MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 65.

1-TERESA DRUMMOND
Teresa Drummond é carioca da gema do Méier (RJ). Em 1993, neste bairro, criou o PSG – POETA SAIA DA GAVETA – um dos mais antigos eventos poéticos do Rio de Janeiro – que une as artes e as diferentes linguagens e tribos. Em 2008, o PSG estreou temporada de seis meses no Teatro Armando Gonzaga, da FUNARJ, sob sua direção. Além de concursos, coletâneas e dos encontros de poesia com música ao vivo, realizou cerca de cem exposições de quadros e gincanas de pintura. Produziu diversos eventos sócio-culturais no SESC Engenho de Dentro, onde ganhou larga experiência como entrevistadora. É membro do Lions Clube Cachambi. Dá aula em Oficina de Prosa e Poesia. Prefaciou livros. Recebeu alguns prêmios. Participou de publicações coletivas. É verbete no "Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras", organizado por Nelly Novaes Coelho. Tem seu poema "Suicida" analisado no livro "A Lírica Brasileira do Século XX", de Anazildo Vasconcelos da Silva, doutor em Letras da UFRJ. Pioneira, sua poesia "Irreverência" foi editada na face ilustrativa dos cartões telefônicos da Telemar, e com a participação de fragmentos seus inscritos no verso em duas séries figurativas, cerca de três milhões de cartões foram veiculados em todo o Brasil. Escreveu crônicas para jornais de bairro. É autora de "Trampolim do Poeta" (Editora Oficina do Livro); "A História de Chatuba", Literatura de Cordel ("Programa Baixada Viva", Governo do Estado do Rio de Janeiro"); e de "Enquanto Houver Dança" (Bom Texto Editora) – uma biografia sobre a mestra Maria Antonietta, primeira dama dos salões cariocas.
1-SUICIDA
Escrever cartas de amor
Teresa Drummond é carioca da gema do Méier (RJ). Em 1993, neste bairro, criou o PSG – POETA SAIA DA GAVETA – um dos mais antigos eventos poéticos do Rio de Janeiro – que une as artes e as diferentes linguagens e tribos. Em 2008, o PSG estreou temporada de seis meses no Teatro Armando Gonzaga, da FUNARJ, sob sua direção. Além de concursos, coletâneas e dos encontros de poesia com música ao vivo, realizou cerca de cem exposições de quadros e gincanas de pintura. Produziu diversos eventos sócio-culturais no SESC Engenho de Dentro, onde ganhou larga experiência como entrevistadora. É membro do Lions Clube Cachambi. Dá aula em Oficina de Prosa e Poesia. Prefaciou livros. Recebeu alguns prêmios. Participou de publicações coletivas. É verbete no "Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras", organizado por Nelly Novaes Coelho. Tem seu poema "Suicida" analisado no livro "A Lírica Brasileira do Século XX", de Anazildo Vasconcelos da Silva, doutor em Letras da UFRJ. Pioneira, sua poesia "Irreverência" foi editada na face ilustrativa dos cartões telefônicos da Telemar, e com a participação de fragmentos seus inscritos no verso em duas séries figurativas, cerca de três milhões de cartões foram veiculados em todo o Brasil. Escreveu crônicas para jornais de bairro. É autora de "Trampolim do Poeta" (Editora Oficina do Livro); "A História de Chatuba", Literatura de Cordel ("Programa Baixada Viva", Governo do Estado do Rio de Janeiro"); e de "Enquanto Houver Dança" (Bom Texto Editora) – uma biografia sobre a mestra Maria Antonietta, primeira dama dos salões cariocas.
1-SUICIDA
Escrever cartas de amor
é cuspir um crônico catarro
preso à garganta.
Todas as cartas de amor são ridículas
...retratam, de quem as escreve,
o próprio ridículo.
Escrevo cartas de amor
como se pulasse do décimo andar.
A paixão ludibria a alma
dissipando as certeza
se todo o senso ridículo.
Se o poeta é fingidor,
escrevo cartas de amor
lambuzando de dor
cada palavra.
Não há medida para rimas de amor;
até as rimas de amor são ridículas.
Por isso não faço poesia:
deixo contido o amor
no ridículo das cartas
...morreria engasgada
se não me desse a chance
de ser suicida.
Pulo do décimo andar
no afã do vôo longínquo!...
Entre a janela e o chão
desprovida de toda a razão
hei de saber da resposta.
Como a árvore que não apressa sua seiva
e enfrenta tranqüila a tempestade,
paciente aguardo a brevidade do chão
como se diante de mim
houvesse eternidade.
Não há lucidez que aprisione o amor!...
Rompendo as grades do lúdico cárcere,
na estupidez do vôo insano,
escrevo cartas de amor
sem pára-quedas.
2-IRREVERÊNCIA
Complexa forma emoldura meus versos
2-IRREVERÊNCIA
Complexa forma emoldura meus versos
___ versos de loucura, sussurro e grito.
Encerro o gesto que no peito vibra,
irreverente.
Se desafinado o acorde assovia,
Se desafinado o acorde assovia,
construo a sinfonia.
Em sentido anti-horário
nasce a palavra
___ vulcão que palpita.
Vide-verso das normas,
Vide-verso das normas,
não tenho hora,
não tenho filhos.
Sequer plantei árvores!...
Jamais serei limo.
3-METAFÍSICA
Esvaziar-me de tudo
3-METAFÍSICA
Esvaziar-me de tudo
e querer jamais o nada.
Meu corpo não está para os homens
assim como
para a eternidade do verbo
minhas mãos
sangradas do mundo
cumprem a arte do verso.
Quebra-cabeça
Quebra-cabeça
não me encontro
na composição das partes.
Quero...
Quero...
apenas quero
a palavra.
2-MARCELO MOURÃO
Marcelo Mourão nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1973. Logo aos 4 anos de idade, começa a demonstrar uma grande paixão pela leitura. Acaba por surpreender os pais com tamanha inclinação ao mundo das letras. Chegava a pedir para qualquer parente mais próximo que lesse pra ele historinhas em quadrinhos e fábulas de La Fontaine e Monteiro Lobato, dentre outras. Começa ao mesmo tempo também a desenvolver um gosto profundo por música. Ao ponto de cantarolar até em sala de aula, fato este que levava sua professora primária a achar engraçado e comentar com sua mãe. Nessa época escuta muita MPB e Roberto Carlos. Em 1984, passa no concurso à quinta série do colégio Pedro II, colégio este que vai marcar sua trajetória estudantil para sempre(Deixa o Pedro II ao findar do segundo grau em 1992). Quando chega aos treze anos, em 1986, descobre o Rock Brasil, que a bem da verdade já havia começado a ser sucesso desde 1982, com a música "você não soube me amar" da Blitz. Fica extremamente influenciado pelos conjuntos de então, mas de forma mais profunda pelo grupo Legião Urbana. Sente vontade de ter sua própria banda, coisa que vem a concretizar aos 15 anos, com sua primeira banda chamada "Rebeldes do Engenho", cujo nome fazia referência ao bairro (Engenho de Dentro) onde moravam os integrantes, inclusive Mourão. A banda termina em 1989. Em 1991, participa como vocalista e letrista do conjunto Atos de Loucura. Começa a levar a sério as letras e a música justamente quando tal estilo musical encontrava-se em sua fase de esgotamento estético e mercadológico. Investe em letras de cunho social e político, influenciado por Renato Russo e Cazuza, mas já indicando um princípio de estilo próprio. São dessa época letras importantes como "Via Final"(letra sobre violência urbana e mortes na estrada), " Melissa" (letra sobre mulheres que sofrem agressões de seus cônjuges), "O Som do Vento" (letra lírica sobre o amor e a finitude de tudo) e "A cruz e a encruzilhada" ( a canção mais freudiana da banda ).
