MOMENTO LÍTERO CULTURAL - IX
MOMENTO LÍTERO CULTURAL – IX
SELMO VASCONCELLOS
Tenho recebidos várias cartas, jornais, revistas, emails, poemas, crônicas, pensamentos, contos, livros de colaboradores vários pontos do país e do exterior.
Agradeço sinceramente e informo a todos que os artigos serão publicados gradativamente.
Quanto aos elogios, críticas e sugestões isso é em minha concepção muito importante pois com certeza me conduzirá ao ponto de aprimoramento em relação à cultura.
Selmo Vasconcellos –
Página impressa Lítero Cultural, jornal Alto Madeira ( fundado em 15 de abril de 1917 )
www.rondoniaovivo.com – Momento Lítero Cultural
www.jornalorebate.com.br – http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com
CONTATO : CAIXA POSTAL 1335 – PORTO VELHO – RO – 78.900-970
I-MARISA ZANIRATO
Abraços
Abraçar é bom. Melhor que abraçar é ser abraçado, envolvido, cingido por braços amigos, amantes. A sonoridade da palavra abraçar, em diversas línguas, já nos dá a idéia do prazer de sentir-se abraçado.
Portugueses e brasileiros costumam abraçar, com espontaneidade; franceses preferem s'embrasser, que pode incluir um beijo na seqüência; italianos gostam de abbracciare, com algumas letras duplicadas, sugerindo a reciprocidade do gesto; espanhóis e hispano-americanos experimentam o calor de abrazar.
Não sei se por acaso ou intencionalmente, os ingleses adotaram a forma latina para expressar abraço. Em vez de usarem um prefixo para arm, que tanto pode ser braço como arma, eles podem to embrace each other, amigavelmente.
Assim, nos abraçamos em várias línguas, sentindo o frisson do som, o roçar dos braços que se enlaçam, o pulsar de corações batendo em uníssono - coisas que só um aconchegante abraço pode conceber.
II- Dr. ADOLF P. SHVEDCHIKOV, Ph.D., Litt. D.
Cientista russo, poeta, tradutor e colaborador Lítero Cultural.
Nascido em 11 de maio de 1937, na cidade de Shakhty, Rússia. Graduado em 1960, pela Universidade do Estado de Moscou. Trabalhador científico-veterano no Instituto de Física-Química, da Academia de Ciências da Rússia, Moscou. Chefe de Química da Associação de Tecnologia Pulsátron, Los Angeles, Califórnia, EUA.
Publicou mais de 150 documentos científicos e aproximadamente 200 de seus poemas em diferentes revistas internacionais de poesia, na Rússia, Estados Unidos, Brasil, Índia, China, Coréia, Japão, Itália, Malta, Espanha, França, Ucrânia e Austrália. Seus poemas foram traduzidos para o idioma italiano, espanhol, português, grego, chinês, japonês e hindi.
É membro da Sociedade Internacional de Poetas, do Congresso Mundial de Poetas da Associação Internacional de Escritores e Artistas (IWA) e da Associação Literária Ítalo-Australiana de Escritores ( A L I A S ), Melbourne, Austrália.
Dr. Adolf P. Shvedchikov é conhecido também por tradução de poesia inglesa (“150 Sonetos em inglês dos Séculos XVI – XIX”, Moscou, 1992; dos “Sonetos de William Shakespeare”, Moscou, 1996 ), como também pela tradução de muitos poetas modernos do Brasil, Índia, Itália, Estados Unidos, Inglaterra, China e Japão.
Traduziu várias poesias de Selmo Vasconcellos para o russo.
MIND
Oh you, swift virtuous mind,
I could not live without you,
I could not search for a fine hue,
Without you I cannot find
My correct and successful way,
Without you I go astray,
My meditative subtle mind !
REJECT NA OLD TRUTH “FROM DUST TO DUST”
Reject na old truth “from dust to dust”.
We are not dust, we are living beings,
We adore myriad different things,
We are not covered by ancient crust,
Who are exacty unique living beings, trust !
We are something else, not slippery sand,
We are valuable parto f magic Wonderland
Provided with senses and ready to burst
Into tears or cursed
Which nobody can tear
Apart, we are living beings, we are not dust !
I REMEMBER
I remember every glorious day
Of my splendid radiant youth
When the color was never gray,
When we told each other the truth !
I remember those shady trees,
I remember my little town,
I still feel that caressing breeze
Embracing me like a nighgown.
Those days remain in my beating heart,
Oh, my youth, my eternal song,
Everything was beautiful, smart,
Every day was attractive and long !
III-MÔNICA DE CATELLA
Mônica de Catella nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais em 5 de maio de 1951, primeira filha de um dentista e pianista e uma pedagoga e pintora.
Seu avô materno, imigrante italiano, planejou os trajetos das ferrovias mineiras e o Grande Hotel de Araxá. Veio para o Brasil, em 1912, após ser premiado com medalha de ouro na Universidade de Turim, onde se formara em engenharia.
O avô paterno de Mônica de Catella, era juiz de Direito e fôra violinista nos cinemas de São Paulo, onde ainda publicara poemas em jornais, no início do século XX.
Mônica herdou as bibliotecas de seus dois avós, onde, aprendeu a amar a literatura, desde a mais tenra idade.
Designada por sua mãe a organizar os livros, desde os 5 anos de idade, esse era seu brinquedo e seu prazer e Mônica aprendeu a ler sozinha, com a prática na biblioteca numerosa da família, entrando alfabetizada na primeira série.
Premiada, desde a infância, em concursos literários nos colégios de Belo Horizonte, onde estudou, foi na Faculdade de Letras da UFMG que Mônica teve a oportunidade de receber prêmios nos concursos entre os alunos de toda a Universidade, o que lhe valeu um convite a escrever no jornal ESTADO DE MINAS, em 1972, com 20 anos de idade, onde desfrutou da companhia de colegas de redação como Ziraldo, Henfil, Son Salvador,Afonso Romano de Santana e do escultor Amilcar Martins.
Com coluna diária no ESTADO DE MINAS, Mônica de Catella escrevia no caderno de cultura, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, e já tinha projeção suficiente, para ser chamada por Murilo Rubião a escrever no famosos Suplemento Literário do Jornal MINAS GERAIS, onde conheceu a escritora Henriqueta Lisboa, em seu final de vida, Adão Ventura, Antônio Barreto e outras feras.
Foi numa tarde no Suplemento, que Mônica teve notícias de que havia uma escritora carioca, Ana Cristina César, que andava com seus poemas no bolso e era sua fã.
No ano seguinte, a morte de Ana Cristina, aos 28 anos, por suicídio, a deixou muito triste.
Só então, Mônica teve acesso aos poemas de Ana Cristina César, editados postumamente, e ver, comovida, que havia uma influência sutil de sua obra, na obra da poeta morta, hoje famosa.
Em 1987, Mônica lança seu primeiro livro, "TRANSANÇAS", uma coleção dos seus poemas premiados anteriormente.
O segundo livro, "A MULHER QUE AMA", veio em 1997, lançado, como o primeiro no Palácio das Artes em Belo Horizonte, e com patrocínio do governo de Minas.
Em 2002, Mônica de Catella lançou sua auto-biografia, misturada a uma homenagem a Belo Horizonte, sua terra natal, em prosa poética, intitulada "HORIZONTE EM CHAMAS".Cada vez, seus livros têm mais repercussão e vendagem, demandando várias edições.
Também cantora e compositora, Mônica faz apresentações pelo Brasil, cantando e tocando seu violão ou teclado.
Multimídia, Mônica está produzindo um filme sobre a imigração italiana e atuou recentemente num longa como atriz, ao lado de Daniel de Oliveira e Caio Blat.
POESIAS
AUTO-RETRATO
(Do livro Transanças, 1987)
Na vida, vivo vendo possibilidades.
Teço armadilhas, com fios de surpresa,
para apanhar
o cotidiano.
Deixo vestígios
do itinerário
num papel em branco.
Tenho medo de dormir.
Nunca de acordar.
++++
DESTINO
(Do livro "A MULHER QUE AMA, 1997)
Sou poeta.
Meus olhos
choram à toa.
Meu ritmo
distoa.
Me olham de través.
Sou poeta.
Minha pena
não pára,
meu coração
dispara.
Vou,
onde levam meus pés.
Sou poeta o tempo inteiro.
Reviro meus bolsos, caem palavras.
Só não encontro
DINHEIRO.
++++
SAUDADE
(Do livro "HORIZONTE EM CHAMAS", 2002)
Tenho saudade do futuro,
que me atropela o presente.
Tenho saudade de gente.
Tenho saudade de mim,
quando a felicidade
me fazia esquecer quem eu era.
