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10.5.07

MOMENTO LÍTERO CULTURAL - XV

MOMENTO LÍTERO CULTURAL – XV

PREZADO ( A ) ESCRITOR ( A )

VISITE e PARTTICIPES das PÁGINAS LITERÁRIAS :
www.rondoniaovivo.com – MOMENTO LÍTERO CULTURAL e
http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com – MOMENTO LÍTERO CULTURAL do jornal www.jornalorebate.com

O SEU COMENTÁRIO É MUITO IMPORTANTE.

ABRAÇOS FRATERNOS,

SELMO VASCONCELLOS.


1-KARLA LEOPOLDINO

Não sou mulher de meias verdades
não me contento com metades
quero a vida por inteiro...

Karla Leopoldino Oliveira Freitas é mineira na certidão (natural de Lajinha-MG), e capixaba por amor e opção (radicada em Iúna-ES há 18 anos ).

Graduada em Odontologia pela PUC- MG , especializou-se em Cirurgia na SOLAIAT -SP e na arte de plantar sorrisos e tirar poesia do céu da boca.

Teve seus poemas publicados no Jornal da APCD (SP), Jornal de Casa (B.H), Correio da ABO –MG, e no Jornal Comunicatto (ES), Jornal Alto Madeira,página Lítero Cultural ( Porto Velho, RO ). Exerceu o cargo de Secretária de Cultura do município de Iúna-ES no período de 2001 a 2004. Participou da antologia “Cenas do Rio Pardo” lançado em setembro/2002. Publicou em 2005, o livro “Poesia no céu da boca”. Selecionada para participar da Antologia "Poetas do Café" lançado durante o XIV Congresso de Poesia em Bento Gonçalves-RS.
Recebeu Menção Honrosa no II Concurso Nacional de Poesias de Colatina-ES/2006 com o poema "Alma Feminina".

Escrevo
como quem se desnuda
num strip tease imaginário
tirando peça por peça
como quem se ajoelha
num confessionário
me entregando
me expondo
na nudez das palavras
a face
a alma revelada.

No papel,
minha vida escancarada...

+++++++
Paixão, Tarô e sabores...

Consulto o Tarô.
Mais uma vez .
Embaralho
tento de novo...

as cartas insistem e mostram
o que eu temia
e já sabia :
este amor vai dar trabalho!

Mas, eu não desanimo
não tomo atalhos
não fujo do destino
sou atraída pelo impossível
o improvável
inacessível...

E me entrego a esta paixão
inesperada
provocante
um toque baiano
sabores picantes
vatapá e acarajé...
Paixão temperada
com pimenta e azeite de dendê
só pra me enlouquecer...

Dizem que as cartas não mentem...

Pode ser.
Não me importa
não quero saber!

Guardo o tarô na gaveta
E pago pra ver...

+++++++++
Florescer

Descubra em meu corpo
pedaços
espaços
nunca beijados
inexplorados...
beije com sofreguidão
ternura e paixão
me faz gemer
delirar
explodir
florescer

e desabrochar...

rosa mais generosa
a flor mais bela
da tua primavera...

www.karlaleopoldino.prosaeverso.net


2-RITA MOUTINHO

(Maria Rita Rodrigo Octavio Moutinho) nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de junho de 1951. Começou a orientar oficinas de poesia na OLAC – Oficina Literária Afrânio Coutinho, em 1982, tendo depois ministrado aulas na Estação das Letras e em sua própria residência. Foi Editora de Pesquisa da primeira edição da Enciclopédia de literatura brasileira e coordenadora, junto com Graça Coutinho, da segunda edição. Atualmente chefia o Setor de Lexicografia da Academia Brasileira de Letras.

Obras publicadas:

Em Poesia:

A hora quieta, Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1975;

A trança. Rio de Janeiro: OLAC – Oficina Literária Afrânio Coutinho, 1982;

Uma ou duas luas (plaqueta), Rio de Janeiro: Edições Ladrões do Fogo, 1987;

Vocabulário: um homem, Rio de Janeiro: Arte de Ler Editora, 1995;

Romanceiro dos amantes, Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1999;

Sonetos dos amores mortos, Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2006.

Ensaio:

A moda no século XX, Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2000.

Do livro: Sonetos dos Amores Mortos, 2006.

SONETO DO FALO FALHO OU DO QUIXOTESCO

Unir os pólos nus gerando um sol
áureo, senhor, fidalgo de um archote,
que tremeluz na alcova e no lençol,
não pude com meu casto D. Quixote.
Nosso gozo se dava nas idéias
que nos suavam das bocas ao luar,
com vários cantos, como epopéias
ingênuas, sem potência, sem raiar.
Bem quis percorrer léguas de epiderme,
tocar banjo nos fios das madeixas,
amarrá-lo a dosséis e, vendo-o inerme,
atacá-lo com o mel voraz das gueixas.
Mas o amor pleno pus no desalento
e meu cio em moinhos só de vento.

SONETO DE EXALTAÇÃO PARA O AMOR MAIOR

Como tudo era um ápice, era cume
quando nos escalávamos e fundíamos.
E como era loquaz nossa quietude
passado o apogeu dionisíaco.

Era tudo feliz, tão terno o ajuste
que poderias, como o velho Príamo,
dar-me cinqüenta filhos, duas mil nuvens,
e eu pariria todos lá nos píncaros.

Mas houve uma avalanche e nós descemos
pela encosta, aturdidos pelos demos
que constroem a atmosfera do vazio.

Perdemos esperanças dado o frio,
mas eu esquento a chave do soneto
te exaltando no pico do terceto.

SONETO DUPLO PARA YANG E YIN

A arte de amar nos nasce espontaneamente,
é uma fonte que brota em nosso corpo ermo,
é ímã que magnetiza, acopla e inda freme
almas em cio, ímpares de aconchego.
As carícias ebulem, há licor pras sedes,
e lá se vão conversas e sempre é cedo.
Paixão vem em torrente tal vem o sêmen,
manifestam-se límpidos os desejos.
Em distância os amantes abrigam um ao outro,
não acontecem elipses, são unidade,
cada encontro é viver verdades do sonho.
Amar carameliza o olhar, e uma clave
pauta as palavras ternas do íntimo forno.
O estado de amar é um sol escarlate.
...........................................................................
A arte de desamar é árdua e espinhosa,
é por um longo tempo abraçar um cardo,
é como sair de uma dança de roda
que no eixo tem roldana ainda no passado.
Um maquinismo pára, o corpo se ignora,
e o espírito procura restaurar cacos
em rede neuronal, memória, que adoça
com momentos azuis a hora do cansaço.
Também cria-se um ódio, põe-se uma laje,
e o sofrer se apresenta menos penoso.
Não é. Há que enlutar, sentir a dor da ave
que se privou de uma asa em meio da viagem.
A arte de desamar dói, é ir do eco ao oco,
dói admitir o fim de uma eternidade.

ritamoutinho@academia.org.