A banda termina em 1994. Marcelo que já escrevia poesia desde 1989, resolve cair fundo na produção poética, dando origem a uma nova faceta: o poeta/ escritor.
Em 1993 faz História na UFRJ. Continua produzindo poesia sem parar. Faz algumas atuações em teatro estudantil, mas muito amadoristicamente.
Em 1999 se casa e nasce Amanda em 2000. A experiência de ser pai o marca de uma forma definitiva, aos 27 anos inicia-se no ciclo rumo à maturidade. Em 2001, acaba o casamento. Mais uma guinada na vida pessoal e artística. resolve fazer Pedagogia na Uerj. porém abandona o curso posteriormente.
Em 2007, começa a se lançar na vida artística e pública integrando o movimento artístico e poético carioca, perfilando-se a nomes como Cairo Trindade, Luiz Fernando Prôa, Eduardo Tornaghi, Karla Sabah, Tavinho Paes, Elisa Lucinda, Pedro Bial e muitos outros não menos importantes. É nesse ano de 2007 também que escreve seu primeiro romance: "Quem disse que o amor pode acabar?", dois meses depois de perder seu pai vítima de câncer pulmonar. "Logo que ele faleceu, resolvi cair de cabeça no trabalho pra esquecer" - relataria a amigos próximos. Acaba então escrevendo em um período muito curto cinco livros ainda inéditos: 4 de poesias e o tal romance. No ano de 2009 está previsto, como comemoração por seus 20 anos de poesia (começou a escrevê-las em 1989 como foi dito anteriormente), o lançamento de "O Livro dos Dias". Este sendo uma coletânea dos melhores poemas feitos desde o início de sua trajetória até o ano de seu lançamento. Gosta de definir-se sempre se utilizando dos versos do poeta Célio Expedito, seu amigo, morto tragicamente de acidente automobilístico aos 17 anos :" Eu não cansarei de me abrigar nos sonhos, correr pra tempestade e abraçar a fantasia"
1-Língua de Fora
2-MARCELO MOURÃOMarcelo Mourão nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1973. Logo aos 4 anos de idade, começa a demonstrar uma grande paixão pela leitura. Acaba por surpreender os pais com tamanha inclinação ao mundo das letras. Chegava a pedir para qualquer parente mais próximo que lesse pra ele historinhas em quadrinhos e fábulas de La Fontaine e Monteiro Lobato, dentre outras. Começa ao mesmo tempo também a desenvolver um gosto profundo por música. Ao ponto de cantarolar até em sala de aula, fato este que levava sua professora primária a achar engraçado e comentar com sua mãe. Nessa época escuta muita MPB e Roberto Carlos. Em 1984, passa no concurso à quinta série do colégio Pedro II, colégio este que vai marcar sua trajetória estudantil para sempre(Deixa o Pedro II ao findar do segundo grau em 1992). Quando chega aos treze anos, em 1986, descobre o Rock Brasil, que a bem da verdade já havia começado a ser sucesso desde 1982, com a música "você não soube me amar" da Blitz. Fica extremamente influenciado pelos conjuntos de então, mas de forma mais profunda pelo grupo Legião Urbana. Sente vontade de ter sua própria banda, coisa que vem a concretizar aos 15 anos, com sua primeira banda chamada "Rebeldes do Engenho", cujo nome fazia referência ao bairro (Engenho de Dentro) onde moravam os integrantes, inclusive Mourão. A banda termina em 1989. Em 1991, participa como vocalista e letrista do conjunto Atos de Loucura. Começa a levar a sério as letras e a música justamente quando tal estilo musical encontrava-se em sua fase de esgotamento estético e mercadológico. Investe em letras de cunho social e político, influenciado por Renato Russo e Cazuza, mas já indicando um princípio de estilo próprio. São dessa época letras importantes como "Via Final"(letra sobre violência urbana e mortes na estrada), " Melissa" (letra sobre mulheres que sofrem agressões de seus cônjuges), "O Som do Vento" (letra lírica sobre o amor e a finitude de tudo) e "A cruz e a encruzilhada" ( a canção mais freudiana da banda ).
A banda termina em 1994. Marcelo que já escrevia poesia desde 1989, resolve cair fundo na produção poética, dando origem a uma nova faceta: o poeta/ escritor.
Em 1993 faz História na UFRJ. Continua produzindo poesia sem parar. Faz algumas atuações em teatro estudantil, mas muito amadoristicamente.
Em 1999 se casa e nasce Amanda em 2000. A experiência de ser pai o marca de uma forma definitiva, aos 27 anos inicia-se no ciclo rumo à maturidade. Em 2001, acaba o casamento. Mais uma guinada na vida pessoal e artística. resolve fazer Pedagogia na Uerj. porém abandona o curso posteriormente.
Em 2007, começa a se lançar na vida artística e pública integrando o movimento artístico e poético carioca, perfilando-se a nomes como Cairo Trindade, Luiz Fernando Prôa, Eduardo Tornaghi, Karla Sabah, Tavinho Paes, Elisa Lucinda, Pedro Bial e muitos outros não menos importantes. É nesse ano de 2007 também que escreve seu primeiro romance: "Quem disse que o amor pode acabar?", dois meses depois de perder seu pai vítima de câncer pulmonar. "Logo que ele faleceu, resolvi cair de cabeça no trabalho pra esquecer" - relataria a amigos próximos. Acaba então escrevendo em um período muito curto cinco livros ainda inéditos: 4 de poesias e o tal romance. No ano de 2009 está previsto, como comemoração por seus 20 anos de poesia (começou a escrevê-las em 1989 como foi dito anteriormente), o lançamento de "O Livro dos Dias". Este sendo uma coletânea dos melhores poemas feitos desde o início de sua trajetória até o ano de seu lançamento. Gosta de definir-se sempre se utilizando dos versos do poeta Célio Expedito, seu amigo, morto tragicamente de acidente automobilístico aos 17 anos :" Eu não cansarei de me abrigar nos sonhos, correr pra tempestade e abraçar a fantasia"
1-Língua de Fora
Que vontade de poder dizer
Tudo o que sinto
Tudo o que vejo
Sem ter nada a perder
Sem perder o ensejo
Que vontade de soltar o verbo
Soltar a bomba e não me esconder
Quantos pedaços iriam pro ar?
O que iria de fato acontecer?
Que vontade de poder dizer
O que muita gente quer dizer
Mas omitem pra não se comprometer
Que vontade de ajudar o céu a amanhecer!
2-Pagânica
tu me chamas
Tudo o que sinto
Tudo o que vejo
Sem ter nada a perder
Sem perder o ensejo
Que vontade de soltar o verbo
Soltar a bomba e não me esconder
Quantos pedaços iriam pro ar?
O que iria de fato acontecer?
Que vontade de poder dizer
O que muita gente quer dizer
Mas omitem pra não se comprometer
Que vontade de ajudar o céu a amanhecer!
2-Pagânica
tu me chamas
tu estás me chamando
tudo que é teu me chama
o tempo todo sem parar
e até cego vou onde tu estás
magia, orações na selva
é o início da temporada
do nosso próprio Sabah
Incêndio por todos os lábios
Incêndio por todos os lábios
abrem-se as comportas
voam mil e um orgasmos
palavras já não dão conta
sangue, fúria, espasmos
a alma sobrevoa o corpo
e o lume das pupilas
parecem nos anestesiar
tu me chamas
tu me amas
tuas são as chamas que me envolvem
no abraço mais cálido que há
brinca com as nuvens
traga a chuva
e me faça menino de novo
sem medo algum de pecar
3-MUITO MAIS QUE O MAIOR
herói de mim mesmo
vilão também por vezes
fechado em meu umbigo
engordando meu ego
em protegido abrigo
não coleciono regras
nem tão pouco amigos
melhor viver desse jeito
do que no meio de muitos
e ainda assim sozinho
olho o meu coração
a cidade, o mundo
olho as pessoas
de tudo faço resumo
e quase sempre
me decepciono com tudo.
