MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 29
1-LUIZ ALBERTO MACHADO
LUIZ ALBERTO MACHADO é poeta, escritor, compositor musical e autor teatral pernambucano, editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites e escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 5 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br
CAXANGÁ
Nasce o dia e a criança sorri de alegria com a vida nas mãos. O coração na primavera parece quimera feita de sol, onde brincam arrebóis em sonhos coloridos entre bemóis e também sustenidos que são exibidos na cantiga da infância como a fragrância de tudo reunido.
Vem a tarde e o menino já é um rapaz com os olhos iguais aos que viram no mundo. E vão lá no fundo do que vêem agora, muito embora não vejam de tudo. Quando falam, são mudos. Quando riem, desnudos. E devem acordar. Preferem singrar solidões mais noturnas, usurpando as dunas de tudo alcançar.
Cai à noite e já homem feito se acha perfeito, é de hoje e nada sabe. Não quer que desabe sua arquitetura e toda sua aventura suspira no tempo, audaz nos tormentos e inquietações. São mais solidões seguindo a pisada, segue a sua estrada escorraçada da terra. Emperra e desanda, peleja de banda entre farpas e mesquinharias. Ferve em demasia, enganando a esperança. Alcança faíscas e chamas onde inflama a fúria, a ira, o alarido. Está mais perdido e ao se adiantar, não avança. Ao recuar, mais se cansa. Quando volta, não há mais saída. E retoma na lida, nada divisa, não há direção.
Quando então se madruga é hora de recomeçar, re-arrumar o destino e a sina. É quando desatina e se estende nos céus, desvela os seus véus na mais longe das terras. E se encerra no mais largo dos mares, penando pesares, com as forças exaustas. O que há de nefasto, o que há de perverso, são espelhos reversos e fazem-no olhar para trás. Dar a mão à criança, ao menino e ao rapaz, refazendo o homem que jaz de mãos dadas com a vida, quando tem por guarida só a comunhão para ver que a vida está na palma da mão.
MULHER RENDEIRA
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
Pescador foi pro mar, a rendeira no lar no filé, rendendê.
Como o mar é do peixe, a renda é enfeite no tear a tecer seu hábil engenho, seu zelo e empenho no bilro a rançar. A desfiar seus bordados, saiotes, xales, laçarotes, bustiês e galões, contornar com meneios, toalhas, entremeios e bicos nos serões.
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
Na sombra timbaúba dedilha amiúde a ficar colorido, almofada capacete, modelada em alfinente, tudo é muito bem urdido.
Quando é renascença num algodão de nascença, alinhava lacê. Depois vem toda goma quando ela engoma pra dar rigidez.
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
São ramos de ponto-de-cruz, são malhas de cabecinha, são traças e vassourinha, são nervuras, nhandubi. É ponto sol, ponto lua, xerém e folhagem, é renda-da-terra que fazer labirintos da vida daqui.
Nos varais são torres, dois-amarrados, papagaio, bunda-de-sapo, tapioca-sem-côco, tudo não é pouco na para-de-siri.
Quando é branco mais que bonitinho,
Quando em cor faz tudo mais vivinho.
Tudo é crivo que tece no linho.
Tudo é vivo no fuso devagarinho.
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
NANÁ VASCONCELOS
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Bate bombo e saculeja, vale tudo, bê-a-bá !
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!
Vento chama vento, tempo passa e o passo é tempo, manda aqui, manda acolá. E o que é que há na volta da calmaria cada noite em cada dia, tataritaritatá. E venha cá, manda ver lá no terreiro, só na luz do candeeiro o som do côco que é lunar. E manda já longe lá na freguesia um repente de alegria para a festa animar.
Isso vai dar, isso vai dar o que falar. Isso vai é se danar na maior repercussão. Preste atenção, não diga nada não, vai dar loa de chegada, uma a mais na embolada no meio da reinação.
Isso vai pras beiradas do Recife, coisa que nem sei se disse, ou esqueci pelo chão. Isso vai dar revolução, saga de nego santo, sapecada em cada canto descendo do ribeirão.
