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19.7.08

MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 63

1-ARGEMIRO PEDRO DOS SANTOS

Fonte : Orkut do advogado e escritor João Paulo das Virgens

Argemiro Pedro dos Santos, filho de Zeferino Rabelo dos Santos e Cecy Batista dos Santos (in memorian), Nascido em Humaitá-AM, em 20 de outubro de 1943, mas tendo adotado Porto Velho como sua Terra Natal.
• Pai de 7 filhos:, Ana Nery da Silva Santos, Ângela Maria da Silva Santos, Argemiro da Silva Santos Júnior,Eudes Sobreiro dos Santos, Kátia Cilene da Silva Santos, Ronilma Costa Rego dos Santos e Rosemary da Silva Santos e Avó de quatorze netos e dois bisnetos.
• Tinha 64 anos, sendo 44 deles de dedicação ao trabalho como Servidor público. Tendo iniciado sua carreira em 1960 como auxiliar de ensino.
• Veio para Porto Velho com apenas sete anos de idade, trazido pelo seu genitor que resolveu deixar as atividades de seringueiro e tentar a vida em Porto Velho.
• Estudou em diversos estabelecimentos de ensino, sendo o seu 1º grau no Colégio Estudo e Trabalho, 2º grau no Colégio Getúlio Vargas e o 3º grau na Universidade Federal do Pará, através do seu núcleo de Educação.
• Também foram diversos Cursos a nível de Especialização em Porto Velho, Manaus, Brasília, Fortaleza, Belém, Porto Alegre, Rio e Janeiro e outros...
• Como Servidor Público realizou trabalhos importantes, ajudando na consolidação do Estado de Rondônia sempre em cargos de confiança... Foi pioneiro no desenvolvimento em diversos segmentos na Educação, na Segurança... Como Diretor do S.N.I. Por vários anos no Palácio do Governo, Casa Militar... Participou na Administração de todos os Governos do Estado, sendo este último como Assessor e Chefe do Setor de Cadastro na Secretaria de Estado da Administração.
• Professor Argemiro, era um Pai carinhoso e preocupava-se constantemente com seus filhos. De origem simples e humilde, nas diversas funções e cargos que exerceu demonstrou competência, eficiência e, sobretudo HONESTIDADE... Esse era seu lema no trabalho e na vida.
• Trabalho, dedicação, lealdade e dignidade... esse era o Argemiro;
• Professor Argemiro...Grande Companheiro, Grande, profissional, Grande Pai, maravilhoso Avó, irmão querido, estimado amigo...
• Este filho de Rondônia, mestre por excelência, a essência de suas idéias, a sua inteligência, a sua integridade moral, solidariedade, honestidade continuarão na sua descendência.
Este filho dileto de Rondônia foi covardemente assassinado no dia 07.07.2008 deixando esta terra de Rondon mais pobre de pessoas de valores e dedicadas como nosso querido amigo PROFESSOR ARGEMIRO soube ser como ninguém.


