MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 64.
1-LUIZ ANTONIO CARDOSONascido aos 12 de julho de 1975, em Taubaté, Estado de São Paulo. Escritor membro de diversas instituições, dentre elas da Academia Taubateana de Letras, da Associação de Escritores do Amazonas e da Associação de Poetas do Estado do Rio de Janeiro. Atual Delegado da União Brasileira de Trovadores para o Município de Tremembé e Cônsul ZC-Taubaté-SP do Movimento Poetas Del Mundo. Possui 2 livros de poesias publicados e participações em diversas coletâneas, antologias e publicações em dezenas de jornais, revistas, alternativos culturais, fanzines e sites. Possui mais de 70 premiações em concursos literários nos gêneros poesia, conto, crônica, soneto, trova e haicai. Ativista cultural, organizou diversos eventos, saraus, concursos literários, etc.
Concurso de Trovas de Ribeirão Preto-SP - 2005
MENÇÃO HONROSA (Nível Nacional) – Tema: PAZ
Paz! Amor! Felicidade!
Palavras tão usuais,
que seriam, na verdade,
mais bonitas, se reais.
Concurso de Trovas da Comunidade "Sou Trovador"
Pindamonhangaba-SP - Nov/2006
2º LUGAR (Nível Nacional) – Tema: trovas iniciadas com a palavra CORAÇÃO
Coração desconsolado,
não podeis esmorecer,
se viver é complicado,
muito mais é não viver.
1º Concurso de Trovas dos Acadêmicos
Academia Taubateana de Letras - Taubaté-SP - 2006
1º LUGAR – Tema livre
Queria evolver minha alma,
e às alturas supliquei...
e Deus respondeu-me: "- Calma!
Basta amar como eu te amei".
I Festival de Poesia Clássica do Vale do Paraíba
UBT Roseira-SP - Taubaté-SP - Mar/2007
MENÇÃO HONROSA (Nível Regional) – Tema: TEATRO
No teatro, hoje em ruínas,
tantos sonhos eu plantei,
que as lembranças peregrinas
nem percebem que parei...
Concurso de Trovas de Pindamonhangaba-SP
UBT de Pindamonhangaba-SP - 2007
MENÇÃO HONROSA (Nível Regional) – Tema: TREVAS
O perdão que concedemos
a cada irmão ofensor,
é treva que revertemos
em luz... em paz... em amor!
Concurso de Trovas da Casa do Mestre - Magé-RJ – 2007
MENÇÃO HONROSA (Nível Nacional/Internacional) – Tema: PAZ
A paz que tanto almejei,
em sonhos que não tem fim,
estava onde não busquei:
- perdida dentro de mim!
Concurso de Trovas de Taubaté-SP
UBT de Taubaté-SP - 2007
VENCEDOR (Nível Regional) – Tema: FREI GALVÃO
Dentre as graças que tem feito,
Frei Galvão, a mais sublime,
é a de fazer mais perfeito
o dom da fé que redime.
Concurso de Trovas de Assinantes do Trovalegre
UBT de Pouso Alegre-SP - 2007
MENÇÃO HONROSA (Nível Nacional) – Tema: SILÊNCIO
Os espíritos de escol,
exercendo a caridade,
brilham tanto como o sol,
no silêncio da humildade.
I Jogos Florais de Caixas do Sul-RS
UBT Seção de Caxias do Sul-RS - 2008
VENCEDORA (Nível Nacional) – Tema: IMIGRANTE
Nas lavouras de café,
ou nos vinhedos fecundos,
os imigrantes, com fé,
levantaram novos mundos!
(Publicada no movimento de Poetas e Trovadores, de Carmen Pio, em 2008)
Enquanto proferem: "- Louco!"
Quer romper a tradição!?
Eu sigo ofertando um pouco,
do que sonho, ao meu irmão.
