MOMENTO LÍTERO CULTURAL - XVI
MOMENTO LÍTERO CULTURAL – XVI
01-ROGÉRIO SALGADO & VIRGILENE ARAÚJO
ENCONTRO CULTURAL RECOMENDÁVEL
3o Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia/2007
“Minas abraçando a poesia nacional”
(A poética em sintonia com a ética do discurso)
“Este Evento é dedicado a memória do Poeta Márcio Carvalho”
Belo Horizonte
Julho 2007
Dias 12, 13, 14 e 15 de julho de 2006
Local: SESC LACES/JK – Belo Horizonte/MG
Rua Caetés, 603 – 3o andar – Esquina com Rua São Paulo
“Alterando consciências”
O fazer poético na perspectiva da transformação e na busca da vida poética é um forte aliado para a humanidade neste século XXI e nos próximos que virão. Muitos mostram-se indignados, milhões estão alheios, mas poucos agem por um mundo melhor; contra a brutal violência que nos violenta todos os dias, a vergonhosa corrupção, dos quase intocáveis, que da lei vestem-se em vão; os desastrosos desastres ecológicos que são um total desastre global, o medíocre consumismo padronizado por um padrão de existência mediana, o empobrecedor poder do capital em várias capitais e em inúmeros cantos mais.
Uma emancipação faz-se necessária e o novo paradigma da linguagem pode ajudar a abrir muitos caminhos, desde que os discursadores, em seus atos de fala, busquem levantar as seguintes pretensões: de verdade, de correção e de sinceridade.
É preciso que se resista conscientemente todos os dias, a muitos absurdos do presente, transformando eu, tu, ele, nós, vós... e buscar os fundamentais sentimentos: amor, prazer, cooperação, solidariedade e muitos outros, relegados apenas ao mundo subjetivo.
No universo poético, pouco a pouco, uma intertransformação de todos vem se consolidando. Poetas saem do lugar comum e em seus movimentos procuram expandir a busca pela vida poética e já vêm contando com a participação de poetas e não poetas de várias localidades, sem preconceito de preferências poéticas e outros preconceitos sem razão; para refletir, discutir, agir e transformar o universo em que vivem.
Convidamos, portanto, todos vocês a buscarem uma perspectiva de futuro e de um mundo cada vez melhor para todos.
Rogério Salgado & Virgilene Araújo
Programação
12 de julho – quinta-feira
19h às 20h – Abertura oficial com homenagem às personalidades que contribuem e/ou contribuíram com a poesia brasileira. Na seqüência, abertura da “Exposichão”, projeto idealizado durante o 2o Belô Poético pelo poeta Dinovaldo Gilioli e Deuci Napoleão Gilioli (Florianópolis/SC), Exposição do trabalho da artista plástica Isa de Oliveira (Contagem/MG) e Mostra dos Painéis: “Poeta Márcio Carvalho/Vida e obra”, organizado por Tanussi Cardoso e “Nelson Fachinelli/Exemplo poético de vida”, organizado por Maria Clara Segóbia.
Apresentação: Paulo César Barros e Graça Faisão.
Homenageados:
Greudo Catramby (Rio de Janeiro/RJ), Idealizador e realizador, na década de 70, da 1a Feira do Livro em Belo Horizonte/MG, portanto, pioneiro na criação de feiras do Livro na Capital mineira.
Tânia Diniz: (Dores do Indaiá/MG), poeta e escritora que há 18 anos publica o “Jornal Mural Mulheres Emergentes” aproximando poetas de todo o mundo.
Artur Gomes: (Campos dos Goytacazes/RJ), poeta que ao longo dos seus 34 anos de carreira literária, vem enriquecendo o Brasil culturalmente, ao ministrar oficinas de poesia para crianças, jovens e adultos de norte ao sul do país.
Maria Morais: (Brasilândia de Minas/MG), em sua cidade, uma das incansáveis articuladoras do Projeto “Porto Poético”, o qual teve significativa contribuição e reconhecimento do Ministro da Cultura Gilberto Gil.
Nelson Fachinelli - Homenagem póstuma - (Porto Alegre/RS), idealizou e co-fundou várias entidades, entre elas, a Casa do Poeta Rio-Grandense, Casa do Poeta Brasileiro, Casa do Poeta Latino-Americano, Grêmio Literário Castro Alves e União Brasileira de Trovadores.
20h às 20h30 – Apresentação do Grupo Cênico Poético “Poesia Simplesmente” (Rio de Janeiro/RJ), com os poetas Angela Carrocino, Delayne Brasil, Dalmo Saraiva, Jorge Ventura, Laura Esteves, Rosa Born e Sílvio Ribeiro de Castro, numa homenagem ao Poeta Márcio Carvalho. Poetas convidados: Carmen Moreno (Rio de Janeiro/RJ), Rogério Salgado e Virgilene Araújo(Belo Horizonte/MG).
20h30 à 21h – Palestra: “A ética do discurso no contexto poético”, com Rodrigo Marcos de Jesus (Belo Horizonte/MG), graduado em Filosofia pela UFMG e membro do NEPPCOM-Núcleo de Estudo e Pesquisa do Pensamento Complexo/FAE-UFMG.
21h às 21:30h - Apresentação do Grupo Cênico Poético “Poesia Simplesmente” com a performance Poético-Musical: “Evocação ao Recife: Bandeira, a Rosa, a Estrela, a Canção”, com direção de Mônica Serpa.
21h30 - Coquetel de Lançamento dos livros: “Poetas En/Cena - uma reunião de poemas dos poetas brasileiros”: Clevane Pessoa Lopes, Caio Junqueira Maciel, Luíz Carlos Abritta e Conceição Parreiras Abritta, João Batista Mariano, Lis Monteiro, Cláudio Bento, Klycia Fontenele, Gertrudes Greco, Célia Siqueira Arantes, Fabiano Filippi Chiello, Cecy Barbosa Campos, Valdemar Alves, Bilá Bernardes, Fátima Borchett, Rogério Salgado & Virgilene Araújo e Vera Puget; “Navalhas Voadoras para Cortar a Tarde” de Márcio Carvalho; “Casa do poeta Rio-Grandense (Coletânea Literária – 42 anos)”, organizado por Marinês Bonacina (Porto Alegre/RS) poeta e Presidente da Casa do Poeta Rio-Grandense e Casa do Poeta Latino-Americano; “Indigestual” de Bruno Candéas (Recife/PE); “Exercício do Olhar” de Tanussi Cardoso (Rio de Janeiro/RJ) e do CD “Poetas quae sera tamem” de Ricardo Evangelista e Sueli Silva (Belo Horizonte/MG).
13 de julho – sexta-feira.
Atividades externas:
9h às 11h30 – “A poesia como um exercício de cidadania”.
Local: Espaço Criança Esperança (Rua Desembargador Mário Matos no 576/Serra-BH. Na seqüência, almoço dos poetas no restaurante popular (próximo a rodoviária).
Articuladoras desta atividade: Ane Walsh (Cambuquira/MG) poeta e jornalista, Virgilene Araújo (Belo Horizonte/MG) poeta e escritora e Ana Paula Alves Generoso (Belo Horizonte/MG) estudante de Letras/Puc Minas.
Performance Poético- Musical “Poetas quae sera tamem” com Ricardo Evangelista poeta e sociólogo e Sueli Silva, compositora e intérprete (Belo Horizonte/MG).
Contação de Histórias com Glauter Barros (Angra dos Reis/RJ).
Performance Poética com Mavotsirc e Lu, membros da Cooperifa - Cooperativa de artes da periferia de São Paulo - (São Paulo/SP).
Oficina “Brincando e Aprendendo Ecologia” com Daisyluz Vieira (Conselheiro Lafaiete/MG), poeta e membro do Grupo LESMA-Liga Eco-Cultural Santa Matilde.
12h30 às 14h30 – Horário Livre
14h30 às 18h – “Poesia: Memória e Ação”
14h30 às 15h - Palestra “A poética de Conceição Evaristo” com Cecy Barbosa Campos (Juiz de Fora/MG), poeta, escritora, bacharel em Direito e Mestranda em Letras (Teoria da Literatura).
15h às 15h40 Performance “Ais” Wilmar Silva e Luiz Edmundo Alves (Belo Horizonte/MG).
Intervalo: cafezinho
16h às 16h30 - Um pouco sobre Guimarães Rosa com o sociólogo e escritor Newton Emediato Filho (Belo Horizonte/MG).
16h30 às 17h10 - Performance com o Grupo Cênico - Poético Virus Mundanus (Belo Horizonte/MG) com os poetas Jimi Vieira, Júlio Emílio Tentaterra e Sidney do Carmo.
17h20 às 18h – Performance Poético Musical “Os caminhos de Guimarães Rosa”, com Rosa Helena Pimentel, Glaysson Astoni e Grupo Quiálteras (Belo Horizonte/MG).
18h às 19h30 – Horário Livre
20h30 – Sarau Lítero Musical/Festa dos Poetas
Articuladores dessa atividade: Bilá Bernardes, Heleide O. Santos e Arlindo Nóbrega.
Local: Associação das Donas de Casa de Belo Horizonte, Rua Guajajaras, 40 – 24o andar – Edifício Mirafiori.
Abertura: Momento musical com Jorge Dissonância (Aracaju/SE) compositor e intérprete, seguido da atividade Versos e Sons – poemas musicados na hora, com o poeta Anand Rao (Brasília/DF).
Participação dos poetas e/ou destaque de poemas de: Leinecy Pereira Dorneles (Cassino/RS), Elza Teixeira Freitas (Uberlândia/MG), Zaira Cantarelli (Porto Alegre/RS), Grupo A Parada/Chico Loppes, Deivid Júnio, Flávio Gonçalves, Marco Anhapoci e Valquíria Rabelo (Belo Horizonte/MG), João Batista Mariano (Belo Horizonte/MG), Maria Clara Segóbia (Porto Alegre/RS), Juci Reinhardt (Balneário Camboriú/SC), Maria Gertrudes Horta Greco (Guaratingetá/SP), Sérgio Gerônimo (Rio de Janeiro/RJ), Leonel Ferreira (Belo Horizonte/MG), Lívia Tucci (Belo Horizonte/MG), Iara Alves (Belo Horizonte/MG), Lis Monteiro (Belo Horizonte/MG), Tânia Diniz (Dores do Indaiá/MG), Ana Cláudia Alcântara (Belo Horizonte/MG), Terezinha Romão (Belo Horizonte/MG), Wanda de Paula Mouthé (Belo Horizonte/MG), Isa de Oliveira (Contagem/MG), Vinícius Fernandes Cardoso (Contagem/MG), Wagner Torres ( Belo Horizonte/MG), Beth Fleury (Belo Horizonte/MG), Greyce Soute (Águas Formosas/MG), J. S. Franco (Belo Horizonte/MG), Maria Morais (Brasilândia de Minas/MG), Edinéia Alves (Belo Horizonte/MG), Eugênio Magno (Belo Horizonte/MG), Cida Araújo (Vespasiano/MG), Rosa Helena Pimentel (Belo Horizonte/MG), Glaysson Astoni (Belo Horizonte/MG), Cecy Barbosa Campos (Juiz de Fora/MG), Márcia Simões (Belo Horizonte/MG), Laura Aparecida da Silva (Belo Horizonte/MG), Odete Mendes de Souza (Belo Horizonte/MG), Paulo César de Barros (Belo Horizonte/MG), Ronaldo Zenha (Belo Horizonte/MG), Deiwson F. de Magalhães (Belo Horizonte/MG), Dulce Batista (Belo Horizonte/MG), Luiz Antônio Leite (Belo Horizonte/MG) e Jacy Gomes Romeiro (Belo Horizonte/MG) .
Encerramento: performance poética com o Grupo Lesma/Liga Eco-Cultural Santa Matilde (Conselheiro Lafaiete/MG) com os poetas Osmir Camilo, Wagner Vieira, Daisyluz Vieira, Patrícia Fonseca e Léo Fernandes.
14 de julho – Sábado - Mesas - redondas
9h às 12h – Mesa-redonda “A Ética do discurso, a poesia e a sociedade atual”.
Coordenador: José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG) poeta e jornalista.
Abertura: Performance poética com Mônica Montone (Rio de Janeiro/RJ) poeta e produtora cultural.
Convidados:
Caio Junqueira Maciel (Belo Horizonte/MG) professor de Literatura, poeta, ensaísta e editor.
Oséias Salomão (Belo Horizonte/MG), graduado em Letras pelo UNI-BH, lavador de automóveis, professor e baterista.
Luiz Alberto Zanotti (Campo Largo/PR) poeta e realizador do Salão Nacional de Poesia de Campo Largo – PR.
Sérgio Gerônimo (Rio de Janeiro/RJ), poeta, editor das Edições Oficina e fundador da APPERJ/Associação Profissional dos Poetas do Estado do Rio de Janeiro.
Ênio (Belo Horizonte/MG) poeta, compositor e gestor cultural.