2-ROSE SANTOS

DESABAFO DE UM CORAÇÃO PARTIDO

Fonte : Orkut do advogado e escritor João Paulo das Virgens

Gostaria de compartilhar minha dor com vocês, meus colegas, amigos, irmãos... Ainda estou tentando me refazer desta perda inesperada. Estou sentindo muita dor e tristeza... Nunca imaginei que fosse perder meu pai tão rápido... Eu sempre imaginei que seria muito difícil perder um ente querido, mas não imaginava tanta dor... Perdi meu querido e amado Pai dia 07/07/2008, é uma dor terrível, sem explicação, uma perda irreparável, ainda mais pela forma que ele partiu, nessas horas faltam palavras, sentido...Eu sempre achei que não teria forças para resistir tamanha dor… nunca senti uma dor assim em toda minha vida, parece que meu coração vai explodir de tamanha tristeza… Mas DEUS na sua infinita misericórdia está me fazendo compreender que na vida há tempo para tudo:Tempo de plantar, tempo de colher, Tempo de nascer e tempo de morrer... E que a morte não é o final de tudo, é apenas uma passagem para vida eterna... Mais isso não me impede de chorar todos os dias… Não me impede de sentir esta angústia que invade todo o meu ser... Sei que um dia isso vai passar e terei só coisas boas que vivemos juntos para relembrar... Estou sentindo muita dor e saudade. No meu coração ficou uma enorme e intensa saudade, tristeza...porque não mais verei o seu sorriso e não mais escutarei sua voz... Dói muito, arde, fere, queima...um pouco de mim foi com ele... estou sem chão,meu pai minha vida... Eu sei que vou te amar por toda minha vida eu vou te amar, desesperadamente eu vou te amar... como era bom pai, conversar contigo contar-lhe meus medos e meus segredos… era tão meu amigo e que de amigo se tornou meu Herói..meu maior exemplo de vida... e que levarei por toda minha Vida por onde quer que eu vá te levarei comigo …e penso que Deus do alto dos céus precisava muito de um Anjo de coração bom,sorriso lindo, de alma transparente, um homem de caráter digno para morar ao seu lado e o levou para os céus…e creio também que o senhor continuará iluminando meu caminho... que saudade dos seus momentos de alegria e de tristeza, mas sempre com a família era um pai e tanto, sempre respeitou a família, foi um homem digno e trabalhador, tenho muita saudade... mas uma coisa que me consola, é que eu tenho um Deus muito poderoso e eterno, e não cai uma folha de uma arvore se Ele não permitir ,por isto tento ser forte para agüentar tamanha saudade deste pai MARAVILHOSO que se foi ... Meu querido e amado PAI pode passar anos... mais nunca vou te esquecer... Estaremos sempre juntos!!! ... Te amo eternamente!!!.. Tua Nêga..

Descansa em paz meu grande e iluminado amigo ( Selmo Vasconcellos )


3-REYNALDO VALINHO ALVAREZ

*1ª participação na página Lítero Cultural / jornal Alto Madeira / Porto Velho / RO,14 de abril de 2000, daí em diante várias outras participações.
*Participação com uma poesia na Antologia Leonardo, meu neto, Editora Opção2, Porto Alegre, RS, 2004.
*Participação da Revista Antológica “Membros da Galeria dos Amigos do Lítero Cultural”, nº 01, abril / 2005.
*Poesia publicada no www.rondoniaovivo.com , do editor-chefe Marcos Souza, com a página "Selmo Vasconcellos - Momento Lítero Cultural – II, de 13/06/2006”.
*Poesia publicada no http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com - página Momento Lítero Cultural – I, de 19/01/2007, do jornal www.jornalorebate.com , do diretor/ editor-chefe José Milbs de Lacerda Gama.
*Citado em www.selmovasconcellos-curriculoliterario.blogspot.com
( Selmo Vasconcellos )