3-ÂNGELA BRETAS

BIOGRAFIA

Natural de Santa Catarina, Brasil, Ângela Bretas sempre gostou de escrever, tendo como hobby escrever fazer poemas e contos. Desde o início de sua vida escolar até o ginásio, Ângela, que estudava em um rigoroso colégio de freiras, o Maria Auxiliadora, recebeu inúmeros certificados por suas redações e poemas, estando sempre entre as primeiras alunas da classe.
Mudou-se para os EUA em 1985 e cursou língua inglesa no Lynn Community College, em Massachussetts.
Lê, escreve e fala inglês e português e possui conhecimentos do espanhol e italiano.
Ângela Bretas é escritora com três livros publicados e dois no prelo, e atua como free-lance para diversos jornais no Brasil e nos Estados Unidos, trabalhando como colunista e jornalista. Atualmente reside em Boca Raton – Florida/USA.

Ângela começou sua experiência jornalística sendo editora chefe de um periódico mensal interno circulado dentro do Banco no Brasil em 1983.
Em 1990, já nos Estados Unidos, era colunista da extinta Gazeta Brasileira, editado no Estado de Massachusetts permanecendo até sua última edição em meados de 1994.
No ano de 1991, voluntariou-se para escrever crônicas, efetuar enquetes, reportagens e escrever a coluna social do Brazilian Times ( Boston), permanecendo como tal até os dias atuais.
Em 1997, resolveu fixar residência na Flórida e foi contratada pelo Brazilian Paper (Miami) , também trabalhando como repórter, colunista e articulista, até os dias atuais.
Em 1998, recebeu um convite do jornal Florida Review, editado em Miami para ser colunista e escrever sobre temas diversos. Como era voluntária e tinha de dividir seu tempo com um curso de Medical/Dental Assisting no Professional Carrier Development Institute, viu-se forçada a desistir de colaborar em 1999.
Colabora periodicamente com o Jornal Correio Popular - RO/Brasil, Jornal da Barra/SC/Brasil, com o Estadão do Norte/Brasil, com a Revista Evidência/Brasil atuando como free-lance e escrevendo sobre temas diversos.
Jornais americanos como o The West Boca Times, publicam periódicamente matérias de sua autoria (em inglês).
É colunista do jornal Brazilian Sun de Miami/Florida desde meados de 1999.
Ângela faz parte da diretoria da União de Escritores Brasileiros/ UBE/USA, com sede em Nova York, onde ocupa o cargo de Diretora de Assessoria e Eventos.
É representante da REBRA - Rede de Escritoras Brasileira nos Estados Unidos.
É membro da AVBL - Academia Virtual Brasileira de Letras.
Faz parte da coordenação do MIP Poetrix – Movimento Internacional POETRIX.

LIVROS

Em 1983, quando ainda residia no Brasil, lançou seu primeiro trabalho literário denominado “ÉRAMOS QUATRO”, uma coletânea de contos, memórias de sua adolescência.
- Em 1997, já nos Estados Unidos, lançou o livro de ficção “SONHO AMERICANO”, onde a mesma, descreve através de uma obra de ficção/drama a trajetória de uma imigrante brasileira nos EUA. Recebeu diversos elogios de variados escritores e da mídia em geral por esta obra, sendo o referido livro requisitado para fazer parte do acervo da Biblioteca do Consulado do Brasil em Miami, do Consulado de São Francisco, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e da Biblioteca Federal de Santa Catarina, entre outras. Este livro foi cotado como “Um interessante documento da trajetória dos imigrantes que vem em busca do sonho americano, uma obra que deveria ser estudada”, segundo a Revista Evidência/Brasil/1998.
- Lançou em Maio/2002 na Bienal do livro de SP um livro de Verso & Prosa CONVERSANDO COM AS ESTRELAS, com poesias em inglês, italiano e português.
Participou das seguintes antologias:
- American Antology of Poetry /1999
- Antologia de Poesias, Contos e Crônicas- 17ª Bienal Internacional de São Paulo/2002
- Antologia diVersos – Grupo Pax Poesis Encantada/2002
- Antologia Poetrix – Movimento Internacional Poetrix/2002
- Talento Feminino em Prosa e Verso- Rede Brasileira de Escritoras/2002
- Antologia Tempo Limitado – Scortecci Editora/2002
E- books:
- Poetrix
- Ecos Inspiracionais – Prosas Poéticas
- 1 Concurso Verso e Prosa da Florida – coordenadora
Matérias de sua autoria também podem ser vistas em vários sites da Internet, possui um site pessoal que fornece links aos demais www.angelabretas.com site credibilizado com o aval da UNESCO com destaque pela qualidade do conteúdo literário e Cultural.

PRÊMIOS, TROFÉUS E PARTICIPAÇÕES

Participou do I Concurso Literário de Boston, em 1997, classificada na categoria de poesia.
- Vencedora do concurso Literário da Florida em 1998, promovido pelo Centro Cultural de Broward, com o poema Menino (em português).
- The National Library of Poetry premiou-a com um diploma pela seu poema My Fear (Meu Medo) e a convidou a publicá-lo na Antologia Americana de Poesia/99.
- Recebeu o troféu OSCAR MULHER/98, realizado no Brasil, sob os auspícios da TV Alamanda/SBT. Evento de gala de grande repercussão em território nacional. Por divulgar a língua brasileira em terras estrangeiras.
- Recebeu o Troféu Comunidade em 1998, em evento promovido pelo Brazilian Paper na Flórida.
- Indicada pelo voto popular ao Brazilian Press Awards/Miami de 1999.
- Participou por dois anos consecutivos da Feira Internacional do Livro de Miami, onde expôs suas obras literárias, 1997 e 1998.
- Concedeu entrevista ao Programa Marcos César Show/Flórida, onde divulgou seu livro (1998).
- Foi convidada para programa do SBT (Brasil) para falar sobre seu trabalho (Tergon in Society) 1998.
- Participou do Programa Mulher da TV Alamanda/Globo, como convidada especial (Brasil) 1998.
- Concedeu entrevista ao Cultura na TV, da TV Amazonas/Record (Brasil), 1999.
- Participou do Programa Aqui Brasil/Miami - Alvaro de Sá - 2000.
- Venceu o Concurso Literário promovido pela Fannie Mae Foundation/2000
- Organização governamental dos Estados Unidos, onde concorreu com centenas de pessoas de diversas nacionalidades, tendo obtido primeiro lugar e prêmio de US$ 500, sendo a única brasileira a obter este êxito. Crônica escrita em inglês.
- Recebeu Diploma de Honra ao Mérito/2000 do site da Internet Cantinho do Poeta/Londres, UK, pela excelência do livro Sonho Americano.
- Recebeu homenagem no Mídia Celebration Night - Flórida /2000 pelo trabalho que efetua junto à comunidade brasileira nos EUA como colunista e jornalista.
- Foi vencedora do Brazilian Press Awards 2000, em Miami, na categoria jornalismo. Evento que escolhe através de votação popular as pessoas que mais se destacaram no decorrer do ano em diversos setores culturais, empresariais e políticos nos Estados Unidos.
- Recebeu prêmio Troféu Brasil/2001 na categoria jornalismo, evento realizado Miami anualmente homenageando brasileiros que lutam para manter a cultura brasileira em terras norte-americanas.
- Foi indicada, através do voto popular, pelo terceiro ano consecutivo ao Brazilian Press Awards de Miami/2001.
- Finalista do prêmio ''Eccho of Literature'' com base em Londres/UK, pela editora Rickmarck Publishing.
- Homenageada com o Troféu Imigrante/2002 – Miami – categoria jornalismo.