Tenho saudade de uma boneca,
que esqueci num jardim
e nunca recuperei.
Tenho saudade de vivos,
saudade de mortos,
com quem vivi
e me matei.
Saudade do que fui
e do que nunca serei...
Tenho saudade da face estranha da vida
na era da inocência.
Tenho saudade de um certo sino,
que badalava horas impossíveis,
na torre de uma igreja.
Tenho saudade do colo de minha mãe
e da fronha muda do meu travesseiro.
Saudade, só não existe,
do punho grosseiro do mundo,
que me ensinou a ser triste.
++++
O PRÍNCIPE
( Do livro "HORIZONTE EM CHAMAS, 2002)
O meu amado é príncipe em cavalo branco.
Tem medalhas, sobre o coração.
Dizem que é rei,
mas, não sei,
como o chamo.
Sei dizer apenas,
que o amo.
O meu amado me acorda
com beijos de bela adormecida,
é o homem da minha vida,
nas coisas que a vida borda.
++++
POLUIÇÃO
( Do livro "TRANSANÇAS", 1987)
Poeira
polui
pulmão.
Zoeira
polui
ouvido
E o coração
é poluído
pelo amor
e a paixão.
Mas, eu duvido,
que o ouvido
e o pulmão
sofram mais,
que o coração.
IV-MARIANNA LEPORACE
Cantora com formação lírica e popular, atriz e jornalista, vem atuando em diversos segmentos do setor cultural (canto, teatro e produção musical) ao longo de sua carreira
Iniciou sua trajetória musical apresentando-se com seu irmão, o compositor e instrumentista Fernando Leporace, em diversas casas de espetáculos, teatros e centros culturais do Rio de Janeiro
Seguiu, ao longo dos anos, apresentando-se com diversos instrumentistas e compositores como: Sérgio de Pina, o grupo Dobrando a Esquina, o compositor holandês Gijs Andriessen, Claudio Nucci, Alberto Chimelli, Arthur Verocai, Mauricio Gueiros, Flavio Goulart, Guilherme Godoy, Yuri Popoff, o compositor argentino Agustín Pereyra Lucena entre outros
Em suas incursões teatrais, participou da montagem, em São Paulo, em 1997, de “Orfeu da Conceição”, de Haroldo Costa, cantando com a Orquestra do Teatro Municipal de SPEntre dezembro de 1995 e maio de 1996, atuou, ao lado de Moisés Aichenblat e Benvindo Sequeira, no Teatro Casa Grande, no musical “Tu Pisas nos Astros...Distraído”, de Clóvis Levy, baseado na vida e obra do compositor Orestes BarbosaO espetáculo foi considerado, pelo crítico João Máximo, o melhor já realizado sobre a obra do autorCom esse show, retornou ao palco do teatro Dulcina para cinco semanas de apresentações, entre fevereiro e março de 2001, com direção de Benvindo SequeiraAtuou também em diversos musicais infantis, dirigidos por Phydias Barbosa, Dilma Lóes, Karen Acioly e Maria Lucia Priolli.
Participou dos grupos vocais Zinnziver (1989/1995), Maite-Tchu (1993/1998) e Octopus (1998)Com esses grupos realizou diversos shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além de gravações em CDs, trilhas e participações em novelas.
Em televisão, participou da trilha sonora da novela “Mulheres de Areia”, gravando a música “Paraíso”, de Danilo Caymmi e Dudu Falcão (1993); das trilhas das minisséries “Memorial de Maria Moura” (1994) e “Engraçadinha” (1995) e ainda de diversos episódios dos programas: Casseta e Planeta, Bambuluá, Ed Mort, Turma da Mônica, entre outros.
No cinema, participou da trilha do filme “Era Uma Vez”, de Arturo Uranga (1993) e do curta metragem “Maria Leontina - Gesto em Suspensão” de Alexandre Dacosta (2004);
Emprestou sua voz para a narração o CD-Rom “Flicts”, de Ziraldo (1994).
Como dubladora/cantora, seus principais trabalhos foram a personagem Ludmila, no desenho musical “Bartók, o Magnífico” (2000); todas as heroínas do desenho animado “Supermouse”; o coro musical da série de desenhos “Histeria” (Warner Channel); a personagem Sacha da série "Os Cachorros Vão para o Céu" , a abertura de Hantaro (diariamente na Globo) e Corrector Yui (Cartoon); e os vocais da nova série "Faísca e Fumaça"Seus trabalhos mais recentes, no ar todos os dias no Cartoon Network são a abertura e todas as canções dos episódios do desenho animado “Clube das Winx” e a abertura de “Os Irmãos Max e Ruby”.
Como solista gravou nos discos de Fernando Leporace e Maurício Gueiros, Tião Neto, Guilherme Hermolin, Gui Tavares, João Cantiber, Ronaldo Folegatti, Daniela Spielmann (produzido para o Japão) e Michel TaskyEm 1997, gravou, ao lado das cantoras vencedoras do Festival “A Grande Chance”, do Teatro Rival, um CD em homenagem ao compositor Billy Blanco (faixa “A Banca do Distinto”).
Integra, até o momento, a equipe de monitores do coral do Inmetro, sob a regência de Eduardo Morelembaum.
Projetos Próprios
Iniciou sua carreira solo em 1995, com o show “Crônica 90”, onde apresentou um trabalho pop com raízes brasileirasEm 1997, subiu ao palco do Vinicius Bar para participar de diversos projetos como "Geração 90" e "Tempero Carioca", entre outros.
Em 1999, ao lado da pianista Sheila Zagury, montou o show “São Bonitas as Canções”, com as parcerias para teatro de Chico Buarque e Edu LoboCom esse trabalho apresentou-se em diversos centros culturais e casas de shows do Rio (Espaço Cultural Correia Lima/1999/2000, Centro Cultural da Light/2000, Café do Teatro Glaucio Gill/2000, Casa de Cultura Laura Alvim/2000, SESC Friburgo/2000, entre outros)Em novembro de 2000, lançou, no The Ballroom, casa de espetáculos do Rio de Janeiro, o CD desse projeto, que contou com a participação dos compositores em duas faixas.
Em 2001, o Projeto “São Bonitas as Canções” passou pelo circuito dos SESCs do Rio de Janeiro (São João de Meriti, Teresópolis, Nova Iguaçu, Madureira, Tijuca e Niterói - março); esteve em Curitiba (Memorial de Curitiba, como atração do Festival de Teatro - março); e ainda realizou, no Rio, temporadas no Paço Imperial, no Projeto "Compasso Samba e Choro" sendo duas faixas gravadas ao vivo - "Beatriz" e "Nego Maluco" – e incluídas no álbum “3º Compasso Samba e Choro”, lançado pela gravadora “Biscoito Fino”; Ateliê Arte Sumária (maio); Teatro Café Pequeno (5 semanas - julho/agosto); Sala Funarte (agosto/setembro); Faculdade Gama Filho (novembro)Em 2002, foi apresentado na Casa da Marquesa de Santos - Museu do Primeiro Reinado (maio), na Sala Baden Powell (junho) e em Campos de Goytacases - RJ (agosto)No total foram 56 apresentações.
Como produtora, idealizou, à frente de sua empresa ZÊNITHA PRODUÇÕES, o Projeto CENÁRIO BRASILEIRO, que tem por objetivo divulgar os artistas que representam a nova geração da música nacionalEntre dezembro de 2001 e fevereiro de 2002, o projeto foi apresentado no The Ballroom, casa de espetáculos do Rio de Janeiro, quando foram levados ao público da cidade sete espetáculos de jovens talentos da MPB, com a participação de artistas veteranosO Cenário Brasileiro passou também pela Casa de Cultura da Estácio de Sá em novembro de 2004.
Em abril de 2002, participou, com Sérgio Ricardo, Marília Medalha, Fernando Leporace, Sá & Guarabyra, Quarteto em Cy, Doris Monteiro, Alaíde Costa, Jards Macalé, Paulinho da Viola, entre outros artistas, de um espetáculo realizado na Sala Funarte em homenagem ao compositor Sidney Miller
Entre 2002 e 2003 gravou, acompanhada por dois violões (Fernando Caneca e Eugênio Dale) e contrabaixo (Emerson Mardhine), os 3 CDs da série "Pop Acústico", para a gravadora Deck Disc, do Rio de Janeiro, com produção de Rodrigo VidalO trabalho contempla canções do universo pop anglo-americanoDesse trabalho destacam-se os shows realizados no The Ballroom (dezembro/2003) e na FNAC (Rio de Janeiro/janeiro 2004) e na casa de espetáculos Mucuripe em Fortaleza (dezembro/2003, março e agosto/2004).