Reynaldo Valinho Alvarez, filho de pai espanhol e mãe portuguesa, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1931. Viveu seus primeiros anos junto a imigrantes portugueses, espanhóis e italianos, e seus descendentes.
Cursou as quatro primeiras séries do primário no Colégio Municipal Celestino da Silva. Entre seus contemporâneos, estava o animador e empresário de comunicação Sílvio Santos. Fez o antigo ginásio e o antigo clássico no Colégio Pedro II, onde conheceu Maria José, com quem está casado há 52 anos e que com ele cursou Letras Clássicas, na Faculdade Nacional de Filosofia. No Colégio Pedro II, foi aluno, durante cinco anos, de Celso Ferreira da Cunha, que o incentivou em seus primeiros textos. Na Faculdade Nacional de Filosofia, teve professores como Alceu Amoroso Lima, Thiers Martins Moreira, Damião Berge, Augusto Magne, Joaquim Matoso Câmara, Ernesto Faria, Cleonice Berardinelli, além de outros a quem se ligou afetivamente, como Maria Amélia Pontes Vieira e sua irmã Maria Ignez Pontes Vieira, e Amália Beatriz Cruz Costa, todos elas grandes estimuladoras de seu trabalho.
Seu percurso profissional levou-o a fazer os cursos de Direito, com uma especialização em Direito Comercial, na Faculdade Nacional de Direito, e os de Economia e de Administração, na Faculdade de Economia do Rio de Janeiro. Na Faculdade Nacional de Direito, foi aluno de Evaristo de Moraes Filho, Francisco Mangabeira, Haroldo Valadão, Pedro Calmon e outros mestres famosos da época.
Suas atividades profissionais foram diversificadas. Foi funcionário federal, autárquico e municipal; cronista e redator de programas culturais na Rádio Roquete-Pinto do Rio de Janeiro; redator, diretor de criação e planejamento e diretor de atendimento de contas de agências de publicidade como a J.Walter Thompson, a S.J.de Melo, a Standard, a Aroldo Araújo, a Mauro Sales/Interamericana, a Herald. Roteirizou e redigiu textos de documentários cinematográficos; foi redator e editor de relatórios econômicos de consultoria industrial; fez estágio forense; na gestão de Eduardo Portella no Ministério da Educação e Cultura, foi coordenador do Programa Nacional de Teleducação, secretário de Aplicações Tecnológicas do MEC, diretor do Programa Multinacional de Tecnologia Educativa da Organização dos Estados Americanos e representante do MEC no Conselho Nacional de Comunicações e na Comissão Brasileira de Atividades Espaciais. Fez cursos na UNCTAD, da ONU, em Genebra e em Londres; no Instituto Latino-Americano de Comunicação Educativa, da UNESCO, na cidade do México; de produção de TV na TV Tupi do Rio de Janeiro; de inglês no IBEU; e diversos outros de atualização profissional e literária.
Publicou 36 livros, 5 deles no exterior, em Portugal, na Suécia, na Itália, no Canadá e na Espanha, sendo que, do total, 17 foram de poesia, 15 de literatura infanto-juvenil, 2 de ficção e 2 de ensaios. Traduzido em sueco, italiano, francês, espanhol, galego, corso, persa e macedônio, foi premiado em Portugal, no México e na Itália, onde recebeu o Prêmio Camaiore Especial Internacional de Poesia, concedido anteriormente a Karol Woitila (Papa João Paulo II), Eugênio Evtuchenko (um dos maiores poetas russos do século 20) e Lawrence Ferlinghetti (famoso poeta da literatura norte-americana contemporânea), entre outras personalidades.
Obteve 30 primeiros lugares e dezenas de colocações secundárias em concursos literários de âmbito nacional e internacional. Entre eles, contam-se os prêmios Fernando Chinaglia 1977 e 1978, da União Brasileira de Escritores; os prêmios Coelho Neto 1978, Carlos de Laet 1978, José Veríssimo 1979 e Olavo Bilac 1981, da Academia Brasileira de Letras; os prêmios Brasília de Poesia para Obra Inédita 1978 e 1980 e Brasília de Crônica para Obra Inédita 1980, da Fundação Cultural do Distrito Federal; o prêmio Emílio Moura 1979, da Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais; o prêmio Status de Poesia Brasileira 1979, da revista Status; o prêmio Instituto Nacional do Livro de Literatura Infantil 1978; o prêmio Augusto Mota 1980, da Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Mota – SUAM; o prêmio de Ficção 1979, do G.D.E. do Banco Borges & Irmão, Porto, Portugal; os prêmios Nova Friburgo de Literatura 1979 e 1980, da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, RJ; o prêmio Walter Auada 1980, da Academia Ribeirão-pretana de Letras, Ribeirão Preto, SP.
Essas prêmiações tiveram, entre os pareceristas e julgadores, nomes como os de Agustina Bessa Luís e Antônio Rebordão Navarro em Portugal, e Octávio de Faria, Alceu Amoroso Lima, Barbosa Lima Sobrinho, Dom Marcos Barbosa, Benedito Nunes, Afonso Ávila, Mário Chamie, Affonso Romano de Sant’Anna, Adélia Prado, Fany Abramovitch e José Augusto Guerra, no Brasil.
Posteriormente, ganhou, entre outros prêmios, o Mário Quintana de 1989, do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul e da Petrobrás; o Édison Moreira de 1990, da Academia Mineira de Letras e da Rede Milton Reis de Comunicação; o Austregésilo de Athayde de 1984 da Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista; o Othon Bezerra de Mello de 1981, da Academia Pernambucana de Letras; o Prêmio Cruz e Sousa 1997 de Poesia, da Fundação Catarinense de Cultura; o Jabuti 1998 de Poesia, da Câmara Brasileira do Livro; o Camaiore Internacional Especial de Poesia de 1999, da Itália; foi Hors-concours do Cecília Meireles de Poesia, de 1997, da União Brasileira de Escritores e Personalidade Cultural Internacional de 1999, da mesma entidade, e recebeu o Golfinho de Ouro de Literatura de 2002, do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.
Como autor de livros de literatura infanto-juvenil, recebeu o Prêmio Instituto Nacional do Livro de Literatura Infantil de 1978, do Instituto Nacional do Livro, Menção Especial do Prêmio Maioridade Crefisul, do Banco Crefisul, o segundo lugar no Prêmio Carioquinha de Literatura, de 1996, da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, e o primeiro lugar no mesmo prêmio em 1997. Foi incluído na Ciranda do Livro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Hoechst e Fundação Roberto Marinho, foi selecionado duas vezes para o Programa Salas de Leitura da FAE, do Ministério da Educação e Cultura, e teve livros considerados Altamente Recomendáveis para Crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Representou o Brasil em festivais internacionais de poesia na Suécia, na Macedônia (duas vezes), no Canadá e na Espanha (três vezes). Fez parte de numerosas comissões julgadoras de concursos nacionais de literatura. Manteve, por muitos anos, colunas literárias nos jornais Última Hora e Jornal de Letras. Colaborou em revistas, jornais e suplementos literários do Brasil e do exterior. Participou de mais de 30 obras coletivas com outros escritores, nos gêneros poesia, ensaio e ficção. Foi duas vezes Diretor Cultural da Associação Brasileira de Propaganda, várias vezes vice-presidente da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro e diretor do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro. Pertence ao Pen Clube, à Academia Carioca de Letras, à Academia Guanabarina de Letras e ao Instituto Sanmartiniano de Cultura.


