MOMENTO LÍTERO CULTURAL
DANIEL DE MENEZES COSTA

Daniel de Menezes Costa - Volta Redonda/RJ - 20/02/1964
Durante 17 anos (1986/2003), dedicou-se a Cia Siderúrgica Nacional, desenvolveu projetos nas áreas de segurança, Meio Ambiente, Qualidade e Produção. Foi líder de equipe do Ciclo de Controle de Qualidade, Participou de várias convenções com os seus Trabalhos de CCQ,
sendo tri-campeão e o melhor desenvolvimento em TQC da empresa.
Poeta, Empreendedor, radialista, político, Relações Humana, Coordenador de Cursos Profissionalizantes, Licenciatura em Ciências Biológicas, Bacharel em Teologia.
Atuou no Grupo Executivo Programa Delegacia Legal pelo Núcleo Superior de Estudos Governamentais (NUSEG), Foi chefe do Departamento de Meio Ambiente do Município de Pinheiral/RJ, atua na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ),
prestando ajuda técnica.
MARIA
Fui formado Maria
Maria nasci
Respiro Maria.
Me alimento Maria
Caminho Maria
Maria me assento.
Maria me deito
Adormeço Maria
Sonho Maria.
Acordo Maria
Só sinto Maria
Só vivo Maria.
Só vejo Maria
Morrerei Maria
Minha história é Maria.
"SÃO" poeta
Até "TOMÉ" acredita
A mais sagrada "DAS LETRAS"
Santa é Maria!
MINHA SAFIRA
Safira,
Pedra preciosa azul;
Vem do hebraico:
sapir, coisa mais bela!
Saphhiros é do grego,
Cor azul.
O clero te utilizou
Em anéis eclesiásticos,
Os grandes reis,
Para afastar os maus espíritos.
Abraão, herói da fé,
Trazia-te no peito.
Tens o poder da cura;
Em ti, o próprio Deus,
No Monte Sinai,
Escreveu os Dez Mandamentos.
Safira,
Valor gemológico azul,
Sobre ti se apóia a Terra
Dando ao mar o tom azulado
Do teu reflexo...
Fidelidade,
Jazida esgotada,
Surgistes de Minas Gerais;
És a minha Estrela da Índia,
Maior e a mais preciosa
de todas as gemas lapidadas.
Não sei viver sem ti,
Meu amor!!!
Néctar dos deuses
És o mais saboroso dos mais suaves vinhos,
Minha alma te delicia em taça de puríssimo ouro.
És passeio constante em minha boca
E por toda a extensão do meu corpo.
vagarosamente, embrenhas à minha garganta,
Deixando delicioso perfume pelo trajeto;
Circulas em minhas artérias,
Fazes parte do meu próprio sangue.
Num pulsar sempiterno, bombeias em meu coração
Um líquido preciosíssimo
Que pelo sistema circulatório transita
Levando material nutritivo
E oxigênio às células que por ti vivem.
Venha me saciar vinho meu, doce líquido tinto
Extraído das mais raras e nobres uvas
Tonel supremo.
Venha saciar-me, meu grande amor,
Líquido dos deuses!
Todos os reis da terra dariam o próprio reino
Só para estar contigo, nem que fosse por um segundo.
FLOR DELICADA
Entre montanhas fostes gerada,
Do grande guerreiro tu formaste;
Filha de jornalista,
Obra prima do comendador.
Lindos e perfumados cabelos
Do finíssimo ouro se criou,
Teus olhos são de safira,
O próprio Deus os lapidou.
Suave é a tua pele,
O Altíssimo a preparou.
Nem os aromas de Paris
Exalam melhor odor!
Delicia...
O pequeno acariciou.
Tua boca é o paraíso,
Quem tu amas já provou.
Sou feliz nesse labirinto,
Boca que o poeta beijou.
Juntos, nessa estrada,
Em meu colo, ela deitada,
Amando-nos eternamente.
Não haverá fim nessa jornada
Minha... somente minha;
Tu és essa flor delicada!