Ensinamento Divino

Outra noite conversando com uma estrela distante
Vi raios que emanavam luzes de esperanças
Bálsamo para uma mente pulsante
Me respondeu em forma de dança

Dançou em seu universo infinito
Em um balanço crescente
E o céu se fez bonito
Com seu rebolar de estrela cadente

Outra noite lamentando com uma estrela solitária
Senti um calor percorrer meu corpo
Agasalho certo em forma imaginária
Me aqueceu como num todo

Respondeu de forma silenciosa
Emitindo luzes em forma de abraços
Sozinha mas poderosa
Me ensinou a caminhar com meus próprios passos

Outra noite agradecendo uma estrela divina
A lua chegou mais perto
E assim meio na surdina
Escutou o que eu disse por certo

Estrelas em seu esplendor
Me mostram o caminho a seguir
E agora quando a dor ou temor
Se apossam de mim... eu sei onde ir

Olho para cima
Procuro por estrelas
Elas dominam, fascinam, ensinam
Somente ao vê-las...

Do livro "Conversando com as Estrelas''

www.angelabretas.com


4-MIKÉLITON PEREIRA ALVES

Mikéliton iniciou sua vida de pintor em 1998, quando entrou para um grupo de jovens artistas no Colégio Liceu Paraibano, tinha como professor o artista plástico Luciano Carvalho.
Ali realizou suas três primeiras telas Ali criou suas três primeiras telas: “Pão Nosso de Cada Dia” (aquisição: Dr. Luiz Augusto Crispim – então Secretário de Educação do Estado da Paraíba), “Para Não Comer Calango” (aquisição: Casal Darshan e Primavera – Astrólogos) e “As Três Marias do Sertão” (aquisição: Dr. Paulo Barreto – então Dir. da LOTEP daquele estado).
Em 1999, participou com essas três telas da Exposição Coletiva dos Novos Talentos Artísticos em comemoração aos 500 anos do Brasil na Caixa Econômica Federal, e da Exposição Coletiva da Feira da Cultura Paraibana, no Espaço Cultural, ambas na cidade de João Pessoa.
De 2000 a 2004, obteve experiência de Arte Publicitária trabalhando nas agencias: Estratégia Publicidade, G.C.A. Comunicação e Ponto-R comunicação, em João Pessoa e Konta Propaganda e Naza.com comunicação, em Fortaleza/CE.

“O Caminho da Arte”
Com a intenção de divulgar sua pintura e contribuir com seu talento artístico para a cultura e a arte brasileira, Mikéliton começa uma viagem pelo país... Iniciando por Fortaleza em 2004...
Em 2005 vai para São Luis-MA onde conhece e faz parceria com o moldureiro e artesão Justino Gregório Marinho Neto, mais conhecido por Marinho, (55 anos) que dá total apoio e o influência, junto com outros artistas no seu estilo de pintar.
Lá, no Ateliê/Molduraria do Marinho, conhece outros artistas da mágica cidade de São Luis como Geetesh, Babula, Mondego, Carlos Costa, Cláudio Félix, Fernando Mendonça, o poeta Couto Filho, o jornalista Mivam Gedeon, entre outros.
Não expõe na capital maranhense, mas vende uma boa parte de suas telas e deixa outras sob a tutela de Marinho.
Em 2006, se desloca para Manaus, onde participa por um período, do Curso de Formação Artística na Galeria/Escola Cláudio Santoro. Conhece os Artistas Jair Jakimyr e Sebastião Alves (que adquire uma série de seis telas de flores).
Na Capital amazonense pinta “A Praça São Sebastião”, “O Interior da Igreja São Sebastião” e “O Rio Negro” e expõe numa Coletiva na Galeria Cheiro da Terra. Deixa Alguns trabalhos com a senhorita Suely Moss, na Galeria Beco Com Saída.
Em Agosto de 2006 segue para Boa Vista/RR, onde fica 5 messes e expõe 20 telas sobre a capital macuxi na Assembléia Legislativa, lá recebeu o importante apoio da Família Brasil.
Mikéliton conta com a parceria do casal de Astrólogos Darshan e Primavera, que zelam grande parte das obras do artista, em João Pessoa fica seu ateliê.

Desde o dia 13 de janeiro deste ano está em Porto Velho/RO, realizando mais de (30) trinta obras entre pinturas, aquarelas e pasteis secos tendo como tema praças, ruas, paisagens, pessoas e casarões da cidade, que estão sendo apresentadas em várias exposições durante todo o mês de Março.

Pequena entrevista com o pintor

Quem são suas referências na pintura?
Mikéliton-Grandes Mestres como Leonardo, Miquelangelo, Rembrant, Vermeer, P. Cézzane, Van Gogh, Goya, Portinari Anita Mafalt. Enfim, procuro conhecer todos, como autodidata estudo a vida e idéias de cada um, isso me ajuda a tirar conclusões próprias sobre a pintura.

O que procura na pintura?
Mikéliton- Ainda estou no começo desse resultado, mas procuro criar uma peça que possibilite o desenvolvimento da imaginação e possa despertar a alegria, a ludicidade no expectador e no ambiente, pretendo que minhas telas sejam um quebra cabeças, ou melhor, um passa tempo, além de servir para decoração de uma sala, quarto, escritório...

Fale-nos um pouco sobre sua técnica.
Mikéliton– Sou autodidata, não estudei Belas Artes na universidade, confesso que deixei os estudos escolares oficiais ainda no ensino médio para me dedicar particularmente ao aos estudos da arte.
Tenho como ponto de apoio para a criação de minhas telas a natureza, ou seja, o observável, utilizo para isso a técnica impressionista, mas não quero me limitar a ela, procuro perceber as impressões de uma paisagem, sua as formas, suas sombras, as luzes, linhas, a atmosfera, o eventos que ali ocorrem etc, e traduzir tudo isso numa imagem através das cores que tenho na paleta e dos movimentos de minhas pinceladas, o exercício da concentração, contemplação, análise e a analogia também fazem parte do meu processo criativo.