2-BRUNO RAFAEL DE ALBUQUERQUE GAUDÊNCIODADOS BIOGRÁFICOS: Nasceu em Campina Grande (Paraíba) em 02 de Dezembro de 1985. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba. Graduando em História, também na Universidade Estadual da Paraíba. Colaborador em alguns periódicos de cultura na Paraíba, a exemplo: A Margem (aonde chegou a ser chefe de Reportagem), Cordeletras e Correio das Artes. Tem vários artigos publicados em Congressos e Simpósios nas áreas de História da Educação, História e Literatura e História do Cineclubismo. Foi um dos idealizadores do Grupo Bossa Usada Cineclube, entidade responsável pelos Cineclubes Mário Peixoto e Machado Bittencourt em Campina Grande. Editor do Blog literário Mal Estar Imperfeito (http://brgaudencio.wordpress.com/) onde publica boa parte de sua produção intelectual, entre poemas, contos, aforismos e ensaios. Faz parte também dos colaboradores do Blog Ejaculações Poéticas (http://ejaculacaopoetica.wordpress.com/), onde escreve poemas de natureza erótica. Os sonetos a seguir fazem parte de sua primeira coletânea de poemas, intitulado Danações, que ele pretende publicar no próximo ano.
DANAÇÕES I
Á RINALDO DE FERNANDES
O abismo nos convida para o sono
Eu conheço o profundo dos cansaços
Escondemos a tristeza e nada somos
A minha geração sangra nos mastros.
Maquinas trituram os nossos sonhos
Asas fechadas para um vôo divino
Deus morre nu no ventre dos destinos
Ao som de estranhas músicas montanhas.
Não tenho onde pousar o meu cansaço.
A certeza me atrai mais incertezas.
E brutaliza tudo aquilo do que faço.
A mesma lágrima no rosto, a dor que cresce.
O vento leva a noite, mas deixa estrelas.
E juntas contemplam a dor que me padece.
DANAÇÕES II
Á ANDRÉ RICARDO AGUIAR
Hoje, não mais que hoje, sou disperso.
Pedaços de um mundo bem distante
Contemplo o que é surpresa, mas desprezo.
São dores que renascem neste instante.
Solidão inútil, constante “amiga”.
A flor que te inventou se recolheu.
És bela e pura, porém inimiga.
Hoje não mais sei o que sou eu.
Oh solidão que enche todo o quarto
Delirás no meu corpo incauto e gasto.
Deixa-me em paz um só minuto.
Não suporto este porto solitário
Estou morto, pois o mundo eu atrapalho.
O que resta de saída é o absurdo.
DANAÇÕES III
Á ASTIER BASÍLIO
Poeta sou e de áspero destino.
Senti bem cedo à mão pesada e dura.
Conheci tristezas e grandes desventuras.
E sempre andei errante e Pelegrino.
A vida para mim é um vilão cretino.
A poesia canta e me tortura.
Sofrendo como eu sofro sorte escura.
Dizei-me, por favor, existe pior menino?
Agora choro á sombra do salgueiro
Os meus passados sonhos e esperanças
Cantando a dor em um leve desespero.
Entendo que não tive outra alegria.
Nem outro qualquer contentamento.
Senão do que cantando o que sofria.
3-BRITA BRASILMeus queridos índios,
Em 1970, eu levava meu primeiro amigo indígena, o CACIQUE APOENA ao Aeroporto de Santos Dumont para q ele pegasse o vôo de volta a MATO GROSSO. Ele estava com seu filho Sibopá e outro, o Uarodi. Tinha ido conhece-los na casa da KARIRI, uma pessoa espetacular, q até hoje recebe os índios no RIO. Apenas li no Jornal do Brasil que eles haviam vindo para o enterro de Francisco Meirelles, e fui átrás deles.
Estávamos no meu carro, passando por uma rua, e ele me pediu para que eu parasse. Havia alguém no carro que podia nos traduzir.
Eu perguntei pra que parar e ele disse: "ali tem um menino sozinho, uma criança deitada sozinha, vamos leva-lo?" Eu disse: "Não Cacique, aquele é um menino de rua..." e o Cacique continuou: "Mas ele não é da sua tribo?"
Até hoje, meu queridos índios, esta frase ecoa na minha cabeça. Eu tinha 16 anos, já trabalhava há 3 anos como modelo, pra ficar famosa e poder divulgar a Cultura Indígena através dos meus atos, foi por isso q comecei a trabalhar tão cedo. Éramos pouquíssimas pessoas nesta causa. Discriminadíssimos, tentávamos mostrar em Faculdades e diversos lugares, a beleza do pensamento indígena, a farta riqueza de sua filosofia o verdadeiro tesouro Cultural que estava começando a ser ameaçado. Eu era ridicularizada no meio profissional. Riam de mim cada vez q falava da causa indígena na imprensa.