BRUNO GAUDÊNCIO

Poeta e Jornalista nascido em 02 de Dezembro de 1985 em Campina Grande, Paraíba. Filho de João Bosco Fonseca Gaudêncio e Lucinete Pereira de Albuquerque. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba. Graduando em História pela Universidade Estadual da Paraíba. Atualmente é um dos membros da Equipe do projeto: Memória, Patrimônio e Cidadania: Arquivo Documental da FIEP, sob a coordenação dos professores José Edmílson Rodrigues e Maria José Silva Oliveira. Colaborador em alguns jornais e revistas de cultura a exemplo: A Margem (aonde chegou a ser chefe de Reportagem), Cordeletras, Correio das Artes e Germina Literatura e Artes, uma das mais importantes revistas eletrônicas de literatura do país. É ainda editor do blogue Mal Estar Imperfeito e da Revista Eletrônica Blecaute.
OFÍCIO DE ENGORDAR AS SOMBRAS
desmentindo o seu próprio segredo
a alma carrega sempre
o ofício de engordar as sombras,
de retornar as coisas
da infância tangível,
em um límpido silêncio
de água que flui
na nudez
pura da morte.
VERSOS ÍNTIMOS
Eu
cheio de ossos e intenções
perturbo
com os meus versos curtos
e dedos longos
o sentido das trevas que me pertencem.
FOBIAS
Á Tomires Nascimento
Sinto flores nas bocas
Sinto dores nas roupas
Sinto cores nas calmas
Sinto câimbras nas almas.
Sinto espelhos nas folhas
Sinto dedos nas telhas
Sinto lobos nas trovas
Sinto rezas nas covas.
Sinto mortes nos ventres
Sinto sombras nas lágrimas
Sinto estrelas nas mentes
Sinto estranhos nas casas.
Sinto feras nas jantas
Sinto cantos nas fugas
Sinto chuvas nas mantas
Sinto sopros nas nucas...
FRANCIS PIRES

Francismara Faria Pires nasceu e reside em Jandaia do Sul – PR, tem 37 anos, é formada em Letras, com habilitação em Português e Inglês, professora de Língua Portuguesa e atualmente cursa mestrado em Estudos Lingüísticos pela UEM – Universidade Estadual de Maringá. Exerce a função de 1ª Secretária na SPJ – Sociedade dos Poetas Jandaienses, da qual faz parte desde sua fundação, em 2002. Escreve desde sempre, expondo em seus poemas um pouco da vida, e um tanto de seus sentimentos e emoções.
Publica seus textos nos sites:
www.recantodasletras.com.br,
www.usinadaspalavras.com.br e
www.textolivre.com.br.
Ainda possui páginas pessoais nos sites:
www.paralerepensar.com.br/francispires.htm e www.poetasdelmundo.com.
IMENSO SENTIR
A imensidão que atravessa meu corpo lânguido
o vento que unge minha fronte, forte e brilhante
conduzem-me, sem pressa, em sonhos delirantes
até a nascente azul dos olhos teus
motivação acesa e sentida nos sorrisos meus
o oceano que me veste inteira
as vagas que me atiram ao horizonte longínquo
levam-me ondulante, por vontade plena
até os braços teus, que me esperam
para me envolver, intensa e docemente
as sensações que ancoram os meus desejos
os sentimentos que povoam meu sentir
erguem-me em devaneios e verdades
até o encantamento da tua voz que conta os dias
e celebra a infindável e mais pura magia
os dias seguem amplos de céus claros
o tempo geme além das marés solitárias
mas assim mesmo, em minhas emoções
o amor imenso, intenso, imensurável
persiste ainda, a habitar o peito meu...
ENCANTO
Encanta-me
afagar o nada
pensando em ti
saber que sou tua
mesmo que distante
perceber-me nua
ao construir metáforas
em delírios soltos,
ou em teu colo de amante
encanta-me o mantra breve
do teu beijo de enlouquecer
um beijo que acende o céu
e descortina o véu do meu viver
escancarando a alegria
de um momento de prazer
a minha dor acaba
onde começa teu abraço
o meu encanto sobra
e se derrama feito luz
de um suave amanhecer
encanta-me perambular
nas estradas do teu corpo
e depois dormir, feito criança
em teus laços, absorta
sabendo que esse encanto
só depende do desejo
que há entre a esperança
e o sonho com teu beijo...
GERMINAÇÃO
Planta em mim
tuas vertentes,
tuas tempestades,
teus ventos de bem querer.
Vem colher
o meu amor,
que brota do silêncio
de um olhar carente
desejoso e latente.
Vem tocar
a minha pele
com teu carinho
brando, manso, insano.