ENDEREÇO:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=11817225917113568044
3-NEI DUCLÓS
Nei Duclós é autor de quatro livros de poesia: "Outubro" (1975, IEL-RS, apresentação de Claudio Levitan), "No meio da rua" (1979, L&PM Editores, apresentação de Mario Quintana e Juarez Fonseca); "No mar, Veremos" (2001, Editora Globo, apresentação de Mario Chamie); "Partimos de Manhã" (inédito, de onde tirei os três poemas enviados). Autor de um romance: "Universo Baldio" (2004, Editora Francis, apresentação de Raduan Nassar). Um livro de contos e crônicas: "O Refúgio do Príncipe - Histórias Sopradas pelo Vento" (2006, Cartaz). Junto com Tabajara Ruas, lançou o primeiro volume da trilogia juvenil Diogo & Diana, "Meu vizinho tem um rottweiler - e jura que ele é manso" (2007, Editora Record, selo Galera). Jornalista desde 1970, publicou reportagens e ensaios nos principais veículos de comunicação do país. É cronista do Diário Catarinense. Formado em História pela USP.
1-SOLDADO, LAVRADOR, POETA
Ninguém gosta de partir sem deixar marca
Coloquei ferro no gado e azeitei armas
Parti menino com um canhão no ombro
Vi generais fugirem a cavalo pelo barro
E soldados trocarem de farda em plena luta
Vi bandeiras demais e a gritaria me cansou
Voltei para ver minha mãe que lá estava
Cuidando das crianças e da terra
Apareci com barba ainda rala, mas antigo
E decidi ficar para consertar a cerca
Ninguém gosta de ficar sem uma bala
À noite eu perdi o sono ouvindo passos
Eram javalis de palha, roendo aldravas
As palavras me escapavam como a água
Percebi que havia um morro derrubado
E fui tirar satisfações no povoado
Fui então atirado numa vala, porque bebi
E não sabia distinguir mais nada
Voltei a pé, contando os passos
Recebeu-me Luzia, aquela que não fala
Levou-me ao catre e interrompeu a faina
Só para me colocar o corpo enxuto e claro
Casei por um motivo nobre, o amor veio depois
Quando ela me deu filhos e pude então ver Deus
Só fiquei intrigado um dia quando uma tropa
que eu vi morrer voltou cruzando o túnel
Os fuzileiros vieram morder meus calcanhares
Mas eu não dei a ordem que os levou para a tumba
Um cão me farejava, quis rasgar minha alma
Fui para dentro de casa e pela primeira vez rezei
Na manhã seguinte a chuva inundou a colheita
E vi-me pobre novamente
Agora vou de novo para a guerra
Nenhum general vai fugir, não vou deixar
Voltarei com espólio, voltarei com prata
Quero semear o trigo onde hoje há pedra
Venham me dizer que não devo partir
Ninguém gosta de viver sem cravar a lança
E fazer um sulco na província morta
Sou soldado, lavrador, poeta
Tentem me tirar o sono, estarei alerta
Ainda parto em dois essa quimera
que fustiga a janela feito musa
Sou o duro amor que peita o inverno
Não faço flor nem fruto, faço trigo
Vendo no mercado o que liberta
2-CAIXA CORAL
Adiei o mundo que no escuro
preparava o bote – coral na caixa
preta do destino
Sem descobrir
o código – cobertor de ruído
sobre o túnel –
acordei diante do trem
em direção ao corpo
preso na ferrugem
Nenhum desvio
salvou-me do som
despedaçado do violino
Adeus dos outros,
feito pão mofado
na mesa posta de um cortiço
Acolheu-me a musa
no lado oposto à vida
com o olhar mortiço
para quem ficou encarando
a minha sorte
Ela escolhe e fisga o coração
de quem não morre
Para o resto – o inconformismo
em mar de inveja repulsivo –
ela tem o olhar que petrifica
Fósseis na mira da Medusa
fogem do Tempo, rosto final
do Medo, que assoma
como surda carruagem
Enquanto somem, a seiva
interminável cobre o sonho
que guardei no bolso
Carne oferecida à eternidade
3-NA MADRUGADA
No primeiro vento
o ramo caiu
atrás do espelho
O raio comeu
3-MUITO MAIS QUE O MAIOR
herói de mim mesmo
vilão também por vezes
fechado em meu umbigo
engordando meu ego
em protegido abrigo
não coleciono regras
nem tão pouco amigos
melhor viver desse jeito
do que no meio de muitos
e ainda assim sozinho
olho o meu coração
a cidade, o mundo
olho as pessoas
de tudo faço resumo
e quase sempre
me decepciono com tudo.
ENDEREÇO:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=11817225917113568044
Nei Duclós é autor de quatro livros de poesia: "Outubro" (1975, IEL-RS, apresentação de Claudio Levitan), "No meio da rua" (1979, L&PM Editores, apresentação de Mario Quintana e Juarez Fonseca); "No mar, Veremos" (2001, Editora Globo, apresentação de Mario Chamie); "Partimos de Manhã" (inédito, de onde tirei os três poemas enviados). Autor de um romance: "Universo Baldio" (2004, Editora Francis, apresentação de Raduan Nassar). Um livro de contos e crônicas: "O Refúgio do Príncipe - Histórias Sopradas pelo Vento" (2006, Cartaz). Junto com Tabajara Ruas, lançou o primeiro volume da trilogia juvenil Diogo & Diana, "Meu vizinho tem um rottweiler - e jura que ele é manso" (2007, Editora Record, selo Galera). Jornalista desde 1970, publicou reportagens e ensaios nos principais veículos de comunicação do país. É cronista do Diário Catarinense. Formado em História pela USP.