Por que escolheu o oficio de pintor como profissão?
Mikéliton- Por que percebi que é minha vocação. Aliás, se cada profissional trabalhasse no que gosta, o mundo poderia não ser uma maravilha, mas pelo menos cada um não enfrentaria melhor as dificuldades peculiares a cada oficio?
Não pinto para ganhar dinheiro, dinheiro é bom e todos precisam dele, mas pinto para mim, os quadros que realizo, lógico tem a intenção de agradar o público, pois é para eles que apresento, mas intimamente, antes de tudo, pinto para mim, a pintura me equilibra mentalmente e emocionalmente. Comercializo meus quadros por que tenho que trabalhar em algo sou um cidadão e todo cidadão precisar ter seu pão, seu oficio.

O que achou de Porto Velho?
Mikéliton – Viver da pintura pode ser difícil em termos financeiros, mas é gratificante estar numa cidade como Porto Velho, sua história e geografia o tornam distinta da outras capitais.
É de lamentar ver o patrimônio nacional da forma como está...
Acredito que a educação artística desde o jardim de infância até a universidade possa ajudar a desenvolver um maior numero de admiradores da arte e apreciadores da natureza e consequentemente cidadãos com consciência crítica.

Todas as pinturas estão disponíveis à venda, ele aceita encomendas também, o telefone para contato é (69) 9209-3889 ou (83) 3251-1111, mais noticias pelos sites :

www.amazonshop.net e www.mikeliton.com


5-THIAGO DE MENEZES

Thiago de Menezes, ou melhor Thiago Roberto Francisco Galembeck Gagliardi de Menezes Bokel, paulista de Itapira, cidade da zona mogiana do Estado de São Paulo, fazendo divisa com o sul de Minas Gerais. Amante da Vida, da Arte, da Cultura, do Turismo e das tradições!

“Poeta, jornalista, artista plástico e musicista. Estreou como escritor aos 16 anos de idade publicando versos e crônicas que tiveram a apresentação de Maria Dezonne Pacheco Fernandes, autora de Sinhá Moça, obra que virou filme e novela de TV. Atou em Rádio. Foi cronista social de vários jornais do interior paulista. Especializou-se em Turismo (Guia e Técnico em Turismo e Hotelaria, credenciado pela EMBRATUR). Em 1993 ingressou para a UBE (União Brasileira de Escritores, SP), para a SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, RJ) e para a ADL (Academia Divinopolitana de Letras, Divinópolis, MG). Fez seus estudos em Campinas, SP, cuja atuação cultural o poder público homenageou com a outorga da medalha "Carlos Gomes", pela Câmara Municipal de Campinas, 1997. Um ano depois, recebe da "Sociedade Brasileira de Cultura e Arte", a medalha "Guilherme de Almeida", pela dedicação entusiástica à obra do poeta da Terra das Andorinhas. Radica-se no Rio de Janeiro.
Dentre as muitas atividades ligadas à cultura, destacam-se seu trabalho de divulgação de literatura em revistas e jornais em que colaborou e sua proficiência e dedicação como Presidente da "Academia de Letras da Mantiqueira" (criada em 1972) e da "Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo - FALASP", ambas sediadas na Estância de Águas de Lindóia, bem como sua participação junto à "Academia Brasileira de Belas Artes", à "Academia Carioca de Letras" (membro correspondente), "Academia Brasileira de Literatura", "Sociedade Brasileira de Filosofia"e outras sediadas no Rio de Janeiro.
Sua obra, hoje com mais de 32 volumes, sendo 24 livros publicados e 8 ainda inéditos (poesia, crônica, ensaio, ficção infantil), pela temática variada e diversidade de gêneros mereceu a distinção da crítica. Sua poesia foi versada ao francês, italiano, espanhol, inglês e catalão.
Grande doador de livros para acervo e formação de bibliotecas públicas, foi homenageado por seu trabalho em prol da cultura com a oficialização da "BIBLIOTECA THIAGO DE MENEZES", na Estância de Águas de Lindóia, através da "Associação Cultural Arte das Águas".

Dentre as homenagens que lhe prestou o poder público, destacam-se as seguintes:
- Título de "Cidadão do Estado do Rio de Janeiro" - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, RJ
- Título de "Cidadão Niteroiense" - Câmara Municipal de Niterói, RJ
- Título de “Cidadão Maricaense” – Câmara Municipal de Maricá, RJ
- Título de "Cidadão Belforroxense" - Câmara Municipal de Belford Roxo, RJ
- Título de "Cidadão Lindoiense" - Câmara Municipal da Estância de Águas de Lindóia, SP
- Título de "Cidadão Nilopolitano" - Câmara Municipal de Nilópolis, RJ
- Título de "Visitante Ilustre de Promissão" - Câmara Municipal de Promissão, SP;
além de muitas moções de congratulações, votos de aplausos de Câmaras Municipais de diversas cidades em variados estados brasileiros.

Na verdade, como decorrência dos resultados obtidos em sua vida cultural, seja nas Forças Armadas, seja no meio civil, seja na maçonaria, recebeu inúmeras honrarias, sejam medalhas e condecorações, sejam títulos e diplomas. Além de Comendador, Grande Oficial e Grã Cruz de diversas Ordens Honoríficas, possui títulos de Doutor "Honoris Causa" e de Conde da Casa Real dos Príncipes Mdivani (no exílio), com hereditariedade ("jure sanguinis"). É, ainda, Sócio Benemérito da "Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais - ABD" - RJ.

ENSAIO

Escrevo nesta madrugada fria e nebulosa
Mas, vejo da janela estrelas no céu...
Vai ter sol, assim que o dia raiar !

Escrevo para espantar a solidão e meus pensamentos
Vagam na saudade... e em lembranças remotas

Mas me sinto leve em meus atos, livre
Ainda tenho muitos medos...
Medo de voar, de amar demais, de morrer e não ser feliz...
Medo de perder a inspiração...

Publiquei poemas cantando os meus desamores...
Não tenho vontade de comprar uma propriedade
Nem de fazer filhos, não quero deixar descendência...

Talvez a grande força do que eu tenho a escrever
Seja a maneira de ficar sempre na Terra, imantado...

Porque fotos, amarelam e rasgam...
Amor permanece, mágico...
É o que vai ficar de mim,
Thiago !

www.thiagomenezes.com.br


6-ROSÂNGELA VIEIRA ROCHA

Nasceu em 15 de janeiro de 1953, em Inhapim, Minas Gerais, zona da Mata. Veio para Brasília em 1968, onde fez o segundo grau no CIEM – Centro Integrado de Ensino Médio, considerado, na época, uma experiência pioneira da Universidade de Brasília.

Embora goste de ler desde pequena, foi nesse colégio que entrou em contato com a obra de Fernando Pessoa e Cecília Meireles (desta, só conhecia “A canção dos tamanquinhos”). Prestou vestibular para Comunicação, habilitação Jornalismo, no Departamento de Comunicação da Universidade de Brasília, hoje Faculdade de Comunicação. No último semestre do Curso estagiou, como repórter, na sucursal brasiliense do jornal “O Estado de São Paulo.