Vem desgovernar
os meus rumos,
desnortear
os meus sentidos,
embriagar
a minha alma.
Vem afagar
o meu desejo,
calar o meu grito,
acender-me em chamas.
Vem colher
o meu suave canto,
transfigurar a face
da minha saudade.
Deixa-me rebentar
em brotação,
deixa-me ser perene
em teu abraço,
e ramificar no teu carinho.
Planta em mim
tuas sementes,
tuas estações,
todas as tuas emoções.
Que eu me faço ampla,
e me faço plena,
e me faço terra,
para acolher-te
inteiro
e te guardar
sereno,
no meu peito
fértil,
no meu solo
ameno.
DESALENTO
A noite rubra finalmente adormece.
A manhã surge, trazendo esperança.
O dia é um adormecido jardim
onde plantei todas as minhas lembranças.
Há vida, porém, neste jardim que dorme
mesmo sob o sol esplendoroso que corre.
Sei que vou viver na expectativa da espera.
Sei que sobreviverei à ansiedade de te ver...
Visto-me de flor desse jardim.
Quem sabe algum perfume sintas no ar,
da noite insone que tivemos?
O dia é um pêndulo lento
caminhando indiferente
à minha dor e ao desalento.
Onde estou, onde estás,
na tênue passagem
do nosso escasso tempo?
AMOR NO MAR
Corpos que flutuam rubros
sobre a areia da praia
molhados
um sobre o outro
lentos e incandescentes
navegam atrevidos
insanos e seduzidos...
Pele
que banha pele
Línguas
que se exploram
Arrepios
que chegam de leve.
Delírios
que viram ondas
Sonhos
que se completam
A vida
redescoberta...
Um naufrágio de prazer
que em delírios arrebatam contornos
e nas profundezas agitam os sentidos
um pulsar da intimidade
um invadir de entranhas
num sopro de vitalidade
o gozo mais ansiado
o sonho realizado.
Exauridos e entregues
aquecem-se nos sentimentos
diante do poder do mar
felizes por tanto se amarem
entre afagos e abraços
em ternos e doces laços...

Daniel de Menezes Costa - Volta Redonda/RJ - 20/02/1964
Durante 17 anos (1986/2003), dedicou-se a Cia Siderúrgica Nacional, desenvolveu projetos nas áreas de segurança, Meio Ambiente, Qualidade e Produção. Foi líder de equipe do Ciclo de Controle de Qualidade, Participou de várias convenções com os seus Trabalhos de CCQ,
sendo tri-campeão e o melhor desenvolvimento em TQC da empresa.
Poeta, Empreendedor, radialista, político, Relações Humana, Coordenador de Cursos Profissionalizantes, Licenciatura em Ciências Biológicas, Bacharel em Teologia.
Atuou no Grupo Executivo Programa Delegacia Legal pelo Núcleo Superior de Estudos Governamentais (NUSEG), Foi chefe do Departamento de Meio Ambiente do Município de Pinheiral/RJ, atua na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ),
prestando ajuda técnica.
MARIA
Fui formado Maria
Maria nasci
Respiro Maria.
Me alimento Maria
Caminho Maria
Maria me assento.
Maria me deito
Adormeço Maria
Sonho Maria.
Acordo Maria
Só sinto Maria
Só vivo Maria.
Só vejo Maria
Morrerei Maria
Minha história é Maria.
"SÃO" poeta
Até "TOMÉ" acredita
A mais sagrada "DAS LETRAS"
Santa é Maria!
MINHA SAFIRA
Safira,
Pedra preciosa azul;
Vem do hebraico:
sapir, coisa mais bela!
Saphhiros é do grego,
Cor azul.
O clero te utilizou
Em anéis eclesiásticos,
Os grandes reis,
Para afastar os maus espíritos.
Abraão, herói da fé,
Trazia-te no peito.
Tens o poder da cura;
Em ti, o próprio Deus,
No Monte Sinai,
Escreveu os Dez Mandamentos.
Safira,
Valor gemológico azul,
Sobre ti se apóia a Terra
Dando ao mar o tom azulado
Do teu reflexo...
Fidelidade,
Jazida esgotada,
Surgistes de Minas Gerais;
És a minha Estrela da Índia,
Maior e a mais preciosa
de todas as gemas lapidadas.