Isso vai dar num fandango mais que jazz, um mais nove só não faz, não erre na adição. Isso vai dar muita festa lá no céu, rala bucho o tiruléo, bate coxa no baião.
Isso vai dar xote bom no berimbau, troça solta e o escambau, tudo contaminação. Não faz mal não, isso é tudo carnaval, rola do canavial pronde der a ferveção.
Isso vai dar de chegar só na canela, de esborrar pela janela feito fez o Gonzagão. Não vai ter não quem saia ileso dela, batucada descabela do litoral ao sertão.
Ê Naná, Ê Naná, Ê Nana!
Bate bombo e saculeja, vale tudo o bê-a-bá !
Ê Naná, Ê Naná, Ê Nana!
Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!
O mundo é verde no sertão das memórias, quase choro de emoção com as estórias, quando bate uma saudade. Isso é verdade, coisas do cego Aderaldo, verso dum poema alado num mote vivo a glosar. Nem espiar um caboclo só de lança que as estrelas toda alcança quando reina a dançar.
Isso vai dar num roliço dum xaxado, num martelo agalopado, até num maracatu. Vai dar nordeste, muito do cabra da peste bom que só mel de uruçu. Vai dar forró, dar baião e dar fogueira. Vai dar bocó na cirandeira na volta mandacaru.
Vai dar no que vai ser e viva São João, viva todos nós então, viva a força do martelo, o forró do seu Antero, o vôo do quero-quero, viva Naná Vasconcelos e tudo que vier de bão.
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Bate bombo e saculeja, vale tudo, bê-a-bá !
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!
DA ROSA, O POETA
dela, toda espera
nem soubera do amanhã desde ontem:
tropeços de uma vez
nunca demais errâncias de sempre. até quando?
era uma vez, ah, uma vez
e já rosa a poesia, o poeta só medra.
a rosa é a poesia. O poeta, nada: ulula.
a rosa, apesar: outono (que fecunda a poesia parindo lídimo amor) pudera.
fecunda a terra: a alma do poema.
a rosa, os passos do poeta: nem sempre sonhos, nem sempre sempre, pedras trilhadas: o amor, sangue, verbo e sexo. sexo: rubro da carne dela. sangue: a rosa dela.
na rosa o cio do poeta: a carne dos versos da prosa (limítrofes: coração na mão, nau ao léu, vau, vai).
Pudera.
Poesia e rosa, o poeta soubera.
ENTREGA
dê-me sua mão nessa rua
nossos sonhos são tantos
que já nem sei seguir
por veleidades
por esta eternidade
de sentir só
oh! tenha dó
sou curumim da flor de anil
mil emoções a mil
darão vigor a nossa lida
ressurreição da vida
quando valer o pó
por favor
não vá fingir
sorriso de manhã
sou o carinho da areia
na entrega do mar
e até invadiu minhas veias
o fogo de amar
não vá fazer do desejo
agonia malsã
porque nossas mãos anunciam
o amor já está prá chegar
dê-me sua mão
as minhas são suas
e faça delas duas
a fonte que jamais secou
faça delas a alegria
da vitória e do vencedor
faça assim
no calor dos seus dias
e de noite
no feitiço do amor
PRELUDIO
Foi por viver intensamente
Que amei esta carne
E a fisionomia secreta dos seres
Foi por amar a vida
Que beijei o ventre
E colhi o sonho do sol
Para proteger o homem e a natureza
Foi por ter submetido o coração ao amor
Que submergi nos olhos
No calor vivo das emoções
Sem haver negado qualquer alegria
Nem mesmo projetado qualquer mentira
E foi justamente por ter amado
Que acalentei a dor e a solidão
E renasci eternamente menino.
2-BARBARA LIA
Bárbara Lia é professora de História e escritora. Publicou poemas no jornal Rascunho, Fenestra, Garatuja, Mulheres Emergentes, Revista Etcetera, Revista Coyote, Ontem choveu no futuro. Finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2.004, com o romance - Cereja & Blues(inédito), e 2005 com o romance – Solidão Calcinada (inédito). Livros publicados – O sorriso de Leonardo (Kafka ed. - 2.004), Noir (ed. do autor – 2.006), O sal das rosas (Lumme editor – 2.007) e A última chuva (ME ed. alternativas – 2.007).
e-mail:barbaralia@gmail.com
Site www.chaparaasborboletas.blogspot.com
CHIAR(O)SCURO
Hora suspensa. Horizonte de sangue.