4-CLAUDIO DANIEL

Claudio Daniel, poeta, tradutor e ensaísta, nasceu em 1962, em São Paulo, onde se formou em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Atualmente, cursa o mestrado em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo. Publicou 18 livros de poesia, ficção, antologias e traduções. É editor da revista literária Zunái e membro do conselho editorial da Coyote e da Et Cetera. Participou de diversas antologias de poesia brasileira contemporânea no Brasil e no exterior, entre elas Pindorama — 30 Poetas de Brasil, organizada e traduzida por Reynaldo Jiménez (revista Tsé Tsé n. 7/8, Argentina, 2001); New Brasilian and American Poetry organizada por Flávia Rocha e Edwin Torres (revista Rattapallax, no 9, Estados Unidos, 2003); Cetrería, Once Poetas de Brasil, organizada e traduzida por Ricardo Alberto Pérez (Casa de Letras, Cuba, 2003); Antologia comentada da poesia brasileira do século XXI, organizada por Manuel da Costa Pinto. (Publifolha, São Paulo, 2006) e Novos Olhos sobre a Poesia: Brazilian Poetry Journals of the 21st Century, organizada por Raymond Bianchi (Aufgabe, Journal of Poetry, Number 6, Spring 2007, Berkeley, CA, Estados Unidos). Vive em São Paulo com a mulher, Regina, e o filho, Iúri.

Livros publicados:

Poesia:

*Sutra (edição do autor, 1992)
*Yumê (Ciência do Acidente, 1999)
*A Sombra do Leopardo (Azougue, 2001)
*Figuras Metálicas (Perspectiva, 2005)
*Fera Bifronte (Lumme Editor, 2008)

Em Portugal:

*Escrito em Osso (Cosmorama, 2008)
*Antologia da Poesia Brasileira do Início do Terceiro Milênio (07 Dias, 06 Noites, 2008)

Ficção:

*Romanceiro de Dona Virgo (Lamparina, 2004)

Tradução:

*Geometria da Água e Outros Poemas, de José Kozer (Fundação Memorial da América Latina, 2000, em colaboração com Luiz Roberto Guedes)
*Estação da Fábula, de Eduardo Milan (Fundação Memorial da América Latina, 2002).
*Madame Chu e Outros Poemas, de José Kozer (Travessa dos Editores, 2003, em colaboração com Luiz Roberto Guedes)
*Prosa do que Esta na Esfera, de Leon Felix Batista (Olavobrás, 2003, em parceria com Fabiano Calixto).
*Jardim de Camaleões, A Poesia Neobarroca na América Latina (Iluminuras, 2004).
*Sunyata e Outros Poemas, de Victor Sosa (Lumme Editor, 2006).
*Shakti, de Reynaldo Jiménez (Lumme Editor, 2006).
*Íbis amarelo sobre fundo negro, de José Kozer (Travessa dos Editores, 2006, em colaboração com Luiz Roberto Guedes e Virna Teixeira).