Não sei viver sem ti,
Meu amor!!!
Néctar dos deuses
És o mais saboroso dos mais suaves vinhos,
Minha alma te delicia em taça de puríssimo ouro.
És passeio constante em minha boca
E por toda a extensão do meu corpo.
vagarosamente, embrenhas à minha garganta,
Deixando delicioso perfume pelo trajeto;
Circulas em minhas artérias,
Fazes parte do meu próprio sangue.
Num pulsar sempiterno, bombeias em meu coração
Um líquido preciosíssimo
Que pelo sistema circulatório transita
Levando material nutritivo
E oxigênio às células que por ti vivem.
Venha me saciar vinho meu, doce líquido tinto
Extraído das mais raras e nobres uvas
Tonel supremo.
Venha saciar-me, meu grande amor,
Líquido dos deuses!
Todos os reis da terra dariam o próprio reino
Só para estar contigo, nem que fosse por um segundo.
FLOR DELICADA
Entre montanhas fostes gerada,
Do grande guerreiro tu formaste;
Filha de jornalista,
Obra prima do comendador.
Lindos e perfumados cabelos
Do finíssimo ouro se criou,
Teus olhos são de safira,
O próprio Deus os lapidou.
Suave é a tua pele,
O Altíssimo a preparou.
Nem os aromas de Paris
Exalam melhor odor!
Delicia...
O pequeno acariciou.
Tua boca é o paraíso,
Quem tu amas já provou.
Sou feliz nesse labirinto,
Boca que o poeta beijou.
Juntos, nessa estrada,
Em meu colo, ela deitada,
Amando-nos eternamente.
Não haverá fim nessa jornada
Minha... somente minha;
Tu és essa flor delicada!
BRUNO GAUDÊNCIO

Poeta e Jornalista nascido em 02 de Dezembro de 1985 em Campina Grande, Paraíba. Filho de João Bosco Fonseca Gaudêncio e Lucinete Pereira de Albuquerque. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba. Graduando em História pela Universidade Estadual da Paraíba. Atualmente é um dos membros da Equipe do projeto: Memória, Patrimônio e Cidadania: Arquivo Documental da FIEP, sob a coordenação dos professores José Edmílson Rodrigues e Maria José Silva Oliveira. Colaborador em alguns jornais e revistas de cultura a exemplo: A Margem (aonde chegou a ser chefe de Reportagem), Cordeletras, Correio das Artes e Germina Literatura e Artes, uma das mais importantes revistas eletrônicas de literatura do país. É ainda editor do blogue Mal Estar Imperfeito e da Revista Eletrônica Blecaute.
OFÍCIO DE ENGORDAR AS SOMBRAS
desmentindo o seu próprio segredo
a alma carrega sempre
o ofício de engordar as sombras,
de retornar as coisas
da infância tangível,
em um límpido silêncio
de água que flui
na nudez
pura da morte.
VERSOS ÍNTIMOS
Eu
cheio de ossos e intenções
perturbo
com os meus versos curtos
e dedos longos
o sentido das trevas que me pertencem.
FOBIAS
Á Tomires Nascimento
Sinto flores nas bocas
Sinto dores nas roupas
Sinto cores nas calmas
Sinto câimbras nas almas.
Sinto espelhos nas folhas
Sinto dedos nas telhas
Sinto lobos nas trovas
Sinto rezas nas covas.
Sinto mortes nos ventres
Sinto sombras nas lágrimas
Sinto estrelas nas mentes
Sinto estranhos nas casas.
Sinto feras nas jantas
Sinto cantos nas fugas
Sinto chuvas nas mantas
Sinto sopros nas nucas...
FRANCIS PIRES

Francismara Faria Pires nasceu e reside em Jandaia do Sul – PR, tem 37 anos, é formada em Letras, com habilitação em Português e Inglês, professora de Língua Portuguesa e atualmente cursa mestrado em Estudos Lingüísticos pela UEM – Universidade Estadual de Maringá. Exerce a função de 1ª Secretária na SPJ – Sociedade dos Poetas Jandaienses, da qual faz parte desde sua fundação, em 2002. Escreve desde sempre, expondo em seus poemas um pouco da vida, e um tanto de seus sentimentos e emoções.
Publica seus textos nos sites:
www.recantodasletras.com.br,
www.usinadaspalavras.com.br e
www.textolivre.com.br.