Despediu-se o sol, não brilha a lua.
Barcas estremecem em marés de fogo.
Sinos dobram a Ave-Maria.
O Bem chora a evaporação do dia.
Lágrimas de anjos pela humanidade crua.
Encontro e fuga de almas no ocaso,
Bebendo o sangue solar – poção
De luz para os dias de aço.
Crepúsculo incendiado.
Átimo de esperança: Um Serafim alado,
Flauta de estrelas flana acima de algas e corais.
Toca a música divina estremecendo cristais.
(Jazz, blues, salsa cubana, sinfonia?)
Som azul unindo sangue celeste e marinho.
Serafim, flauta e sol
Evaporam em silêncio de prece.
A branda noite abraça o arrebol.
O eco da flauta aos puros adormece
O SORRISO DE LEONARDO
Dissecar cadáveres
para buscar
a perfeita anatomia.
Libertar pássaros
nos mercados
da Itália renascentista.
Beleza clara
cabelos e barba
emaranhados
luz em desalinho.
Toga cor-de-rosa
levita na pele
suntuosa de gênio
-inocência serena-
Leonardo, in carbon,
copiando a própria beleza,
em sorrisos negados.
Sorriso de Leonardo
inauguraria um novo sol
aplacaria o brilho do astro.
-seu sorriso imaginado
seus quadros incendiados-
nos conduzem enquanto
vamos dissecando o verbo
com fúria encantada
Desejo leonardiano
de libertar o poema
e revelar a musculatura
exata de cada palavra.
MÃOS DE ABRIR NUVENS
Ter mãos de abrir nuvens
Romper o velcro de baunilha
E espiar
Dentro a catedral
Dos sonhos
Um rito de encanto
Crianças e lagos
E mapas emaranhados
A Sexta Avenida
Deságua no Eufrates
E as barcas cruzam
De Bagdad ao Mojave
As mãos se enlaçam
Negras brancas
Amarelas azuis.
Ter mãos de abrir nuvens
Descobrir a alma de neve
E perfume
Que se fazem
Pássaros
Camelos
Bailarinas.
Quem possui mãos de abrir nuvens?
Quem rega pedras
E pesca pássaros
Em tempestades
E ancora no alto
Da montanha mais alta
Suas caravelas.
Quiçá Penélope,
Sem manto, grilhões e espera.
A abrir nuvens
Além da torre de concreto
Em pleno azul
Entre a brancura espumada.
Mãos de mulher livre
A abrir o velcro
Da humanidade encantada.
GOSTO DE CHUVA
Para a terra a chuva é doce.
Para a fonte, confidente.
Para a criança, bolinhos com canela,
Lareira, histórias.
Para os sapos – uma festa!
Para mim – alma lavada.
Para quem dorme a chuva tem
A magia do canto da sereia.
BEM-TE-VI
Ramagem arranha janela.
Sonho: Aeroporto fantasma.
Espíritos de náufragos do Titanic.
Ku Klux Kan ateando fogo ao enforcado.
Seqüência horripilante:
A mulher sem olhos na cama,
entre lençóis úmidos de chuva.
Acordo com o bem-te-vi.
Na manhã de sol.
Na mesma paisagem.
BRISA
Entardecer lilás
brisa de raro fôlego
do deus das nuvens;
Pés descalços
liberdade de estar amando
na era dos mísseis.
BÁRBARA LIA – Poesias do livro “O sorriso de Leonardo” – Kafka edições baratas – 2.004.
3-Glaucia Nasser
Glaucia Nasser nasceu em Patos de Minas, bem no interior de Minas Gerais. Ainda lá, teceu seus sonhos e agora começa a trilhar uma longa estrada como cantora, conquistando platéias com sua voz e presença marcantes.