12h às 14h – Horário Livre
14h30 às 17h30 – Mesa-redonda “O poeta, sua poesia e a poesia do outro, numa perspectiva da Ética do discurso”.
Abertura: Performance poética com Artur Gomes (Campos dos Goytacazes/RJ) poeta, ator, oficineiro e performer.
Provocador: Aroldo Pereira (Montes Claros/MG), poeta e realizador do Psiu Poético-Salão Nacional de Poesia.
Convidados:
Ilma Fontes (Aracaju/SE), poeta, escritora e roteirista de cinema. Editora de O Capital, jornal de resistência ao ordinário.
Artur Gomes (Campos dos Goytacazes/RJ), poeta, ator, oficineiro e performer.
Osmir Camilo (Conselheiro Lafaiete/MG), poeta, membro do Grupo LESMA-Liga Eco-Cultural Santa Matilde e realizador do Abril Poético – Circuito Nacional de Poesia em Conselheiro Lafaiete/MG e região.
Rodrigo Leste (Belo Horizonte/MG), poeta, ator e dramaturgo.
17h30 às 20h30 – Horário Livre
20h30 – Presença dos poetas no Arraial de Belô.
15 de julho – Domingo
10h30 às 12h30 – Teia Poética - Intervenções poéticas e performáticas – para poetas participantes devidamente inscritos no Encontro.
Abertura: Conto, com o escritor e pensador Leonardo de Magalhaens (Betim/MG).
Serão 15 participantes escolhidos por sorteio, durante o Sarau Lítero Musical. (Regulamento com a equipe de apoio)
Premiação para a melhor intervenção: R$ 100,00 (cem reais) e uma cesta literária, incentivo à leitura.
Brindes literários para os demais participantes.
Jurados:
Ademir Antonio Bacca (Bento Gonçalves/RS) poeta e realizador do Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves/RS.
Jimi Vieira (Belo Horizonte/MG), poeta e performer, membro do Grupo Cênico-Poético Virus Mundanus.
Mônica Montone (Rio de Janeiro/RJ) poeta e produtora.
Sérgio Gerônimo (Rio de Janeiro/RJ), poeta, editor das Edições Oficina e fundador da APPERJ/Associação Profissional dos Poetas do Estado do Rio de Janeiro.
Maria Luiza Falcão (Rio de Janeiro/RJ), poeta, escritora e representante regional da APPERJ.
Mônica Serpa (Rio de Janeiro/RJ), poeta e diretora teatral.
Wagner Vieira (Conselheiro Lafaiete/MG), poeta, membro do Grupo LESMA-Liga Eco-Cultural Santa Matilde e realizador do Abril Poético – Circuito Nacional de Poesia em Conselheiro Lafaiete/MG e região.
Zezeca Junqueira (Congonhas/MG), ator e gestor cultural.
12h30 às 14h – Horário Livre
14h às 19h: Encerramento com passeio turístico (opcional) à Congonhas/MG - Patrimônio Cultural Mundial – Maiores informações com a equipe de apoio.
Durante o Encontro, no local do evento, uma stand da Febac – Federação Brasileira dos Alternativos Culturais estará instalada para a filiação dos órgãos de imprensa alternativa.
Obs: por respeito aos participantes, os horários descritos na programação serão cumpridos. Se 1/3 dos inscritos estiverem presentes, iniciar-se-ão as atividades.
É importante que os poetas participem de toda a programação e não somente do dia em que estarão se apresentando, para que possam perceber o Encontro como um todo e a sua importância para uma sociedade melhor para todos.
FICHA DE INSCRIÇÃO
Preencher com letra legível e enviar até o dia 29/06/2007 via correio para a Rua Ibituruna, 607/01 – Belo Horizonte/MG – Cep 30.730-480 ou via fax (31) 3464.4479 - (A/C de Malibu Calçados), junto com recibo de depósito da taxa de inscrição no valor de R$ 10,00 - Bradesco – agência 081 – Conta 091.915-2 – em nome de Rogério Salgado. Poderão também se inscrever via e-mail: belopoetico@yahoo.com.br, fornecendo os dados abaixo e apresentando recibo de depósito no local, entre os horários de 17: 30 às 18:45 (antes da abertura do Encontro).
Nome:..............................................................................
Endereço:..........................................................................
Cidade:.....................................................................UF:....
E-mail...........................................................Tel:..............
Poeta? Sim..... Não...... Desenvolve a seguinte atividade.........................
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Este evento tem convênio com o Hotel Esplanada, Av. Santos Dumont, 304 (próximo ao Laces-Sesc). Diária de R$ 35,00 (preço real R$ 55,00) . Informações pelo telefax: (31) 3273.5311, com Sr. Jorge ou Sra. Letícia.
Belô Poético/informações (31) 3464.8213 e 8421-6827
REALIZAÇÃO:
Belô Poético Produções Artísticas e Literárias.
Casa do Poeta Serra do Curral.
Os maiores apoiadores deste Encontro são os próprios poetas participantes.
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02-SONIA SALES
Sonia Sales nasceu no Rio de Janeiro, mas é também paulistana há 23 anos. Com formação em Psicologia e Arte e cursos de extensão em Londres, Munique e Bruxelas, seus gêneros literários são a poesia, o ensaio e a literatura infanto-juvenil. Tem vários artigos sobre arte, cinema e viagens, alem de poemas e ensaios publicados em jornais e revistas do Brasil e do Exterior. Participa de várias antologias em Portugal, Espanha, USA e Brasil . Seus trabalhos são reconhecidos e elogiados pela crítica especializada.
Pertence a Academia Carioca de Letras (Membro Titular-cadeira nº4) e ao PEN Clube do Brasil
Livros Publicados :
A Chama Breve
Poesia. São Paulo, Espade, 1996.
Da Essência ao Divino
Poesia. São Paulo, Espade, 1996.
Ouvindo o Silêncio
Poesia. Rio de Janeiro, Galo Branco, 1998 (português, inglês e espanhol).
Mar Começo do Céu
Poesia. São Paulo, Ysayana, 1998 (português e chinês).
Girassóis Maduros
Poesia. Rio de Janeiro, Galo Branco, 2003 (português, inglês e espanhol).
Da Rússia com Amor
Poesia. São Paulo, 2003 (português e russo).
A Montanha e o Vento - 100 Haikais
Poesia. São Paulo, Zennex Publishing, 2004.
Reflexões sobre Eça de Queiroz
Ensaios. São Paulo, Zennex Publishing, 2004
O segredo das Ervas Medicinais
Aventura Infanto-juvenil- Companhia Editora Nacional (Coleção Lazuli)-São Paulo,2006
A Filha de Tupac- Amaru
Aventura Infanto-juvenil-Companhia Editora Nacional (Coleção Lazuli) – São Paulo,2006
Os Dedos da Morte – Poemas –Prefácio de Hernani Donato
Edições Galo Branco- Rio de Janeiro-2006( português e espanhol)
Tem no prelo- 50 Poemas Escolhidos pelo Autor- Poesia Edições Galo Branco
Para editar – Os Mosqueteiros do Futebol- aventura infanto-juvenil
e-mail : ss.sales@uol.com.br
site : htpp://ss.sales.sites.uol.com.br
POESIAS EXTRAÍDAS DO LIVRO “Os Dedos da Morte”, Edições Galo Branco, Rio de Janeiro, RJ, 2006.
CORAÇÕES DE PLÁSTICO
Vejo a flecha do martírio
músculos tensos, de latão.
Na arena, motos enfileiradas
dilaceram corações de plástico
carnes transpassadas por punhais
de espuma.
A noite vai tecendo enredos com agulhas
ensangüentadas, encerrando destinos,
sacrificando lobos e cortesãs como
se Deus não tivesse escrito.
O mel escorre na face da virgem,
meiga virgem
Nuvens lançam estiletes de perfume.
Rosas exalam o odor da chacina
enquanto motos calcinadas
continuam em alucinadas fugas
bonecas de borracha jazem
coroadas de bronze.
O mel escorre na face da virgem
meiga virgem.
Mães rezam ao pé do Cristo crucificado.
No asfalto rugem os leões
de ferro.
++++
BREVEORAÇÃO
Anunciaram-me que haveria guerras.
Anunciaram-me que haveria mortes.
Gelada de espanto
nem chorei.
Apenas ouvi o silêncio, enquanto
podia ouvir.
Assisti ao por do sol, enquanto
podia ver.
Diante da terra úmida de prantos
ainda não chorados, fiz a ultima
oração. Breve.
Como deveria ser.
As folhas caíram antes
do outono e a saudade, nem
chegou a ser, mas os mortos
estavam lá.
Frios e inconsoláveis.
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03-ÉRICA NEIVA
Que rosto terá a salvação que busco?
Como será entrar para viver a vida de outra pessoa?
Não sei porquê, mas esta idéia sempre esteve presente nos meus mais secretos desejos... Nas viagens que faço, adoro olhar pela janela do ônibus as cidades pelas quais passo. Gosto de observar os gestos, olhares e expressões das pessoas que povoam as ruas; passam em seus automóveis; ficam nas janelas a contemplar o indescritível. Imagino até aquelas que estão presas em seus altos apartamentos, as que se escondem atrás de seus altos muros e cercas elétricas.
Qual será a face do medo ou amor que acomete estes enigmáticos rostos?
Lembro-me o quanto sonho com faces jamais vistas. É estranho percorrer em devaneios e tormentos semblantes nunca perceptíveis. Os meus sonhos são uma mistura de emoções estranhas e díspares. O medo e o temor talvez sejam os sentimentos mais presentes. São degraus de escadas que, ao pisá-los, dissolvem-se... Deixam-me cair no nada... Percorro casas desconhecidas, mas que me tocam por alguma lembrança familiar...
Sonhos de criança, adolescente e adulta entrelaçam-se em forma de enigmas. São pistas deixadas, ao longo de um caminho, que permanecem indecifráveis, um tanto mágicas, misteriosas e fúnebres.
Acho que me perdi um pouco no tema que me propus discorrer... Talvez não... Talvez o inesperado; o escondido a mostrar-se seja a pontinha de um iceberg a formar, aos poucos, o mar de uma salvação que tanto busco e preciso.
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04-GLÓRIA KIRINUS
Glória Mercedes Valdivia de Kirinus
Pós-doutoranda (C.E.A.Q /Sorbonne - Paris).
Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP).
Mestre em Literatura Brasileira (PUCRJ).
Especialização em Literatura Brasileira (UFPR)
Graduação em Letras português-espanhol (UFPR)
Graduação em Turismo (UNT) Lima - Peru
Autora de livros bilíngües de Literatura Infantil e Juvenil. (editoras: Braga, Paulinas, Ave Maria, e Cortez)
Autora do livro teórico “Criança e Poesia na Pedagogia Freinet” Editora Paulinas.
Participa com ensaios científicos, orelhas e comentários críticos em outros livros (Champagnat, Juruá, Vozes, Papirus e outras editoras universitárias).
Colaborou com páginas de poesia, crônicas e ensaios, no Caderno G da Gazeta do Povo.
Criadora e ministrante do curso itinerante LAVRA- PALAVRA
Coordenadora do espaço para novos escritores na Biblioteca Pública do Paraná.
Coordenadora da oficina de Criação Literária para novos escritores na Rua da Cidadania do Boa Vista. Projeto da Fundação Cultural de Curitiba.
Conferencista em congressos nacionais e internacionais.
Consultora na organização de congressos, feiras de livros e outros eventos culturais.
Tradutora literária português – espanhol – português.
Integra núcleos de pesquisa e módulos de cursos de especialização, em diferentes universidades do Brasil.
Bibliotecas escolares, grupos de pesquisa, espaços de leitura e de criação literária creditam seu nome.
Recebeu o título “Mérito da Educação” no estado do Amapá e o “Bosque de Leitura” na cidade de Ponta Grossa.
Integrante do Círculo Peruano de Oradores
Membro Curadora da Fundação Sidónio Muralha
Integrante do Pólo de Educadores Freinet do Paraná, da Associação de Educadores Freinet do Brasil – ABDEPP e da Federação Internacional de Educadores Freinet – FIMEM.
Coordenadora Inter-Estadual da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEI-LIJ
Coordenadora da AEI- Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil no Paraná.
Representante do Vivaleitura no Paraná
Membro do Conselho Consultivo do site de Leitura e Literatura Infanto - Juvenil: www.dobrasdaleitura.com
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05-LUIZ OTÁVIO MOREIRA OLIANI
Luiz Otávio Moreira Oliani nasceu em 12 de abril de 1977, no Rio de Janeiro. Ex -aluno do Colégio Pedro II, Unidade Escolar Engenho Novo II, obteve o 1º lugar no concurso de Poesia Vinicius de Moraes em 1988, seguindo-se o 3º lugar na categoria crônica, 1996. Neste ano, escreveu em parceria com Maria Rosa César a peça teatral “Triste Fim de AHFT”, em que acumulou também as funções de ator e diretor, sendo esta apresentada no teatro do colégio em 17 de outubro.