Antologias:

*Na Virada do século, poesia de invenção no Brasil (Landy, 2002, em colaboração com Frederico Barbosa).
*Perfectos Extraños. Seis Poetas de Brasil. Antologia de poetas brasileiros contemporâneos, em versão bilíngüe, com traduções ao espanhol por Eduardo Milan (revista El Poeta y su Trabajo n. 15, Primavera / 2004, México).
*O Arco-Íris de Oxumaré. Antologia de poetas brasileiros contemporâneos, em versão bilíngüe, com traduções ao espanhol por Reynaldo Jiménez, Manuel Ulacia e outros (revista Homúnculus n. 3, Verão / 2004, Peru).
*Todo comienzo es involuntario. Ocho poetas jóvenes brasileños. Antologia bilíngüe com traduções de Leo Lobos (revista El Navegante n. 2, Verão, 2007, Chile).
*Ovi-Sungo, Treze Poetas de Angola (Lumme Editor, 2007).

Na internet:

*Zunái, Revista de Poesia e Debates: www.revistazunai.com.br
*Claudio Daniel Home Page: www.revistazunai.com.br/zunai
*Cantar a Pele de Lontra (blog), http://cantarapeledelontra.zip.net

Organização de eventos:

*Encontros de Interrogação, encontro promovido pelo Itaú Cultural, em São Paulo, nos anos de 2004 e 2007.
*Galáxia Barroca, encontro internacional de poesia realizado na Casa das Rosas em maio/2006, que reuniu o poeta uruguaio Victor Sosa, o argentino Reynaldo Jiménez e os brasileiros Horácio Costa e Claudio Daniel para a leitura de poemas e o lançamento dos livros Sunyata e Shakti.
*Kantoluanda, Poetas Angolanos em São Paulo, realizado na Casa das Rosas em setembro/2006, que reuniu os poetas Conceição Cristóvão e Abreu Paxe, para um debate com o público e leitura de poemas.
*Tordesilhas, Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea, promovido pela Caixa Econômica Cultural, em São Paulo, em 2007.
*AUREAMUSARONDINAALÚVIA, Um Tributo à Poesia Concreta, realizado na Casa das Rosas e na Universidade de São Paulo, em 2008.

Prêmios:

Recebeu em 2001 o prêmio Redescoberta da Poesia Brasileira, oferecido pela revista CULT, e em 2007 a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária com o projeto do livro Fera Bifronte. Neste mesmo ano, foi selecionado para participar do Programa Rumos Literatura promovido pelo Instituto Itaú Cultural.

LINHAS

I

Linhas atravessam cores em planos precisos
para a música imaginária
na máquina lírica
letras são números
em seqüência infinita
reinventam o tempo
no espaço íntimo expandido
multiplicando mistério
e sentidos

II

Multiplicando o mistério
reinventam o tempo
em planos precisos
linhas atravessam cores
para a música imaginária
no espaço íntimo expandido
letras são números
e sentidos
em seqüência infinita
na máquina lírica

III

Reinventam o tempo
na máquina lírica
em seqüência infinita
para a música imaginária
linhas atravessam cores
multiplicando mistério
em planos precisos
no espaço íntimo expandido
letras são números
e sentidos

IV

Em seqüência infinita
na máquina lírica
multiplicando o mistério
para a música imaginária
linhas atravessam cores
reinventam o tempo
e sentidos
no espaço íntimo expandido:
letras são números
em planos precisos.

