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3.2.09

MOMENTO LÍTERO CULTURAL

LUH OLIVEIRA


Luh Oliveira, pseudônimo da baiana Luciana Oliveira, nascida em Ilhéus, terra de Jorge Amado. Revelou seus versos para o mundo virtual em 2005, e desde lá tem publicações em sites de literatura, e-books e em algumas coletâneas: Coletânea Komedi (2007), Casa do Poeta Rio-Grandense- 42 anos(2006) e 43 anos (2007) e Poesia do Brasil, volume 6. Participa do Congresso Brasileiro de Poesia desde 2006. É coordenadora do Proyecto Sur-Brasil e do Sarau Almadepoeta.com , ambos em sua cidade,
Divide seu tempo com seu trabalho nas escolas, com suas filhas e com a POESIA, sua paixão.

SINFONIA

a canção
que a noite cantarola
embala o sono inquieto
de palavras esparramadas
no chão azul
da solidão
que insiste
em fazer-me companhia
***

DROPS

Saboreando
um drops
de anis
recordei-me
do teu beijo
e estrelas


ROSE FELLICIANO


Rose Felliciano nasceu em Londrina, no Paraná, cidade a qual tem imenso orgulho e carinho. Filha de José Felliciano, de quem herdou a paixão pela Poesia. É Funcionária Pública Estadual, Professora e Especialista em Gestão de Pessoas. Mãe apaixonada, tem em seu filho, a maior obra de arte e seu maior amor. Família, Amigos e trabalhos, são valores preciosos. Tem em Deus e Jesus Cristo: sua dependência, adoração, inspiração, razão de viver e a própria VIDA! Na Poesia, é fã de Mário Quintana. Escreve desde menina, mas só no final de 2007 começa a divulgar alguns de seus escritos na internet. Tem alguns de seus Poemas publicados em Antologias e Coletâneas.
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http://www.rosefelliciano.com/

http://artigos-rose-felliciano.blogspot.com/

Ao som da “nossa” música...

“O som de uma música distante
Trouxe presente,
Algo adormecido em mim...

Não me vieram imagens
Nem lembranças.
Apenas a distância, presa na mente
desejos latentes, sentia....

Lágrimas de saudades
Desenhava a imagem
Que eu não via...

Um momento mágico
Guardado, perdido no espaço,
Que o tempo não apagou...

No entanto,
foi apenas uma música
Linda, inesquecível, única...
....acabou.”


À Neruda, nos Amamos...

"O vento da vida te trouxe
Presente, tal qual semente,
Feito em folhas que, sutilmente,
Criaram raízes em mim...

Iluminou o meu ser, com tua luz...
Protegeu-me em tua sombra,
E do teu pão me alimento...
Apenas não me falte... sustento...

Em noites, junto ao mar, na imensa ilha
Em giros, sobre as invisíveis rodas da noite, leveza...
Dormimos o sonho do amor, magia...
Pescamos luz, da claridade presa...

Amor de chama intensa, labaredas...
Atados em fogo e ternura imensa
Mesmo quando calavas, te amei...
Somente por teu riso, supliquei...

Viajamos pelas águas do tempo
Fugimos do galope do vento
Dormi com teus sonhos, nua...
"Sempre-viva, sempre sol, sempre lua"...

Acaso uma gota desse amor tocou a terra,
Por toda a atmosfera constatou-se:
Que o amor existe...e dois amantes felizes
Foram as matizes... que deram cor à primavera..."


CICLO DA PAIXÃO

"A saudade é uma tormenta
E se alimenta
De pedacinhos bem ao fundo
Do nosso terno coração....

Bebe nossas lágrimas, mata sua sede...
E não contente
Descansa em nossa mente, feito uma rede
Junto à solidão...

Mas tão logo me acenas
A Esperança entra em cena
E restaura o coração...

Se me chegas perto então...
Tudo se faz em renovo...
Eis o ciclo da paixão..."