Fez oficina de poesia com a professora e escritora Lena Jesus Ponte e, posteriormente, com a escritora Teresa Drummond. Freqüentou oficinas do conto na Fundação Biblioteca Nacional e diversas conferências na ABL (Academia Brasileira de Letras).
Em maio de 2000, foi homenageado com a medalha “Só para Lembrar” concedida no recital “Versos Noturnos”, organizado pela SPOC.
Como poeta, recebeu mais de quarenta prêmios literários, a nível nacional e internacional. Na Itália, em 2000, obteve 1º lugar da Accademia Internazionale Il Convívio com o poema “Herança”.
Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2001.
Consta em mais de vinte antologias, dentre as quais se destacam: Caleidoscópio I, II, Projeto Cultural Poeta, saia da gaveta; 1825 dias de poesia, grupo Poesia Simplesmente; Vozes na Paisagem, antologia de poetas brasileiros contemporâneos I, org. Edições Galo Branco e Poesia Viva em revista.
Poemas seus figuram em inúmeros jornais, revistas e páginas de literatura, como: Jornal Rascunho, Revista do Escritor Brasileiro, Poesia Viva, Panorama, Literatura & Arte, Correio de Poesia, Jornal Rio e Letras, Sulfato Ferroso, Literarte, Revista Poesia para Todos, Jornal O Capital, Revista O Grito, Leiamigos, Jornal Maringaense, Radar, O Literário, Notas Literárias, Liriconcreto, A Tribuna do Escritor, Papo & Poesia, O Boêmio, Jornal A Voz, Nozarte, Poetizando, Jornal do Enéas,Correio do Sul, APPERJ, Jornal Cultural Mensageiro, SPN, etc. Textos em inglês no panfleto eletrônico “Aliás”, de Elaine Pauvolid, 2001, em castelhano na “Revista Provincia”, Argentina, 2004. Em 2006 o poema “Resgate” foi traduzido para italiano por Enzo Bonventre.
Tem poemas musicados pelo compositor e intérprete Maury Sant´Anna em CD ainda inédito.
Atuou como editor, revisor e colunista da Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura contemporânea, como Olga Savary, Moacyr Félix, Ferreira Gullar, Antonio Olinto, Geraldo Carneiro, Affonso Romano de Sant´Anna, Astrid Cabral, Marina Colasanti, Elisa Lucinda, Leonardo Fróes, Lêdo Ivo, Neide Archanjo, Antonio Carlos Secchin, entre outros.
Dirigiu o evento Fábrica de Palavras, no SESC Madureira, com o grupo SPN.
Membro de comissões julgadoras de concursos do INFA, do SEERJ e do Projeto Versos no Varal, do escritor Mauro Cezar Silva Vianna.
Colaborador do Projeto Cultural “Poeta, saia da gaveta” por mais de seis anos.
Presença marcante no movimento poético a partir da década de 90 (Poeta, saia da gaveta; Panorama da Palavra; Terça conVERSO no Café; Poesia nos Arcos; Santa Poesia; Ponte de Versos; Novos Sentidos; Poesia no Sobrado, Sarau João do Rio, SEERJ, Bom Dia Poesia, entre outros), além de espaços como UNATI/UERJ, Escola Estadual Central do Brasil e Biblioteca Lima Barreto, ambos no Méier, etc.
Publicou “Fora de órbita”, poesia, Editora da Palavra, 2007. Capa de Gabriel Ortiz Voser. Orelhas de Teresa Drummond. Prefácio de Igor Fagundes.
POEMAS EXTRAÍDOS DO LIVRO “FORA DE ÓRBITA”, Editora da palavra, Rio de Janeiro, RJ, 2007.
CRIAÇÃO
a boca rascunha recifes
os dedos olham a solidão
no silêncio
o poeta pesca
o que nunca pôs no mar
oferta de palavras
e não de peixes
++++++
DESCOBERTA
nada detém a vida
esvai-se o tempo
o tempo em mim
caramujo do imo
guardo porta-retratos
aqueço a memória :
a infância me foi roubada
++++++
CASTIÇAL
de maciça prata
seios bunda coxas
quero ser vela
e luz
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06-FELIPE RADICETTI
Felipe Radicetti, nascido no Rio de Janeiro em 1958, é tecladista e compositor com formação acadêmica;. Organista graduado pela Escola Nacional de Música da UFRJ, (1983) e mestrado em órgão sob a orientação da Prof. Gertrud Mersiowski (1986, interrompido em 87). Contraponto e história da composição musical com o Prof. Michel Phillipot (assistente de Olivier Messiaen no conservatório de Paris) durante um ano, no Rio. Curso de alta interpretação em música barroca italiana com o Prof. Renzo Buja (universidade de Verona), São Paulo,1983.
2º Prêmio no "I Concurso Nacional de Órgão Antonio Silva", 1983. Presidente da Associação Carioca de Organistas nos períodos de 1982/83 e 84/85. Em 1985, o ano do 3º centenário de J.S. Bach, Felipe Radicetti apresentou um recital com obras do compositor para órgão no Projeto Aquarius, produzido pelo jornal O Globo, que o convidou, mais uma vez em 1987, para a primeira apresentação no Brasil dos 33 prelúdios-corais para órgão inéditos de J.S. Bach, descobertos na universidade de Yale E.E.U.U. (The Neumaister Collection).
Arranjador e tecladista do cantor e compositor Oswaldo Montenegro em turnê 92, no projeto do CD e do show Mulungo (91/92), no ballet Telas, (93), nos CDs Aos Filhos dos Hippies, (95) e Vale Encantado (97).
Em 1995 , Felipe Radicetti escreveu e apresentou como ator e organista a peça teatral "Sebastian! Um musical do Século XVIII" sobre a vida de J.S. Bach, dirigido por Oswaldo Montenegro, em circuito comercial de teatros e universidades no Rio de Janeiro, Niterói e Petrópolis em 1995/96.
Diretor Musical da Cia. Ensaio Aberto desde 1995, compôs a música das seguintes produções teatrais: Bosnia,Bosnia, de Ad de Bont,95. (Prêmio de melhor trilha sonora do I Festival De Teatro De Grupo Da Prefeitura de Santos, São Paulo,96). O Noviço, de Martins Pena , 96. Die Mütter, de Bertolt Brecht, 96/97, O Interrogatório de Peter Weiss, 97 e Cabaret Youkali (arranjos e direção musical de canções de Kurt Weill), 1998. Em janeiro e fevereiro cria a trilha sonora do longametragem "Castro Alves" de Sílvio Tendler, 98.
Compõe as canções, faz os arranjos e produz o CD Homens Partidos, ainda inédito, com a participação de expressivos artistas da MPB como Lô Borges, Cláudio Nucci, Geraldo Azevedo e Clara Sandroni, gravado em 1999, no Rio .
Em viagem a Londres, em maio, torna-se membro do Royal College of Organists. Seu nome é inscrito como compositor no livro Repertorium Orgelmusik 1150-1998, de Klaus Beckmann, ed. Schott, 1999, por sua "Fuga Dórica" para órgão.
Classificado para as semifinais do Festival da Música Brasileira da Rede Globo de Televisão com a canção "Moleque-Marraio", interpretada pelo cantor Cláudio Nucci. Semifinalista do Festival VISA compositores de 2000, com a sua obra em parceria com Marcelo Biar.
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07-CLARICE GROVA
Clarisse Grova começou a cantar muito cedo. Primeiro nos corais das igrejas, depois nos bailes, quando cantou em inúmeros clubes do Rio e em outros estados do Brasil. Vencedora de festivais, como os de Ouro Preto, 1º Festival das Mulheres Nas Artes (SP), Musicanto... destacando-se como intérprete em todos eles.
Na noite, cantou no Chiko's Bar e no Cálice, acompanhada por Luizinho Eça, Edson Frederico, e Osmar Militto, entre outros. Produzida por Renato Corrêa, diretor artístico da gravadora EMI-ODEON, Clarisse gravou seu primeiro trabalho fonográfico, com arranjos de César Camargo Mariano, Eduardo Soutto Neto e Jota Moraes e musicas de Sueli Costa/Abel Silva, Flávio Venturini, Cartier/Paulo César Feital entre outros.
Escolhida por Abel Silva, abriu o projeto "Poeta, mostra a sua cara", com a obra do compositor. Com ele percorreu o estado do Rio, capital e interior. Ainda com o poeta e compositor, apresentou o show "É poesia e é canção", no Night Rio's. "A entrada de Clarisse no palco foi um presente" - dizia a crítica do JB, no dia seguinte.
O 1º Festival latino-americano de Foz do Iguaçu premiou-a como melhor intérprete, da música "Luz", de Altay Veloso e Paulo César Feital, premiada ainda com o 1º lugar e Premio Aclamação Popular. Clarisse seguiu com os dois no show "Mambembe Vera Cruz - Cia das Ilusões", apresentando-se no Rio, São Paulo, Curitiba, Circuito Universitário e Projeto Som nas Ondas.
Convidada por Roberto Menescal, Clarisse participou do projeto "Vale do Rio Doce" e da trilha sonora do curta-metragem "SOS Pantanal".
Em 96, participou da produção inglesa "Friends from Rio ", com a banda Cama de Gato, interpretando a música "Para Lennon e Mc Cartney". O disco foi lançado em Londres, no mesmo ano. Participou do CD "Estão Voltando as Flores" produção de Paulinho Tapajós, com as cantoras Nana Caymmi, Aline, Kika Tristão e Fátima Regina, solando três faixas: "Para não dizer que não Falei de Flores" de Geraldo Vandré , "Flor de Lis" de Djavan e "A Flor e o Espinho" de Nelson Cavaquinho. A presença de Clarisse se fez notar ainda, no Cd "50 Anos" de Aldir Blanc, indicado, em (96), para o Prêmio Sharp na categoria de melhor disco de MPB.
Em 97, Clarisse Grova foi convidada por Aldir Blanc, para gravar seu 1º CD. Lançado em dezembro, Novos Traços, produzido por Rildo Hora, pelo selo "Alma", e traz canções inéditas da parceria de Aldir com Cristóvão Bastos. Em 98, Clarisse levou ao palco do Teatro da Praia, sob a direção de Paulo César Feital, o show "Novos e outros traços" onde permaneceu em curta temporada elogiada por toda a imprensa. Em 99, convidada por Solange Kafuri, encerrou o Projeto "Nara, uma senhora opinião"
Em 2000, Clarisse Grova interpretou a Valsa em Se de Carlos Henry, no Festival da Música Brasileira, realizado pela Tv Globo.
Ainda em 2000, Clarisse Grova se apresentou em seu espetáculo "BRASILEIRA" com elenco de bailarinos circenses, no Teatro das Artes, no Shoping da Gávea, Rio de Janeiro, onde permaneceu em temporada de 2 meses.
Em 2002, Clarisse é classificada para as semifinais do Festival VISA edição intérpretes, em São Paulo.
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08-SUPERLISA
Superlisa une os dois num novo conceito para a música popular brasileira. Motivados pelo que há de mais universal na música - a sonoridade - e atentos às possibilidades tecnológicas a serviço da arte, os dois artistas reúnem nesse cd de estréia 12 composições de ambos e de cada um com outros parceiros e uma única releitura: Ternura antiga, de Dolores Duran e J. Ribamar, todas elas sustentadas pela voz vigorosa e precisa de Clarisse amalgamada nos arranjos de Felipe com o mais moderno e emergente da música internacional - a linguagem eletrônica - como se faz presente nas principais vertentes da cena musical atual.
A bossa "coração", a marcha "o tal trem", a canção "Import(ânsia)" (todas três, compostas por Clarisse), o samba-funk "indiviso", o samba-canção "ternura antiga" e o baião "moleque marraio" (parceria de Felipe com Marcelo Biar) dão testemunho da presença dos ritmos brasileiros neste trabalho que os aproxima do tango "senhora" (mais uma parceria de Felipe com Marcelo Biar), do pop rock "rude pedra" (parceria de Felipe com Luisa Haranda), da balada-pop "guerra e paz" (parceria com CRISTINA SARAIVA), do fado "um outro fado" (parceria de Clarisse com Paulo César Feital), de outra balada-pop "É tarde" (parceria de Felipe com Carla Aka) e finalmente da única parceria de Felipe e Clarisse neste Cd: "Marrento" criando uma unidade sonora que visa romper as barreiras regionalistas e alcançar na arte, o que o mundo anseia como princípio na atualidade: resgatar e preservar as tradições criando para elas uma locução com a modernidade.
Rio de Janeiro, Janeiro de 2003
Eliza Maciel
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09-IVO FEITOSA
Em 1934, a Congregação Salesiana lançou a pedra fundamental do imponente prédio da Rua Gonçalves Dias (entre Av. Carlos Gomes e Rua D. Pedro II) que no passar dos tempos tem servido para diversas atividades culturais, religiosas e educacionais ?