Recém-formada, participou do Programa para Graduados Latino-americanos na Universidade de Navarra, em Pamplona, Espanha, onde viveu por seis meses. Obteve o título de Mestre em Comunicação na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Trabalhou em diversos Órgãos do Ministério da Educação, incluindo-se o extinto Conselho Nacional de Direito Autoral. Transferiu-se para o Ministério da Cultura, onde assessorou o ex-Ministro Celso Furtado.Em 1991 mudou-se para Salvador, Bahia. Fez concurso para professora da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia e para o Curso de Publicidade da Faculdade Católica do Salvador. Lecionou em ambas as instituições e formou-se em Direito nesta última. No final de 1998 retornou a Brasília, transferindo-se para a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Atualmente, leciona as disciplinas Oficina de Textos e Oficina Avançada de Narrativas, além de coordenar os projetos experimentais, que correspondem a dissertações de Graduação. É filiada à Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, e membro da Associação Nacional de Escritores. A infância no interior de Minas foi determinante para o seu trabalho, como escritora. Lá aprendeu a escrever cartas e, a pedido das amigas, tornou-se a redatora oficial das cartas para os seus namorados, que estudavam na capital. Considera esse o período mais marcante de sua vida, quando tudo começou, isto é, quando foi mordida pelo “inseto literário”. Como na cidade não havia livrarias, os livros, emprestados, passavam de mão em mão até se transformarem em objetos despedaçados, faltando páginas. Um de seus traumas literários mais relevantes foi o fato de não ter sabido, na época, o final de “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen, livro que adora. Adulta, comprou vários exemplares, para não correr mais riscos.

Embora escreva desde menina, transformou-se em escritora publicada em 1990, com “Véspera de lua”, romance classificado em primeiro lugar no “Prêmio Nacional de Literatura Editora UFMG 1988”. O primeiro livro que escreveu, contudo, foi “Rio das Pedras”, classificado entre os dez finalistas da 4a. Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, tendo recebido, também, Menção Especial no Prêmio Graciliano Ramos, conferida pela União Brasileira de Escritores, em 1990. Este texto só foi publicado em 2002, após ter obtido o primeiro lugar, na categoria novela, da “Bolsa Brasília de Produção Literária 2001”, concurso promovido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Estreou, como contista, na Antologia do Conto Brasiliense, organizada pelo poeta e contista Ronaldo Cagiano, publicada no início de 2004, com o conto “O arrebatamento”.

No momento está escrevendo seu terceiro romance, cujo título provisório é “Dias do meio”.

Sobre “Véspera de lua”, a Professora Ruth Silviano Brandão, em artigo intitulado”Os ritmos do corpo e os ritmos da escrita em Véspera de lua”, publicado na Revista Literária da UFMG no. 22, escreveu que “abrir o livro de Rosângela Vieira Rocha, Véspera de lua, é, no mínimo, abrir-se para os ritmos de uma escrita que se fez no corpo e do corpo. Ritmo corporal, cíclico, lunar, ele próprio produtor de um sentido que se faz na materialidade dos significantes gerados numa escrita fluídica, menstrual, líquida e dolorosa.”

Livros individuais
VÉSPERA DE LUA, Editora UFMG, Belo Horizonte,1990, romance.
RIO DAS PEDRAS, Secretaria de Estado da Cultura, Brasília, 2002, novela.
PUPILAS OVAIS, LGE Editora, Brasília, 2005, contos.

Livros coletivos
ANTOLOGIA DO CONTO BRASILIENSE, Ronaldo Cagiano (org). Projecto Editorial/Livraria Suspensa, Brasília, 2004, contos. Antologia com outros autores, entre eles: Cyro dos Anjos, Dinah Silveira de Queiroz, José Edson Gomes.
MAIS TRINTA MULHERES QUE ESTÃO FAZENDO A NOVA LITERATURA BRASILEIRA , Luiz Ruffato (org). Rio de Janeiro: Record, 2005.

rosarvrocha@brtdata.com.br


7-EDNA VIEIRA ROCHA DE REZENDE

Edna Vieira Rocha de Rezende, nasceu em Inhapim, MG, casada, três filhos. Reside em Brasília, DF. Escritora e artista plástica.
Formação profissional: psicóloga e bacharel em artes cênicas
Emprego atual: assessora contratada pela UNESCO, prestando serviços no Ministério da Educação, Secretaria da Educação Superior.

Autora da peça teatral CORA, premiada no IV Concurso de Dramaturgia, realizado sob o patrocínio do Departamento Regional do SESC/DF e pelo Instituto Nacional de Artes Cênicas, 1983. A mesma peça foi selecionada para leitura pública no VIII Concurso Nacional de Dramaturgia Universitária – Prêmio Paschoal Carlos Magno, do Instituto Nacional de Artes Cênicas, 1984.
Autora da peça teatral PRATO FEITO, premiada no XX Concurso Literário, promovido pela Fundação Cultural do Distrito Federal, 1987.
Menção Honrosa no VI Concurso Nacional de Poesias, com “Bandeirante”, promovido pela Revista Brasília, 1985.
Integrante da “Antologia de Poetas de Brasília”, com “Palavras” - Shogun Editora e Arte Ltda., Rio de Janeiro, 1985.
Autora selecionada pela Comissão Especial de Literatura, Fundo da Arte e da Cultura da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, para publicação do livro de contos “A Árvore das Encomendas”, em julho de 2006.

Cenografia
“Bodas de Sangue”, de Garcia Lorca, direção de Dulcina de Moraes, Teatro Dulcina, 1983.
“O Guarani”, de Carlos Gomes, direção de cena de Emmerson Eckmann, direção musical do Maestro Levino Ferreira de Alcântara, Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, temporada lírica de 1984.
Exposições
“Presépios”, Conjunto Nacional, Brasília, 1984.
“Exposição Individual”, Biblioteca Demonstrativa do INL, Brasília, 1987.
“III Exposição de Arte do Servidor Público”, na qual obteve premiação com a obra “Pescador”, 1987.
“Os 17 em 88” - exposição coletiva, Biblioteca Demonstrativa do INL, Brasília, 1988.
“Vertentes”, Biblioteca Demonstrativa do INL, Brasília, 1990.

Livro “A Árvore das Encomendas”, literatura, 152p., LGE Editora ( www.lgeeditora.com.br ), Brasília, DF, 2007, gentilmente enviado pela autora.

