CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR - ENTREVISTA
BIOGRAFIA

Nasceu em 16/08/1969.
Poeta, cronista, professor, geógrafo e historiador.
Formado em geografia pela Universidade Federal Fluminense em 1992 e pós-graduado em História do Brasil pela Universidade Federal Fluminense em 1996.
Currículo literário:
Sua primeira poesia publicada foi “Certo Dia” no jornal Caminhando do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – CEFET-RJ em 1986.
Em 1991, participou do I Varal de Poesias do Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense com três poesias: “Querer-te Tanto”, “Face Serena” e “Realidade e Ilusão”.
Em 1992, chegou às semifinais do I Encontro de Poesia Falada de Niterói com a poesia “Ingridi”.
Em 1993, sua poesia “Algodão” foi publicada no livro “Escritores da UFF – Poesia – Volume 1” publicado pela Universidade Federal Fluminense.
Em 1996, sua poesia “Uma Tarde Tranqüila” foi publicada no livro “Antologia Poética” da Universidade Federal Fluminense, organizado pela poetisa Maria Zilah.
Em 2002, sua poesia “O Poeta” foi finalista do Festival de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes, promovido pelo Café Literário da Biblioteca Nilo Peçanha.
Em 2003, duas de suas poesias, “Príncipe” e “José”, foram finalistas do Festival de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes, promovido pelo Café Literário da Biblioteca Nilo Peçanha.
Em 2004, sua poesia “Uma Criança” foi a vencedora do I Encontro Poético Jahel Ramalho Pereira promovido pela Academia Pedralva Letras e Artes de Campos dos Goytacazes.
Em 2005, as poesias “Cogumelo”, “Salvação” e “Uma Criança” foram finalistas do I Festival de Poesia Falada de São João da Barra, promovido pelo Centro Cultural Narcisa Amália, sendo que “Uma Criança” foi a segunda colocada.
Em 2006, sua poesia “Inspiração” foi publicada no número VI do Jornal Palavrarte da Academia Campista de Letras. No número VII do citado jornal foi publicada a poesia “A Barca de Caronte” e na Revista da Academia Campista de Letras de dezembro de 2006 foi publicada a poesia “Cidade Açucarada”. Recebeu uma medalha de menção honrosa por uma trova e foi o primeiro colocado com a crônica “A Moçada do Saldanha” no concurso de Trovas e Crônicas do Centenário do Clube de Regatas Saldanha da Gama, em Campos dos Goytacazes, recebendo o “Troféu Barquinho”. Teve as poesias “Uma Criança”, “José”, “Antônio” e “A Nau dos Viajantes” publicadas no livro “A Verve dos Poetas e Escritores de Campos/RJ 2006”.
Em 2007 teve as poesias “Agradeço Sinceramente”, “Realidade e Ilusão”, “Res Cogitans Contra Res Extensa”, “Cidade Açucarada”, “Páginas” e “Arco-Íris XIII (Alegria e Paz)” publicadas no livro “A Verve dos Poetas e Escritores de Campos/RJ II 2007”. Também teve poemas publicados nos livros “A Verve III e IV”. Assumiu a cadeira de número seis da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebeu a Moção de Honra do Congresso da Sociedade de Cultura Latina pelo seu engajamento em atividades educacionais e culturais no estado do Rio de Janeiro. Venceu os I Jogos Florais de São Francisco do Itabapoana na categoria crônicas com o texto “Doce Recheio”. Teve poesias publicadas nas Revistas da Academia Campista de Letras e também um texto científico com o título “O Populismo: Um Conceito Historiográfico”. Sua crônica “Vozes Bailarinas” obteve o quinto lugar no I Concurso Literário da Infraero.
Em 2008 teve poesias publicadas nos livros “A Verve V e VI”. Teve poesias publicadas na Revista da Academia Campista de Letras. Assumiu o cargo de secretário adjunto da Academia Pedralva Letras e Artes. Foi semifinalista com a poesia “O Sertão e o Mundo” e finalista com a poesia “O Relógio das Almas Vendidas” no X Fest Campos de Poesia Falada.