Os salesianos (Congregação fundada por São João Bosco no final do século XIX) chegaram a Porto Velho em 1925, com a criação da Prelazia de Porto Velho.
Tinham como missão a evangelização desta parte da Amazônia e como característica própria a educação da juventude.
Logo começaram suas atividades. Porto Velho como entreposto dos padres vindos da região do Rio Madeira e da área da BR-29 (hoje BR-364) necessitava não só de um colégio, mas também de uma residência que pudesse abrigar os religiosos em suas andanças por esta região.
Surge o prédio do então Colégio Dom Bosco, ficando a área central do prédio destinada ao Colégio e a área sul (Av. Carlos Gomes c/Rua D. Pedro II) especificamente como residência episcopal e dos padres aqui residentes e daqueles de passagem por aqui.
Por vários anos o Colégio Dom Bosco cumpriu com êxito sua missão naquele prédio.
Várias gerações de honrados cidadãos oriundos do Guaporé (hoje Rondônia) do Acre, da Bolívia e do Amazonas, passaram por aquelas memoráveis salas de aulas. Muitos ainda, viviam no Colégio em regime de internato.
Em 1967, o Colégio Dom Bosco passou a ocupar as dependências do prédio atual, situado na Rua Almirante Barroso onde até hoje se encontra.
O velho prédio continuou servindo a Igreja como Centro de Pastoral e residência episcopal.
Em 1982, com a criação da Diocese de Porto Velho, firmou-se como residência do 1º Bispo Diocesano. D. João Batista Costa.
Em janeiro de 1983, a recém-criada Diocese passa a categoria de Arquidiocese e o Arcebispo D. José Martins da Silva continua na residência episcopal onde também funcionava órgãos administrativos da Igreja local.
Em 22 de março de 1985 o prédio além de residência passa a desempenhar a função de Seminário Maior João XXIII ( Maior porque abriga seminaristas para cursar Filosofia e Teologia). Como Seminário continua suas funções até os dias de hoje.
Dali já saíram dezenas de Sacerdotes que atuam nas Dioceses de Porto Velho, Guajará Mirim, Ji-Paraná, Rio Branco-AC e Humaitá-AM.
Hoje o velho casarão abriga a Faculdade Católica de Rondônia, embrião de uma Universidade Católica.
A residência episcopal passou para outro endereço, o Arcebispo D.Moacyr Grechi e seus principais auxiliares ocupam as antigas dependências da Rádio Caiari na Av. Carlos Gomes. Após as devidas reformas o prédio ficou bastante funcional e acolhedor os organismos vinculados ao Arcebispado ali encontraram seu devido espaço.
O prédio do antigo Colégio Dom Bosco com suas arcadas e largo corredor, transmite uma sensação de paz. A área verde interna é um colírio para os olhos.
Assim, o prédio do atual Seminário, com seus quase 80 anos de atividades vem cumprindo - e muito bem - múltiplas atividades na vida de Porto Velho e por que não dizer, de Rondônia.
Texto e pesquisa: Ivo Feitosa - Turismólogo.
ivofeitosa@gmail.com
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10-ANTÔNIO SERPA DO AMARAL FILHO
Ferrovia do Diabo: A TERCEIRA VIA
Nobre Jornalista, vamos dar uns pitacos e engrossar o caldo do debate sobre as Hidrelétricas do Madeira, nesta página cultural. De repente, não mais que de repente, como diria o poeta Vinícius de Morais, o Brasil descobriu o rincão desbravado por Rondon: a Rondônia do mitológico El Dorado da década de 70. Se filho de peixe é peixinho, rebento de El Dorado é Panacéia, filha de Esculápio, pai da Medicina, benzedeira capaz de curar todos os males da humanidade.
A construção das Hidrelétricas do Madeira chama atenção dos setores produtivos brasileiros, do capital internacional, e se coloca diante do PAC do presidente Lula como uma pedra no meio do caminho. Esse empreendimento é rico em possibilidades prós e contras, fundamentalmente, por causa do espantoso desconhecimento sobre a região Norte. Estão querendo brincar de pira com macaco gogó-de-sola. Aproveito para colocar outro problema que é mais importante para Rondônia do que as próprias hidrelétricas, porque tem a ver com a economia local. É a hidrovia que querem construir para atalhar o Pacífico descendo por rios da Bolívia até ao Peru. O projeto transforma as cachoeiras em lago, alternativa que duplica a solução implementada com a ferrovia Madeira-Mamoré há um século, projeto boliviano de saída para o Atlântico contemplado pelo Tratado de Petrópolis, hoje ineficaz. Essa hidrovia diminuirá o caminho para a China em mais de 5.000 km, reduzindo custos de produção. Isto vai estimular o avanço da soja sobre a floresta amazônica, promovendo gigantescos desmatamentos, queimadas e mais aquecimento global. Solução mais rápida e econômica não seria restabelecer a ferrovia Madeira-Mamoré, com menor custo de reconstrução e menos dano ambiental, já que o caminho ainda está aberto, tratando apenas de recuperá-lo sob novo paradigma tecnológico, com maior capacidade de transporte e rapidez? Os outros países vizinhos fariam a pavimentação da saída para o Pacífico e assim estaria solucionado o problema do escoamento das riquezas dirigidas ao abastecimento dos mercados internacionais. Para tanto, o governo federal deve desaquecer sua ânsia em obter a toque de caixa o licenciamento ambiental e fomentar junto ao seu corpo técnico pesquisas capazes de produzir subsídios viabilizadores dessa via alternativa. A propósito do estudo de impacto ambiental, fala-se que o problema dos bagres está na Dourada (na linguagem da mídia do sudeste). Ignorância ou má-fé: são dezenas de bagres gigantes (pirara, jaú, caparari, surubim, pintado, filhote), largamente consumidos e comercializados. O estudo-levantamento de Furnas-Hodebrecth que somente estudou dois dos bagres, dentre quase 500 espécies de peixes que freqüentam a cachoeira de Santo Antônio do Madeira. A piracema (fenômeno da desova cíclica dos peixes nas cabeceiras do rio que desce madeira) tem lugar ímpar na macro cadeia ecológica do universo amazônida. Destruí-la unilateralmente pode ser o começo do maior desastre ambiental brasileiro, em efeito dominó. Institutos de pesquisa estimam que 70 mil famílias serão lançadas à miserabilidade no Estado do Amazonas por conta do sumiço desses bagres por lá.
A reativação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré pode ser a terceira via. Falta transparência e cientificismo na venda falaciosa da campanha em prol da construção da usinas. Elas, como se fossem candidatos em plena campanha eleitoral, estão sendo vendidas para o público com requintes de mídia articulada, argumentação tendenciosa, imagem retocada para parecer impecável e uma boa dose de emocionalismo envolvendo os diversos segmentos sociais. O porre da massificação de convicções prol usinas é de tal monta que, na comunidade rondoniense, as pessoas se sentem constrangidas em se posicionar e argumentar contra o projeto. À maioria parece tão óbvio que as usinas são um negócio da China que chegam a apontá-las como a grande salvação da nação guaporé. Não fossem instituições sérias como o Ministério Público Federal, Ibama e Justiça Federal, que têm atuado rigidamente na fiscalização das dimensões técnicas e legais do empreendimento, a obra já teria sido iniciada há muito tempo. Darcy Ribeiro, ao fazer uma conferência na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, surpreendeu quando apresentou como temo o óbvio. E à medida que ia discorrendo sobre o óbvio, foi descortinando os engodos e falácias entranhadas nas concepções que tomam ares de verdade, mas, quando despidas de suas contradições, mostram-se perfeitos embustes construídos para ludibriar os incautos, basbaques e estreitos. Mas nem todos estão anestesiados. Há vida inteligente às margens do Madeira. Os Amigos da Madeira-Mamoré poderiam ingressar na arena do debate e, com muito mais propriedade, poderiam dizer se a Ferrovia do Diabo pode, ou não, vir a ser a Terceira Via na resolução desse imbróglio.
FONTE : www.rondoniaovivo.com
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11-SELMO VASCONCELLOS
Selmo Vasconcellos, nasceu no Rio de Janeiro, RJ e reside em Porto Velho, RO, desde 1982. Formado em Administração. Poeta, cronista, contista, antologista, divulgador cultural e editor da página literária impressa semanal “LÍTERO CULTURAL” desde 15 de agosto de 1991 no jornal ALTO MADEIRA, fundado em 15 de abril de 1917.
Colunista das páginas literárias :
www.rondoniaovivo.com ( Momento Lítero Cultural )
www.jornalorebate.com ( http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com - Momento Lítero Cultural ) .
Obras publicadas (poesia e prosa): REVER VERSO INVERSO; NICTÊMERO; POMO DE DISCÓRDIA; RESQUÍCIOS PONDERADOS; MORDE & ASSOPRA.
Antologias : LEONARDO, MEU NETO e GALERIA DOS AMIGOS DO LÍTERO CULTURAL.
Livreto independente : DESABAFOS em memória de ROY ORBISON .
Poesias traduzidas para o francês, inglês, alemão, italiano, japonês, russo, grego, chinês, polonês, romeno e espanhol.
VISITE, COMENTE E DIVULGUE :
www.selmovasconcellos-curriculoliterario.blogspot.com
www.selmovasconcellos.zip.net
www.amazonshop.net
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2414
Selmo Vasconcellos
Do Pai
Do Filho
Do Rio de Janeiro
AMÉM.
Selmo Vasconcellos
Do Pai
Do Filho
De Rondônia
TAMBÉM.
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MATA
Hoje me matas
violentamente
com este machado.
Mas,
amanhã das minhas flores
te farão uma coroa,
do meu caule
tua urna mortuária.
Aí sim,
irás ao encontro
da minha raiz.
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BOSQUE
Hoy me matas
violentamente
con esta hacha.
Pero,
mañana, de mis flores
te van a hacer una corona,
De mi tronco,
tu urna mortuaria.
Entonces sí,
te irás al encuentro
de mi raíz.
Yo te esperaré allí bajo la tierra.
*******
WALD
heute bringst du mich un,
gewaltsam
mit dieser Axt.
aber
morgen, aus meinen Blumen,
wird man dir einen Kranz machen
und aus meinen Stamm
wird deinen Leichensarg.
erst dann,
wirst du meiner Wurzel
entgegen kommen.
und ich werde da unten auf dich warten.
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BOIS
Aujoud’hui tu me tues
violemment
avec cette hache.
Mais,
demain, de fleurs à moi
te feront une couronne,
de mon tronc
ton urne mortuaire.
Là oui,
tu iras à la rencontre
de ma racine.
Je t’attendrai là dessous.
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FOREST
Today you kill me
violenty
with this ax.
But,
tomorrow, with my flowers
they will make you a crown,
with my stem,
your mortuary urn.
Then,
you will go towards
my rots.
I will waint for you down there.
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BOSCO
Oggi tu mi ferisci
violentemente
con quest’ascia.
Ma,
domani i Fiori
ti faranno una corona
dal mio tronco
la tua urna mortuaria.
Là si,
tu andrai a incontrare
la mia radice.
T’attendo là sotto.
******
O HOMEM NO MEIO SOCIAL
O Homem com toda fortaleza
é um fraco.
Enquanto sta bem esconde
sua fraqueza.
Quando está só
Busca em Deus que tenha dó.
Reza, promete, implora,
fala, grita e chora.
***
EL HOMBRE EN EL MEDIO SOCIAL
El hombre con toda fortaleza
es un debil.
Mientras está bien oculta
su debilidad.
Cuando está solo
Busca en Dios que tenga pena.
Reza, promete, implora,
Habla, grita y llora.
***
DER MENSCH IN GESELLSCHFT
mit seiner ganzen Stärke
ist der Mann schwach.
wenn es ihm gut geht,
versteckt er seine Schwäche.
wenn er einsam ist
sucht er nach dem Mitleid Gottes.
er betet, verspricht, fleht an,
spricht, schreit und weint.
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L’HOMME DANS LE MILIEU SOCIAL
Avec toute as force l’homme
est un faible.
Pendant qu’il est bien il camoufle
son manque d’énergie.
Lorsqu’il est seul
Il demande pitié à Dieu.
Il prie, promet, implore,
Parle, crie et larmoie.
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MAN IN THE SOCIAL ENVIRONMENT *
Man with all power
is weak
While is ok hides
his weakness.
While is alone
Looks for God for compassion.
He prays, promises, implores,
Speakes, shouts and cries.
******
Con tutte le sue forze l’uomo
È un debole
Tuttavia è bene Che nasconda
La sua debolezza.
Quando è solo
Domanda al Signore pietà.
Prega, promette, implora
Parla, grida e lacrima.
***
E poesias publicadas em :
Japonês, Chinês, Grego, Romeno e Russo.