Com lirismo, senso de humor e capacidade de observação, a autora constrói as suas narrativas. São quinze histórias curtas, nas quais as personagens femininas têm destaque especial. Da menina que perde a pedra do broche da mãe e cola no lugar as asas de uma joaninha à velha senhora que queima um antigo corte de crepe cor e malva e guarda as cinzas numa compoteira, o leitor quase pode apalpar o desejo dessas personagens, meninas, moças ou idosas. São diferentes, mas também semelhantes : há nelas uma necessidade vital de ir além das coisas visíveis, como se assim pudessem compreender o mundo. É nessa zona de luz e sombra que se situam os contos de Edna, bem tramados, delicados, muitas vezes engraçados, sempre capazes de prender o leitor até o final.

ednavrezende@yaho.com.br


8-CAMILO MOTA

Nasceu em 1965 em São João Nepomuceno-MG, publicou os livros de poemas “Cântico” (1992), “Bálsamo” (1994), “Miserere” (1998) e “Século Algum” (2002). É membro honorífico da International Writers and Artists Association (IWA), membro honorário da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni, idealizador e editor do jornal Poiésis – Literatura, Pensamento e Arte (www.jornalpoiesis.com). Reside em Saquarema-RJ desde 2002.
www.jornalpoiesis.com

POEMA PARA ABRAÇAR O AMIGO

ao Sylvio Adalberto

Digerir o sol a cada manhã.
Repousar os olhos e viver
a sombra que aquece.

Saber que o silêncio silencia
mesmo que o maior ruído seja
o do coração lembrando a infância.

Curtir o canto sertanejo,
a viola caipira, o peixe no anzol,
as árvores que escurecem com a noite.

Pensar nos amigos que foram
: o regresso ficou para até quando.

O verso fere o conforto dos alienados.
Eu te abraço infantil
como o sopro no dente-de-leão.

ORAÇÃO

Deus é óbvio,
mas só enxergamos labirintos.
Quanto a noite assalta o dia,
para casa corremos:
são muitos os lobos que atravessam os jardins.
Os anjos colhem flores em silêncio.
Nossos corações, em sobressalto,
vêem o medo além das cortinas
e temem o abandono e a solidão
dentro da própria casa.
O que fazer, meu Deus, o que fazer?
Onde buscar, meu Deus, onde buscar?
Uma pétala e um cheiro de almíscar
e um raio de sol e um bocado de sândalo
desprendem-se no ar e sobre a fronte se espelham.
A casa está mais segura.
O medo (onde?) perdeu-se
entre os móveis e paredes vazias.
Os anjos colhem esperanças.
Deus permanece

LUAR DE SAQUAREMA

ao amigo Gerson Valle

A lua tem júbilos de quem a retém
sem a morte pensar.
Breve companheira do céu, onde foram os namorados?
— Para a noite longa passear,
fazer carícias,
esconder os prantos.
Lua entre ondas de branco desenhada em vago mar,
corre notícia de pescadores assombrados,
de noites sem afago, de prantos sem namorados.
— Noite dessas vou armar rede
à espera de todos os barcos
que sumiram em vagas brancas de meu luar.
Corre, lua, corre, para dizer do outro lado do mundo
que o dia nasceu do lado de cá.
Volta, lua, volta, que eu também quero namorar.

http://www.jornalpoiesis.com


9-LUIZ ANTONIO CARDOSO
Nascido em Taubaté-SP, aos 12/7/1975, membro efetivo, titular da cadeira nº 5 da Academia Taubateana de Letras, Delegado da União Brasileira de Trovadores para o Município de Roseira-SP, e Cônsul em Roseira-SP, do Movimento Poetas Del Mundo, dentre outras instituições. Como escritor, obteve mais de 40 premiações, com contos, poesias modernas, crônicas, trovas, sonetos e haicais, tendo escrito também breves, memórias, discursos, mensagens, pensamentos, etc.

CLAMOR DE UMA ALMA

Dos estratos
pertenço aos menores...
Da madrugada
sou fiel guardião e amante solitário.
Da arte
procurar tirar o alimento que minha alma tanto clama.
Do Universo
sou apenas um ponto de um minúsculo fragmento.
De Deus
sou uma criação?
Tento não definir, nem duvidar...
Da poesia
faço-me um servo feliz que canta as incertezas...
Destas musas inefáveis que estremecem nossos sentimentos;
destas belas magníficas que desnorteiam nossas mentes;
destas deusas formidáveis que despedaçam nossos corações;
sou apenas um neófito, tímido, tipicamente atrapalhado,
que busca ansiosamente encontrar o caminho
que guia a verdadeira felicidade;
que nos leva ao amor...
+++++
OS OLHOS TEUS

Os olhos teus são lindos, minha amada,
e neles vejo toda a imensidão
deste fitar calado, qual um nada,
que é tudo dentro do meu coração!

Os olhos teus me dizem, adorada,
que tudo pode ser desilusão,
mas também dizem que por esta estrada,
posso enterrar de vez a solidão!

Por isso, meu amor, os olhos teus,
são dádivas belíssimas de Deus
que encantam no mistério de um olhar,

que pode ser de amor, poesia e encanto,
ou pode ser de dor e triste pranto...
os olhos teus embalam meu amar!
+++++
TROVA

Coração desconsolado,
não podeis esmorecer.
Se viver é complicado,
muito mais é não viver!
+++++
A SEMENTE

Como eu queria ser uma semente
lançada à terra fértil, bem cuidada,
para mostrar o quanto, ao ser amada,
tamanha pequenez se faz potente.

Brotar... crescer... fundir-se em alegria
ao produzir a mágica das flores,
que traz beleza, aroma e tantas cores;
que traz a paz aos olhos e alivia.

Brotar... crescer... tornar-se mui contente
ao contornar de frutos sua estada
por esta Terra fria e apavorada,
gerando vida para todo o sempre.