Em 2009 foi vencedor do Concurso de Trovas em Homenagem ao Centenário do Grupo Thoquino. Também foi vencedor do X Concurso Literário de Casimiro de Abreu com o poema “O Relógio das Almas Vendidas”. Este poema recebeu menção honrosa no I Concurso Literário da Academia Poçoense de Letras e, neste mesmo concurso, ficou em quarto lugar na categoria conto com o texto “O Espelho”garantindo, assim, uma vaga como membro efetivo da Academia Poçoense de Letras e Artes na cadeira 57. Teve poemas publicados na Revista da Academia Campista de Letras.
Em 2010 assume como diretor de patrimônio da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebe medalha e diploma como melhor ativista cultural do estado do Rio de Janeiro pela Sociedade de Cultura Latina. Foi finalista do XII Fest Campos de Poesia Falada com a poesia “Presente Contínuo”.
Currículo científico:
Tem trabalhos científicos apresentados em congressos de geografia em Niterói, Salvador e Belém, publicados pela Universidade Federal Fluminense e pela Associação dos Geógrafos Brasileiros. Entre eles destacam-se:
“Processos Erosivos Atuantes na Área da Praia Vermelha”, em co-autoria com as geógrafas Edilene Ramos e Malva Mancuso, publicado pela Associação dos Geógrafos Brasileiros nos Anais do Congresso Brasileiro de Geografia de 1990.
“O Transporte Rodoviário Coletivo no Subcentro Comercial da Tijuca”, em co-autoria com a geógrafa Cátia Valéria Fernandes da Silva publicado pela Universidade Federal Fluminense nos Anais do Encontro do Instituto de Geociências de 1992.
“Populismo: Um Conceito Historiográfico”, sob orientação do historiador Paulo Knauss, tese de pós-graduação apresentada na Universidade Federal Fluminense em 1996.
ENTREVISTA

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Sou professor de geografia para o ensino médio no Colégio Estadual Benta Pereira e profissional de meteorologia no aeroporto Bartolomeu Lisandro em Campos dos Goytacazes. Exerço, também, várias atividades culturais relacionadas à Academia Pedralva Letras e Artes, onde estou como atual diretor de patrimônio, e pelo Congresso da Sociedade de Cultura Latina, onde estou como secretário da senadoria do estado do Rio de Janeiro.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Quando eu estava com seis anos de idade escrevia quadras e as prendia numa tábua com pregos. Lembro que achei interessante os textos rimados que havia lido de Álvares de Azevedo.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Ao todo participei de oito antologias poéticas. Duas pela Universidade Federal Fluminense intituladas “Antologias Poéticas da UFF I e II” e seis antologias intituladas “A Verve de Sete Poetas e Escritores de Campos I, II, III, IV, V e VI”. Em congressos de geografia e de História do Brasil tive trabalhos publicados como “O Transporte Rodoviário no Subcentro Comercial da Tijuca”, “Processos Erosivos Atuantes na Praia Vermelha” e “Populismo: Um Conceito Historiográfico”.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesia ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Vejo a poesia em todo e qualquer espaço. Creio que todo acontecimento tem poesia em si. O ofício do poeta é reconhecer a poesia e descrevê-la a sua maneira e conforme a sua perspectiva. Acredito que a poesia pode surgir tanto como uma inspiração, propiciada por uma circunstância, quanto como uma busca do poeta para perscrutar uma dimensão de sensibilidade aparentemente escondida.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Álvares de Azevedo, Castro Alves e Gonçalves Dias, entre os românticos. Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar e José Saramago, entre os escritores contemporâneos. Admiro, também, a obra de William Shakespeare, do historiador Eric Hobsbawn e de Franz Kafka.
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – A poesia é uma forma de arte muito importante pois lida com a sensibilidade em um nível profundo que é, ao mesmo tempo, pessoal e universal. Todos nós precisamos de cada poeta pois a visão única e plena oferecida por cada autor traz, para quem lê, uma contribuição fundamental para a existência e para a compreensão do mundo ajudando a construir um espírito de humanidade pleno. Portanto nunca deixem de escrever e de mostrar o seu trabalho. Cada poesia é fundamental para não esquecermos que cada um de nós traz um universo maravilhoso em si e que seria uma pena se não pudéssemos conhecê-lo.