01-ROGÉRIO SALGADO & VIRGILENE ARAÚJO
ENCONTRO CULTURAL RECOMENDÁVEL
3o Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia/2007
“Minas abraçando a poesia nacional”
(A poética em sintonia com a ética do discurso)
“Este Evento é dedicado a memória do Poeta Márcio Carvalho”
Belo Horizonte
Julho 2007
Dias 12, 13, 14 e 15 de julho de 2006
Local: SESC LACES/JK – Belo Horizonte/MG
Rua Caetés, 603 – 3o andar – Esquina com Rua São Paulo
“Alterando consciências”
O fazer poético na perspectiva da transformação e na busca da vida poética é um forte aliado para a humanidade neste século XXI e nos próximos que virão. Muitos mostram-se indignados, milhões estão alheios, mas poucos agem por um mundo melhor; contra a brutal violência que nos violenta todos os dias, a vergonhosa corrupção, dos quase intocáveis, que da lei vestem-se em vão; os desastrosos desastres ecológicos que são um total desastre global, o medíocre consumismo padronizado por um padrão de existência mediana, o empobrecedor poder do capital em várias capitais e em inúmeros cantos mais.
Uma emancipação faz-se necessária e o novo paradigma da linguagem pode ajudar a abrir muitos caminhos, desde que os discursadores, em seus atos de fala, busquem levantar as seguintes pretensões: de verdade, de correção e de sinceridade.
É preciso que se resista conscientemente todos os dias, a muitos absurdos do presente, transformando eu, tu, ele, nós, vós... e buscar os fundamentais sentimentos: amor, prazer, cooperação, solidariedade e muitos outros, relegados apenas ao mundo subjetivo.
No universo poético, pouco a pouco, uma intertransformação de todos vem se consolidando. Poetas saem do lugar comum e em seus movimentos procuram expandir a busca pela vida poética e já vêm contando com a participação de poetas e não poetas de várias localidades, sem preconceito de preferências poéticas e outros preconceitos sem razão; para refletir, discutir, agir e transformar o universo em que vivem.
Convidamos, portanto, todos vocês a buscarem uma perspectiva de futuro e de um mundo cada vez melhor para todos.
Rogério Salgado & Virgilene Araújo
Programação
12 de julho – quinta-feira
19h às 20h – Abertura oficial com homenagem às personalidades que contribuem e/ou contribuíram com a poesia brasileira. Na seqüência, abertura da “Exposichão”, projeto idealizado durante o 2o Belô Poético pelo poeta Dinovaldo Gilioli e Deuci Napoleão Gilioli (Florianópolis/SC), Exposição do trabalho da artista plástica Isa de Oliveira (Contagem/MG) e Mostra dos Painéis: “Poeta Márcio Carvalho/Vida e obra”, organizado por Tanussi Cardoso e “Nelson Fachinelli/Exemplo poético de vida”, organizado por Maria Clara Segóbia.
Apresentação: Paulo César Barros e Graça Faisão.
Homenageados:
Greudo Catramby (Rio de Janeiro/RJ), Idealizador e realizador, na década de 70, da 1a Feira do Livro em Belo Horizonte/MG, portanto, pioneiro na criação de feiras do Livro na Capital mineira.
Tânia Diniz: (Dores do Indaiá/MG), poeta e escritora que há 18 anos publica o “Jornal Mural Mulheres Emergentes” aproximando poetas de todo o mundo.
Artur Gomes: (Campos dos Goytacazes/RJ), poeta que ao longo dos seus 34 anos de carreira literária, vem enriquecendo o Brasil culturalmente, ao ministrar oficinas de poesia para crianças, jovens e adultos de norte ao sul do país.
Maria Morais: (Brasilândia de Minas/MG), em sua cidade, uma das incansáveis articuladoras do Projeto “Porto Poético”, o qual teve significativa contribuição e reconhecimento do Ministro da Cultura Gilberto Gil.
Nelson Fachinelli - Homenagem póstuma - (Porto Alegre/RS), idealizou e co-fundou várias entidades, entre elas, a Casa do Poeta Rio-Grandense, Casa do Poeta Brasileiro, Casa do Poeta Latino-Americano, Grêmio Literário Castro Alves e União Brasileira de Trovadores.
20h às 20h30 – Apresentação do Grupo Cênico Poético “Poesia Simplesmente” (Rio de Janeiro/RJ), com os poetas Angela Carrocino, Delayne Brasil, Dalmo Saraiva, Jorge Ventura, Laura Esteves, Rosa Born e Sílvio Ribeiro de Castro, numa homenagem ao Poeta Márcio Carvalho. Poetas convidados: Carmen Moreno (Rio de Janeiro/RJ), Rogério Salgado e Virgilene Araújo(Belo Horizonte/MG).
20h30 à 21h – Palestra: “A ética do discurso no contexto poético”, com Rodrigo Marcos de Jesus (Belo Horizonte/MG), graduado em Filosofia pela UFMG e membro do NEPPCOM-Núcleo de Estudo e Pesquisa do Pensamento Complexo/FAE-UFMG.
21h às 21:30h - Apresentação do Grupo Cênico Poético “Poesia Simplesmente” com a performance Poético-Musical: “Evocação ao Recife: Bandeira, a Rosa, a Estrela, a Canção”, com direção de Mônica Serpa.
21h30 - Coquetel de Lançamento dos livros: “Poetas En/Cena - uma reunião de poemas dos poetas brasileiros”: Clevane Pessoa Lopes, Caio Junqueira Maciel, Luíz Carlos Abritta e Conceição Parreiras Abritta, João Batista Mariano, Lis Monteiro, Cláudio Bento, Klycia Fontenele, Gertrudes Greco, Célia Siqueira Arantes, Fabiano Filippi Chiello, Cecy Barbosa Campos, Valdemar Alves, Bilá Bernardes, Fátima Borchett, Rogério Salgado & Virgilene Araújo e Vera Puget; “Navalhas Voadoras para Cortar a Tarde” de Márcio Carvalho; “Casa do poeta Rio-Grandense (Coletânea Literária – 42 anos)”, organizado por Marinês Bonacina (Porto Alegre/RS) poeta e Presidente da Casa do Poeta Rio-Grandense e Casa do Poeta Latino-Americano; “Indigestual” de Bruno Candéas (Recife/PE); “Exercício do Olhar” de Tanussi Cardoso (Rio de Janeiro/RJ) e do CD “Poetas quae sera tamem” de Ricardo Evangelista e Sueli Silva (Belo Horizonte/MG).
13 de julho – sexta-feira.
Atividades externas:
9h às 11h30 – “A poesia como um exercício de cidadania”.
Local: Espaço Criança Esperança (Rua Desembargador Mário Matos no 576/Serra-BH. Na seqüência, almoço dos poetas no restaurante popular (próximo a rodoviária).
Articuladoras desta atividade: Ane Walsh (Cambuquira/MG) poeta e jornalista, Virgilene Araújo (Belo Horizonte/MG) poeta e escritora e Ana Paula Alves Generoso (Belo Horizonte/MG) estudante de Letras/Puc Minas.
Performance Poético- Musical “Poetas quae sera tamem” com Ricardo Evangelista poeta e sociólogo e Sueli Silva, compositora e intérprete (Belo Horizonte/MG).
Contação de Histórias com Glauter Barros (Angra dos Reis/RJ).
Performance Poética com Mavotsirc e Lu, membros da Cooperifa - Cooperativa de artes da periferia de São Paulo - (São Paulo/SP).
Oficina “Brincando e Aprendendo Ecologia” com Daisyluz Vieira (Conselheiro Lafaiete/MG), poeta e membro do Grupo LESMA-Liga Eco-Cultural Santa Matilde.
12h30 às 14h30 – Horário Livre
14h30 às 18h – “Poesia: Memória e Ação”
14h30 às 15h - Palestra “A poética de Conceição Evaristo” com Cecy Barbosa Campos (Juiz de Fora/MG), poeta, escritora, bacharel em Direito e Mestranda em Letras (Teoria da Literatura).
15h às 15h40 Performance “Ais” Wilmar Silva e Luiz Edmundo Alves (Belo Horizonte/MG).
Intervalo: cafezinho
16h às 16h30 - Um pouco sobre Guimarães Rosa com o sociólogo e escritor Newton Emediato Filho (Belo Horizonte/MG).
16h30 às 17h10 - Performance com o Grupo Cênico - Poético Virus Mundanus (Belo Horizonte/MG) com os poetas Jimi Vieira, Júlio Emílio Tentaterra e Sidney do Carmo.
17h20 às 18h – Performance Poético Musical “Os caminhos de Guimarães Rosa”, com Rosa Helena Pimentel, Glaysson Astoni e Grupo Quiálteras (Belo Horizonte/MG).
18h às 19h30 – Horário Livre
20h30 – Sarau Lítero Musical/Festa dos Poetas
Articuladores dessa atividade: Bilá Bernardes, Heleide O. Santos e Arlindo Nóbrega.
Local: Associação das Donas de Casa de Belo Horizonte, Rua Guajajaras, 40 – 24o andar – Edifício Mirafiori.
Abertura: Momento musical com Jorge Dissonância (Aracaju/SE) compositor e intérprete, seguido da atividade Versos e Sons – poemas musicados na hora, com o poeta Anand Rao (Brasília/DF).
Participação dos poetas e/ou destaque de poemas de: Leinecy Pereira Dorneles (Cassino/RS), Elza Teixeira Freitas (Uberlândia/MG), Zaira Cantarelli (Porto Alegre/RS), Grupo A Parada/Chico Loppes, Deivid Júnio, Flávio Gonçalves, Marco Anhapoci e Valquíria Rabelo (Belo Horizonte/MG), João Batista Mariano (Belo Horizonte/MG), Maria Clara Segóbia (Porto Alegre/RS), Juci Reinhardt (Balneário Camboriú/SC), Maria Gertrudes Horta Greco (Guaratingetá/SP), Sérgio Gerônimo (Rio de Janeiro/RJ), Leonel Ferreira (Belo Horizonte/MG), Lívia Tucci (Belo Horizonte/MG), Iara Alves (Belo Horizonte/MG), Lis Monteiro (Belo Horizonte/MG), Tânia Diniz (Dores do Indaiá/MG), Ana Cláudia Alcântara (Belo Horizonte/MG), Terezinha Romão (Belo Horizonte/MG), Wanda de Paula Mouthé (Belo Horizonte/MG), Isa de Oliveira (Contagem/MG), Vinícius Fernandes Cardoso (Contagem/MG), Wagner Torres ( Belo Horizonte/MG), Beth Fleury (Belo Horizonte/MG), Greyce Soute (Águas Formosas/MG), J. S. Franco (Belo Horizonte/MG), Maria Morais (Brasilândia de Minas/MG), Edinéia Alves (Belo Horizonte/MG), Eugênio Magno (Belo Horizonte/MG), Cida Araújo (Vespasiano/MG), Rosa Helena Pimentel (Belo Horizonte/MG), Glaysson Astoni (Belo Horizonte/MG), Cecy Barbosa Campos (Juiz de Fora/MG), Márcia Simões (Belo Horizonte/MG), Laura Aparecida da Silva (Belo Horizonte/MG), Odete Mendes de Souza (Belo Horizonte/MG), Paulo César de Barros (Belo Horizonte/MG), Ronaldo Zenha (Belo Horizonte/MG), Deiwson F. de Magalhães (Belo Horizonte/MG), Dulce Batista (Belo Horizonte/MG), Luiz Antônio Leite (Belo Horizonte/MG) e Jacy Gomes Romeiro (Belo Horizonte/MG) .
Encerramento: performance poética com o Grupo Lesma/Liga Eco-Cultural Santa Matilde (Conselheiro Lafaiete/MG) com os poetas Osmir Camilo, Wagner Vieira, Daisyluz Vieira, Patrícia Fonseca e Léo Fernandes.
14 de julho – Sábado - Mesas - redondas
9h às 12h – Mesa-redonda “A Ética do discurso, a poesia e a sociedade atual”.
Coordenador: José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG) poeta e jornalista.
Abertura: Performance poética com Mônica Montone (Rio de Janeiro/RJ) poeta e produtora cultural.
Convidados:
Caio Junqueira Maciel (Belo Horizonte/MG) professor de Literatura, poeta, ensaísta e editor.
Oséias Salomão (Belo Horizonte/MG), graduado em Letras pelo UNI-BH, lavador de automóveis, professor e baterista.
Luiz Alberto Zanotti (Campo Largo/PR) poeta e realizador do Salão Nacional de Poesia de Campo Largo – PR.
Sérgio Gerônimo (Rio de Janeiro/RJ), poeta, editor das Edições Oficina e fundador da APPERJ/Associação Profissional dos Poetas do Estado do Rio de Janeiro.
Ênio (Belo Horizonte/MG) poeta, compositor e gestor cultural.
12h às 14h – Horário Livre
14h30 às 17h30 – Mesa-redonda “O poeta, sua poesia e a poesia do outro, numa perspectiva da Ética do discurso”.
Abertura: Performance poética com Artur Gomes (Campos dos Goytacazes/RJ) poeta, ator, oficineiro e performer.
