cleo und Boris, propõem cativar e conscientizar os leitores.

Nana também gravou muitos jingles publicitários e canções para editoras e filmes infantis como o premiado Curta Catarinense “Aventuras na Ilha da Magia”, produzido por Belli Studio.
Dia 15 de agosto de 2008 lançou seu terceiro CD intitulado Fim de Tarde onde apresentou suas composições nos estilos de MPB, pop e bossa no auditório Carlos Jardim da Fundação Cultural de Blumenau.
Atualmente trabalha como educadora musical na Escola de Música do Teatro Carlos Gomes de Blumenau, se apresenta em eventos e shows, realiza cursos e workshops em escolas e empresas, canta, conta e escreve histórias infantis e trabalha em estúdio com produções e gravações musicais.
Para saber mais sobre Nana Toledo, acesse o site www.nanatoledo.com/lingua , ouça algumas canções pelo www.myspace.com/nanatoledo ou ainda visite seu blog http://nanatoledofimdetarde.blogspot.com
Pássaro da Lua
Pássaro da lua que canta
Nos ramos prateados da noite
Voa até mim e conta
O que vistes por estes lugares?
Vistes nuvens formando dragões?
Ouvistes a canção do tempo?
Pousastes numa nuvem de algodão?
Enfrentastes a fúria do vento?
Não me importa se és pássaro lunático
És para mim um ser encantado
Te aguardo em algum sonho fantástico
Durante meu sono cansado.
(Poema do Livro “Vôo livre” da coleção Poeminhas Ecológicos de Nana Toledo)
É chegada a hora
Atenção!
Aos sinais do astral,
Aos sons desenhados
No meio do bambuzal.
Ao movimento dos rios,
Ao ritmo das folhas,
No meio do vento frio.
Atenção!
Aos acasos do destino,
Aos encontros e reencontros,
No meio de olhares clandestinos.
Aos compassos do coração,
Aos impulsos da alma,
No meio da agitação.
Atenção!
Às raízes da história,
Às transformações sociais,
No meio de um povo sem memória.
Às marcas do tempo,
Às rugas e cicatrizes,
No meio de um rosto sonolento.
Atenção!
Ao choro de alguém,
Ao desejo contido,
No meio do mal e do bem.
Ao mundo lá fora,
Ao dia de hoje,
No meio do tempo que acontece agora.
É chegada a hora.
(Poema que virou canção no CD Fim de Tarde de Nana Toledo)
Melodia
A melodia
De um dia
É digna
De um sol
Ameno
Ao meio dia.
A melodia
De uma noite
É digna
De um som
Perfeito
A meia luz.
Mel do dia
Melodrama
Melô do dia
Melodia.
RITA CÁSSIA A. G. PEDROSO – RITA CÁSSIA

Breve histórico

A princípio autodidata, comecei como desenhista, ainda na infância, sendo que minha foi mãe grande incentivadora do desenvolvimento dessa habilidade. Minha facilidade em perceber e reproduzir formas impressionava a todos. Na adolescência ganhei de meu pai uma coleção sobre desenhistas brasileiros e minha paixão pelo desenho se aprofundou. Nessa fase retratava os amigos, buscando um estilo realista um tanto influenciada também pelo Renascimento Italiano. Posteriormente conheci, através de pesquisas, a pintura de Renoir, kandinsky, Klee, Modigliane, Tarsila do Amaral, Klimt, entre outros, o que a fez com que sua visão de artes plásticas se expandisse. Ao aprofundar-me no aprendizado sobre os mestres do passado me apaixonei pela pintura do Maneirismo e do Renascimento Flamenco, sobretudo pela pintura de Bosch e Botticelli.

Desenvolvi várias técnicas de desenho, pintura e modelagem. Penso que vivendo no período pós-moderno sou influenciada por influenciada por séculos de historia. Na temática, em estilo figurativo, tenho paixão especial por figuras humanas e além disso, por pintar sob a inspiração de temas da cultura brasileira. Já na pintura abstrata a relação é mais metafísica e o resultado é geralmente bastante psicodélico. Em ambas as formas de expressão, ou seja tanto no figurativo quanto no abstrato sou extremamente influenciada pela música, arte à qual me dedico paralelamente.