POESIAS

A Rosa Que Já Era Tua:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Se olhasses em minha direção
verias tudo no meu olhar
mas não me dás atenção
e, assim, só me resta sonhar.
Espero por uma frase, apenas,
cheia de luz e carinho
para minhas esperanças pequenas
se transformarem em alegria no caminho.
Imagino teu calor num abraço
que seria suave e infinito,
curando todo o meu cansaço,
tornando meu mundo mais bonito.
Esse amor que me inunda,
que me torna teu refém
parece um navio que afunda
no mar cruel do teu desdém.
Amor, rosa tão perfumada,
que te ofereço sob a Lua
não precisarias de mais nada
para colher a rosa que já era tua.
Mas não percebes este afeto,
que é a razão do meu viver...
Só posso aceitar ficar por perto
sonhando, um dia, ser visto por você.
Bóia-fria:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Ai, como é penosa a lida!
Me canso de trabalhar
nesse “cabrunco” de vida,
mas não posso relaxar.
Ai, como é penosa a lida!
Com o Sol a me queimar.
Oh! Senhora Aparecida,
dê-me forças pra agüentar.
Ai, como é penosa a lida!
Sofro pra cana cortar,
mas a família querida
tem que se alimentar.
Ai, como é penosa a lida!
Tenho contas a prestar,
o patrão, que me intimida,
não deixa de me cobrar.
Ai, como é penosa a lida!
Só me resta acreditar
que essa luta descabida
faça Deus me premiar.
Ai, como é penosa a lida!
Mas tudo vai acabar
assim que a morte decida
o meu corpo repousar.
CÍRCULO VICIOSO:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Votei num candidato
que muito prometeu:
eu teria comida no prato
mas ele esqueceu...
Escolas boas de fato
como nunca se concebeu,
segurança e saúde prontas no ato
mas ele esqueceu...
Vou cobrar, já decidi,
pois votei em... Esqueci!
FANTASMA:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Ela era um fantasma, porém sorriu
com os lábios fechados, num tom anil.
Era um sorriso sem dente
mas ela estava contente.
Era um fantasma, o que fazer?
Mas sorria com prazer
e fiquei a pensar:
por que não conversar?
Pediu perdão por sua morte
mas não reclamou da sorte.
Animada, comigo falava
enquanto sua imagem flutuava.
Julguei: estou louco, afinal!
Só que nunca fui normal...
Falar com um fantasma, quem diria?
Era melhor que falar com quem vivia.
De repente, ela sumiu no vento
disse que voltava noutro momento.
Eu estou sempre esperando
e ela aparece, de vez em quando.
Toda vez que ela surge, lembro de viver
e ela entende que é preciso morrer.
Juntos entendemos que o real sentido
é morrer feliz por um dia ter vivido.
Outubro/2007
Poeminha de Repetição:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Pena que o tempo passou...
Vi sua intenção
e seus olhos eram sinceros
mas eu era fraco,
era covarde,
era tímido...
Hoje me arrependo
de tudo que não fiz
e da chance perdida.
Você é tão linda,
tão linda,
tão linda...
Ignorei teus olhos
e o brilho de estrelas
que deles escapava.
Hoje isso dói tanto,
dói tanto,
dói tanto...
Me desculpe pela fraqueza,
por ter perdido coisas belas
ao lado da tua perfeição tão perfeita,
tão perfeita,
tão perfeita...
Infelizmente, nunca foi possível,
não nos encontramos na hora certa.
Nossos relógios não sincronizados...
Hoje lamento e fico tão triste,
tão triste,
tão triste...
Eu deveria ter dito:
“- Vem comigo, vamos tentar.”
E, diante de olhares atrevidos
endereçados a ti,
diria: “- Pó, é minha!”
Poeminha,
poeminha...
Pena que o tempo passou...
Nasceu em 16/08/1969.