Provocador: Aroldo Pereira (Montes Claros/MG), poeta e realizador do Psiu Poético-Salão Nacional de Poesia.
Convidados:
Ilma Fontes (Aracaju/SE), poeta, escritora e roteirista de cinema. Editora de O Capital, jornal de resistência ao ordinário.
Artur Gomes (Campos dos Goytacazes/RJ), poeta, ator, oficineiro e performer.
Osmir Camilo (Conselheiro Lafaiete/MG), poeta, membro do Grupo LESMA-Liga Eco-Cultural Santa Matilde e realizador do Abril Poético – Circuito Nacional de Poesia em Conselheiro Lafaiete/MG e região.
Rodrigo Leste (Belo Horizonte/MG), poeta, ator e dramaturgo.
17h30 às 20h30 – Horário Livre
20h30 – Presença dos poetas no Arraial de Belô.
15 de julho – Domingo
10h30 às 12h30 – Teia Poética - Intervenções poéticas e performáticas – para poetas participantes devidamente inscritos no Encontro.
Abertura: Conto, com o escritor e pensador Leonardo de Magalhaens (Betim/MG).
Serão 15 participantes escolhidos por sorteio, durante o Sarau Lítero Musical. (Regulamento com a equipe de apoio)
Premiação para a melhor intervenção: R$ 100,00 (cem reais) e uma cesta literária, incentivo à leitura.
Brindes literários para os demais participantes.
Jurados:
Ademir Antonio Bacca (Bento Gonçalves/RS) poeta e realizador do Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves/RS.
Jimi Vieira (Belo Horizonte/MG), poeta e performer, membro do Grupo Cênico-Poético Virus Mundanus.
Mônica Montone (Rio de Janeiro/RJ) poeta e produtora.
Sérgio Gerônimo (Rio de Janeiro/RJ), poeta, editor das Edições Oficina e fundador da APPERJ/Associação Profissional dos Poetas do Estado do Rio de Janeiro.
Maria Luiza Falcão (Rio de Janeiro/RJ), poeta, escritora e representante regional da APPERJ.
Mônica Serpa (Rio de Janeiro/RJ), poeta e diretora teatral.
Wagner Vieira (Conselheiro Lafaiete/MG), poeta, membro do Grupo LESMA-Liga Eco-Cultural Santa Matilde e realizador do Abril Poético – Circuito Nacional de Poesia em Conselheiro Lafaiete/MG e região.
Zezeca Junqueira (Congonhas/MG), ator e gestor cultural.
12h30 às 14h – Horário Livre
14h às 19h: Encerramento com passeio turístico (opcional) à Congonhas/MG - Patrimônio Cultural Mundial – Maiores informações com a equipe de apoio.
Durante o Encontro, no local do evento, uma stand da Febac – Federação Brasileira dos Alternativos Culturais estará instalada para a filiação dos órgãos de imprensa alternativa.
Obs: por respeito aos participantes, os horários descritos na programação serão cumpridos. Se 1/3 dos inscritos estiverem presentes, iniciar-se-ão as atividades.
É importante que os poetas participem de toda a programação e não somente do dia em que estarão se apresentando, para que possam perceber o Encontro como um todo e a sua importância para uma sociedade melhor para todos.
FICHA DE INSCRIÇÃO
Preencher com letra legível e enviar até o dia 29/06/2007 via correio para a Rua Ibituruna, 607/01 – Belo Horizonte/MG – Cep 30.730-480 ou via fax (31) 3464.4479 - (A/C de Malibu Calçados), junto com recibo de depósito da taxa de inscrição no valor de R$ 10,00 - Bradesco – agência 081 – Conta 091.915-2 – em nome de Rogério Salgado. Poderão também se inscrever via e-mail: belopoetico@yahoo.com.br, fornecendo os dados abaixo e apresentando recibo de depósito no local, entre os horários de 17: 30 às 18:45 (antes da abertura do Encontro).
Nome:..............................................................................
Endereço:..........................................................................
Cidade:.....................................................................UF:....
E-mail...........................................................Tel:..............
Poeta? Sim..... Não...... Desenvolve a seguinte atividade.........................
...................................................................................
Este evento tem convênio com o Hotel Esplanada, Av. Santos Dumont, 304 (próximo ao Laces-Sesc). Diária de R$ 35,00 (preço real R$ 55,00) . Informações pelo telefax: (31) 3273.5311, com Sr. Jorge ou Sra. Letícia.
Belô Poético/informações (31) 3464.8213 e 8421-6827
REALIZAÇÃO:
Belô Poético Produções Artísticas e Literárias.
Casa do Poeta Serra do Curral.
Os maiores apoiadores deste Encontro são os próprios poetas participantes.
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02-SONIA SALES
Sonia Sales nasceu no Rio de Janeiro, mas é também paulistana há 23 anos. Com formação em Psicologia e Arte e cursos de extensão em Londres, Munique e Bruxelas, seus gêneros literários são a poesia, o ensaio e a literatura infanto-juvenil. Tem vários artigos sobre arte, cinema e viagens, alem de poemas e ensaios publicados em jornais e revistas do Brasil e do Exterior. Participa de várias antologias em Portugal, Espanha, USA e Brasil . Seus trabalhos são reconhecidos e elogiados pela crítica especializada.
Pertence a Academia Carioca de Letras (Membro Titular-cadeira nº4) e ao PEN Clube do Brasil
Livros Publicados :
A Chama Breve
Poesia. São Paulo, Espade, 1996.
Da Essência ao Divino
Poesia. São Paulo, Espade, 1996.
Ouvindo o Silêncio
Poesia. Rio de Janeiro, Galo Branco, 1998 (português, inglês e espanhol).
Mar Começo do Céu
Poesia. São Paulo, Ysayana, 1998 (português e chinês).
Girassóis Maduros
Poesia. Rio de Janeiro, Galo Branco, 2003 (português, inglês e espanhol).
Da Rússia com Amor
Poesia. São Paulo, 2003 (português e russo).
A Montanha e o Vento - 100 Haikais
Poesia. São Paulo, Zennex Publishing, 2004.
Reflexões sobre Eça de Queiroz
Ensaios. São Paulo, Zennex Publishing, 2004
O segredo das Ervas Medicinais
Aventura Infanto-juvenil- Companhia Editora Nacional (Coleção Lazuli)-São Paulo,2006
A Filha de Tupac- Amaru
Aventura Infanto-juvenil-Companhia Editora Nacional (Coleção Lazuli) – São Paulo,2006
Os Dedos da Morte – Poemas –Prefácio de Hernani Donato
Edições Galo Branco- Rio de Janeiro-2006( português e espanhol)
Tem no prelo- 50 Poemas Escolhidos pelo Autor- Poesia Edições Galo Branco
Para editar – Os Mosqueteiros do Futebol- aventura infanto-juvenil
e-mail : ss.sales@uol.com.br
site : htpp://ss.sales.sites.uol.com.br
POESIAS EXTRAÍDAS DO LIVRO “Os Dedos da Morte”, Edições Galo Branco, Rio de Janeiro, RJ, 2006.
CORAÇÕES DE PLÁSTICO
Vejo a flecha do martírio
músculos tensos, de latão.
Na arena, motos enfileiradas
dilaceram corações de plástico
carnes transpassadas por punhais
de espuma.
A noite vai tecendo enredos com agulhas
ensangüentadas, encerrando destinos,
sacrificando lobos e cortesãs como
se Deus não tivesse escrito.
O mel escorre na face da virgem,
meiga virgem
Nuvens lançam estiletes de perfume.
Rosas exalam o odor da chacina
enquanto motos calcinadas
continuam em alucinadas fugas
bonecas de borracha jazem
coroadas de bronze.
O mel escorre na face da virgem
meiga virgem.
Mães rezam ao pé do Cristo crucificado.
No asfalto rugem os leões
de ferro.
++++
BREVEORAÇÃO
Anunciaram-me que haveria guerras.
Anunciaram-me que haveria mortes.
Gelada de espanto
nem chorei.
Apenas ouvi o silêncio, enquanto
podia ouvir.
Assisti ao por do sol, enquanto
podia ver.
Diante da terra úmida de prantos
ainda não chorados, fiz a ultima
oração. Breve.
Como deveria ser.
As folhas caíram antes
do outono e a saudade, nem
chegou a ser, mas os mortos
estavam lá.
Frios e inconsoláveis.
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03-ÉRICA NEIVA
Que rosto terá a salvação que busco?
Como será entrar para viver a vida de outra pessoa?
Não sei porquê, mas esta idéia sempre esteve presente nos meus mais secretos desejos... Nas viagens que faço, adoro olhar pela janela do ônibus as cidades pelas quais passo. Gosto de observar os gestos, olhares e expressões das pessoas que povoam as ruas; passam em seus automóveis; ficam nas janelas a contemplar o indescritível. Imagino até aquelas que estão presas em seus altos apartamentos, as que se escondem atrás de seus altos muros e cercas elétricas.
Qual será a face do medo ou amor que acomete estes enigmáticos rostos?
Lembro-me o quanto sonho com faces jamais vistas. É estranho percorrer em devaneios e tormentos semblantes nunca perceptíveis. Os meus sonhos são uma mistura de emoções estranhas e díspares. O medo e o temor talvez sejam os sentimentos mais presentes. São degraus de escadas que, ao pisá-los, dissolvem-se... Deixam-me cair no nada... Percorro casas desconhecidas, mas que me tocam por alguma lembrança familiar...
Sonhos de criança, adolescente e adulta entrelaçam-se em forma de enigmas. São pistas deixadas, ao longo de um caminho, que permanecem indecifráveis, um tanto mágicas, misteriosas e fúnebres.
Acho que me perdi um pouco no tema que me propus discorrer... Talvez não... Talvez o inesperado; o escondido a mostrar-se seja a pontinha de um iceberg a formar, aos poucos, o mar de uma salvação que tanto busco e preciso.
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04-GLÓRIA KIRINUS
Glória Mercedes Valdivia de Kirinus
Pós-doutoranda (C.E.A.Q /Sorbonne - Paris).
Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP).
Mestre em Literatura Brasileira (PUCRJ).
Especialização em Literatura Brasileira (UFPR)
Graduação em Letras português-espanhol (UFPR)
Graduação em Turismo (UNT) Lima - Peru
Autora de livros bilíngües de Literatura Infantil e Juvenil. (editoras: Braga, Paulinas, Ave Maria, e Cortez)
Autora do livro teórico “Criança e Poesia na Pedagogia Freinet” Editora Paulinas.
Participa com ensaios científicos, orelhas e comentários críticos em outros livros (Champagnat, Juruá, Vozes, Papirus e outras editoras universitárias).
Colaborou com páginas de poesia, crônicas e ensaios, no Caderno G da Gazeta do Povo.
Criadora e ministrante do curso itinerante LAVRA- PALAVRA
Coordenadora do espaço para novos escritores na Biblioteca Pública do Paraná.
Coordenadora da oficina de Criação Literária para novos escritores na Rua da Cidadania do Boa Vista. Projeto da Fundação Cultural de Curitiba.
Conferencista em congressos nacionais e internacionais.
Consultora na organização de congressos, feiras de livros e outros eventos culturais.
Tradutora literária português – espanhol – português.
Integra núcleos de pesquisa e módulos de cursos de especialização, em diferentes universidades do Brasil.
Bibliotecas escolares, grupos de pesquisa, espaços de leitura e de criação literária creditam seu nome.
Recebeu o título “Mérito da Educação” no estado do Amapá e o “Bosque de Leitura” na cidade de Ponta Grossa.
Integrante do Círculo Peruano de Oradores
Membro Curadora da Fundação Sidónio Muralha
Integrante do Pólo de Educadores Freinet do Paraná, da Associação de Educadores Freinet do Brasil – ABDEPP e da Federação Internacional de Educadores Freinet – FIMEM.
Coordenadora Inter-Estadual da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEI-LIJ
Coordenadora da AEI- Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil no Paraná.
Representante do Vivaleitura no Paraná
Membro do Conselho Consultivo do site de Leitura e Literatura Infanto - Juvenil: www.dobrasdaleitura.com
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05-LUIZ OTÁVIO MOREIRA OLIANI
Luiz Otávio Moreira Oliani nasceu em 12 de abril de 1977, no Rio de Janeiro. Ex -aluno do Colégio Pedro II, Unidade Escolar Engenho Novo II, obteve o 1º lugar no concurso de Poesia Vinicius de Moraes em 1988, seguindo-se o 3º lugar na categoria crônica, 1996. Neste ano, escreveu em parceria com Maria Rosa César a peça teatral “Triste Fim de AHFT”, em que acumulou também as funções de ator e diretor, sendo esta apresentada no teatro do colégio em 17 de outubro.
Fez oficina de poesia com a professora e escritora Lena Jesus Ponte e, posteriormente, com a escritora Teresa Drummond. Freqüentou oficinas do conto na Fundação Biblioteca Nacional e diversas conferências na ABL (Academia Brasileira de Letras).