Recentemente minha obra “O canto das Sereias” foi premiada com medalha de bronze no Salão de Natal da Academia Fluminense de Bellas Artes, no Rio de Janeiro. A obra é inspirada tanto no folclore brasileiro quanto na mitologia grega e influenciada por meus conhecimentos musicais. Anteriormente a realizar essa pintura escrevi uma serie de pequenas composições musicais onde tentava passar minha impressão de algumas das personagens do folclore brasileiro. Entre essas composições uma era sobre o tema canto das sereias e me levou recentemente a pintar a tela premiada. A tela “O Canto das Sereias” por sua vez foi pintada para uma exposição que unia artes plásticas e poesia e a poeta Nancília, do Ro de Janeiro, escreveu o poema “Canto de Mulher” relacionado ao tema. Posteriormente o poeta Milton Gama me presenteou com um novo e belo poema sobre a obra.

Cada obra que realizo tem sua razão de ser. No ato criativo eu não tenho preocupações técnicas e tampouco a preocupação de inovar. Eu simplesmente me entrego ao fazer artístico sem maiores preocupações e ou pretensões, além de buscar um resultado que tenha sentido para mim, com ou sem relação a algo pré-determinado. Na minha cabeça cada trabalho tem seu próprio sentido.
Se nas artes plásticas sou autodidata na musica tenho uma formação mais acadêmica.
Foi na adolescência que iniciei meus estudos musicais, ao violão e flauta-doce, a princípio na musica popular, sob influencia de meu pai, que era musico amador ao violão e gaita de boca. Posteriormente, no Conservatório de Tatuí , ao esperar por uma vaga de violão erudito, me interessei pelo oboé e matriculei-me no curso deste instrumento, tendo sido, a partir daí orientada pelo professor José Davino Rosa e consecutivamente pelos oboístas Arcádio Minczuk e Peter Apps (músicos da OSESP).
Atuei como oboísta junto a “Orquestra Sinfônica Jovem” do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, da cidade de Tatui , sob a regência do maestro e excelente flautista Edson Beltrami. Na mesma instituição, ainda como oboísta, participei da “Banda do Maestro Pereira”, da “Banda Bimbo Azevedo” e da “Banda Sinfônica Sopra Mulheres” No conservatório fui também integrante do grupo de canto coral “Boca de Mulher” e do “Grupo de Performance Lira do Delírio”, além de ter participado, como solista, nas audições de música de câmara e do Projeto Dinamarquês - Brasileiro, que uniu a “Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí” ao grupo “Copenhagen Rhythm Combination” do Conservatório de Música Rítmica de Copenhagen .
Fui ainda bolsita em algumas edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão (núcleo Tatuí), tendo sido orientada pelos oboistas Walter Bianchi, João Carlos Guering e Joel Gisiger.
No Festival de Artes da cidade de Itu, tive a oportunidade de ter aulas com os oboístas Humbert J. Lucarelli e Washington Barella.

Outras atividades:
Freqüentei aulas de musicalização pelo Método Kodaly com a professora Débora Ribeiro .
Participei a Master Class sobre respiração para instrumentistas de sopro , ministrada pelo professor Keith Underwood .
Participei da Master Class sobre sons agudos dos instrumentos de sopro, ministrada pelo saxofonista Dale Underwood.
Lecionei violão popular na cidade de Murutinga do Sul e também de Musicalização Infantil no Colégio Objetivo da cidade de Itapetininga.
Lecionei desenho e pintura em aulas particulares.
Atividades Atuais
Atuo com 1º oboé da Banda Sinfônica Sopra Mulheres, na qual participo também como uma das coordenadoras, desde que o grupo se tornou independente.
Sou professora de Artes efetiva na Rede de Educação do Estado de São Paulo.
Desenvolvo trabalho próprio em artes plásticas.
Formação Acadêmica:
Curso Superior em Arte Educação com habilitação plena em Artes Plásticas.
Cursando oboé (nível avançado).
ANDRÉA MOTTA