Em 2003, formou com Hélio Sena, Gilberto Figueiredo, Alexandre Luiz e Eduardo Camenietzki o grupo “O QUINTO”, voltado para a pesquisa do folclore e da música regional de raiz brasileiraCom esse grupo gravou um CD de músicas folclóricas da região Sudeste e apresentou-se em 48 cidades brasileiras pelo projeto Sonora Brasil realizado pelo Sesc Nacional (Santa Catarina, Paraná, Brasília, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Paraíba) entre julho e agosto.
Ainda em 2003, montou com o violonista Willians Pereira, um projeto intitulado “A Canção, a Voz e o Violão”, e com esse show apresentou-se no Rio de Janeiro (Teatro Ziembinsky/2003; Teatro do SESI, Casa Julieta de Serpa, Antonino Bar, Espaço Urca, Armazém Digital/2004), Brasília (Sala Funarte Cássia Eller/2004) e em São Paulo (teatro Crowne Plaza/2003)O CD foi lançado em Brasília em novembro de 2004.
Em abril de 2004, lançou pela Internet, o CD “LUCIDEZ” com músicas do compositor Alexandre LemosO CD esteve disponível para download durante 9 meses e em breve será lançado no mercadoAinda em 2004, gravou com o produtor japonês Yoshida um CD chamado “As Filhas da Bossa” ao lado das cantoras Kay Lyra, Ana Martins e Tatiana, que lançado apenas no Japão, por enquanto.
Em 2005, seguiu a turnê do CD “A Canção, a Voz e o Violão”, apresentando-se com Willians Pereira em várias casas e projetos musicais no Rio de Janeiro, com destaque para: Teatro do Jockey, Mistura Fina, Centro Cultural Justiça Federal, FNAC, a temporada na Casa de Cultura Laura Alvim (onde tiveram a participação especial de Célia Vaz, Wanda Sá, Luhli e Tunai), Sala Baden Powell (com participação de Tavito), o projeto Novo Canto no SEC Ginático (com participação de Elba Ramalho) e a temporada na Sala Funarte (com participação de Sheila Zagury, Fernando Leporace e Folia de 3)Estiveram também em Brasília apresentando-se no SESC da 504 Sul.
Em abril de 2005, apresentou-se na Argentina no “Primeiro Encontro da Bossa Nova em Argentina”.
Ainda em 2005, gravou com seu trio vocal Folia de 3 um CD em homenagem aos 60 anos do compositor Ivan LinsO trio também formado pelas cantoras: Cacala Carvalho e Eliane Tassis, lançou o disco na Sala Baden Powell em 23 de novembro de 2005, num show dirigido por Cláudio Lins, filho do compositor.
Gravou o CD “Marianna Leporace canta Baden Powell” produzido por Kasuo Yoshida para o mercado japonês. O CD tem previsão de lançamento em março de 2006 no Japão.
V-CLAUKY SABA
Clauky Saba é Poeta sobretudo. Multiartista: atriz, cantora, produtora cultural e publicitária.
Nasceu em Londres. Usa o pseudônimo, Claudia é Arte em Toda Parte.
Atua no universo alternativo da poesia, da música e do teatro juntamente
com o grupo: SabaSauers, coordenando e produzindo o Movimento inVerso, evento que acontece quinzenalmente no Barteliê em Ipanema. O novo QG Cultural do Rio.
Interior útero
De volta ao início
o retorno
o reencontro com o vício
com a dor alheia
com a centelha de indecisão
É preciso prezar pela vida
curar a própria ferida
cicatriz indelével
de meu ser em procissão
Quero uma estrada com curvas
rumo ao incerto
discreto desconhecido
sobreposto em pontes
de algum lugar
para lugar algum
Ad locum tuum
revertério notório
rio invertido
contra a corrente
Há mais coisas
entre o céu e a terra
entre o sol e a lua
entre a minha e a tua
realidade interina
Quero embalar meu sono...
qualquer dia a infância termina.
++++
Meta poeta
O silêncio é ouro
A palavra, prata da casa
moeda corrente vil metal.
A mente fértil procria versos
gera rimas, germina
o girassol de vocábulos
à luz do solar.
Também ilumina
a cabeça pensante
a lua cheia pulsante.
Pulso, instinto, instante.
Mas seja noite
....seja dia
a meta
: poesia
++++
quando escrevo
não me privo de nada
me livro em tudo
++++
dei pra deitar
palavras na matina
...
aceito minha sina
e do verso serei servo
até que a morte
nos separe.
++++
sinto um frio na barriga
e levito rente ao inesperado
desfecho propício
na ponta da rima
precipício de mim.
++++
impossível?!
nada é impossível!
impulsivo que sou
impulsiono a roda
da vida e vôo
...
++++
enquanto o vento
engravida cortinas
...
minha mente dá a luz!
++++
a rima na ponta do pé,
o verso na palma da mão.
o calcanhar de aquiles
do poema é quando
a palavra perfeita
espreita mas não
chega aos
...................finalmentes...
++++
dias correm...
correm
correm
correm
...
como criança
em dia de domingo.
++++
(e) o tempo passa
como passatempo
...
brincando!
VI-CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DA SCORTECCI – 25 ANOS !
Fazem parte da Scortecci, as empresas: Scortecci Editora, Gráfica Scortecci, Livraria e Loja Virtual Asabeça, Livraria da Lua e os selos editoriais: Fábrica de Livros (livros em pequenas tiragens) e Livrotese Editorial (teses, monografias, dissertações e trabalhos de graduação para alunos e professores).
Oferece ainda os serviços de: Antologias, Catálogo de Publicações, Sistema Livroscort de Comercialização de Livros e Prêmio Literário Livraria Asabeça.
O Prêmio Literário Livraria Asabeça contempla os gêneros literários: poesia, contos e crônicas. Está no seu 6º ano e substituiu o “Prêmio Scortecci de Poesia”, que nos anos 80 revelou nomes com Fernando Fábio Fiorese Furtado, Vera Lúcia de Oliveira e muitos outros. Os vencedores editavam livros individuais e os classificados, até o 30º lugar, publicavam suas poesias nas antologias de nome “Lauréis”.
Com os Parceiros do Livro, empresa irmã, administra a Escola do Escritor e serviços de apoio e orientação, como: Assessoria de Divulgação, Eventos, Leitura Crítica, Agenciamento Literário, Oficinas Literárias, Cursos e Palestras.
Do trabalho da Scortecci com os Parceiros do Livro surgiu o Guia do Profissional do Livro, de autoria do editor João Scortecci e da bibliotecária Maria Esther Mendes Perfetti. A obra, já na sua 10ª edição, traz informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.
Para seus autores e para o mercado editorial e gráfico, a Scortecci disponibiliza na Internet, os portais: Amigos do Livro, Concursos e Prêmios Literários, Página do Livro (Datas Comemorativas: Literárias e Culturais) e Impressão Digital.
Nos últimos anos, a partir de 2005, a Scortecci ampliou suas parcerias. Foram desenvolvidos projetos com a UBE - União Brasileira de Escritores - SP, com a REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras, com o Portal do Leitor (Apaixonados por Leitura) e mais recentemente, com a RR Donnelley Moore.
Hoje a Scortecci edita, em média, um título por dia. São mais de quatro mil e quinhentos títulos em primeira edição. Seus autores estão espalhados em todos os estados brasileiros e em países da Europa, América do Norte, Central e do Sul, Oceania e África.
A partir de 1994, a Scortecci passou a marcar presença na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com estande próprio e programação intensa. Foram oito participações: 1994, 1996, 1998, 1999 (Salão do Livro), 2000, 2002, 2004 e 2006.
Na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2006, lançou cinqüenta e oito novos títulos e distribuiu gratuitamente a antologia de poesias, contos e crônicas de nome Palavras que Falam, feita especialmente para o evento, com cento e dezessete autores, em dois volumes, para professores, críticos literários, editores nacionais e internacionais, bibliotecários, jornalistas e agentes literários.
Além das antologias que circularam tradicionalmente nas Bienais do Livro de São Paulo desde 1994, a Scortecci já organizou mais de cinqüenta outras coletâneas, sempre com o objetivo de revelar novos autores e promover a literatura brasileira.
”Não há nada melhor para um novo escritor que estrear em uma antologia. É o caminho de muitos, que maduros e batizados com a experiência, se sentem encorajados para um primeiro livro solo” é o que pensa o editor e Diretor-presidente do Grupo Scortecci, o empresário João Scortecci.
”Eu mesmo participei de quatro antologias, Ensaios I, II. III e IV, do Grupo Poeco, no final dos anos 70, para somente em 82 publicar o meu primeiro livro individual”, complementa João Scortecci.