Poeta, cronista, professor, geógrafo e historiador.
Formado em geografia pela Universidade Federal Fluminense em 1992 e pós-graduado em História do Brasil pela Universidade Federal Fluminense em 1996.
Currículo literário:
Sua primeira poesia publicada foi “Certo Dia” no jornal Caminhando do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – CEFET-RJ em 1986.
Em 1991, participou do I Varal de Poesias do Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense com três poesias: “Querer-te Tanto”, “Face Serena” e “Realidade e Ilusão”.
Em 1992, chegou às semifinais do I Encontro de Poesia Falada de Niterói com a poesia “Ingridi”.
Em 1993, sua poesia “Algodão” foi publicada no livro “Escritores da UFF – Poesia – Volume 1” publicado pela Universidade Federal Fluminense.
Em 1996, sua poesia “Uma Tarde Tranqüila” foi publicada no livro “Antologia Poética” da Universidade Federal Fluminense, organizado pela poetisa Maria Zilah.
Em 2002, sua poesia “O Poeta” foi finalista do Festival de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes, promovido pelo Café Literário da Biblioteca Nilo Peçanha.
Em 2003, duas de suas poesias, “Príncipe” e “José”, foram finalistas do Festival de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes, promovido pelo Café Literário da Biblioteca Nilo Peçanha.
Em 2004, sua poesia “Uma Criança” foi a vencedora do I Encontro Poético Jahel Ramalho Pereira promovido pela Academia Pedralva Letras e Artes de Campos dos Goytacazes.
Em 2005, as poesias “Cogumelo”, “Salvação” e “Uma Criança” foram finalistas do I Festival de Poesia Falada de São João da Barra, promovido pelo Centro Cultural Narcisa Amália, sendo que “Uma Criança” foi a segunda colocada.
Em 2006, sua poesia “Inspiração” foi publicada no número VI do Jornal Palavrarte da Academia Campista de Letras. No número VII do citado jornal foi publicada a poesia “A Barca de Caronte” e na Revista da Academia Campista de Letras de dezembro de 2006 foi publicada a poesia “Cidade Açucarada”. Recebeu uma medalha de menção honrosa por uma trova e foi o primeiro colocado com a crônica “A Moçada do Saldanha” no concurso de Trovas e Crônicas do Centenário do Clube de Regatas Saldanha da Gama, em Campos dos Goytacazes, recebendo o “Troféu Barquinho”. Teve as poesias “Uma Criança”, “José”, “Antônio” e “A Nau dos Viajantes” publicadas no livro “A Verve dos Poetas e Escritores de Campos/RJ 2006”.
Em 2007 teve as poesias “Agradeço Sinceramente”, “Realidade e Ilusão”, “Res Cogitans Contra Res Extensa”, “Cidade Açucarada”, “Páginas” e “Arco-Íris XIII (Alegria e Paz)” publicadas no livro “A Verve dos Poetas e Escritores de Campos/RJ II 2007”. Também teve poemas publicados nos livros “A Verve III e IV”. Assumiu a cadeira de número seis da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebeu a Moção de Honra do Congresso da Sociedade de Cultura Latina pelo seu engajamento em atividades educacionais e culturais no estado do Rio de Janeiro. Venceu os I Jogos Florais de São Francisco do Itabapoana na categoria crônicas com o texto “Doce Recheio”. Teve poesias publicadas nas Revistas da Academia Campista de Letras e também um texto científico com o título “O Populismo: Um Conceito Historiográfico”. Sua crônica “Vozes Bailarinas” obteve o quinto lugar no I Concurso Literário da Infraero.
Em 2008 teve poesias publicadas nos livros “A Verve V e VI”. Teve poesias publicadas na Revista da Academia Campista de Letras. Assumiu o cargo de secretário adjunto da Academia Pedralva Letras e Artes. Foi semifinalista com a poesia “O Sertão e o Mundo” e finalista com a poesia “O Relógio das Almas Vendidas” no X Fest Campos de Poesia Falada.