1-SOLDADO, LAVRADOR, POETA
Ninguém gosta de partir sem deixar marca
Coloquei ferro no gado e azeitei armas
Parti menino com um canhão no ombro
Vi generais fugirem a cavalo pelo barro
E soldados trocarem de farda em plena luta
Vi bandeiras demais e a gritaria me cansou
Voltei para ver minha mãe que lá estava
Cuidando das crianças e da terra
Apareci com barba ainda rala, mas antigo
E decidi ficar para consertar a cerca
Ninguém gosta de ficar sem uma bala
À noite eu perdi o sono ouvindo passos
Eram javalis de palha, roendo aldravas
As palavras me escapavam como a água
Percebi que havia um morro derrubado
E fui tirar satisfações no povoado
Fui então atirado numa vala, porque bebi
E não sabia distinguir mais nada
Voltei a pé, contando os passos
Recebeu-me Luzia, aquela que não fala
Levou-me ao catre e interrompeu a faina
Só para me colocar o corpo enxuto e claro
Casei por um motivo nobre, o amor veio depois
Quando ela me deu filhos e pude então ver Deus
Só fiquei intrigado um dia quando uma tropa
que eu vi morrer voltou cruzando o túnel
Os fuzileiros vieram morder meus calcanhares
Mas eu não dei a ordem que os levou para a tumba
Um cão me farejava, quis rasgar minha alma
Fui para dentro de casa e pela primeira vez rezei
Na manhã seguinte a chuva inundou a colheita
E vi-me pobre novamente
Agora vou de novo para a guerra
Nenhum general vai fugir, não vou deixar
Voltarei com espólio, voltarei com prata
Quero semear o trigo onde hoje há pedra
Venham me dizer que não devo partir
Ninguém gosta de viver sem cravar a lança
E fazer um sulco na província morta
Sou soldado, lavrador, poeta
Tentem me tirar o sono, estarei alerta
Ainda parto em dois essa quimera
que fustiga a janela feito musa
Sou o duro amor que peita o inverno
Não faço flor nem fruto, faço trigo
Vendo no mercado o que liberta
2-CAIXA CORAL
Adiei o mundo que no escuro
preparava o bote – coral na caixa
preta do destino
Sem descobrir
o código – cobertor de ruído
sobre o túnel –
acordei diante do trem
em direção ao corpo
preso na ferrugem
Nenhum desvio
salvou-me do som
despedaçado do violino
Adeus dos outros,
feito pão mofado
na mesa posta de um cortiço
Acolheu-me a musa
no lado oposto à vida
com o olhar mortiço
para quem ficou encarando
a minha sorte
Ela escolhe e fisga o coração
de quem não morre
Para o resto – o inconformismo
em mar de inveja repulsivo –
ela tem o olhar que petrifica
Fósseis na mira da Medusa
fogem do Tempo, rosto final
do Medo, que assoma
como surda carruagem
Enquanto somem, a seiva
interminável cobre o sonho
que guardei no bolso
Carne oferecida à eternidade
3-NA MADRUGADA
No primeiro vento
o ramo caiu
atrás do espelho
O raio comeu
a cama do som
espúrio
O mistério calou
espúrio
O mistério calou
teu corpo ainda
miúdo
O amor gelou
a fresta íntima
do forro
Ouvimos um baque
de estrela.
miúdo
O amor gelou
a fresta íntima
do forro
Ouvimos um baque
de estrela.
O escuro
pediu socorro
4-MARIZA ALENCASTRO ( LUNA )
Mariza Alencastro, nascida no Rio de Janeiro em 05/03/70.Formada em LETRAS e Artes Plásticas pela PUCC ( Puc de Campinas). Dois livros de poesia editados. Tinha mais de 120 poesias escritas à mão, perdi numa viagem, nunca achei e parei de escrever.
1-MARESIA
era uma noite calma
era uma noite bela.
No céu navegava
um barco a vela,
ou era uma meia lua
pálida e nua???
Vaga-lumes cruzavam
e esvoaçavam,
entre estrelas luzentes
e espantadas,
que piscavam...piscavam
madrugadas...
o silêncio trazido pelo vento
tinha cheiro de alga e maresia
era uma noite calma,
era uma noite fria,
uma noite de pura fantasia...
2-PORTO SEGURO
Vejo a luz que carregas no olhar
com pássaros na mão
como se pousassem na ramagem
das sonhadas ilusões ,
Vejo a infinita paz que brota em teu sorriso
quando seguras meus medos.....
São flores perfumadas essas carícias
que deixas nos meus dedos...
são nuvens que flutuam pela brisa
e o vento não desfaz...
são como rios mansos, os teus desvelos
os teus cuidados,
teu aconchego é o porto seguro
onde atraco meu barco.
...em paz...
3-SÓ HOJE
De salto alto não vou,
nem de vestido vermelho.
Hoje me faço de camponesa,
e sirvo a sobremesa
em potinhos vazios
de geléia
de framboesa...
4-A VIDA PASSANDO
quando vieres traz AQUELE teu abraço
que cheira a terra molhada
e capim limão.
Me traz também um punhado de flores
de flores do campo, de margaridas,
e estrelas azuis nos teus olhos
castanhos.
Traz tua boca serena de orvalho
que eu ´quero matar minha sede
sentar ao teu lado
na beira da estrada,
comer carambolas, catar joaninhas
olhar a boiada levantando a poeira
e espalhando o cascalho.
é tudo o que quero,.
deixar a vida passar e mais nada...
5-A BICICLETA AMARELA
Quando criança, eu tinha uma bicicleta amarela,
não amarela de nascença,
meu pai que pintou.
Ele dizia:
" pra combinar com a tua alegria "
pois todas a s coisas belas,
eram amarelas,
o canário, o caju, a manga rosa,
a luz do dia!!!!
O ouro, o sol e a ventania...
Não sei que fim levou
a minha bicicleta amarela...
5-MARIA DE LOURDES CARNEIRO DA SILVA ( LIROZINHA )
Maria de Lourdes Carneiro da Silva(Lirozinha), nasceu no Rio de Janeiro, RJ ( 10/7/1953 ),
4-MARIZA ALENCASTRO ( LUNA )Mariza Alencastro, nascida no Rio de Janeiro em 05/03/70.Formada em LETRAS e Artes Plásticas pela PUCC ( Puc de Campinas). Dois livros de poesia editados. Tinha mais de 120 poesias escritas à mão, perdi numa viagem, nunca achei e parei de escrever.
1-MARESIA
era uma noite calma
era uma noite bela.
No céu navegava
um barco a vela,
ou era uma meia lua
pálida e nua???
Vaga-lumes cruzavam
e esvoaçavam,
entre estrelas luzentes
e espantadas,
que piscavam...piscavam
madrugadas...
o silêncio trazido pelo vento
tinha cheiro de alga e maresia
era uma noite calma,
era uma noite fria,
uma noite de pura fantasia...
2-PORTO SEGURO
Vejo a luz que carregas no olhar
com pássaros na mão
como se pousassem na ramagem
das sonhadas ilusões ,
Vejo a infinita paz que brota em teu sorriso
quando seguras meus medos.....
São flores perfumadas essas carícias
que deixas nos meus dedos...
são nuvens que flutuam pela brisa
e o vento não desfaz...
são como rios mansos, os teus desvelos
os teus cuidados,
teu aconchego é o porto seguro
onde atraco meu barco.
...em paz...
3-SÓ HOJE
De salto alto não vou,
nem de vestido vermelho.
Hoje me faço de camponesa,
e sirvo a sobremesa
em potinhos vazios
de geléia
de framboesa...
4-A VIDA PASSANDO
quando vieres traz AQUELE teu abraço
que cheira a terra molhada
e capim limão.
Me traz também um punhado de flores
de flores do campo, de margaridas,
e estrelas azuis nos teus olhos
castanhos.
Traz tua boca serena de orvalho
que eu ´quero matar minha sede
sentar ao teu lado
na beira da estrada,
comer carambolas, catar joaninhas
olhar a boiada levantando a poeira
e espalhando o cascalho.
é tudo o que quero,.
deixar a vida passar e mais nada...
5-A BICICLETA AMARELA
Quando criança, eu tinha uma bicicleta amarela,
não amarela de nascença,
meu pai que pintou.
Ele dizia:
" pra combinar com a tua alegria "
pois todas a s coisas belas,
eram amarelas,
o canário, o caju, a manga rosa,
a luz do dia!!!!
O ouro, o sol e a ventania...
Não sei que fim levou
a minha bicicleta amarela...
5-MARIA DE LOURDES CARNEIRO DA SILVA ( LIROZINHA )Maria de Lourdes Carneiro da Silva(Lirozinha), nasceu no Rio de Janeiro, RJ ( 10/7/1953 ),
4º período de Jornalismo ( UCB )
Publicação : Crônica “PASSANDO DO PASSADO,PASSEI DO PONTO” .
Revista Mirante, SP. Copacabana : Jornal POSTO SEIS.