Ainda possui páginas pessoais nos sites:
www.paralerepensar.com.br/francispires.htm e www.poetasdelmundo.com.
IMENSO SENTIR
A imensidão que atravessa meu corpo lânguido
o vento que unge minha fronte, forte e brilhante
conduzem-me, sem pressa, em sonhos delirantes
até a nascente azul dos olhos teus
motivação acesa e sentida nos sorrisos meus
o oceano que me veste inteira
as vagas que me atiram ao horizonte longínquo
levam-me ondulante, por vontade plena
até os braços teus, que me esperam
para me envolver, intensa e docemente
as sensações que ancoram os meus desejos
os sentimentos que povoam meu sentir
erguem-me em devaneios e verdades
até o encantamento da tua voz que conta os dias
e celebra a infindável e mais pura magia
os dias seguem amplos de céus claros
o tempo geme além das marés solitárias
mas assim mesmo, em minhas emoções
o amor imenso, intenso, imensurável
persiste ainda, a habitar o peito meu...
ENCANTO
Encanta-me
afagar o nada
pensando em ti
saber que sou tua
mesmo que distante
perceber-me nua
ao construir metáforas
em delírios soltos,
ou em teu colo de amante
encanta-me o mantra breve
do teu beijo de enlouquecer
um beijo que acende o céu
e descortina o véu do meu viver
escancarando a alegria
de um momento de prazer
a minha dor acaba
onde começa teu abraço
o meu encanto sobra
e se derrama feito luz
de um suave amanhecer
encanta-me perambular
nas estradas do teu corpo
e depois dormir, feito criança
em teus laços, absorta
sabendo que esse encanto
só depende do desejo
que há entre a esperança
e o sonho com teu beijo...
GERMINAÇÃO
Planta em mim
tuas vertentes,
tuas tempestades,
teus ventos de bem querer.
Vem colher
o meu amor,
que brota do silêncio
de um olhar carente
desejoso e latente.
Vem tocar
a minha pele
com teu carinho
brando, manso, insano.
Vem desgovernar
os meus rumos,
desnortear
os meus sentidos,
embriagar
a minha alma.
Vem afagar
o meu desejo,
calar o meu grito,
acender-me em chamas.
Vem colher
o meu suave canto,
transfigurar a face
da minha saudade.
Deixa-me rebentar
em brotação,
deixa-me ser perene
em teu abraço,
e ramificar no teu carinho.
Planta em mim
tuas sementes,
tuas estações,
todas as tuas emoções.
Que eu me faço ampla,
e me faço plena,
e me faço terra,
para acolher-te
inteiro
e te guardar
sereno,
no meu peito
fértil,
no meu solo
ameno.
DESALENTO
A noite rubra finalmente adormece.
A manhã surge, trazendo esperança.
O dia é um adormecido jardim
onde plantei todas as minhas lembranças.
Há vida, porém, neste jardim que dorme
mesmo sob o sol esplendoroso que corre.
Sei que vou viver na expectativa da espera.
Sei que sobreviverei à ansiedade de te ver...
Visto-me de flor desse jardim.
Quem sabe algum perfume sintas no ar,
da noite insone que tivemos?
O dia é um pêndulo lento
caminhando indiferente
à minha dor e ao desalento.
Onde estou, onde estás,
na tênue passagem
do nosso escasso tempo?
AMOR NO MAR
Corpos que flutuam rubros
sobre a areia da praia
molhados
um sobre o outro
lentos e incandescentes
navegam atrevidos
insanos e seduzidos...
Pele
que banha pele
Línguas
que se exploram
Arrepios
que chegam de leve.
Delírios
que viram ondas
Sonhos
que se completam
A vida
redescoberta...
Um naufrágio de prazer
que em delírios arrebatam contornos
e nas profundezas agitam os sentidos
um pulsar da intimidade
um invadir de entranhas
num sopro de vitalidade
o gozo mais ansiado
o sonho realizado.
Exauridos e entregues
aquecem-se nos sentimentos
diante do poder do mar
felizes por tanto se amarem
entre afagos e abraços
em ternos e doces laços...

1 Comentários:
Obrigada, querido amigo Selmo! Seu trabalho é maravilhoso! Um beijo e meu carinho
Por
Anônimo, Ã s 4:38 PM
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