Em 2009 foi vencedor do Concurso de Trovas em Homenagem ao Centenário do Grupo Thoquino. Também foi vencedor do X Concurso Literário de Casimiro de Abreu com o poema “O Relógio das Almas Vendidas”. Este poema recebeu menção honrosa no I Concurso Literário da Academia Poçoense de Letras e, neste mesmo concurso, ficou em quarto lugar na categoria conto com o texto “O Espelho”garantindo, assim, uma vaga como membro efetivo da Academia Poçoense de Letras e Artes na cadeira 57. Teve poemas publicados na Revista da Academia Campista de Letras.
Em 2010 assume como diretor de patrimônio da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebe medalha e diploma como melhor ativista cultural do estado do Rio de Janeiro pela Sociedade de Cultura Latina. Foi finalista do XII Fest Campos de Poesia Falada com a poesia “Presente Contínuo”.
Currículo científico:
Tem trabalhos científicos apresentados em congressos de geografia em Niterói, Salvador e Belém, publicados pela Universidade Federal Fluminense e pela Associação dos Geógrafos Brasileiros. Entre eles destacam-se:
“Processos Erosivos Atuantes na Área da Praia Vermelha”, em co-autoria com as geógrafas Edilene Ramos e Malva Mancuso, publicado pela Associação dos Geógrafos Brasileiros nos Anais do Congresso Brasileiro de Geografia de 1990.
“O Transporte Rodoviário Coletivo no Subcentro Comercial da Tijuca”, em co-autoria com a geógrafa Cátia Valéria Fernandes da Silva publicado pela Universidade Federal Fluminense nos Anais do Encontro do Instituto de Geociências de 1992.
“Populismo: Um Conceito Historiográfico”, sob orientação do historiador Paulo Knauss, tese de pós-graduação apresentada na Universidade Federal Fluminense em 1996.
ENTREVISTA
SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Sou professor de geografia para o ensino médio no Colégio Estadual Benta Pereira e profissional de meteorologia no aeroporto Bartolomeu Lisandro em Campos dos Goytacazes. Exerço, também, várias atividades culturais relacionadas à Academia Pedralva Letras e Artes, onde estou como atual diretor de patrimônio, e pelo Congresso da Sociedade de Cultura Latina, onde estou como secretário da senadoria do estado do Rio de Janeiro.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Quando eu estava com seis anos de idade escrevia quadras e as prendia numa tábua com pregos. Lembro que achei interessante os textos rimados que havia lido de Álvares de Azevedo.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Ao todo participei de oito antologias poéticas. Duas pela Universidade Federal Fluminense intituladas “Antologias Poéticas da UFF I e II” e seis antologias intituladas “A Verve de Sete Poetas e Escritores de Campos I, II, III, IV, V e VI”. Em congressos de geografia e de História do Brasil tive trabalhos publicados como “O Transporte Rodoviário no Subcentro Comercial da Tijuca”, “Processos Erosivos Atuantes na Praia Vermelha” e “Populismo: Um Conceito Historiográfico”.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesia ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Vejo a poesia em todo e qualquer espaço. Creio que todo acontecimento tem poesia em si. O ofício do poeta é reconhecer a poesia e descrevê-la a sua maneira e conforme a sua perspectiva. Acredito que a poesia pode surgir tanto como uma inspiração, propiciada por uma circunstância, quanto como uma busca do poeta para perscrutar uma dimensão de sensibilidade aparentemente escondida.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – Álvares de Azevedo, Castro Alves e Gonçalves Dias, entre os românticos. Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar e José Saramago, entre os escritores contemporâneos. Admiro, também, a obra de William Shakespeare, do historiador Eric Hobsbawn e de Franz Kafka.
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
CARLOS AUGUSTO SOUTO DE ALENCAR – A poesia é uma forma de arte muito importante pois lida com a sensibilidade em um nível profundo que é, ao mesmo tempo, pessoal e universal. Todos nós precisamos de cada poeta pois a visão única e plena oferecida por cada autor traz, para quem lê, uma contribuição fundamental para a existência e para a compreensão do mundo ajudando a construir um espírito de humanidade pleno. Portanto nunca deixem de escrever e de mostrar o seu trabalho. Cada poesia é fundamental para não esquecermos que cada um de nós traz um universo maravilhoso em si e que seria uma pena se não pudéssemos conhecê-lo.