Obras prontas para publicação:
MEMORIAS DA PELE (poesias e poemas) 2003
SEQUELAS DE UM PASSADO (romance) 2003
ESQUIZOFRENIA,O CASTIGO DOS INOCENTES (romance) 2004
O TERCEIRO SEXO (romance) 2006
PUBLICAÇÕES : Poesia:
APELO DE UM FETO/1982 (antologia a seguir)
PARTICIPAÇÃO:
Antologia dos Poetas de Brasília 1985 / p. 81 Editora: Shogun Arte Editora.Rio de Janeiro
1-"AMOR PERFUMADO"
O perfume do teu amor,
Mora em meu corpo,
Mora ainda...
Provocando-me esta saudade infinda,
Aumentando ainda mais
Minha esperança..
Esperança de poder outra vez,
Entregar-me a ti,
inteiramente,
Para de novo me sentir contente,
Para de novo,
me sentir criança...
Ah!!!que doce perfume...
Exala do meu corpo inteiro,
E o perfume do teu amor,
Sentimento tão verdadeiro,
Que me faz alcançar do prazer...
o cume!
A distancia,
a ausência a saudade,
Aprofundam as raízes do que sinto.
Deixar-te,
se nisso falo,
e inverdade,
E quando falo em te esquecer...
eu minto!
Este teu amor só me faz feliz,
Sentimento que jamais me provoca dor,
Tu és na vida o que eu sempre quis...
Por isso trago em meu corpo,
O doce perfume deste teu amor...
2-"SEQUESTRADOR"
Você seqüestrou meu coração,
Seqüestrou meu sentimento,
E exigiu como resgate,
Os meus melhores momentos...
...E eu paguei...
Dei a você o meu mundo,
Dei também a minha vida,
Eu te fiz o mas amado,
Me senti a mais querida...
Dei meus melhores carinhos,
Os mais quentes beijos eu dei,
E com todo prazer deste mundo,
A você eu me entreguei...
Meu cativeiro foi tua cama,
Onde me alimentastes de amor,
Não sei se você me ama,
Meu doce seqüestrador...
Paguei o resgate pedido,
Mais que o exigido eu dei,
Mas quando tu me libertastes..
Eu confesso...
que chorei...
Não de felicidade,
Pela liberdade obtida,
Chorei porque tu deixastes,
Seqüelas em minha vida...
3-EFÊMERA PAIXÃO
Efêmera paixão,
Mas que me toma,
Toma minh'alma
E me tira a calma...
Com o avesso aquecido,
O direito inflamado,
De um calor escaldado,
Apenas provocado,
Por um olhar...
Efêmera paixão
Ocupa-me o coração,
Arrepia-me os pelos..
Teus lábios..
ao tê-los,
Enlouquecida me torno...
Dou-me desvairada,
Na fúria da paixão e Incansada,
Quase a mim,não retorno...
Efêmera paixão...
Como louca a ti,me dou...
6-ANA WAGNER
Ana Wagner, gaúcha de Porto Alegre, nascida aos seis de janeiro de 1952. Escreve para compartilhar sentimentos, emoções, amores e dores. Se define como uma pessoa alegre, sensível, carinhosa e inquieta . Poderão conhecê-la melhor através de seus escritos, onde expõe sua alma em forma de poemas.
1-Solidão
6-ANA WAGNERAna Wagner, gaúcha de Porto Alegre, nascida aos seis de janeiro de 1952. Escreve para compartilhar sentimentos, emoções, amores e dores. Se define como uma pessoa alegre, sensível, carinhosa e inquieta . Poderão conhecê-la melhor através de seus escritos, onde expõe sua alma em forma de poemas.
1-Solidão
Sombra
silêncio
ar pesado
afogam minha vida
levaste contigo
alegria
tua voz macia
teu riso contagiante
ausência dolorida
há uma distância imensa
entre tuas mãos e as minhas
uma cascata de palavras
não ditas
entre teus lábios e os meu
se algo que brilha
assim de triste
entre meus olhos e os teus
2-SONATA
2-SONATA
NÃO QUERO NOITES E DIAS
SEMPRE IGUAIS
EM MEU DESTINO RÁPIDO
PASSAGEIRO
QUERO DORMIR FELIZ
NO ACONCHEGO DE TEUS BRAÇOS
PERFUME DE SÂNDALO
CHÁ DE JASMIM
INUNDAR TEUS LÁBIOS
DE BEIJOS MEUS
IMERGIR INTEIRA
EM TEU CÉU PROFUNDO
ASAS
AMORAS
ÁGUAS
TUAS MÃOS MACIAS
FUGIDIAS AVES
QUE EM TI NASCERAM
ROSAS
SOMBRAS
ARVOREDOS
NO AROMA QUENTE
DE SUAVES MELODIAS
MOVIMENTO DE ASTRO
SOU LÍRIOS AO VENTO
BRANCAS ASAS
NO MEU NINHO BRANCO
3-QUANDO ME CATIVASTE
quando tu me cativaste
eu era outra criatura
envolta em vestes de sonho
olhar pousado nas nuvens
pressenti teus passos longos
no vôo da gaivota
no cheiro do mar e das conchas
lembro-me era verão
um cálido tempo de amar
quando tu me cativaste
o mundo era azul, lilás meu olhar
o viver era tão intenso
tua voz, cantiga de ninar
teu olhos, negros como a graúna
tuas palavras escorrendo como mel
nos meus lábios ávidos
quando tu me cativaste...
e no dia em que partiste
parti-me
parti
sem ti
de ti
7-ELTÂNIA ANDRÉ
Mineira de Cataguases, terras de tradições culturais e literárias, Eltânia André, lança seu primeiro livro de contos, “Meu nome agora é Jaque”. Formada em Administração de Empresas, tendo trabalhado por muitos anos numa montadora de automóveis em Belo Horizonte e se dedicando durante algum tempo ao comércio, abandonou estabilidade profissional para conquistar seus dois sonhos, literatura e psicologia.
O livro reúne 26 textos, tendo como fio condutor das histórias o personagem Tizé, que com suas peculiaridades de astuto observador e a experiências de vida, conduz o leitor a um passeio por um mundo multifacético, em que o quotidiano da vida simples do interior vai sendo desnudado com humor e ironia, deixando sempre um viés de reflexão sobre os acontecimentos, dramas, alegrias e frustrações dos protagonistas.
Tizé ( que pelas contingências em que vive, passa a adotar o nome de Jaque, e o leitor perceberá as razões por ter adotado essa alcunha ), vive um momento conflitante de sua vida, quando suas lembranças estão voltadas para casos familiares e vivências diversas das quais retira algum exemplo ou lição, embora muitas vezes de modo sub-reptício, insinuado.
Personagem saudosista e nostálgico – ora engraçado, ora turrão... entre a timidez e a expansividade, seu espírito comunica um universo muito particular. Situações encontradiças em sua narrativa muito lembram a antiga tradição oral e embora antagônicas, comportam um certo grau de simbiose e subjetividade, e se interligam nesses contos escritos singeleza e poesia, confeccionados numa linguagem cuidadosa. Tizé se revela a partir de cada história, recurso de que se vale a autora, motivando o leitor de todas as idades e formações, a descobrir o que é ser Jaque, em meio a seus conflitos pessoais e existenciais.
Contato com a autora : eltaniaandre@hotmail.com
8-RONALDO CAGIANO
Escritor e poeta. Ronaldo Cagiano nasceu em Cataguases ( MG ) em 1961 e viveu em Brasília por 28 anos. Atualmente reside em São Paulo. Entre os livros de poesias que publicou, estão Palavra Engajada ( 1989 ), Colheita Amarga e Outras Angústias ( 1990 ), Exílio ( 1990 ), Palavracesa ( 1994 ).