Em maio de 2000, foi homenageado com a medalha “Só para Lembrar” concedida no recital “Versos Noturnos”, organizado pela SPOC.
Como poeta, recebeu mais de quarenta prêmios literários, a nível nacional e internacional. Na Itália, em 2000, obteve 1º lugar da Accademia Internazionale Il Convívio com o poema “Herança”.
Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2001.
Consta em mais de vinte antologias, dentre as quais se destacam: Caleidoscópio I, II, Projeto Cultural Poeta, saia da gaveta; 1825 dias de poesia, grupo Poesia Simplesmente; Vozes na Paisagem, antologia de poetas brasileiros contemporâneos I, org. Edições Galo Branco e Poesia Viva em revista.
Poemas seus figuram em inúmeros jornais, revistas e páginas de literatura, como: Jornal Rascunho, Revista do Escritor Brasileiro, Poesia Viva, Panorama, Literatura & Arte, Correio de Poesia, Jornal Rio e Letras, Sulfato Ferroso, Literarte, Revista Poesia para Todos, Jornal O Capital, Revista O Grito, Leiamigos, Jornal Maringaense, Radar, O Literário, Notas Literárias, Liriconcreto, A Tribuna do Escritor, Papo & Poesia, O Boêmio, Jornal A Voz, Nozarte, Poetizando, Jornal do Enéas,Correio do Sul, APPERJ, Jornal Cultural Mensageiro, SPN, etc. Textos em inglês no panfleto eletrônico “Aliás”, de Elaine Pauvolid, 2001, em castelhano na “Revista Provincia”, Argentina, 2004. Em 2006 o poema “Resgate” foi traduzido para italiano por Enzo Bonventre.
Tem poemas musicados pelo compositor e intérprete Maury Sant´Anna em CD ainda inédito.
Atuou como editor, revisor e colunista da Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura contemporânea, como Olga Savary, Moacyr Félix, Ferreira Gullar, Antonio Olinto, Geraldo Carneiro, Affonso Romano de Sant´Anna, Astrid Cabral, Marina Colasanti, Elisa Lucinda, Leonardo Fróes, Lêdo Ivo, Neide Archanjo, Antonio Carlos Secchin, entre outros.
Dirigiu o evento Fábrica de Palavras, no SESC Madureira, com o grupo SPN.
Membro de comissões julgadoras de concursos do INFA, do SEERJ e do Projeto Versos no Varal, do escritor Mauro Cezar Silva Vianna.
Colaborador do Projeto Cultural “Poeta, saia da gaveta” por mais de seis anos.
Presença marcante no movimento poético a partir da década de 90 (Poeta, saia da gaveta; Panorama da Palavra; Terça conVERSO no Café; Poesia nos Arcos; Santa Poesia; Ponte de Versos; Novos Sentidos; Poesia no Sobrado, Sarau João do Rio, SEERJ, Bom Dia Poesia, entre outros), além de espaços como UNATI/UERJ, Escola Estadual Central do Brasil e Biblioteca Lima Barreto, ambos no Méier, etc.
Publicou “Fora de órbita”, poesia, Editora da Palavra, 2007. Capa de Gabriel Ortiz Voser. Orelhas de Teresa Drummond. Prefácio de Igor Fagundes.
POEMAS EXTRAÍDOS DO LIVRO “FORA DE ÓRBITA”, Editora da palavra, Rio de Janeiro, RJ, 2007.
CRIAÇÃO
a boca rascunha recifes
os dedos olham a solidão
no silêncio
o poeta pesca
o que nunca pôs no mar
oferta de palavras
e não de peixes
++++++
DESCOBERTA
nada detém a vida
esvai-se o tempo
o tempo em mim
caramujo do imo
guardo porta-retratos
aqueço a memória :
a infância me foi roubada
++++++
CASTIÇAL
de maciça prata
seios bunda coxas
quero ser vela
e luz
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06-FELIPE RADICETTI
Felipe Radicetti, nascido no Rio de Janeiro em 1958, é tecladista e compositor com formação acadêmica;. Organista graduado pela Escola Nacional de Música da UFRJ, (1983) e mestrado em órgão sob a orientação da Prof. Gertrud Mersiowski (1986, interrompido em 87). Contraponto e história da composição musical com o Prof. Michel Phillipot (assistente de Olivier Messiaen no conservatório de Paris) durante um ano, no Rio. Curso de alta interpretação em música barroca italiana com o Prof. Renzo Buja (universidade de Verona), São Paulo,1983.
2º Prêmio no "I Concurso Nacional de Órgão Antonio Silva", 1983. Presidente da Associação Carioca de Organistas nos períodos de 1982/83 e 84/85. Em 1985, o ano do 3º centenário de J.S. Bach, Felipe Radicetti apresentou um recital com obras do compositor para órgão no Projeto Aquarius, produzido pelo jornal O Globo, que o convidou, mais uma vez em 1987, para a primeira apresentação no Brasil dos 33 prelúdios-corais para órgão inéditos de J.S. Bach, descobertos na universidade de Yale E.E.U.U. (The Neumaister Collection).
Arranjador e tecladista do cantor e compositor Oswaldo Montenegro em turnê 92, no projeto do CD e do show Mulungo (91/92), no ballet Telas, (93), nos CDs Aos Filhos dos Hippies, (95) e Vale Encantado (97).
Em 1995 , Felipe Radicetti escreveu e apresentou como ator e organista a peça teatral "Sebastian! Um musical do Século XVIII" sobre a vida de J.S. Bach, dirigido por Oswaldo Montenegro, em circuito comercial de teatros e universidades no Rio de Janeiro, Niterói e Petrópolis em 1995/96.
Diretor Musical da Cia. Ensaio Aberto desde 1995, compôs a música das seguintes produções teatrais: Bosnia,Bosnia, de Ad de Bont,95. (Prêmio de melhor trilha sonora do I Festival De Teatro De Grupo Da Prefeitura de Santos, São Paulo,96). O Noviço, de Martins Pena , 96. Die Mütter, de Bertolt Brecht, 96/97, O Interrogatório de Peter Weiss, 97 e Cabaret Youkali (arranjos e direção musical de canções de Kurt Weill), 1998. Em janeiro e fevereiro cria a trilha sonora do longametragem "Castro Alves" de Sílvio Tendler, 98.
Compõe as canções, faz os arranjos e produz o CD Homens Partidos, ainda inédito, com a participação de expressivos artistas da MPB como Lô Borges, Cláudio Nucci, Geraldo Azevedo e Clara Sandroni, gravado em 1999, no Rio .
Em viagem a Londres, em maio, torna-se membro do Royal College of Organists. Seu nome é inscrito como compositor no livro Repertorium Orgelmusik 1150-1998, de Klaus Beckmann, ed. Schott, 1999, por sua "Fuga Dórica" para órgão.
Classificado para as semifinais do Festival da Música Brasileira da Rede Globo de Televisão com a canção "Moleque-Marraio", interpretada pelo cantor Cláudio Nucci. Semifinalista do Festival VISA compositores de 2000, com a sua obra em parceria com Marcelo Biar.
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07-CLARICE GROVA
Clarisse Grova começou a cantar muito cedo. Primeiro nos corais das igrejas, depois nos bailes, quando cantou em inúmeros clubes do Rio e em outros estados do Brasil. Vencedora de festivais, como os de Ouro Preto, 1º Festival das Mulheres Nas Artes (SP), Musicanto... destacando-se como intérprete em todos eles.
Na noite, cantou no Chiko's Bar e no Cálice, acompanhada por Luizinho Eça, Edson Frederico, e Osmar Militto, entre outros. Produzida por Renato Corrêa, diretor artístico da gravadora EMI-ODEON, Clarisse gravou seu primeiro trabalho fonográfico, com arranjos de César Camargo Mariano, Eduardo Soutto Neto e Jota Moraes e musicas de Sueli Costa/Abel Silva, Flávio Venturini, Cartier/Paulo César Feital entre outros.
Escolhida por Abel Silva, abriu o projeto "Poeta, mostra a sua cara", com a obra do compositor. Com ele percorreu o estado do Rio, capital e interior. Ainda com o poeta e compositor, apresentou o show "É poesia e é canção", no Night Rio's. "A entrada de Clarisse no palco foi um presente" - dizia a crítica do JB, no dia seguinte.
O 1º Festival latino-americano de Foz do Iguaçu premiou-a como melhor intérprete, da música "Luz", de Altay Veloso e Paulo César Feital, premiada ainda com o 1º lugar e Premio Aclamação Popular. Clarisse seguiu com os dois no show "Mambembe Vera Cruz - Cia das Ilusões", apresentando-se no Rio, São Paulo, Curitiba, Circuito Universitário e Projeto Som nas Ondas.
Convidada por Roberto Menescal, Clarisse participou do projeto "Vale do Rio Doce" e da trilha sonora do curta-metragem "SOS Pantanal".
Em 96, participou da produção inglesa "Friends from Rio ", com a banda Cama de Gato, interpretando a música "Para Lennon e Mc Cartney". O disco foi lançado em Londres, no mesmo ano. Participou do CD "Estão Voltando as Flores" produção de Paulinho Tapajós, com as cantoras Nana Caymmi, Aline, Kika Tristão e Fátima Regina, solando três faixas: "Para não dizer que não Falei de Flores" de Geraldo Vandré , "Flor de Lis" de Djavan e "A Flor e o Espinho" de Nelson Cavaquinho. A presença de Clarisse se fez notar ainda, no Cd "50 Anos" de Aldir Blanc, indicado, em (96), para o Prêmio Sharp na categoria de melhor disco de MPB.
Em 97, Clarisse Grova foi convidada por Aldir Blanc, para gravar seu 1º CD. Lançado em dezembro, Novos Traços, produzido por Rildo Hora, pelo selo "Alma", e traz canções inéditas da parceria de Aldir com Cristóvão Bastos. Em 98, Clarisse levou ao palco do Teatro da Praia, sob a direção de Paulo César Feital, o show "Novos e outros traços" onde permaneceu em curta temporada elogiada por toda a imprensa. Em 99, convidada por Solange Kafuri, encerrou o Projeto "Nara, uma senhora opinião"
Em 2000, Clarisse Grova interpretou a Valsa em Se de Carlos Henry, no Festival da Música Brasileira, realizado pela Tv Globo.
Ainda em 2000, Clarisse Grova se apresentou em seu espetáculo "BRASILEIRA" com elenco de bailarinos circenses, no Teatro das Artes, no Shoping da Gávea, Rio de Janeiro, onde permaneceu em temporada de 2 meses.
Em 2002, Clarisse é classificada para as semifinais do Festival VISA edição intérpretes, em São Paulo.
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08-SUPERLISA
Superlisa une os dois num novo conceito para a música popular brasileira. Motivados pelo que há de mais universal na música - a sonoridade - e atentos às possibilidades tecnológicas a serviço da arte, os dois artistas reúnem nesse cd de estréia 12 composições de ambos e de cada um com outros parceiros e uma única releitura: Ternura antiga, de Dolores Duran e J. Ribamar, todas elas sustentadas pela voz vigorosa e precisa de Clarisse amalgamada nos arranjos de Felipe com o mais moderno e emergente da música internacional - a linguagem eletrônica - como se faz presente nas principais vertentes da cena musical atual.
A bossa "coração", a marcha "o tal trem", a canção "Import(ânsia)" (todas três, compostas por Clarisse), o samba-funk "indiviso", o samba-canção "ternura antiga" e o baião "moleque marraio" (parceria de Felipe com Marcelo Biar) dão testemunho da presença dos ritmos brasileiros neste trabalho que os aproxima do tango "senhora" (mais uma parceria de Felipe com Marcelo Biar), do pop rock "rude pedra" (parceria de Felipe com Luisa Haranda), da balada-pop "guerra e paz" (parceria com CRISTINA SARAIVA), do fado "um outro fado" (parceria de Clarisse com Paulo César Feital), de outra balada-pop "É tarde" (parceria de Felipe com Carla Aka) e finalmente da única parceria de Felipe e Clarisse neste Cd: "Marrento" criando uma unidade sonora que visa romper as barreiras regionalistas e alcançar na arte, o que o mundo anseia como princípio na atualidade: resgatar e preservar as tradições criando para elas uma locução com a modernidade.
Rio de Janeiro, Janeiro de 2003
Eliza Maciel
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09-IVO FEITOSA
Em 1934, a Congregação Salesiana lançou a pedra fundamental do imponente prédio da Rua Gonçalves Dias (entre Av. Carlos Gomes e Rua D. Pedro II) que no passar dos tempos tem servido para diversas atividades culturais, religiosas e educacionais ?
Os salesianos (Congregação fundada por São João Bosco no final do século XIX) chegaram a Porto Velho em 1925, com a criação da Prelazia de Porto Velho.
Tinham como missão a evangelização desta parte da Amazônia e como característica própria a educação da juventude.