POESIAS
A Rosa Que Já Era Tua:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Se olhasses em minha direção
verias tudo no meu olhar
mas não me dás atenção
e, assim, só me resta sonhar.
Espero por uma frase, apenas,
cheia de luz e carinho
para minhas esperanças pequenas
se transformarem em alegria no caminho.
Imagino teu calor num abraço
que seria suave e infinito,
curando todo o meu cansaço,
tornando meu mundo mais bonito.
Esse amor que me inunda,
que me torna teu refém
parece um navio que afunda
no mar cruel do teu desdém.
Amor, rosa tão perfumada,
que te ofereço sob a Lua
não precisarias de mais nada
para colher a rosa que já era tua.
Mas não percebes este afeto,
que é a razão do meu viver...
Só posso aceitar ficar por perto
sonhando, um dia, ser visto por você.
Bóia-fria:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Ai, como é penosa a lida!
Me canso de trabalhar
nesse “cabrunco” de vida,
mas não posso relaxar.
Ai, como é penosa a lida!
Com o Sol a me queimar.
Oh! Senhora Aparecida,
dê-me forças pra agüentar.
Ai, como é penosa a lida!
Sofro pra cana cortar,
mas a família querida
tem que se alimentar.
Ai, como é penosa a lida!
Tenho contas a prestar,
o patrão, que me intimida,
não deixa de me cobrar.
Ai, como é penosa a lida!
Só me resta acreditar
que essa luta descabida
faça Deus me premiar.
Ai, como é penosa a lida!
Mas tudo vai acabar
assim que a morte decida
o meu corpo repousar.
CÍRCULO VICIOSO:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Votei num candidato
que muito prometeu:
eu teria comida no prato
mas ele esqueceu...
Escolas boas de fato
como nunca se concebeu,
segurança e saúde prontas no ato
mas ele esqueceu...
Vou cobrar, já decidi,
pois votei em... Esqueci!
FANTASMA:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Ela era um fantasma, porém sorriu
com os lábios fechados, num tom anil.
Era um sorriso sem dente
mas ela estava contente.
Era um fantasma, o que fazer?
Mas sorria com prazer
e fiquei a pensar:
por que não conversar?
Pediu perdão por sua morte
mas não reclamou da sorte.
Animada, comigo falava
enquanto sua imagem flutuava.
Julguei: estou louco, afinal!
Só que nunca fui normal...
Falar com um fantasma, quem diria?
Era melhor que falar com quem vivia.
De repente, ela sumiu no vento
disse que voltava noutro momento.
Eu estou sempre esperando
e ela aparece, de vez em quando.
Toda vez que ela surge, lembro de viver
e ela entende que é preciso morrer.
Juntos entendemos que o real sentido
é morrer feliz por um dia ter vivido.
Outubro/2007
Poeminha de Repetição:
Carlos Augusto Souto de Alencar
Pena que o tempo passou...
Vi sua intenção
e seus olhos eram sinceros
mas eu era fraco,
era covarde,
era tímido...
Hoje me arrependo
de tudo que não fiz
e da chance perdida.
Você é tão linda,
tão linda,
tão linda...
Ignorei teus olhos
e o brilho de estrelas
que deles escapava.
Hoje isso dói tanto,
dói tanto,
dói tanto...
Me desculpe pela fraqueza,
por ter perdido coisas belas
ao lado da tua perfeição tão perfeita,
tão perfeita,
tão perfeita...
Infelizmente, nunca foi possível,
não nos encontramos na hora certa.
Nossos relógios não sincronizados...
Hoje lamento e fico tão triste,
tão triste,
tão triste...
Eu deveria ter dito:
“- Vem comigo, vamos tentar.”
E, diante de olhares atrevidos
endereçados a ti,
diria: “- Pó, é minha!”
Poeminha,
poeminha...
Pena que o tempo passou...

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