Hoje, 38 anos depois, vemos um grupo de índios GUARANÌ, últimos remanescentes do Estado do Rio de Janeiro, lutar pacificamente para preservar uma belíssima pequena área onde há ossos de seus ancestrais. Esta ocupação é apenas Cultural, todos nós deveríamos estar a favor. Obviamente, o espaço onde eles estão "acampados" têm alto valor imobiliário, e por isso atearam fogo.
Isto ocorreu na hora que todos os homens indígenas haviam saído para uma reunião, e na pequena aldeia havia apenas o Cacique Joaquim, mulheres, adolescentes e lindas crianças, que poderiam ter sido mortos queimados.
Desculpem queridos índios. Assim como ainda não sei como responder porque não pegamos o menino na rua, não sei também dizer porque eles fizeram isto com vocês. Parece que faz parte da nossa "cultura", pois vocês me contaram ontem, que isto vem acontecendo há 500 anos. É a nossa forma de pegar a terra. Desculpem-nos, estou envergonhada com a minha tribo.
À vocês, todo meu respeito, carinho e amor eterno,
brita
4-ALMANDRADE
A CULTURA, A ARTE E A POLÍTICA CULTURAL
Nas chamadas políticas culturais emergenciais, na maioria das vezes, são discursos onde a cultura não passa de uma fantasia, uma miragem no fim do túnel. Como ela não é assunto prioritário, foi transferida para a iniciativa privada. Os investimentos visam retornos, fala-se em números, percentuais, nas leis de renúncia fiscal, sem uma idéia clara de cultura e seu papel na sociedade. Todo mundo se acha no direito de opinar, o patrocinador, o empresário, o político, o produtor cultural, o professor universitário, o curador etc. menos o artista e os que trabalham diretamente com as práticas artísticas, os operários da linguagem.
Depois da descoberta tardia que a cultura não se restringe às linguagens artísticas, as práticas acionadoras do pensamento crítico passaram a ser vistas com desconfiança, “coisas de elite”, foram marginalizada e o entretenimento passou a ser o centro do financiamento público. A festa passou a ser o alvo dos investimentos públicos e privados em detrimento da cultura pensamento.
O que deveria ser uma política pública de cultura? Uma pergunta oportuna em momentos de transição política, quando as reivindicações reaparecem e as disputas por cargos públicos emergem. Antes de ser um problema de economia, de leis de incentivo, de política partidária, a cultura é um dispositivo da cidadania, um direito básico que deve fazer parte da formação do sujeito. "A cultura é coisa do homem que mora num certo lugar e num certo tempo" (Gerardo Mello Mourão). Portanto, antes de falar dos reduzidos recursos econômicos destinados à área cultural, é estratégico se pensar em intervir culturalmente no modelo de desenvolvimento que afeta o meio ambiente, as condições materiais, sociais e culturais de uma comunidade.
Uma política de cultura deve primeiramente levar em conta o quanto ela contribui para o imaginário das pessoas, tornando-as capazes de assumir decisões nas suas vidas. Que ela é uma forma de relacionamento com o mundo e seu cotidiano, antes de ser uma mercadoria e um objeto da política. Relegada à condição de entretenimento, passou a fazer parte das diversões, regida pela economia da cultura. E tudo que faz a economia crescer, que gera emprego e renda é ético nesta sociedade onde o emprego é cada vez mais difícil. Mas a ética e lógica da cultura é outra. Se a diversão faz a economia crescer, atende a demanda de habitantes, e turistas carentes de lazer, poucas vezes contribui para o aumento e transformação do repertório.
O homem vive entre a natureza e a cultura. E a cultura é uma construção do homem. Um trabalho. Resultado de um longo caminho. Cada cidade, estado ou região tem uma cultura que lhe é própria e múltipla. Uma política de cultura deve garantir a liberdade das diversas manifestações, sem qualquer interferência, e transferir as decisões para quem faz cultura, quem conhece as particularidades das linguagens, quem diretamente lida com o patrimônio material e imaterial que faz o acervo de uma cultura.
E quando se fala de artes, produtos diversificados e delicados e ao mesmo tempo conhecimentos específicos que fazem parte de uma cultura, o político, o produtor ou o atravessador deve ser substituído pelo técnico ou o especialista do metié. E uma instituição que trabalha com as artes tem como princípio estimular a liberdade de expressão e não servir com extensão de outras políticas ou de outras instituições.