Poesias extraídas do site : .
http://www.rosefelliciano.com/


MARCELO GIRARD


NÃO VOU AO MEU ENTERRO

Para evitar o cheiro das flores
O choro do meu inimigo
O encontro de meus dois amores
As roupas apertadas
Parede de madeira envernizada

O sono silencioso dos sonhos
A maquiagem fora de moda
Rabecão correndo sem cuidado
Pertences pelo coveiro roubados

Eu virar santo
Qualquer um da autópsia
Desnudar o manto
Um padre desconhecido
A missa comprada
Uma reza obrigada
E em vida me lembrar
Que não fui nada.


EURÍDICE HESPANHOL


Flores de capim

Preciso desta minha santa paz
que passeia na intensidade de mim mesma...
Sou algo em profusão de sentidos
multiplicando imagens e versos sem futuro...
Na mesma ânsia do meu caramboleiro
repleto de flores e frutos ainda fetos,
inauguro uma entrega para as chuvas
e para os sóis de cada dia,
na esperança de chegar perto
da sinfonia entoada pelos sanhaçus
agasalhando a fome na doação da goiabeira...
Minha fênix de frutos maduros,
o sabugueiro em eternidade de mudas
e tudo, desde a hiléia até a icsória,
fazem deste verão um prenuncio
de outono prematuro...
Minha prematuridade se desfaz na poesia dos ventos,
apaga os tempos e inventa um poema de neblina
entre a névoa da montanha
e os caprichos do mar do Recreio...
Minhas flores de capim dançam atrás de mim...
A Tuia guarda a manjedoura dos bicos de lacre,
pequenos anjos sem amparo,
padecendo a ignorância das gaiolas...
Minha flores de capim,
secam,
além de mim...

BARBARA-ELLA


...........Baseada em música.............

(A Ivan Junqueira)

Fita métrica!
O ser medido é língua
(Ouço)

Há sempre uma canção a ser ouvida

Eu, retórica entre parênteses
revelo as sensações do mundo
(numa leitura silenciosa)

manifesto períodos ocultos
(escuridão)

Sem relação sintática
declaro autonomia aos versos,
que podem ser tudo (nada)

Junqueira, o mar ainda é música!

Fragmento de poesia
(como eu)

Kant na Metafísica
é língua
raiz da fala...

Cante! Cante!

Canta andando, candango!
(eu?)

Junqueira, o tempo ainda é música!

Os vivos (mortos) estão sorrindo
E eu sou poeta ainda...

4 Comentários:

  • Ao poeta e Jornalista Selmo Vasconcelos, agradecimentos poéticos pelo trabalho que desenvolve, trazendo sempre uma infinidade de poetas para sua coluna.
    Agradeço, por ter poemas de minha autoria em meio a outros de especial qualidade.
    Que possamos, enquanto leitores, vorazes, ter sempre o Momento Lítero cultura para preencher espaços ainda carentes de versos.
    Ave POESIA!!!
    Euridice Hespanhol

    Por Blogger Olhar feminino, às 1:36 PM  

  • Selmo!

    Obrigada, mais uma vez, por me presentear com mais esta publicação. Vc que é um fervoroso lutador da arte!

    Muitos cheirosssss


    Luh Oliveira

    Por Anonymous Anônimo, às 4:35 PM  

  • É maravilhoso quando temos o apoio de poetas e leitores de poesia livres de qualquer algema. Quando percebemos que o poema emite sensações e cumpre seu papel sem jogos métricos e clausura.
    Parbéns para nós que preservamos a sensibilidade, pois a poesia está nos ares e na principalmente, no olhar que temos sobre qlq objeto, seja ele humano ou inanimado. Muita pazzzzzzzzzzzzzz

    Por Anonymous Anônimo, às 12:48 AM  

  • Beleza essa edição com Luh Oliveira, Eurídice e outros bons poetas.

    Abcs,
    Ricardo Alfaya.

    Por Anonymous Anônimo, às 1:14 PM  

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