Entre as antologias, de maior sucesso da Scortecci, se destacam as obras: Encontro com a Palavra, Uma Odisséia 2001, Tempo Definido, Palavras Escolhidas, No Limite da Palavra e Livre Pensador.
Na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2008, a Scortecci estará mais uma vez presente. Além de lançamentos de novos títulos e intensa programação literária e cultural, programou o lançamento da antologia de Poesias, Contos e Crônicas de nome Elo de Palavras.
Nos últimos anos, a Scortecci, além de aprimorar cada vez mais seu trabalho editorial e gráfico, com a compra de máquinas e equipamentos de última geração, tem investido com empenho na formação e na contratação de bons profissionais. É a Scortecci mostrando o seu diferencial.
Em 1986, nasceu a Gráfica Scortecci, especializada em impressão de livros em pequenas tiragens e Impressão sob Demanda.
Em 1999, foi a vez da Livraria e Loja Virtual Asabeça, que comercializa para todo o Brasil, pela ECT, os livros publicados pela Scortecci.
Em 2004, no dia 25 de janeiro, data de aniversário dos 450 anos da Cidade de São Paulo, nasceu a Livraria da Lua, uma loja virtual na Internet com livros das principais editoras brasileiras, com um eficiente sistema de vendas on-line e entregas para todo o Brasil, pela ECT.
Ainda em 2004, no mês de março, com os Parceiros do Livro, fundou a Escola do Escritor, um espaço para cursos, palestras e oficinas literárias. Em três anos de muita atividade, alguns cursos se destacaram, com sucesso. São eles: A Arte de Escrever e Publicar um Livro, O Direito Autoral e a Lei Rouanet, Como Despertar a sua Criatividade e Livros de Família.
Em 2005, a Scortecci ampliou suas parcerias com a chegada da UBE - União Brasileira de Escritores - SP e da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras.
Em 2006, criou na Internet o portal Concursos e Prêmios Literários, que reúne em um único endereço os melhores concursos literários nacionais e estrangeiros, em língua portuguesa.
Mais recentemente, em janeiro de 2007, firmou nova parceria, desta vez com a RR Donnelley Moore, para desenvolvimento dos projetos: Portal Impressão Digital, sinergia com o mundo digital e as novas tecnologias e o Portal Escritor, impressão de livros coloridos, sob demanda, para autores de livros Infantis e Infanto-juvenis.
Ao longo de sua existência, a Scortecci foi laureada com o Prêmio Jabuti, em 1986, Categoria Poesia, prêmio outorgado pela Câmara Brasileira do Livro, com a obra “Canteiro de Obras” da escritora Ilka Brunhilde Laurito.
Foi ainda finalista do Prêmio Jabuti, por mais três vezes, com as obras: E Vou e Vamos Águas Emendadas (1998), do escritor Izacyl Guimarães Ferreira, Compasso Binário (1999), do acadêmico Geraldo Pinto Rodrigues e Um Homem e suas Sombras (2002), do poeta Samuel Penido.
Pela APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte recebeu os seguintes prêmios: Melhor Livro do Ano (1992), com a obra O Tecedor e sua Trama do escritor Francisco de Oliveira Carvalho e Autor Revelação (1990), com a obra Memorial de Inverno, do poeta Paulo Sampaio.
João Scortecci, fundador e diretor-presidente do Grupo Editorial Scortecci nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1956. Veio para São Paulo em 1972, onde reside até hoje. Fez sua estréia na Revista Poetação (FAU-USP), em 1973, com a poesia “Mulher de Rua”.
É autor premiado, entre eles: Prêmio Sesquicentenário da Independência (1972) e Prêmio Itajaí de Poesia, com o livro “O Eu de Mim”.
Tem 11 livros publicados, que somam mais de 40 edições. Destaque para as obras: A Morte e o Corpo, O Eu de Mim, Água e Sal, Na Linha do Cerol, Guia do Profissional do Livro e os livros infanto-juvenis: O Touro de Ouro, O Peixe Voador e A Pulga Elétrica.
Foi membro da CNIC, Ministério da Cultura, Área de Humanidades, Lei Rouanet, de 1996 até 2006 e Diretor-Adjunto da Câmara Brasileira do Livro, por duas vezes, e Vice-presidente Administrativo e Financeiro da entidade, no biênio 2002/2003.
É ainda consultor e palestrante na área de Impressão Digital, editor do portal na Internet Amigos do Livro e membro do Grupo Empresarial de Impressão Digital (GE-DIGI), da Abigraf – SP.
Trilhar passo a passo o caminho da criação à edição, incentivando novos talentos, sempre será o objetivo da Scortecci. A sua história está sendo escrita pelos seus autores e suas obras. Razão e essência de sua existência.
VII-DELASNIEVE DASPET
Embajadora – Brasil
Delasnieve Miranda Daspet de Souza é sulmatogrossense de Porto Murtinho, onde nasceu e cresceu em meio a exuberante natureza que é o Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil. É poeta, advogada e faz trabalho social com menores carentes, em Campo Grande - MS, onde reside.
Publicou e participou dos seguintes livros:
- Por Um Minuto ou Para Sempre
- Tertulia na Primavera
- Tertúlia na Era de Aquário - Vol. I
- Poesia Só Poesia - coletânea
- Tempo de Poesia - coletânea
- Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul
- Seleção de Poetas Notívagos - 2001 - Coletânea
- Conceição do Almeida - Memórias
Endereço Virtual:
DELASNIEVE Miranda DASPET de Souza[ Luna ]
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LAMENTO PELA PAZ!
Guerra é Guerra.
Não importa a sua violência,
ou a sua virulência...
Não existe desculpa para o descalabro...
As nossas guerras de todos os dias,
As nossas picuinhas,
As nossas maldades internas,
Nascem do rancor,
da mágoa, do recalque que é o homem...
É o homem mata!
Suas bombas cruzam o anil dos céus,
Toldam de cinza as tardes do mediterrâneo,
Pontes, casas, castelos,
crianças esparramadas pelos chãos,
quais bonecos jogados, esquecidos,
sonhos destruídos...
Elos que se quebram,
e que não serão recompostos!
Não interessa quem esteja certo,
quem esteja errado...
Nossa consciência nos cobra:
Não se cale!
Não permita que o amordacem,
que lhes toldem o sol,
que lhes matem o ar,
que lhes escureçam a lua!
Poeta, não permita
que o privem da liberdade!
E, é pelo Homem, o meu lamento!
Que o farfalhar das folhas leve meu soluço,
E abrace a imensidão azul de nossos sonhos
De Paz que ouso cantar,
Neste canto de recriação
que entrego ao vento!
Recriar... Reciclar... Novos horizontes...
Assumir decisões a cada dia, a cada instante,
Pois não existem estradas fáceis,
Mas a que esta adiante,
Construindo um caminhar...
É pelo homem, este solitário animal,
O meu lamento de Paz!
++++
Libelo à vida!
Sou um fragmento
neste universo infinito.
Um fugidio momento de prazer e
de eternidade.
Tenho muito a aprender
até respirar o último alento
deste ar precioso!
Que andei fazendo?
O tempo passou.
Águas rolaram.
A vida seguiu.
Eu não parei.
Não deixei envelhecer minh'alma.
Não!
Tenho, ainda - por companhia,
o suave farfalhar das folhas da
cálida brisa noturna!
E a lua, soturna e bela,
que me empresta seu nome,
sempre ilumina minhas noites!
E - nos dias - tenho o sol,
quente, belo e forte....
e então ?!
Não posso me furtar a
tomar minha parte,
- do mundo - que está
à minha espera!
Não me curvarei!
Não me considerarei derrotada.
Não me entregarei...
Não deixarei meus sonhos
desvanecerem!
Busco meu resgate.
Luto pelo meu direito à vida,
à felicidade,
o de poder um dia,
no espelho da vida,
olhar-me nos olhos
e dizer-me: Fizestes!
Se melhor não foi,
não importa,
Me fiz presente!
SELMO VASCONCELLOS
Tenho recebidos várias cartas, jornais, revistas, emails, poemas, crônicas, pensamentos, contos, livros de colaboradores vários pontos do país e do exterior.
Agradeço sinceramente e informo a todos que os artigos serão publicados gradativamente.
Quanto aos elogios, críticas e sugestões isso é em minha concepção muito importante pois com certeza me conduzirá ao ponto de aprimoramento em relação à cultura.