Poemas inéditos que estarão no livro O Ritmo das Coisas, a ser lançado ainda em 2008.
RESIDÊNCIA PROVISÓRIA
Viajei mundos,
mas ainda não me (re)conheço :
duro é o trajeto por dentro.
Registro de um percurso inacabado.
As solas intactas dos sapatos
resumem o muito que não andei.
O cansaço de existir
interdita o reconhecimento
do futuro.
Escravo da solidão eletrônica
nessa era de pastores mercenários
( mascates da salvação improvável )
em quantos me divido
para me tornar inteiro ?
Quantos deuses hão de morrer
para ressuscitar o Deus que tantos, em vão,
procuram nos shoppings centers de uma fé inócua?
As fotos na parede me desmentem:
esse rio que me leva,
cemitério de anzóis,
sabe mais do que não viu.
A pele da solidão não envelhece
-inúteis as plásticas-
nenhum bisturi
reduzirá o seu império,
e ela reverberando pelos cantos
seu canto de cisne da inutilidade existencial.
Até quando conseguirei unir as margens do abismo ?
9-ANTOLOGIA VACAMARELA
Organização : Andréa Catrópa e Fábio Aristimunho
Português, español, english – Edições dos autores, 2007, SP
Contato : vacamarela@gmail.com
http://o-casulo.blogspot.com/
Gentilmente enviada por Eduardo Lacerda.
Co-autores : Ana Rüsche, Ana Paula Ferraz, Andréa Catrópa, Carol Marossi, Donny Correia, Eduardo Lacerda, Elisa Andrade Buzzo, Fábio Aristimunho, Gustavo Assano, Ivan Antunes, Júlia Lima, Lílian Aquino, Paulo Moura, Renan Nuernberger, Thiago Ponce de Moraes, Victor Del Franco e Vinicius Baião.
ANA RÜSCHE
A Ceramista
a partir de Concha e Aurora,
criações de Ângela Barros e Alberto Guzik
agora já são cinco privês
antes era um prédio respeitável
escavo escadas ante a mudez
do elevador, guilhotina pichada
no pó suspenso no ar
catedrais de coisas abandonadas
e lá dentro chafurdo com minhas duas
mãos nas peças de cerâmica
e como parteira tiro do barro
um caco, um vaso, um sonho, um sopro
ANDRÉA CATRÓPA
sob as ondas
vamos a um lago
ou cachoeira imaginária
um pouco de torpor é preciso
talvez lá
nos espere um outro reflexo
estranho como deve ser o rosto
de um afogado
EDUARDO LACERDA
Xangô
Para Fábio Aristimunho Vargas
Quase
sem nenhum
motivo a pedra ataque
pedra ataque para o vidro
quebra
na cabeça do melhor
amigo
o seu
último
último suspiro.
O nosso azar
nos pedaços repartido,
como bolo ou migalha de,
e com brilho
próprio,
onde nele me reflito,
pois assim o imagino
algo imaginário
como espírito
que sigo.
O que atirou primeiro
a primeira pedra
e acertou
o vidro.
Eu o injustiço.
Nós errávamos.
LILIAN AQUINO
Urbanismo
Lá onde morava
não tinha margem
nem esquinas :
era inteiro,
E se à noite pensava
via estradas, cruzamentos
canteiros
e flutuava sobre
a cidade aberta
traçando com giz
( um a um ) seus limites
delineava
zonas de silêncio.
10-ANTOLOGIA ME 18
Organização : TÂNIA DINIZ / Mulheres Emergentes
Edições Alternativas – memerg@gmail.com
Várias participantes
Para comemorar os suados e vitoriosos 18 anos de existência do mural poético Mulheres Emergentes, já estão em andamento vários projetos de comemoração como a edição das Antologias ME 18, das poetas que fazem parte dessa história, e a Meninos ME, só deles. Teremos a Coleção ME 18, de livros individuais de 18 autoras, ao longo do ano; lançamentos de autores inéditos e diversos outros festejos. E você, leitor, é convidado para as festas e para acompanhar a continuidade dessa “missão poética” !
TÂNIA DINIZ
ANA CAROL DINIZ
Desejava vê-lo, beijá-lo, senti-lo.
Percebia seu medo de se entregar e não conseguia mais
parar de pensar naquele príncipe nada encantado.
Um dia, exausta de tentar esquecê-lo, entrou na geladeira
e congelou seus pensamentos.
DÉBORA NOVAES DE CASTRO
INCOERÊNCIA
A tartaruga
chegou.
O passageiro
do avião
não !
DJANIRA PIO
TODO
No universo
somos
grãos de areia.
Tememos
nossa pequenês.
Como saber
da importância
dessa partícula
senão
na composição
de um todo ?
MARIA DE LOURDES HORTAS
PRISÃO PERPÉTUA
Então
O masculino Senhor disse :
Vai, Eva, a nutre a vida,
com o suor dos teus sonhos.
Não te esqueças, mulher
que inventaste o amor
e isso é imperdoável.
TÂNIA DINIZ
CONSTELAÇÕES
Noite –
a curvatura do dorso
o singelo pescoço...
na placidez, o boi rumina rubis
e baba, leitosos, quartzos róseos,
onde cintila aldebarã.
De manhã –
presepeiro, pesado, às vezes ligeiro,
boi de canga, boi de farra,
bumbo meu boi.
E touro bravo, de sangrenta arena,
me volto manso,
sem qualquer pena.
No laço fácil do teu abraço,
vaca leiteira, lambe-lambê-las,
rumino estrelas.
RENOVADO CONVITE AO POETAMIGO
Queridos,
Como a maioria de vocês deve se lembrar, há algum tempo atrás, enviei-lhes um convite para comemorar comigo os dezoito anos do mural poético Mulheres Emergentes, na forma de um trabalho inédito no ME, uma Antologia apenas masculina. Apenas os ´meninos` poetas que sempre prestigiaram o ME , de alguma forma, neste tempo todo de existência, além de alguns novos, garimpados atualmente, nosso exercício habitual.
Porém, o projeto, simultâneo, da Antologia ME 18, feminina, se adiantou e ela acabou por ser publicada primeiro, no começo do ano.
E desde então, a partir do último lançamento dela, realizado com sucesso, no 40º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina, retomo com alegria, ‘a nossa ´Meninos ME`, esperando poder realizar nosso primeiro lançamento no final deste ano mesmo, em fins de outubro ou novembro, se tudo caminhar como deve. E para tal, preciso da colaboração e agilidade de vocês.
Que mandem o material e façam os depósitos até o dia 10 de setembro / 08, o mais tardar.
Se houver alguma dúvida ou problema, basta me procurar por telefone, e-mail, pessoalmente...
* Alguns poucos já estão perfeitamente regularizados na adesão ao Projeto (material e depósito).
Gostaria que apenas me confirmassem isso, para melhor controle.
Obrigada!
ME 18 Comemorações
Mulheres Emergentes, em 2007, entra em seus 18 anos de existência poética, em prol da Literatura e da Arte. Adolescente vitoriosa, a publicação se prepara com festas, para a maioridade gloriosa!
A idealizadora - fundadora, Tânia Diniz, organizou um Calendário para tais festas, que se compõe, entre outros, de:
Lançamento de livros de alguns autores inéditos até hoje.
Lançamento da Coleção ME 18, com 18 autoras participantes do mural durante este tempo.
Lançamento da Antologia ME 18 – Mulheres Emergentes, só de poetisas do ME.
Lançamento da Antologia Meninos ME, projeto inédito, apenas masculino, do ME.
Lançamento de novos ME, incluindo um nº Especial, de um único autor.
Exposições do ME em diversos locais.