Logo começaram suas atividades. Porto Velho como entreposto dos padres vindos da região do Rio Madeira e da área da BR-29 (hoje BR-364) necessitava não só de um colégio, mas também de uma residência que pudesse abrigar os religiosos em suas andanças por esta região.
Surge o prédio do então Colégio Dom Bosco, ficando a área central do prédio destinada ao Colégio e a área sul (Av. Carlos Gomes c/Rua D. Pedro II) especificamente como residência episcopal e dos padres aqui residentes e daqueles de passagem por aqui.
Por vários anos o Colégio Dom Bosco cumpriu com êxito sua missão naquele prédio.
Várias gerações de honrados cidadãos oriundos do Guaporé (hoje Rondônia) do Acre, da Bolívia e do Amazonas, passaram por aquelas memoráveis salas de aulas. Muitos ainda, viviam no Colégio em regime de internato.
Em 1967, o Colégio Dom Bosco passou a ocupar as dependências do prédio atual, situado na Rua Almirante Barroso onde até hoje se encontra.
O velho prédio continuou servindo a Igreja como Centro de Pastoral e residência episcopal.
Em 1982, com a criação da Diocese de Porto Velho, firmou-se como residência do 1º Bispo Diocesano. D. João Batista Costa.
Em janeiro de 1983, a recém-criada Diocese passa a categoria de Arquidiocese e o Arcebispo D. José Martins da Silva continua na residência episcopal onde também funcionava órgãos administrativos da Igreja local.
Em 22 de março de 1985 o prédio além de residência passa a desempenhar a função de Seminário Maior João XXIII ( Maior porque abriga seminaristas para cursar Filosofia e Teologia). Como Seminário continua suas funções até os dias de hoje.
Dali já saíram dezenas de Sacerdotes que atuam nas Dioceses de Porto Velho, Guajará Mirim, Ji-Paraná, Rio Branco-AC e Humaitá-AM.
Hoje o velho casarão abriga a Faculdade Católica de Rondônia, embrião de uma Universidade Católica.
A residência episcopal passou para outro endereço, o Arcebispo D.Moacyr Grechi e seus principais auxiliares ocupam as antigas dependências da Rádio Caiari na Av. Carlos Gomes. Após as devidas reformas o prédio ficou bastante funcional e acolhedor os organismos vinculados ao Arcebispado ali encontraram seu devido espaço.
O prédio do antigo Colégio Dom Bosco com suas arcadas e largo corredor, transmite uma sensação de paz. A área verde interna é um colírio para os olhos.
Assim, o prédio do atual Seminário, com seus quase 80 anos de atividades vem cumprindo - e muito bem - múltiplas atividades na vida de Porto Velho e por que não dizer, de Rondônia.
Texto e pesquisa: Ivo Feitosa - Turismólogo.
ivofeitosa@gmail.com
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10-ANTÔNIO SERPA DO AMARAL FILHO
Ferrovia do Diabo: A TERCEIRA VIA
Nobre Jornalista, vamos dar uns pitacos e engrossar o caldo do debate sobre as Hidrelétricas do Madeira, nesta página cultural. De repente, não mais que de repente, como diria o poeta Vinícius de Morais, o Brasil descobriu o rincão desbravado por Rondon: a Rondônia do mitológico El Dorado da década de 70. Se filho de peixe é peixinho, rebento de El Dorado é Panacéia, filha de Esculápio, pai da Medicina, benzedeira capaz de curar todos os males da humanidade.
A construção das Hidrelétricas do Madeira chama atenção dos setores produtivos brasileiros, do capital internacional, e se coloca diante do PAC do presidente Lula como uma pedra no meio do caminho. Esse empreendimento é rico em possibilidades prós e contras, fundamentalmente, por causa do espantoso desconhecimento sobre a região Norte. Estão querendo brincar de pira com macaco gogó-de-sola. Aproveito para colocar outro problema que é mais importante para Rondônia do que as próprias hidrelétricas, porque tem a ver com a economia local. É a hidrovia que querem construir para atalhar o Pacífico descendo por rios da Bolívia até ao Peru. O projeto transforma as cachoeiras em lago, alternativa que duplica a solução implementada com a ferrovia Madeira-Mamoré há um século, projeto boliviano de saída para o Atlântico contemplado pelo Tratado de Petrópolis, hoje ineficaz. Essa hidrovia diminuirá o caminho para a China em mais de 5.000 km, reduzindo custos de produção. Isto vai estimular o avanço da soja sobre a floresta amazônica, promovendo gigantescos desmatamentos, queimadas e mais aquecimento global. Solução mais rápida e econômica não seria restabelecer a ferrovia Madeira-Mamoré, com menor custo de reconstrução e menos dano ambiental, já que o caminho ainda está aberto, tratando apenas de recuperá-lo sob novo paradigma tecnológico, com maior capacidade de transporte e rapidez? Os outros países vizinhos fariam a pavimentação da saída para o Pacífico e assim estaria solucionado o problema do escoamento das riquezas dirigidas ao abastecimento dos mercados internacionais. Para tanto, o governo federal deve desaquecer sua ânsia em obter a toque de caixa o licenciamento ambiental e fomentar junto ao seu corpo técnico pesquisas capazes de produzir subsídios viabilizadores dessa via alternativa. A propósito do estudo de impacto ambiental, fala-se que o problema dos bagres está na Dourada (na linguagem da mídia do sudeste). Ignorância ou má-fé: são dezenas de bagres gigantes (pirara, jaú, caparari, surubim, pintado, filhote), largamente consumidos e comercializados. O estudo-levantamento de Furnas-Hodebrecth que somente estudou dois dos bagres, dentre quase 500 espécies de peixes que freqüentam a cachoeira de Santo Antônio do Madeira. A piracema (fenômeno da desova cíclica dos peixes nas cabeceiras do rio que desce madeira) tem lugar ímpar na macro cadeia ecológica do universo amazônida. Destruí-la unilateralmente pode ser o começo do maior desastre ambiental brasileiro, em efeito dominó. Institutos de pesquisa estimam que 70 mil famílias serão lançadas à miserabilidade no Estado do Amazonas por conta do sumiço desses bagres por lá.
A reativação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré pode ser a terceira via. Falta transparência e cientificismo na venda falaciosa da campanha em prol da construção da usinas. Elas, como se fossem candidatos em plena campanha eleitoral, estão sendo vendidas para o público com requintes de mídia articulada, argumentação tendenciosa, imagem retocada para parecer impecável e uma boa dose de emocionalismo envolvendo os diversos segmentos sociais. O porre da massificação de convicções prol usinas é de tal monta que, na comunidade rondoniense, as pessoas se sentem constrangidas em se posicionar e argumentar contra o projeto. À maioria parece tão óbvio que as usinas são um negócio da China que chegam a apontá-las como a grande salvação da nação guaporé. Não fossem instituições sérias como o Ministério Público Federal, Ibama e Justiça Federal, que têm atuado rigidamente na fiscalização das dimensões técnicas e legais do empreendimento, a obra já teria sido iniciada há muito tempo. Darcy Ribeiro, ao fazer uma conferência na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, surpreendeu quando apresentou como temo o óbvio. E à medida que ia discorrendo sobre o óbvio, foi descortinando os engodos e falácias entranhadas nas concepções que tomam ares de verdade, mas, quando despidas de suas contradições, mostram-se perfeitos embustes construídos para ludibriar os incautos, basbaques e estreitos. Mas nem todos estão anestesiados. Há vida inteligente às margens do Madeira. Os Amigos da Madeira-Mamoré poderiam ingressar na arena do debate e, com muito mais propriedade, poderiam dizer se a Ferrovia do Diabo pode, ou não, vir a ser a Terceira Via na resolução desse imbróglio.
FONTE : www.rondoniaovivo.com
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11-SELMO VASCONCELLOS
Selmo Vasconcellos, nasceu no Rio de Janeiro, RJ e reside em Porto Velho, RO, desde 1982. Formado em Administração. Poeta, cronista, contista, antologista, divulgador cultural e editor da página literária impressa semanal “LÍTERO CULTURAL” desde 15 de agosto de 1991 no jornal ALTO MADEIRA, fundado em 15 de abril de 1917.
Colunista das páginas literárias :
www.rondoniaovivo.com ( Momento Lítero Cultural )
www.jornalorebate.com ( http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com - Momento Lítero Cultural ) .
Obras publicadas (poesia e prosa): REVER VERSO INVERSO; NICTÊMERO; POMO DE DISCÓRDIA; RESQUÍCIOS PONDERADOS; MORDE & ASSOPRA.
Antologias : LEONARDO, MEU NETO e GALERIA DOS AMIGOS DO LÍTERO CULTURAL.
Livreto independente : DESABAFOS em memória de ROY ORBISON .
Poesias traduzidas para o francês, inglês, alemão, italiano, japonês, russo, grego, chinês, polonês, romeno e espanhol.
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Selmo Vasconcellos
Do Pai
Do Filho
Do Rio de Janeiro
AMÉM.
Selmo Vasconcellos
Do Pai
Do Filho
De Rondônia
TAMBÉM.
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MATA
Hoje me matas
violentamente
com este machado.
Mas,
amanhã das minhas flores
te farão uma coroa,
do meu caule
tua urna mortuária.
Aí sim,
irás ao encontro
da minha raiz.
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BOSQUE
Hoy me matas
violentamente
con esta hacha.
Pero,
mañana, de mis flores
te van a hacer una corona,
De mi tronco,
tu urna mortuaria.
Entonces sí,
te irás al encuentro
de mi raíz.
Yo te esperaré allí bajo la tierra.
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WALD
heute bringst du mich un,
gewaltsam
mit dieser Axt.
aber
morgen, aus meinen Blumen,
wird man dir einen Kranz machen
und aus meinen Stamm
wird deinen Leichensarg.
erst dann,
wirst du meiner Wurzel
entgegen kommen.
und ich werde da unten auf dich warten.
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BOIS
Aujoud’hui tu me tues
violemment
avec cette hache.
Mais,
demain, de fleurs à moi
te feront une couronne,
de mon tronc
ton urne mortuaire.
Là oui,
tu iras à la rencontre
de ma racine.
Je t’attendrai là dessous.
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FOREST
Today you kill me
violenty
with this ax.
But,
tomorrow, with my flowers
they will make you a crown,
with my stem,
your mortuary urn.
Then,
you will go towards
my rots.
I will waint for you down there.
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BOSCO
Oggi tu mi ferisci
violentemente
con quest’ascia.
Ma,
domani i Fiori
ti faranno una corona
dal mio tronco
la tua urna mortuaria.
Là si,
tu andrai a incontrare
la mia radice.
T’attendo là sotto.
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O HOMEM NO MEIO SOCIAL
O Homem com toda fortaleza
é um fraco.
Enquanto sta bem esconde
sua fraqueza.
Quando está só
Busca em Deus que tenha dó.
Reza, promete, implora,
fala, grita e chora.
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EL HOMBRE EN EL MEDIO SOCIAL
El hombre con toda fortaleza
es un debil.
Mientras está bien oculta
su debilidad.
Cuando está solo
Busca en Dios que tenga pena.
Reza, promete, implora,
Habla, grita y llora.
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DER MENSCH IN GESELLSCHFT
mit seiner ganzen Stärke
ist der Mann schwach.
wenn es ihm gut geht,
versteckt er seine Schwäche.
wenn er einsam ist
sucht er nach dem Mitleid Gottes.
er betet, verspricht, fleht an,
spricht, schreit und weint.
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L’HOMME DANS LE MILIEU SOCIAL
Avec toute as force l’homme
est un faible.
Pendant qu’il est bien il camoufle
son manque d’énergie.
Lorsqu’il est seul
Il demande pitié à Dieu.
Il prie, promet, implore,
Parle, crie et larmoie.
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MAN IN THE SOCIAL ENVIRONMENT *
Man with all power
is weak
While is ok hides
his weakness.
While is alone
Looks for God for compassion.
He prays, promises, implores,
Speakes, shouts and cries.
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Con tutte le sue forze l’uomo
È un debole
Tuttavia è bene Che nasconda
La sua debolezza.
Quando è solo
Domanda al Signore pietà.
Prega, promette, implora
Parla, grida e lacrima.
***
E poesias publicadas em :
Japonês, Chinês, Grego, Romeno e Russo.

2 Comentários:
É sempre um presente visitar esta página, Selmo! Descubro novos autores, releio os já renomados, e hoje tive a grata surpresa de vê-lo aqui, Semo Vasconcellos, publicado em várias línguas.
Esse poema MATA é perfeito!
Abraços poéticos.
Por
Anônimo, Ã s 6:16 PM
Imenso e inesperado prazer estar aqui estar aqui.
Divulgarei tal delicadeza para todos como obra do teu esforço na divulgação do trabalho de toantos.
tODO O MEU CARINHO E OUGULHO - SEM FALAR NA AJUDA QUE NECESSITARES.
MUITOS BEIJOS,
MARISTELA
Por
Maristela Trin, Ã s 6:47 AM
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