Selmo Vasconcellos –
Página impressa Lítero Cultural, jornal Alto Madeira ( fundado em 15 de abril de 1917 )
www.rondoniaovivo.com – Momento Lítero Cultural
www.jornalorebate.com.br – http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com
CONTATO : CAIXA POSTAL 1335 – PORTO VELHO – RO – 78.900-970
I-MARISA ZANIRATO
Abraços
Abraçar é bom. Melhor que abraçar é ser abraçado, envolvido, cingido por braços amigos, amantes. A sonoridade da palavra abraçar, em diversas línguas, já nos dá a idéia do prazer de sentir-se abraçado.
Portugueses e brasileiros costumam abraçar, com espontaneidade; franceses preferem s'embrasser, que pode incluir um beijo na seqüência; italianos gostam de abbracciare, com algumas letras duplicadas, sugerindo a reciprocidade do gesto; espanhóis e hispano-americanos experimentam o calor de abrazar.
Não sei se por acaso ou intencionalmente, os ingleses adotaram a forma latina para expressar abraço. Em vez de usarem um prefixo para arm, que tanto pode ser braço como arma, eles podem to embrace each other, amigavelmente.
Assim, nos abraçamos em várias línguas, sentindo o frisson do som, o roçar dos braços que se enlaçam, o pulsar de corações batendo em uníssono - coisas que só um aconchegante abraço pode conceber.
II- Dr. ADOLF P. SHVEDCHIKOV, Ph.D., Litt. D.
Cientista russo, poeta, tradutor e colaborador Lítero Cultural.
Nascido em 11 de maio de 1937, na cidade de Shakhty, Rússia. Graduado em 1960, pela Universidade do Estado de Moscou. Trabalhador científico-veterano no Instituto de Física-Química, da Academia de Ciências da Rússia, Moscou. Chefe de Química da Associação de Tecnologia Pulsátron, Los Angeles, Califórnia, EUA.
Publicou mais de 150 documentos científicos e aproximadamente 200 de seus poemas em diferentes revistas internacionais de poesia, na Rússia, Estados Unidos, Brasil, Índia, China, Coréia, Japão, Itália, Malta, Espanha, França, Ucrânia e Austrália. Seus poemas foram traduzidos para o idioma italiano, espanhol, português, grego, chinês, japonês e hindi.
É membro da Sociedade Internacional de Poetas, do Congresso Mundial de Poetas da Associação Internacional de Escritores e Artistas (IWA) e da Associação Literária Ítalo-Australiana de Escritores ( A L I A S ), Melbourne, Austrália.
Dr. Adolf P. Shvedchikov é conhecido também por tradução de poesia inglesa (“150 Sonetos em inglês dos Séculos XVI – XIX”, Moscou, 1992; dos “Sonetos de William Shakespeare”, Moscou, 1996 ), como também pela tradução de muitos poetas modernos do Brasil, Índia, Itália, Estados Unidos, Inglaterra, China e Japão.
Traduziu várias poesias de Selmo Vasconcellos para o russo.
MIND
Oh you, swift virtuous mind,
I could not live without you,
I could not search for a fine hue,
Without you I cannot find
My correct and successful way,
Without you I go astray,
My meditative subtle mind !
REJECT NA OLD TRUTH “FROM DUST TO DUST”
Reject na old truth “from dust to dust”.
We are not dust, we are living beings,
We adore myriad different things,
We are not covered by ancient crust,
Who are exacty unique living beings, trust !
We are something else, not slippery sand,
We are valuable parto f magic Wonderland
Provided with senses and ready to burst
Into tears or cursed
Which nobody can tear
Apart, we are living beings, we are not dust !
I REMEMBER
I remember every glorious day
Of my splendid radiant youth
When the color was never gray,
When we told each other the truth !
I remember those shady trees,
I remember my little town,
I still feel that caressing breeze
Embracing me like a nighgown.
Those days remain in my beating heart,
Oh, my youth, my eternal song,
Everything was beautiful, smart,
Every day was attractive and long !
III-MÔNICA DE CATELLA
Mônica de Catella nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais em 5 de maio de 1951, primeira filha de um dentista e pianista e uma pedagoga e pintora.
Seu avô materno, imigrante italiano, planejou os trajetos das ferrovias mineiras e o Grande Hotel de Araxá. Veio para o Brasil, em 1912, após ser premiado com medalha de ouro na Universidade de Turim, onde se formara em engenharia.
O avô paterno de Mônica de Catella, era juiz de Direito e fôra violinista nos cinemas de São Paulo, onde ainda publicara poemas em jornais, no início do século XX.
Mônica herdou as bibliotecas de seus dois avós, onde, aprendeu a amar a literatura, desde a mais tenra idade.
Designada por sua mãe a organizar os livros, desde os 5 anos de idade, esse era seu brinquedo e seu prazer e Mônica aprendeu a ler sozinha, com a prática na biblioteca numerosa da família, entrando alfabetizada na primeira série.
Premiada, desde a infância, em concursos literários nos colégios de Belo Horizonte, onde estudou, foi na Faculdade de Letras da UFMG que Mônica teve a oportunidade de receber prêmios nos concursos entre os alunos de toda a Universidade, o que lhe valeu um convite a escrever no jornal ESTADO DE MINAS, em 1972, com 20 anos de idade, onde desfrutou da companhia de colegas de redação como Ziraldo, Henfil, Son Salvador,Afonso Romano de Santana e do escultor Amilcar Martins.
Com coluna diária no ESTADO DE MINAS, Mônica de Catella escrevia no caderno de cultura, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, e já tinha projeção suficiente, para ser chamada por Murilo Rubião a escrever no famosos Suplemento Literário do Jornal MINAS GERAIS, onde conheceu a escritora Henriqueta Lisboa, em seu final de vida, Adão Ventura, Antônio Barreto e outras feras.
Foi numa tarde no Suplemento, que Mônica teve notícias de que havia uma escritora carioca, Ana Cristina César, que andava com seus poemas no bolso e era sua fã.
No ano seguinte, a morte de Ana Cristina, aos 28 anos, por suicídio, a deixou muito triste.
Só então, Mônica teve acesso aos poemas de Ana Cristina César, editados postumamente, e ver, comovida, que havia uma influência sutil de sua obra, na obra da poeta morta, hoje famosa.
Em 1987, Mônica lança seu primeiro livro, "TRANSANÇAS", uma coleção dos seus poemas premiados anteriormente.
O segundo livro, "A MULHER QUE AMA", veio em 1997, lançado, como o primeiro no Palácio das Artes em Belo Horizonte, e com patrocínio do governo de Minas.
Em 2002, Mônica de Catella lançou sua auto-biografia, misturada a uma homenagem a Belo Horizonte, sua terra natal, em prosa poética, intitulada "HORIZONTE EM CHAMAS".Cada vez, seus livros têm mais repercussão e vendagem, demandando várias edições.
Também cantora e compositora, Mônica faz apresentações pelo Brasil, cantando e tocando seu violão ou teclado.
Multimídia, Mônica está produzindo um filme sobre a imigração italiana e atuou recentemente num longa como atriz, ao lado de Daniel de Oliveira e Caio Blat.
POESIAS
AUTO-RETRATO
(Do livro Transanças, 1987)
Na vida, vivo vendo possibilidades.
Teço armadilhas, com fios de surpresa,
para apanhar
o cotidiano.
Deixo vestígios
do itinerário
num papel em branco.
Tenho medo de dormir.
Nunca de acordar.
++++
DESTINO
(Do livro "A MULHER QUE AMA, 1997)
Sou poeta.
Meus olhos
choram à toa.
Meu ritmo
distoa.
Me olham de través.
Sou poeta.
Minha pena
não pára,
meu coração
dispara.
Vou,
onde levam meus pés.
Sou poeta o tempo inteiro.
Reviro meus bolsos, caem palavras.
Só não encontro
DINHEIRO.
++++
SAUDADE
(Do livro "HORIZONTE EM CHAMAS", 2002)
Tenho saudade do futuro,
que me atropela o presente.
Tenho saudade de gente.
Tenho saudade de mim,
quando a felicidade
me fazia esquecer quem eu era.
Tenho saudade de uma boneca,
que esqueci num jardim
e nunca recuperei.
Tenho saudade de vivos,
saudade de mortos,
com quem vivi
e me matei.
Saudade do que fui
e do que nunca serei...
Tenho saudade da face estranha da vida
na era da inocência.
Tenho saudade de um certo sino,
que badalava horas impossíveis,
na torre de uma igreja.
Tenho saudade do colo de minha mãe
e da fronha muda do meu travesseiro.
Saudade, só não existe,
do punho grosseiro do mundo,
que me ensinou a ser triste.
++++
O PRÍNCIPE
( Do livro "HORIZONTE EM CHAMAS, 2002)
O meu amado é príncipe em cavalo branco.
Tem medalhas, sobre o coração.