Prováveis recitais, de poemas veiculados no ME, pela Cia. Poética Estação Platina.
CONVITE
3-QUANDO ME CATIVASTE
quando tu me cativaste
eu era outra criatura
envolta em vestes de sonho
olhar pousado nas nuvens
pressenti teus passos longos
no vôo da gaivota
no cheiro do mar e das conchas
lembro-me era verão
um cálido tempo de amar
quando tu me cativaste
o mundo era azul, lilás meu olhar
o viver era tão intenso
tua voz, cantiga de ninar
teu olhos, negros como a graúna
tuas palavras escorrendo como mel
nos meus lábios ávidos
quando tu me cativaste...
e no dia em que partiste
parti-me
parti
sem ti
de ti
7-ELTÂNIA ANDRÉMineira de Cataguases, terras de tradições culturais e literárias, Eltânia André, lança seu primeiro livro de contos, “Meu nome agora é Jaque”. Formada em Administração de Empresas, tendo trabalhado por muitos anos numa montadora de automóveis em Belo Horizonte e se dedicando durante algum tempo ao comércio, abandonou estabilidade profissional para conquistar seus dois sonhos, literatura e psicologia.
O livro reúne 26 textos, tendo como fio condutor das histórias o personagem Tizé, que com suas peculiaridades de astuto observador e a experiências de vida, conduz o leitor a um passeio por um mundo multifacético, em que o quotidiano da vida simples do interior vai sendo desnudado com humor e ironia, deixando sempre um viés de reflexão sobre os acontecimentos, dramas, alegrias e frustrações dos protagonistas.Tizé ( que pelas contingências em que vive, passa a adotar o nome de Jaque, e o leitor perceberá as razões por ter adotado essa alcunha ), vive um momento conflitante de sua vida, quando suas lembranças estão voltadas para casos familiares e vivências diversas das quais retira algum exemplo ou lição, embora muitas vezes de modo sub-reptício, insinuado.
Personagem saudosista e nostálgico – ora engraçado, ora turrão... entre a timidez e a expansividade, seu espírito comunica um universo muito particular. Situações encontradiças em sua narrativa muito lembram a antiga tradição oral e embora antagônicas, comportam um certo grau de simbiose e subjetividade, e se interligam nesses contos escritos singeleza e poesia, confeccionados numa linguagem cuidadosa. Tizé se revela a partir de cada história, recurso de que se vale a autora, motivando o leitor de todas as idades e formações, a descobrir o que é ser Jaque, em meio a seus conflitos pessoais e existenciais.
Contato com a autora : eltaniaandre@hotmail.com
8-RONALDO CAGIANOEscritor e poeta. Ronaldo Cagiano nasceu em Cataguases ( MG ) em 1961 e viveu em Brasília por 28 anos. Atualmente reside em São Paulo. Entre os livros de poesias que publicou, estão Palavra Engajada ( 1989 ), Colheita Amarga e Outras Angústias ( 1990 ), Exílio ( 1990 ), Palavracesa ( 1994 ).
Poemas inéditos que estarão no livro O Ritmo das Coisas, a ser lançado ainda em 2008.
RESIDÊNCIA PROVISÓRIA
Viajei mundos,
mas ainda não me (re)conheço :
duro é o trajeto por dentro.
Registro de um percurso inacabado.
As solas intactas dos sapatos
resumem o muito que não andei.
O cansaço de existir
interdita o reconhecimento
do futuro.
Escravo da solidão eletrônica
nessa era de pastores mercenários
( mascates da salvação improvável )
em quantos me divido
para me tornar inteiro ?
Quantos deuses hão de morrer
para ressuscitar o Deus que tantos, em vão,
procuram nos shoppings centers de uma fé inócua?
As fotos na parede me desmentem:
esse rio que me leva,
cemitério de anzóis,
sabe mais do que não viu.
A pele da solidão não envelhece
-inúteis as plásticas-
nenhum bisturi
reduzirá o seu império,
e ela reverberando pelos cantos
seu canto de cisne da inutilidade existencial.
Até quando conseguirei unir as margens do abismo ?
9-ANTOLOGIA VACAMARELAOrganização : Andréa Catrópa e Fábio Aristimunho
Português, español, english – Edições dos autores, 2007, SP
Contato : vacamarela@gmail.com
http://o-casulo.blogspot.com/
Gentilmente enviada por Eduardo Lacerda.
Co-autores : Ana Rüsche, Ana Paula Ferraz, Andréa Catrópa, Carol Marossi, Donny Correia, Eduardo Lacerda, Elisa Andrade Buzzo, Fábio Aristimunho, Gustavo Assano, Ivan Antunes, Júlia Lima, Lílian Aquino, Paulo Moura, Renan Nuernberger, Thiago Ponce de Moraes, Victor Del Franco e Vinicius Baião.
ANA RÜSCHE
A Ceramista
a partir de Concha e Aurora,
criações de Ângela Barros e Alberto Guzik
agora já são cinco privês
antes era um prédio respeitável
escavo escadas ante a mudez
do elevador, guilhotina pichada
no pó suspenso no ar
catedrais de coisas abandonadas
e lá dentro chafurdo com minhas duas
mãos nas peças de cerâmica
e como parteira tiro do barro
um caco, um vaso, um sonho, um sopro
ANDRÉA CATRÓPA
sob as ondas
vamos a um lago
ou cachoeira imaginária
um pouco de torpor é preciso
talvez lá
nos espere um outro reflexo
estranho como deve ser o rosto
de um afogado
EDUARDO LACERDA
Xangô
Para Fábio Aristimunho Vargas
Quase
sem nenhum
motivo a pedra ataque
pedra ataque para o vidro
quebra
na cabeça do melhor
amigo
o seu
último
último suspiro.
O nosso azar
nos pedaços repartido,
como bolo ou migalha de,
e com brilho
próprio,
onde nele me reflito,
pois assim o imagino
algo imaginário
como espírito
que sigo.
O que atirou primeiro
a primeira pedra
e acertou
o vidro.
Eu o injustiço.
Nós errávamos.
LILIAN AQUINO
Urbanismo
Lá onde morava
não tinha margem
nem esquinas :
era inteiro,
E se à noite pensava
via estradas, cruzamentos
canteiros
e flutuava sobre
a cidade aberta
traçando com giz
( um a um ) seus limites
delineava
zonas de silêncio.
10-ANTOLOGIA ME 18Organização : TÂNIA DINIZ / Mulheres Emergentes
Edições Alternativas – memerg@gmail.com
Várias participantes
Para comemorar os suados e vitoriosos 18 anos de existência do mural poético Mulheres Emergentes, já estão em andamento vários projetos de comemoração como a edição das Antologias ME 18, das poetas que fazem parte dessa história, e a Meninos ME, só deles. Teremos a Coleção ME 18, de livros individuais de 18 autoras, ao longo do ano; lançamentos de autores inéditos e diversos outros festejos. E você, leitor, é convidado para as festas e para acompanhar a continuidade dessa “missão poética” !
TÂNIA DINIZ
ANA CAROL DINIZ
Desejava vê-lo, beijá-lo, senti-lo.
Percebia seu medo de se entregar e não conseguia mais
parar de pensar naquele príncipe nada encantado.
Um dia, exausta de tentar esquecê-lo, entrou na geladeira
e congelou seus pensamentos.
DÉBORA NOVAES DE CASTRO
INCOERÊNCIA
A tartaruga
chegou.
O passageiro
do avião
não !
DJANIRA PIO
TODO
No universo
somos
grãos de areia.
Tememos
nossa pequenês.
Como saber
da importância
dessa partícula
senão
na composição
de um todo ?