Nasceu na cidade de São Paulo, em 1957. Reside em Curitiba - Paraná. É graduada e pós-graduada em Direito. Em 2003, estreou em livros com as publicações digitais: Fonte de meus Silêncios mais Profundos, Natureza Íntima e Águas do Inconsciente. Participa de diversas antologias entre elas: Antologia Internacional Terra Latina (Projeto Cultural Abrali, Ed.2005), uniVERSOS, Antologia Poética (Escritores e Poetas – Ed.2005), Pó&Teias (Antologia de Poemas, crônicas e Contos, Ed.2006), Poesia do Brasil, Vol.3 (Proyecto Cultural Sur/Brasil, 2006), Poesia do Brasil, Vol.5 (Proyecto Cultural Sur/Brasil, 2007), Poesia do Brasil, Vol.8 (Proyecto Cultural Sur/Brasil, 2008) . Em sua trajetória literária, obteve várias premiações. É associada á Academia Paranaense de Poesia, participa de diversos grupos de escritores e poetas entre os quais o Grupo Pó&Teias, além de ser membro efetivo do Centro de Letras do Paraná, do Portal CEN., do Projeto Cultural Abrali e coordenadora do núcleo de Curitiba do Proyecto Cultural Sur/Brasil.É Idealizadora do site e Blog Jardim de Poesia.
Endereço de contato: andrea_motta@terra.com.br
Efusão
No teu umbigo tem um mundo
distinto do meu,
nem mais claro
nem mais escuro,
somente diferente do meu.
Sai da casca,
fita esta aldeia
enfrenta o cheiro do enxofre,
o lixo que a circunda.
Sai da casca,
Olha o céu grafitado no concreto,
as gírias nervosas nas calçadas.
Vê nas janelas entreabertas
as avencas dependuradas.
Deixa o ácido engavetado
sai da casca,
o pincel eu empresto!
Venham os tapetes de folhas castanhas
Despeço-me com lágrimas.
A abundância do meu pranto
alaga ruas, desmorona morros,
causa congestionamentos.
Despeço-me sem querer partir,
todavia, ainda assim parto!
não sem antes atender
as preces deste povo.
Pediste-me trégua: Dou-te meu calor
trigais em flor, próspera colheita
Pediste-me chuva: Dou-te meu suor
devolvo-te a fartura dos cafezais
Deixo-te a alegria do verão
e meu último sopro quente,
antes que as nuances do outono
invadam as terras do hemisfério
E do sul chegue a viração.
trazendo temperaturas amenas
tapetes de folhas castanhas
e inspiração aos poetas.
Metapoema
Se meu verso não tem jeito
de soneto ou de epopéia
se não é perfeito
com certeza tem um rito
não causa cefaléia
ou faniquito
é o encontro sublime
da fé e da quimera
Se a rima é disforme
o que não é nenhum crime
e não tem batalhas de outra era
com certeza é ditoso
traz a letra do corpo
sem ser incestuoso
Em cada fonema
o canto do melro
o vôo da borboleta indefesa
- a essência do ecossistema -
transcende com certeza
a consciência do leitor mais austero

5 Comentários:
Selmo
Obrigada!
É uma grata satisfação ter meu trabalho divulgado por você.
Abraços
Andréa
Por
Simultaneidades, Ã s 2:47 AM
muito bom!
Por
Aroeira, Ã s 3:27 AM
gostei das "gírias nervosas nas calçadas".
Por
Aroeira, Ã s 3:33 AM
Rita, linda sua vida artística.
Adorei sabe que você é uma instrumentista.
Você realmente tem nas veias o sangue artístico.
Que Deus continua iluminando sua vida.
Beijos.
Por
Ana Maria, Ã s 4:36 AM
saludos desde Santiago de Chile, felicitaciones por esta labor de cultura y comunicación que traspasa las fronteras del Brasil
un abrazo fraterno y afectuoso desde el mar Pacifico.
Leo Lobos
Por
Leo Lobos, Ã s 10:40 AM
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