Dizem que é rei,
mas, não sei,
como o chamo.
Sei dizer apenas,
que o amo.
O meu amado me acorda
com beijos de bela adormecida,
é o homem da minha vida,
nas coisas que a vida borda.
++++
POLUIÇÃO
( Do livro "TRANSANÇAS", 1987)
Poeira
polui
pulmão.
Zoeira
polui
ouvido
E o coração
é poluído
pelo amor
e a paixão.
Mas, eu duvido,
que o ouvido
e o pulmão
sofram mais,
que o coração.
IV-MARIANNA LEPORACE
Cantora com formação lírica e popular, atriz e jornalista, vem atuando em diversos segmentos do setor cultural (canto, teatro e produção musical) ao longo de sua carreira
Iniciou sua trajetória musical apresentando-se com seu irmão, o compositor e instrumentista Fernando Leporace, em diversas casas de espetáculos, teatros e centros culturais do Rio de Janeiro
Seguiu, ao longo dos anos, apresentando-se com diversos instrumentistas e compositores como: Sérgio de Pina, o grupo Dobrando a Esquina, o compositor holandês Gijs Andriessen, Claudio Nucci, Alberto Chimelli, Arthur Verocai, Mauricio Gueiros, Flavio Goulart, Guilherme Godoy, Yuri Popoff, o compositor argentino Agustín Pereyra Lucena entre outros
Em suas incursões teatrais, participou da montagem, em São Paulo, em 1997, de “Orfeu da Conceição”, de Haroldo Costa, cantando com a Orquestra do Teatro Municipal de SPEntre dezembro de 1995 e maio de 1996, atuou, ao lado de Moisés Aichenblat e Benvindo Sequeira, no Teatro Casa Grande, no musical “Tu Pisas nos Astros...Distraído”, de Clóvis Levy, baseado na vida e obra do compositor Orestes BarbosaO espetáculo foi considerado, pelo crítico João Máximo, o melhor já realizado sobre a obra do autorCom esse show, retornou ao palco do teatro Dulcina para cinco semanas de apresentações, entre fevereiro e março de 2001, com direção de Benvindo SequeiraAtuou também em diversos musicais infantis, dirigidos por Phydias Barbosa, Dilma Lóes, Karen Acioly e Maria Lucia Priolli.
Participou dos grupos vocais Zinnziver (1989/1995), Maite-Tchu (1993/1998) e Octopus (1998)Com esses grupos realizou diversos shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além de gravações em CDs, trilhas e participações em novelas.
Em televisão, participou da trilha sonora da novela “Mulheres de Areia”, gravando a música “Paraíso”, de Danilo Caymmi e Dudu Falcão (1993); das trilhas das minisséries “Memorial de Maria Moura” (1994) e “Engraçadinha” (1995) e ainda de diversos episódios dos programas: Casseta e Planeta, Bambuluá, Ed Mort, Turma da Mônica, entre outros.
No cinema, participou da trilha do filme “Era Uma Vez”, de Arturo Uranga (1993) e do curta metragem “Maria Leontina - Gesto em Suspensão” de Alexandre Dacosta (2004);
Emprestou sua voz para a narração o CD-Rom “Flicts”, de Ziraldo (1994).
Como dubladora/cantora, seus principais trabalhos foram a personagem Ludmila, no desenho musical “Bartók, o Magnífico” (2000); todas as heroínas do desenho animado “Supermouse”; o coro musical da série de desenhos “Histeria” (Warner Channel); a personagem Sacha da série "Os Cachorros Vão para o Céu" , a abertura de Hantaro (diariamente na Globo) e Corrector Yui (Cartoon); e os vocais da nova série "Faísca e Fumaça"Seus trabalhos mais recentes, no ar todos os dias no Cartoon Network são a abertura e todas as canções dos episódios do desenho animado “Clube das Winx” e a abertura de “Os Irmãos Max e Ruby”.
Como solista gravou nos discos de Fernando Leporace e Maurício Gueiros, Tião Neto, Guilherme Hermolin, Gui Tavares, João Cantiber, Ronaldo Folegatti, Daniela Spielmann (produzido para o Japão) e Michel TaskyEm 1997, gravou, ao lado das cantoras vencedoras do Festival “A Grande Chance”, do Teatro Rival, um CD em homenagem ao compositor Billy Blanco (faixa “A Banca do Distinto”).
Integra, até o momento, a equipe de monitores do coral do Inmetro, sob a regência de Eduardo Morelembaum.
Projetos Próprios
Iniciou sua carreira solo em 1995, com o show “Crônica 90”, onde apresentou um trabalho pop com raízes brasileirasEm 1997, subiu ao palco do Vinicius Bar para participar de diversos projetos como "Geração 90" e "Tempero Carioca", entre outros.
Em 1999, ao lado da pianista Sheila Zagury, montou o show “São Bonitas as Canções”, com as parcerias para teatro de Chico Buarque e Edu LoboCom esse trabalho apresentou-se em diversos centros culturais e casas de shows do Rio (Espaço Cultural Correia Lima/1999/2000, Centro Cultural da Light/2000, Café do Teatro Glaucio Gill/2000, Casa de Cultura Laura Alvim/2000, SESC Friburgo/2000, entre outros)Em novembro de 2000, lançou, no The Ballroom, casa de espetáculos do Rio de Janeiro, o CD desse projeto, que contou com a participação dos compositores em duas faixas.
Em 2001, o Projeto “São Bonitas as Canções” passou pelo circuito dos SESCs do Rio de Janeiro (São João de Meriti, Teresópolis, Nova Iguaçu, Madureira, Tijuca e Niterói - março); esteve em Curitiba (Memorial de Curitiba, como atração do Festival de Teatro - março); e ainda realizou, no Rio, temporadas no Paço Imperial, no Projeto "Compasso Samba e Choro" sendo duas faixas gravadas ao vivo - "Beatriz" e "Nego Maluco" – e incluídas no álbum “3º Compasso Samba e Choro”, lançado pela gravadora “Biscoito Fino”; Ateliê Arte Sumária (maio); Teatro Café Pequeno (5 semanas - julho/agosto); Sala Funarte (agosto/setembro); Faculdade Gama Filho (novembro)Em 2002, foi apresentado na Casa da Marquesa de Santos - Museu do Primeiro Reinado (maio), na Sala Baden Powell (junho) e em Campos de Goytacases - RJ (agosto)No total foram 56 apresentações.
Como produtora, idealizou, à frente de sua empresa ZÊNITHA PRODUÇÕES, o Projeto CENÁRIO BRASILEIRO, que tem por objetivo divulgar os artistas que representam a nova geração da música nacionalEntre dezembro de 2001 e fevereiro de 2002, o projeto foi apresentado no The Ballroom, casa de espetáculos do Rio de Janeiro, quando foram levados ao público da cidade sete espetáculos de jovens talentos da MPB, com a participação de artistas veteranosO Cenário Brasileiro passou também pela Casa de Cultura da Estácio de Sá em novembro de 2004.
Em abril de 2002, participou, com Sérgio Ricardo, Marília Medalha, Fernando Leporace, Sá & Guarabyra, Quarteto em Cy, Doris Monteiro, Alaíde Costa, Jards Macalé, Paulinho da Viola, entre outros artistas, de um espetáculo realizado na Sala Funarte em homenagem ao compositor Sidney Miller
Entre 2002 e 2003 gravou, acompanhada por dois violões (Fernando Caneca e Eugênio Dale) e contrabaixo (Emerson Mardhine), os 3 CDs da série "Pop Acústico", para a gravadora Deck Disc, do Rio de Janeiro, com produção de Rodrigo VidalO trabalho contempla canções do universo pop anglo-americanoDesse trabalho destacam-se os shows realizados no The Ballroom (dezembro/2003) e na FNAC (Rio de Janeiro/janeiro 2004) e na casa de espetáculos Mucuripe em Fortaleza (dezembro/2003, março e agosto/2004).
Em 2003, formou com Hélio Sena, Gilberto Figueiredo, Alexandre Luiz e Eduardo Camenietzki o grupo “O QUINTO”, voltado para a pesquisa do folclore e da música regional de raiz brasileiraCom esse grupo gravou um CD de músicas folclóricas da região Sudeste e apresentou-se em 48 cidades brasileiras pelo projeto Sonora Brasil realizado pelo Sesc Nacional (Santa Catarina, Paraná, Brasília, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Paraíba) entre julho e agosto.
Ainda em 2003, montou com o violonista Willians Pereira, um projeto intitulado “A Canção, a Voz e o Violão”, e com esse show apresentou-se no Rio de Janeiro (Teatro Ziembinsky/2003; Teatro do SESI, Casa Julieta de Serpa, Antonino Bar, Espaço Urca, Armazém Digital/2004), Brasília (Sala Funarte Cássia Eller/2004) e em São Paulo (teatro Crowne Plaza/2003)O CD foi lançado em Brasília em novembro de 2004.