MARIA DE LOURDES HORTAS
PRISÃO PERPÉTUA
Então
O masculino Senhor disse :
Vai, Eva, a nutre a vida,
com o suor dos teus sonhos.
Não te esqueças, mulher
que inventaste o amor
e isso é imperdoável.
TÂNIA DINIZ
CONSTELAÇÕES
Noite –
a curvatura do dorso
o singelo pescoço...
na placidez, o boi rumina rubis
e baba, leitosos, quartzos róseos,
onde cintila aldebarã.
De manhã –
presepeiro, pesado, às vezes ligeiro,
boi de canga, boi de farra,
bumbo meu boi.
E touro bravo, de sangrenta arena,
me volto manso,
sem qualquer pena.
No laço fácil do teu abraço,
vaca leiteira, lambe-lambê-las,
rumino estrelas.
RENOVADO CONVITE AO POETAMIGO
Queridos,
Como a maioria de vocês deve se lembrar, há algum tempo atrás, enviei-lhes um convite para comemorar comigo os dezoito anos do mural poético Mulheres Emergentes, na forma de um trabalho inédito no ME, uma Antologia apenas masculina. Apenas os ´meninos` poetas que sempre prestigiaram o ME , de alguma forma, neste tempo todo de existência, além de alguns novos, garimpados atualmente, nosso exercício habitual.
Porém, o projeto, simultâneo, da Antologia ME 18, feminina, se adiantou e ela acabou por ser publicada primeiro, no começo do ano.
E desde então, a partir do último lançamento dela, realizado com sucesso, no 40º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina, retomo com alegria, ‘a nossa ´Meninos ME`, esperando poder realizar nosso primeiro lançamento no final deste ano mesmo, em fins de outubro ou novembro, se tudo caminhar como deve. E para tal, preciso da colaboração e agilidade de vocês.
Que mandem o material e façam os depósitos até o dia 10 de setembro / 08, o mais tardar.
Se houver alguma dúvida ou problema, basta me procurar por telefone, e-mail, pessoalmente...
* Alguns poucos já estão perfeitamente regularizados na adesão ao Projeto (material e depósito).
Gostaria que apenas me confirmassem isso, para melhor controle.
Obrigada!
ME 18 Comemorações
Mulheres Emergentes, em 2007, entra em seus 18 anos de existência poética, em prol da Literatura e da Arte. Adolescente vitoriosa, a publicação se prepara com festas, para a maioridade gloriosa!
A idealizadora - fundadora, Tânia Diniz, organizou um Calendário para tais festas, que se compõe, entre outros, de:
Lançamento de livros de alguns autores inéditos até hoje.
Lançamento da Coleção ME 18, com 18 autoras participantes do mural durante este tempo.
Lançamento da Antologia ME 18 – Mulheres Emergentes, só de poetisas do ME.
Lançamento da Antologia Meninos ME, projeto inédito, apenas masculino, do ME.
Lançamento de novos ME, incluindo um nº Especial, de um único autor.
Exposições do ME em diversos locais.
Prováveis recitais, de poemas veiculados no ME, pela Cia. Poética Estação Platina.
CONVITE
O projeto da Antologia ´Meninos ME – mulheres emergentes`, consta de:- mil exemplares
- formato 15 x 21 cm- capa a 04 cores / verniz fosco- envio por e-mail e cópia impressa, de 02 a 05 páginas / autor (poemas, causos, contos curtos ou ilustração)
- tema livre- pequena biografia- preço de página R$120,00 – o valor de cada autor - $120, x nº de págs - deverá ser depositado na conta nº 39.522-6 - Banco do Brasil, agência 3032-5 ( Tânia Diniz )
- e enviar nº e data e valor do comprovante do depósito, para controle.- cada autor terá direito a dez exemplares.- data de provável lançamento, em out./ nov/ 08- prazo máximo para pagamento e envio do material : 10 setembro 08.- eventuais despesas postais por conta do autor.
- formato 15 x 21 cm- capa a 04 cores / verniz fosco- envio por e-mail e cópia impressa, de 02 a 05 páginas / autor (poemas, causos, contos curtos ou ilustração)
- tema livre- pequena biografia- preço de página R$120,00 – o valor de cada autor - $120, x nº de págs - deverá ser depositado na conta nº 39.522-6 - Banco do Brasil, agência 3032-5 ( Tânia Diniz )
- e enviar nº e data e valor do comprovante do depósito, para controle.- cada autor terá direito a dez exemplares.- data de provável lançamento, em out./ nov/ 08- prazo máximo para pagamento e envio do material : 10 setembro 08.- eventuais despesas postais por conta do autor.
Amigo,
conto com sua adesão para partilhar mais esse sonho poético ao qual me lancei.No aguardo, abraço-o afetuosamente. Não demore,
Tâniatelefax 31- 3332 21 11/ celular 9166 87 96.

10 Comentários:
Amigo Selmo,
Ficou linda a 65ª edição do Momento Lítero Cultural!
Cumprimentos aos poetas que compõem esta página e, nesta edição, um abraço especial ao Ronaldo Cagiano pela beleza da poesia permanente em RESIDÊNCIA PROVISÓRIA.
Por
Anônimo, Ã s 4:25 PM
Amigo de sempre!Sua coluna está bela!Visite a minha tb e deixe seu recadinho...rsrsrs.
beijo poeta amigo
Por
Sandra Almeida, Ã s 4:29 PM
Cada dia conheço e reconheço mais poetas nessas suas publicações tão bem selecionadas!
Seu trabalho merece prêmios, poetamigo!
Abraços.
Por
Neusa Zanirato, Ã s 4:41 PM
Olá Selmo, mais um belíssimo momento de prazer literário que leio em vários autores! Gostaria de deixar um grande abraço em especial para o poeta Eduardo Lacerda & sua turma de poetas, pelo trabalho que realizam de várias formas pelo bem da literatura, e também através do jornal O Casulo.
Abraços, com carinho.
Por
Madalena Barranco, Ã s 10:07 PM
Selmo amigo querido, amei todos os poemas que estão aqui, todos os autores estão de parabéns, mas principalmente você amado amigo fiel, com seu trabalho levando nossos poemas a todos.
Um dia quero realizar um sonho escrever um livro com você, sei que pode ser atrevimento rsrs, você que na minha opinião e um poeta maravilhoso, mas sonho é sonho rsrs, obrigada mais uma vez por ter lembrado desta sua fã beijinhos,há! é como disse nossa colega Sandra me visite também no meu site, estou começando a fazer, está no meu perfil, mas ja tem muita cisa boa,deixe seu recadinho para mim ok.
Por
Soninha Poetisa, Ã s 6:59 AM
Muito bom sua columa Selmo, sempre trazendo o de melhor em literatura abraços
Por
Anônimo, Ã s 8:59 AM
______ Selmo, parabens pelo lindo trabalho....por fazer desfilar por aqui belissímos poetas.....
___
_um abraço especial a Rô Lopes!...
linda poetisa,...que encanta de forma especial com sua sensibilidade..._
_abraços!...
Por
Enemércio de Moura, Ã s 9:18 AM
Selmo,
seu trabalho é quixotesco. Parabéns!
Por
Unknown, Ã s 5:57 AM
Selmo, visitei a página e fiquei deliciada com cada texto em prosa ou verso. Parabéns. Espero que possa vir ao Rio em breve. Bjs com carinho.
Regina Sant'Anna
Por
Unknown, Ã s 11:25 AM
Oi Selmo,
Parabéns pelo trabalho e pelo empenho em divulgar o trabalho de tantos artistas..
Parabéns!!!!
Por
Unknown, Ã s 7:50 AM
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