www.luizantoniocardoso.blogspot.com


10- MARKO ANDRADE

Marko Andrade,Cantor. Produtor Cultural trabalhou como produtor, ao lado de Celso Mattos, da Orquestra e Coral da Petrobras. Por essa época, organizou a "Festa do Interior", na Lapa, para a Secretaria de Estado de Educação da Cidade do Rio de Janeiro. Em 1999, participou do CD "Conexão carioca", do Selo Peixe Vivo, interpretando "Cidade" (c/ Sérgio Lupper). O disco, produzido por Euclides Amaral e Paulo Renato contou com a apresentação de Ricardo Cravo Albin. Neste mesmo disco, a cantora Ceiça interpretou "Lua comparsa", (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) e Alexandra Piloto cantou "Noite" (c/ Délson Júnior, Henrique Silva e Sidney Cruz). No ano 2000, Euclides Amaral produziu para o selo Guitarra Brasileira o CD "Conexão carioca 2". Neste CD, também com apresentação do crítico Ricardo Cravo Albin, participou interpretando duas músicas; "Aldeia" e "Estratégia do lobo" (c/ R. R. Juca). Em 2001, juntamente com Euclides Amaral, produziu seu primeiro disco: "Aldeias urbanas", lançado pelo selo Guitarra Brasileira, no qual incluiu "Aos trancos e barrancos" (Jorge Dangó e Jênesis Genúncio) com participação especial de Jorge Dangó e outras composições de sua autoria como "Navegante das estrelas" e "Velas". O disco contou com arranjos de Carlinhos Trumpete e Gilson Mendonça, sendo lançado em abril deste mesmo ano na Casa do Tá Na Rua, espaço cultural de Amir Haddad, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. O show teve direção e roteiro de Euclides Amaral e a participação especial de Carlos Dafé. Neste mesmo ano, apresentou-se no programa de TV A Cara do Rio. Participou do show "2ª Noite da Musicalidade Negra" com Darci do Jongo, Banda da Aldeia, Luiz Carlos Batera e Carlinhos Trompete, entre outros. Em 2002, ao lado de Carlos Dafé, Eliane Faria, Lúcio Sherman, Rubens Cardoso, Cláudio e Cristina Latini, Pecê Ribeiro, entre outros, participou do disco "Conexão carioca 3", produzido por Euclides Amaral. Neste CD, com apresentação do poeta e letrista Sergio Natureza, interpretou "Ritual da zabumba" (c/ R. R. Juca) e "Noturnamente" (c/ Euclides Amaral). Ainda neste CD foram incluídas de sua autoria "Quero que você me leve" (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) interpretada por Rubens Cardoso e Euclides Amaral, "Feito semente" (c/ Euclides Amaral e Cacaso), interpretada pela cantora Edir Silva e ainda, "Moinhos de vento" (c/ Euclides Amaral e Xico Chaves) com Martha Loureiro. Neste mesmo ano, apadrinhado por Gérson King Combo, apresentou no Espaço Sesc Copacabana o show "A noite da música negra carioca" com Lúcio Sherman. O show fez parte do "Projeto Novo Canto" e contou com roteiro e direção de Euclides Amaral e Sergio Natureza. Em 2003, no CD "Quem são os novos da MPB?", coletânea produzida por Lúcio Sherman, foi incluída de sua autoria "Quero que você me leve" interpretada por Rubens Cardoso e Euclides Amaral. Neste mesmo ano,teve seu show gravado pela Rede SESC SESI TV, com Gerson King Combo e Lucio Sherman no SESC de Copacabana incluído na programação do projeto Ritmos e Sons do Brasil ficando uma semana no ar, o selo Peixe Vivo relançou o disco "Conexão carioca 3", no qual foram incluídas quatro faixas-bônus. em 2003 divide com Zezé Motta o Show Conexão Solidária no Sesc tijuca com a direção de Caike Botikai e Jaluza Barcelos, e neste mesmo ano faz uma participação especial no show dos novos da MPB juntamente com Carlos Dafé no mês de julho fez na lona Hermeto Pascoal (Bangu) o show Marko Andrade convida Carlos Dafé e no mês de agosto de 2003 participa juntamente com o musico Vel Rangel,do baterista Luiz Carlos Batera que e o compositor de Maria Fumaça e um dos fundadores da Banda Black Rio ,de um grande encontro musical promovido pelo teatro Mario Lago,e atualmente esta gravando seu segundo CD solo que terá a participaçãoo especial de Carlos Dafé e da Banda da Aldeia

*Extinção*

Quando poesia em mim arde na pele, é ferida
Quando fere a carne, é dor na alma
Quando palavra, é corte perfuração, broca centrifuga.
Quando janelas, vem em abismo profundo
Quando portas, abrem porões medonhos
Quando rua, é mordida de cão vadio é a fera
Quando amor, é na intensidade insana
Quando carne, é festa , perversão e nervo
Quando canto, reverbera no mundo
Mas quando me falta não existo sou extinção
+++++
*Artesanal*

Eram dedos na palha
A saia por entre as coxas
Um único lugar
Eram entalhes de corpo
Relevo da dança da moça
Tina nobre vinho lugar
+++++
Sonhar lá adiante


Vou suturar meu coração
Partido Pedaço por pedaço
Quebrado em estilhaço fissuras
Espalhado em restos no chão
Vou rearmar minha emoção
Armaduras em soldados colunas
Vigilantes atentos ao redor
Muralhas extensas do não
Vou rejuntar os trapos paixão
Alinhavar retalhos laços
Costurar tecidos passos navegantes
Incrustar no peito brilhos dos diamantes
Vou enfim sonhar lá adiante
Engravidar os músculos em folias brincantes
Acordar manhãs de sol brilhantes
Correr por correr vadio em roda gigante
+++++
DESGOVERNO

Quando amo é em desgoverno
Sem atalhos picadas
Na forma intensa da chama
Trafego sem regras sinal de trânsito
Rasgo em nacos pedaços os estatutos cartilhas da paixão
Toda cabeça sanatório raiz floresce em
Buzina e beijos sinais sirenes
Mão e contramão
Arremesso-me ladeira abaixo
Nos delírios das perimetrais
Rotação em berro motor
Borracha na sola do peito
E o insustentável calor de transgredir
Cruzamentos, ruas, via expressa,
E os limite dos sentimentos.
É Alvoroço no coração
A cada curva um grito veloz atrito de chão
Se por um momento os deltas das retas
Estancam o sangramento em porto seguro
Logo cedo numa canção Hermeto sem destino
Pé na estrada e tudo é todo desalinho
+++++
"Canto frio"

Estamos nesta rua esquina agulha
Onde uma simples canção
Pode ser letal
A lua é uma luz escura
Fio da lamina ácida viver
Por todos os lados frestas
O ar de respira faz doer hematomas
Em todas as fundas entranhas de nós.
Cavalos pastam, cascos, patas,
Nódoas, cravos em lagrimas.
E num canto frio de peito
O coração hiberna em silencio