Em abril de 2004, lançou pela Internet, o CD “LUCIDEZ” com músicas do compositor Alexandre LemosO CD esteve disponível para download durante 9 meses e em breve será lançado no mercadoAinda em 2004, gravou com o produtor japonês Yoshida um CD chamado “As Filhas da Bossa” ao lado das cantoras Kay Lyra, Ana Martins e Tatiana, que lançado apenas no Japão, por enquanto.
Em 2005, seguiu a turnê do CD “A Canção, a Voz e o Violão”, apresentando-se com Willians Pereira em várias casas e projetos musicais no Rio de Janeiro, com destaque para: Teatro do Jockey, Mistura Fina, Centro Cultural Justiça Federal, FNAC, a temporada na Casa de Cultura Laura Alvim (onde tiveram a participação especial de Célia Vaz, Wanda Sá, Luhli e Tunai), Sala Baden Powell (com participação de Tavito), o projeto Novo Canto no SEC Ginático (com participação de Elba Ramalho) e a temporada na Sala Funarte (com participação de Sheila Zagury, Fernando Leporace e Folia de 3)Estiveram também em Brasília apresentando-se no SESC da 504 Sul.
Em abril de 2005, apresentou-se na Argentina no “Primeiro Encontro da Bossa Nova em Argentina”.
Ainda em 2005, gravou com seu trio vocal Folia de 3 um CD em homenagem aos 60 anos do compositor Ivan LinsO trio também formado pelas cantoras: Cacala Carvalho e Eliane Tassis, lançou o disco na Sala Baden Powell em 23 de novembro de 2005, num show dirigido por Cláudio Lins, filho do compositor.
Gravou o CD “Marianna Leporace canta Baden Powell” produzido por Kasuo Yoshida para o mercado japonês. O CD tem previsão de lançamento em março de 2006 no Japão.
V-CLAUKY SABA
Clauky Saba é Poeta sobretudo. Multiartista: atriz, cantora, produtora cultural e publicitária.
Nasceu em Londres. Usa o pseudônimo, Claudia é Arte em Toda Parte.
Atua no universo alternativo da poesia, da música e do teatro juntamente
com o grupo: SabaSauers, coordenando e produzindo o Movimento inVerso, evento que acontece quinzenalmente no Barteliê em Ipanema. O novo QG Cultural do Rio.
Interior útero
De volta ao início
o retorno
o reencontro com o vício
com a dor alheia
com a centelha de indecisão
É preciso prezar pela vida
curar a própria ferida
cicatriz indelével
de meu ser em procissão
Quero uma estrada com curvas
rumo ao incerto
discreto desconhecido
sobreposto em pontes
de algum lugar
para lugar algum
Ad locum tuum
revertério notório
rio invertido
contra a corrente
Há mais coisas
entre o céu e a terra
entre o sol e a lua
entre a minha e a tua
realidade interina
Quero embalar meu sono...
qualquer dia a infância termina.
++++
Meta poeta
O silêncio é ouro
A palavra, prata da casa
moeda corrente vil metal.
A mente fértil procria versos
gera rimas, germina
o girassol de vocábulos
à luz do solar.
Também ilumina
a cabeça pensante
a lua cheia pulsante.
Pulso, instinto, instante.
Mas seja noite
....seja dia
a meta
: poesia
++++
quando escrevo
não me privo de nada
me livro em tudo
++++
dei pra deitar
palavras na matina
...
aceito minha sina
e do verso serei servo
até que a morte
nos separe.
++++
sinto um frio na barriga
e levito rente ao inesperado
desfecho propício
na ponta da rima
precipício de mim.
++++
impossível?!
nada é impossível!
impulsivo que sou
impulsiono a roda
da vida e vôo
...
++++
enquanto o vento
engravida cortinas
...
minha mente dá a luz!
++++
a rima na ponta do pé,
o verso na palma da mão.
o calcanhar de aquiles
do poema é quando
a palavra perfeita
espreita mas não
chega aos
...................finalmentes...
++++
dias correm...
correm
correm
correm
...
como criança
em dia de domingo.
++++
(e) o tempo passa
como passatempo
...
brincando!
VI-CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DA SCORTECCI – 25 ANOS !
Fazem parte da Scortecci, as empresas: Scortecci Editora, Gráfica Scortecci, Livraria e Loja Virtual Asabeça, Livraria da Lua e os selos editoriais: Fábrica de Livros (livros em pequenas tiragens) e Livrotese Editorial (teses, monografias, dissertações e trabalhos de graduação para alunos e professores).
Oferece ainda os serviços de: Antologias, Catálogo de Publicações, Sistema Livroscort de Comercialização de Livros e Prêmio Literário Livraria Asabeça.
O Prêmio Literário Livraria Asabeça contempla os gêneros literários: poesia, contos e crônicas. Está no seu 6º ano e substituiu o “Prêmio Scortecci de Poesia”, que nos anos 80 revelou nomes com Fernando Fábio Fiorese Furtado, Vera Lúcia de Oliveira e muitos outros. Os vencedores editavam livros individuais e os classificados, até o 30º lugar, publicavam suas poesias nas antologias de nome “Lauréis”.
Com os Parceiros do Livro, empresa irmã, administra a Escola do Escritor e serviços de apoio e orientação, como: Assessoria de Divulgação, Eventos, Leitura Crítica, Agenciamento Literário, Oficinas Literárias, Cursos e Palestras.
Do trabalho da Scortecci com os Parceiros do Livro surgiu o Guia do Profissional do Livro, de autoria do editor João Scortecci e da bibliotecária Maria Esther Mendes Perfetti. A obra, já na sua 10ª edição, traz informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.
Para seus autores e para o mercado editorial e gráfico, a Scortecci disponibiliza na Internet, os portais: Amigos do Livro, Concursos e Prêmios Literários, Página do Livro (Datas Comemorativas: Literárias e Culturais) e Impressão Digital.
Nos últimos anos, a partir de 2005, a Scortecci ampliou suas parcerias. Foram desenvolvidos projetos com a UBE - União Brasileira de Escritores - SP, com a REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras, com o Portal do Leitor (Apaixonados por Leitura) e mais recentemente, com a RR Donnelley Moore.
Hoje a Scortecci edita, em média, um título por dia. São mais de quatro mil e quinhentos títulos em primeira edição. Seus autores estão espalhados em todos os estados brasileiros e em países da Europa, América do Norte, Central e do Sul, Oceania e África.
A partir de 1994, a Scortecci passou a marcar presença na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com estande próprio e programação intensa. Foram oito participações: 1994, 1996, 1998, 1999 (Salão do Livro), 2000, 2002, 2004 e 2006.
Na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2006, lançou cinqüenta e oito novos títulos e distribuiu gratuitamente a antologia de poesias, contos e crônicas de nome Palavras que Falam, feita especialmente para o evento, com cento e dezessete autores, em dois volumes, para professores, críticos literários, editores nacionais e internacionais, bibliotecários, jornalistas e agentes literários.
Além das antologias que circularam tradicionalmente nas Bienais do Livro de São Paulo desde 1994, a Scortecci já organizou mais de cinqüenta outras coletâneas, sempre com o objetivo de revelar novos autores e promover a literatura brasileira.
”Não há nada melhor para um novo escritor que estrear em uma antologia. É o caminho de muitos, que maduros e batizados com a experiência, se sentem encorajados para um primeiro livro solo” é o que pensa o editor e Diretor-presidente do Grupo Scortecci, o empresário João Scortecci.
”Eu mesmo participei de quatro antologias, Ensaios I, II. III e IV, do Grupo Poeco, no final dos anos 70, para somente em 82 publicar o meu primeiro livro individual”, complementa João Scortecci.
Entre as antologias, de maior sucesso da Scortecci, se destacam as obras: Encontro com a Palavra, Uma Odisséia 2001, Tempo Definido, Palavras Escolhidas, No Limite da Palavra e Livre Pensador.
Na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2008, a Scortecci estará mais uma vez presente. Além de lançamentos de novos títulos e intensa programação literária e cultural, programou o lançamento da antologia de Poesias, Contos e Crônicas de nome Elo de Palavras.
Nos últimos anos, a Scortecci, além de aprimorar cada vez mais seu trabalho editorial e gráfico, com a compra de máquinas e equipamentos de última geração, tem investido com empenho na formação e na contratação de bons profissionais. É a Scortecci mostrando o seu diferencial.