V

Letras são números
na máquina lírica
reinventam o tempo
para a música imaginária
em seqüência infinita
no espaço íntimo expandido
linhas atravessam cores
em planos precisos
multiplicando mistério
e sentidos

VI

Para a música imaginária
reinventam o tempo
multiplicando o mistério
na máquina lírica
linhas atravessam cores
em planos precisos
no espaço íntimo expandido
letras são números
em seqüência infinita
e sentidos

VII

E sentidos
multiplicando o mistério
no espaço íntimo expandido
reinventam o tempo
em seqüência infinita
letras são números
na máquina lírica
para a música imaginária
linhas atravessam cores
em planos precisos

Para Augusto de Campos, 2007/08


5-DENIZE VIEIRA

Denize Vieira, Carioca, 53 anos , Jornalista, Poeta,. Dois livros lançados:”A Força do Amor” e “Miscelânea”, participação em diversas coletâneas: “Poesia Simplesmente 2005” “ABRACI 2006”, “POVEB 2007”, “Agenda Cultural e Perfil 2008”. Coordenadora Cultural da ABRACI, coordena concursos de Poesias com apoio logístico da ABL- Academia Brasileira de Letras, lançando novos poetas.

1-O amor – foi baleado

Balas resvalam corpos
Deixam a rastro
Olhares perdidos
Pensamentos confusos
Sombrios caminhos,
sonhos perdidos
Balearam o amor

Que pena
Suspira meu coração
Ouço ais e tantos gemidos
Alusão a tantas matizes
Mas que não são de prazeres
Perdeu-se o brilho a vida
Sublimada pela dor.

Silêncio
Meu coração esta em luto
Consumido chora a saudade
Do amor antes enaltecido.
Hoje tão esquecido

Que triste
Que triste fim
A bala perdida acertou de cheio
E neste momento, Baleado
o amor fenece
agonizante, Frágil
quase no fim.
Perdido num canto qualquer.

2-O abraço que não te dei ... “pai”

Antes que desse o 1º passo
Perdi-me no espaço
Quando ia à sua direção.

De mãos calejadas, sofridas...
Acende um cigarro
E já se percebe tantas pontas lançadas ao chão.

Parou-me o coração de bater.
O 1º passo em sua direção
Ficou suspenso no ar.

Observava de longe sua figura não tão miúda,
Fora alto, esguio na juventude.
A pouca curvatura percebida
Nem sequer demonstrava
Tantas feridas no ombro a carregar.

Quis falar...
Mas seu silêncio me constrangeu
E me interrompeu todo o argumento.

Ficamos mudos, olhos nos olhos...
O tempo apagara o brilho
Notava-se a desesperança.

Quis abraçá-lo,
Mas me senti rejeitada
Ao perceber que abaixara o olhar

Passos perdido no ar..
Sem abraços
Você se foi
Para nunca mais voltar

3-TUAS LEMBRANÇAS

Recolhida encontra-se minha alma após tua partida

Não maldigo este amor que fez escravo meus pensamentos
E acorrentado meu coração.
Mas, não me obrigues a sorrir enquanto meu olhar...
Filtra esta saudade, deixando transparente minha angustia.

Arrebata-me a dor
Lanço-me ao lúgubre viver.

Sendo arrastada pelas incertezas,
Num turbilhão de emoções contraditórias,
Sigo sem qualquer sentido de vida.

Mas não maldigo este amor
Que me deu vida,
Que inspirou,
Acalentou,
Fez-me erguer o mastro diante dos temporais
E ensinou a nunca desistir de mim.

Então,
Não pense que será agora
Que simplesmente darei as costas
Partirei e esquecerei tudo assim.

Deixa-me aqui
Consolando meu coração com tuas lembranças.
Elas não serão em vão.

1 Comentários:

  • Querido Selmo,

    Lamento muito pelo falecimento de seu amigo Argemiro P. dos Santos.

    Nesta edição em especial, a saudade surge em cada página de minha tela acesa... Até o lindo poema de Cláudio Daniel fala em "reiventar o tempo", para complementar a tristeza de uma perda e o prazer em homenagear aqueles que ainda nos brindam e nos brindaram com belas palavras enobrecendo nossa literatura. E para finalizar, leio no poema de Denize o alerta para o "amor baleado", e a importância da poesia para a manutenção da sensibilidade humana.

    Abraços, parabéns aos autores.
    Madalena Barranco

    Por Blogger Madalena Barranco, às 7:53 AM  

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