Almandrade
(artista plástico, poeta, arquiteto e presidente da Associação de Artistas Visuais da Bahia)
5-CLÁUDIO PORTELLAEu te disse mamãe Rose
Dentro da favela capto uma Playboy com uma Big Brother na capa. Miolo recheado com Clara Averbuck. Percebo ela mais talentosa nas fotos. Sigamos assim, com um tropeço aqui e outro na altura da cabeça, a que vim primeiro.
Dentro da favela me capto e me pego novamente cantarolando uma rima fácil. Fácil demais para quem olha da janela de um barraco e vê que tudo está perfeito, que a divisão é exata, que a prova dos nove sempre será zero. Zero a direita, sempre.
Eu odiando os verbos de ligação. O paletó não permite um movimento flexível. O nó da gravata me trava a língua, lalofobia!
Ir para onde quando todas as direções só levam à repetidas histórias infantis, à moral da história, à canções insuportáveis e a um estilo fracassado de dizer as coisas?
Querem ser feliz? Mania besta de querer ser feliz! Esqueçam a felicidade! Felicidade é uma terceira dentição, um cachorro com lepra às minhas costas. É qualquer troço, um pedaço de pau, um caroço de milho, um livro qualquer achado com coprólito em relevo. É uma cagada qualquer, num país qualquer.
As cores da bandeira é pretexto, o que vem antes do texto, segundos antes de abrir os olhos e fazer força.
Cláudio Portella (Fortaleza, 1972). Escritor. Autor de Bingo!(Porto – Portugal: Editora Palavra em Mutação, 2003) e de Os Melhores Poemas de Patativa do Assaré (São Paulo – SP: Global Editora, 2006). Possui trabalhos publicados na revista Caros Amigos, na revista Coyote, na revista Continente Multicultural, no jornal Rascunho, no Suplemento Literário de Minas Gerais, na revista internacional de poesia Dimensão, na revista portuguesa Palavra em Mutação, nos jornais O Globo e Jornal do Brasil, nos jornais A Tarde, Diário do Nordeste e O Povo. Na internet, seus textos proliferam em publicações eletrônicas tais como Capitu (SP) (foi colunista da revista), Etcetera (SP), Zunái (SP), Mnemozine (SP), Cronópios (SP), Cronopinhos (SP), Paralelos ( RJ ), (MG), Germina (MG & SP), Escritoras Suicidas (MG & SP), Corsário (CE), Jornal de Poesia (CE), site do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CE), VerOpoema (PA), LaLupe (Buenos Aires, Argentina), Sensibles del Sur (Bariloche, Argentina), Boletín Misioletras (Misionera, Argentina), Arte literal (Guayana, Venezuela). Figura em mais de 30 antologias literárias, entre nacionais e estrangeiras. Seus trabalhos estão traduzidos em vários idiomas. Em 2002, ganhou com Predileções em carma vivo o concurso de conto da Ubeny (União Brasileira de Escritores Seção de Nova York.

6 Comentários:
O Momento Lítero Cultural está a cada dia melhor. O trabalho de Selmo Vasconcelos pela cultura e a poesia brasileira, hoje é um esforço reconhecido em todo o Brasil.
Por
Unknown, Ã s 6:27 AM
O Momento Lítero Cultural está a cada dia melhor. O trabalho de Selmo Vasconcelos pela cultura e a poesia brasileira, hoje é um esforço reconhecido em todo o Brasil.
Por
Unknown, Ã s 6:28 AM
Realmente é um trabalho importante para a cultura no Brasil.
Muito bom! Que continue assim... E sucesso!!!:)
Por
Unknown, Ã s 12:46 PM
Opaaaaa, que legal... Só feras aqui!!!
Trabalhos interessantíssimos... Parabéns a todos vcs!!!:)
Por
Unknown, Ã s 12:55 PM
Pauliho Tapajos é um grande nome da mpb. Muito bom vê-lo aqui como destaque!:)
Por
Unknown, Ã s 12:56 PM
Nobre Selmo: Como vai?
Bela homenagem ao Paulinho Tapajós, um ícone da MPB.
Um grande abraço do Almir de Carvalho Filho.
Por
Anônimo, Ã s 10:36 AM
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