Em 1986, nasceu a Gráfica Scortecci, especializada em impressão de livros em pequenas tiragens e Impressão sob Demanda.
Em 1999, foi a vez da Livraria e Loja Virtual Asabeça, que comercializa para todo o Brasil, pela ECT, os livros publicados pela Scortecci.
Em 2004, no dia 25 de janeiro, data de aniversário dos 450 anos da Cidade de São Paulo, nasceu a Livraria da Lua, uma loja virtual na Internet com livros das principais editoras brasileiras, com um eficiente sistema de vendas on-line e entregas para todo o Brasil, pela ECT.
Ainda em 2004, no mês de março, com os Parceiros do Livro, fundou a Escola do Escritor, um espaço para cursos, palestras e oficinas literárias. Em três anos de muita atividade, alguns cursos se destacaram, com sucesso. São eles: A Arte de Escrever e Publicar um Livro, O Direito Autoral e a Lei Rouanet, Como Despertar a sua Criatividade e Livros de Família.
Em 2005, a Scortecci ampliou suas parcerias com a chegada da UBE - União Brasileira de Escritores - SP e da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras.
Em 2006, criou na Internet o portal Concursos e Prêmios Literários, que reúne em um único endereço os melhores concursos literários nacionais e estrangeiros, em língua portuguesa.
Mais recentemente, em janeiro de 2007, firmou nova parceria, desta vez com a RR Donnelley Moore, para desenvolvimento dos projetos: Portal Impressão Digital, sinergia com o mundo digital e as novas tecnologias e o Portal Escritor, impressão de livros coloridos, sob demanda, para autores de livros Infantis e Infanto-juvenis.
Ao longo de sua existência, a Scortecci foi laureada com o Prêmio Jabuti, em 1986, Categoria Poesia, prêmio outorgado pela Câmara Brasileira do Livro, com a obra “Canteiro de Obras” da escritora Ilka Brunhilde Laurito.
Foi ainda finalista do Prêmio Jabuti, por mais três vezes, com as obras: E Vou e Vamos Águas Emendadas (1998), do escritor Izacyl Guimarães Ferreira, Compasso Binário (1999), do acadêmico Geraldo Pinto Rodrigues e Um Homem e suas Sombras (2002), do poeta Samuel Penido.
Pela APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte recebeu os seguintes prêmios: Melhor Livro do Ano (1992), com a obra O Tecedor e sua Trama do escritor Francisco de Oliveira Carvalho e Autor Revelação (1990), com a obra Memorial de Inverno, do poeta Paulo Sampaio.
João Scortecci, fundador e diretor-presidente do Grupo Editorial Scortecci nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1956. Veio para São Paulo em 1972, onde reside até hoje. Fez sua estréia na Revista Poetação (FAU-USP), em 1973, com a poesia “Mulher de Rua”.
É autor premiado, entre eles: Prêmio Sesquicentenário da Independência (1972) e Prêmio Itajaí de Poesia, com o livro “O Eu de Mim”.
Tem 11 livros publicados, que somam mais de 40 edições. Destaque para as obras: A Morte e o Corpo, O Eu de Mim, Água e Sal, Na Linha do Cerol, Guia do Profissional do Livro e os livros infanto-juvenis: O Touro de Ouro, O Peixe Voador e A Pulga Elétrica.
Foi membro da CNIC, Ministério da Cultura, Área de Humanidades, Lei Rouanet, de 1996 até 2006 e Diretor-Adjunto da Câmara Brasileira do Livro, por duas vezes, e Vice-presidente Administrativo e Financeiro da entidade, no biênio 2002/2003.
É ainda consultor e palestrante na área de Impressão Digital, editor do portal na Internet Amigos do Livro e membro do Grupo Empresarial de Impressão Digital (GE-DIGI), da Abigraf – SP.
Trilhar passo a passo o caminho da criação à edição, incentivando novos talentos, sempre será o objetivo da Scortecci. A sua história está sendo escrita pelos seus autores e suas obras. Razão e essência de sua existência.
VII-DELASNIEVE DASPET
Embajadora – Brasil
Delasnieve Miranda Daspet de Souza é sulmatogrossense de Porto Murtinho, onde nasceu e cresceu em meio a exuberante natureza que é o Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil. É poeta, advogada e faz trabalho social com menores carentes, em Campo Grande - MS, onde reside.
Publicou e participou dos seguintes livros:
- Por Um Minuto ou Para Sempre
- Tertulia na Primavera
- Tertúlia na Era de Aquário - Vol. I
- Poesia Só Poesia - coletânea
- Tempo de Poesia - coletânea
- Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul
- Seleção de Poetas Notívagos - 2001 - Coletânea
- Conceição do Almeida - Memórias
Endereço Virtual:
DELASNIEVE Miranda DASPET de Souza[ Luna ]
www.delasnievedaspet.com.br[ referendado pela UNESCO ]
http://br.egroups.com/group/LunaeAmigos
www.ebooklunas.com.br
www.pantanalms.tur.br [ referendado pela UNESCO
www.lunaeamigos.com.br [ referendado pela UNESCO
LAMENTO PELA PAZ!
Guerra é Guerra.
Não importa a sua violência,
ou a sua virulência...
Não existe desculpa para o descalabro...
As nossas guerras de todos os dias,
As nossas picuinhas,
As nossas maldades internas,
Nascem do rancor,
da mágoa, do recalque que é o homem...
É o homem mata!
Suas bombas cruzam o anil dos céus,
Toldam de cinza as tardes do mediterrâneo,
Pontes, casas, castelos,
crianças esparramadas pelos chãos,
quais bonecos jogados, esquecidos,
sonhos destruídos...
Elos que se quebram,
e que não serão recompostos!
Não interessa quem esteja certo,
quem esteja errado...
Nossa consciência nos cobra:
Não se cale!
Não permita que o amordacem,
que lhes toldem o sol,
que lhes matem o ar,
que lhes escureçam a lua!
Poeta, não permita
que o privem da liberdade!
E, é pelo Homem, o meu lamento!
Que o farfalhar das folhas leve meu soluço,
E abrace a imensidão azul de nossos sonhos
De Paz que ouso cantar,
Neste canto de recriação
que entrego ao vento!
Recriar... Reciclar... Novos horizontes...
Assumir decisões a cada dia, a cada instante,
Pois não existem estradas fáceis,
Mas a que esta adiante,
Construindo um caminhar...
É pelo homem, este solitário animal,
O meu lamento de Paz!
++++
Libelo à vida!
Sou um fragmento
neste universo infinito.
Um fugidio momento de prazer e
de eternidade.
Tenho muito a aprender
até respirar o último alento
deste ar precioso!
Que andei fazendo?
O tempo passou.
Águas rolaram.
A vida seguiu.
Eu não parei.
Não deixei envelhecer minh'alma.
Não!
Tenho, ainda - por companhia,
o suave farfalhar das folhas da
cálida brisa noturna!
E a lua, soturna e bela,
que me empresta seu nome,
sempre ilumina minhas noites!
E - nos dias - tenho o sol,
quente, belo e forte....
e então ?!
Não posso me furtar a
tomar minha parte,
- do mundo - que está
à minha espera!
Não me curvarei!
Não me considerarei derrotada.
Não me entregarei...
Não deixarei meus sonhos
desvanecerem!
Busco meu resgate.
Luto pelo meu direito à vida,
à felicidade,
o de poder um dia,
no espelho da vida,
olhar-me nos olhos
e dizer-me: Fizestes!
Se melhor não foi,
não importa,
Me fiz presente!

3 Comentários:
Parabéns por mais uma linda edição do blog, Selmo.
Entre tantas poesias de excelente qualidade, uma da CLAUKY SABA, me deixou com vontade de tê-la escrito:
enquanto o vento
engravida cortinas
...
minha mente dá a luz.
Abraços!
Marisa.
Por
Anônimo, Ã s 6:47 PM
Selmo, pouso aqui, brevemente, para agradecer o carinho e a surpresa!... Mas preciso e desejo voltar, com toda a calma, para apreciar a produção de todos os amantes das letras que publicaste no blog. Já encontrei o trabalho delicadíssimo da Claudinha (Cacau), que conheço, mas me deterei com mais tempo na leitura de todos, para comentar. Beijinhos alados e até breve!...
Por
ANALUKAMINSKI PINTURAS, Ã s 2:16 PM
Selmo:
que presente lindo de aniversário tu me deste!
Fiquei emocionada!
obrigada! receba meu carinho, meu abraço e minha admiração por realizar um trabalho tão lindo, fazendo da poesia tua vida, e de tua vida, uma poesia! abraços com as bençãos do Espírito Santo!
Por
Anônimo, Ã s 1:01 PM
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