www.tramavirtual.com.br/markoandrade


11-SIMONE SANTANA
COLHEITA

A chuva caía fininha e triste lá fora. Os filhos de Antônia rolavam no chão como cachorrinhos recém-nascidos em seus primeiros passos. Agora seus filhos. Não mais de Antônia. Teria que amá-los, alimentá-los, podá-los, como se os gerara, como se seu ventre os acolhera, como se houvera entregado seu corpo, sua alma, o que não se vê, o que está além do entendimento humano. Ainda se lembra de quando aquele homem alto e forte entrara na cabana de seu pai para pedir Antônia em casamento. Sentira que também noivava. Nunca desejaria alguém além desse homem. Tornou-se noivo dela no instante em que olhou no fundo de seus olhos e sorriu. Abaixara a cabeça para não deixar transparecer o sentimento. Sentira-o latejando em seu coração, um misto de dor e alegria. Não entendera imediatamente o que acontecia. Era uma criança. Mas lá de baixo, de seus doze anos de incertezas, de sua pequenez raquítica, quando levantou os olhos e viu lá no alto o sorriso daquele moço bonito e forte, soubera que algo estranho acontecia, soubera que não seria a mesma. Não entendera, mas as névoas pouco a pouco desapareceram, e seus sentimentos começaram a tomar contornos, se adequarem, se mostrarem, se definirem. Os anos se passaram como se passam as nuvens nessas nossas terras férteis e, assim como a chuva irriga a terra para que a semente germine e cresça, o ventre de Antônia era constantemente irrigado, propiciando ainda mais alegria na época das colheitas. Tudo se misturava naquele lugar desesperadamente fértil, onde a natureza necessitava desesperadamente brotar, crescer e frutificar. A cada colheita as espigas de milho e os filhos de Antônia passavam por suas mãos. Era a segunda a sentir o contato da pele quente das alminhas inocentes que ali chegavam. Presença constante. A parteira os passava para seus braços. Ela os passava para os braços do pai. Moço forte. Sua cabeça constantemente abaixada. Suas mãos sentiam então o contato da mão grande e calejada. Não era feia. Muitos a consideravam bela. O rosto meigo, o corpo redondo. Os rapazes a olhavam, procuravam-na, buscavam ficar ao seu lado na lida da roça. Oportunidade para roçar seu corpo, chamar sua atenção. Sorrir-lhe. Seu olhar era longínquo como a serra ao longe. Atingia as nuvens e parecia ir mais além. Sua mãe já percebera. Carregava sua ausência. O fardo era pesado. Pesado demais. Desabrochava como uma rosa branca. Bela. Incompreendida como são as rosas brancas. Por que brancas? Por que não vermelhas? Seu corpo pedia o moço forte que vira anos atrás, de baixo, da sua pequenez raquítica, quando levantara os olhos para o alto e vira o sorriso branco. Os olhos gentis. Rolava na cama, como quando se fica com febre e se pensa que a morte chega. Lembra ainda, uma lágrima cai de seu rosto. Lembra do casamento de Antônia. Ajudara a costurar o vestido branco, bordara com suas mãos pequeninas os barrados do vestido. Queria a irmã feliz, mas estava triste. Não entendia, mas ao mesmo tempo em que seu coração se expandia com a felicidade daquele momento, de repente murchava, como quando a bala que seu avô lhe trazia a cada quinzena acabava de dissolver em sua boca. Um vazio, que não entendia. Apenas sentia. Tornou-se ainda mais insuportável a sensação quando o noivo pegou a noiva no colo, agora casados, e a levou na carroça para um outro vale, o qual seria o lar deles a partir daquele momento. A cada colheita seu pai a mandava para a casa de Antônia para ajudá-la com as crianças. Percorria o trajeto devagar, mas com a alma entrecortada. E a cada ano que passava a caminhada era mais longa e mais difícil, e ela demorava mais a chegar, com medo de que não pudesse voltar. O homem bonito a achava estranha. Tentava fazer agrados. Agrados para a cunhada. A cunhada. Como essa palavra doía. Como cortava. Sua irmã de resguardo. Era sua obrigação cuidar das crianças, darem-lhes comida, banho, carinho. Entregar nas mãos do homem de sua irmã, que ela quisera seu, o prato de comida, a toalha, a água quente para o banho. Nesses momentos era quase feliz. Fingia ser a irmã. Ocupava então o lugar que sabia que um dia seria seu. Fazia tudo como se fosse a irmã. Como se fosse aquela que recebia abraços, que gerava, que produzia gemidos no marido à noite, que lhe dava a alegria plena, que só as esposas podem dar. Ele agradecia com um sorriso, perguntava-lhe pelos pretendentes. Ela abaixava a cabeça e não sabia que resposta dar. Enquanto sua irmã se convalescia do último parto, ela ficava na cozinha à noite, com ele, amparando as crianças no colo e ouvindo as histórias que ele contava para os filhos, inventando muito, e imitando vozes e gestos. Era uma hora feliz, essa hora escura, em que as luzes da lamparina escondem o desejo e a dor, e desenham coisas estranhas nas paredes da cabana. Essa seria a última colheita de Antônia. Durante o parto seu corpo não se comportou como devia. Por mais que rezassem, por mais que se esforçassem, no momento em que o robusto menininho surgiu do corpo de Antônia, sua alma se foi, e um sorriso permaneceu em seu rosto. Felicidade pela missão cumprida. A dor cobriu com seu manto negro a todos naquele vale outrora alegre, a natureza chorava. A chuva caía fininha e triste. Os filhinhos de Antônia rolavam no chão como cachorrinhos recém-nascidos em seus primeiros passos. Seus pais foram embora e a deixaram ali. Amaria, alimentaria e podaria os 11 filhos da irmã como se fossem seus. Amaria o marido de sua irmã em silêncio. Cuidaria para que nada lhe faltasse. Os dias passam. O moço, agora homem, continua triste, sai pela manhã e só volta à noite. Seu coração sangra por ele. Vontade de acariciar seu rosto. Vontade de ser sua. Vontade louca de completar seu mundo. Um dia o homem bonito chegou, viu seu rosto meigo, seu corpo cheio de curvas como as roças de milho. Seus olhos servis. Tomou-a em seus braços e a depositou em sua cama. Ali a fez sua esposa.

www.parededecasa.blogspot.com

5 Comentários:

  • Estava eu passeando pelos blogs, quando me deparo com esse. Não obstante, eu me vejo frente a frente, mais uma vez, com esse texto da Simone.

    Parabéns a quem fez a seleção.

    Está de alto nível.

    Por Blogger Rafael de Leon, às 3:23 PM  

  • Selmo, parabéns por mais esta edição do blog. Lendo a página, fiquei pensando na fartura da produção literária brasileira e na boa qualidade dos frutos aqui apresentados. Cumprimentos os autores pela excelência do trabalho, e você pela brilhante seleção.
    Abraços!

    Por Anonymous Anônimo, às 4:42 PM  

  • Que lindo blog! As poesias são muito lindas! Obrigada, Selmo. Sinto-me muito feliz vendo meu conto aqui.
    Abraços!!!

    Por Blogger Simone Santana, às 5:32 PM  

  • Poxa, Simone, este texto um dos seus melhores. Merece ser divulgado.

    Parabéns para o Selmo, pela iniciativa.

    Muita Paz.

    Por Blogger Sérgio Lopes, às 5:45 PM  

  • Caro Selmo:
    Agradeço-lhe ter publicado meu perfil em seu tão cncorrido e bem pensado blog. Sem dúvidas, uma fórmula de prestigiar aqueles que, como eu, necessitam de divulgação para saírem do anonimato.

    O Brasil necessita de homens como você para chegarmos ao termo da nossa redenção, com mais leitores e o direito de expressão totalmente respeitado.

    Sucesso em sua caminhada e aproveito para autorizá-lo a publicar meus trabalhos literários e jornalísticos, o que me dará muita alegria.

    Um abração do

    Ricardo De Benedictis

    Por Anonymous Anônimo, às 5:39 AM  

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