Seu primeiro contato com a música foi aos 16 anos, quando ela acompanhava um amigo em ensaios de uma banda que ia se apresentar em um festival em sua cidade natal. Glaucia fazia o coro, até que um dia a vocalista da banda não pôde se apresentar e ela cobriu essa ausência. Em um desses shows, havia um crítico de música que a convidou para fazer um teste na gravadora Ariola. "Foi quando meu pai acabou com a brincadeira e eu passei 20 anos longe da música. Cheguei a tentar ingressar no conservatório de música em Belo Horizonte, mas fiquei afônica no dia do teste e acabei aceitando a idéia de que a música não era pra mim", relembra Glaucia.
Até reencontrar a música, a trajetória de Glaucia foi de muito aprendizado. A família, que atualmente apóia a carreira da artista, nem sempre aceitou a idéia de uma empresária bem sucedida apostar no sonho de ser cantora. "Fui convidada pelo senador Arlindo Porto para entrar para seu partido e concorrer à prefeitura de Patos de Minas. Já tinha uma carreira sólida como executiva e poderia ter entrado para a política, quando decidi que ia cantar e ponto final", conta a cantora.
Glaucia Nasser enfrentou todas as adversidades e apurou sua voz com estudos de interpretação e canto lírico. Depois de conferir o talento de Glaucia no palco, muitos amigos se surpreenderam e ofereceram apoio ao seu trabalho. E assim nasceu seu homônimo disco de estréia, em 2003, no qual Glaucia interpreta canções do compositor Anísio Dias. O CD foi bem recebido pela crítica musical e a cantora levou o repertório do disco aos palcos das principais capitais brasileiras.
Em 2005, uma das mais novas admiradoras do trabalho de Glaucia Nasser proporcionou a ela uma grande conquista. Trata-se de Candice Vargas, pesquisadora do selo Putumayo de New York, que entrou em uma loja de discos no Brasil, ouviu as músicas do primeiro CD de Glaucia, comprou o disco e se apaixonou pela canção “Lábios de Cetim”, que foi selecionada para compor o repertório da coletânea Accoustic Brazil 2005. O disco inclui canções de grandes nomes da MPB como Caetano Veloso, Chico Buarque, Paulinho da Viola e Gal Costa.
Em 2006, Glaucia Nasser lançou seu segundo CD, “Bem demais”, também muito bem recebido pela crítica musical. No álbum, que conta com a direção artística de Sérgio de Carvalho, a cantora interpreta canções de Ivan Lins, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, Isabela Taviani, Gilberto Gil, dentre outros.
Mesmo tendo uma sólida carreira como executiva, Glaucia sabia que sua escolha pela música era o melhor caminho a ser seguido. "Se estou triste, cantar me tira a tristeza, se estou cansada, esqueço o cansaço. A música me leva para um lugar dentro de mim que é o melhor de mim mesma. Acho que quando encontramos no mundo material alguma atividade que nos leva a ser o melhor de nós é aí, nesse lugar, que nos encontramos”, define a cantora.
Glaucia Nasser – Informações para a Imprensa:
Rio de Janeiro: Ciranda Comunicação – www.ciranda.inf.br
Tel: (21) 2540-5865
Susana Ribeiro – susana.ribeiro@ciranda.inf.br
Leticia Motta – leticia.motta@ciranda.inf.br
São Paulo: Com Texto - www.ctexto.com.br
Tel: (11) 3256-8171
Fernanda Franco – fernanda@ctexto.com.br
Roberta Naddeo - robertanaddeo@ctexto.com.br
Glaucia Nasser – Site Oficial: www.glaucianasser.com.br
4-ANGELA OITICICA
( Angela nadjaberg Ceschim Oiticica )
Gaivotas rubras
Gaivotas rubras
levam mensagens
enlevo
dor
amor
tudo em chuva
de penas
escarlates
Volteiam as praias
dos pensamentos híbridos
mostram em seus gritos
trinados fortes
crianças
guerras
potestades
fome
Será que climas
as atormentam
Não
Gaivotas são
os nossos sentimentos
Gaivotas nuas
da paz
se incumbem
Gaivotas rubras
volteiam
em circulo
a lucidez
das chamas
ancestrais do tempo
****
Paredes da imaginação
Os sonhos nos homens
são enredos
Grafites infantis
pintam paredes
Adormecidos brilhos
rebeldes
Cancioneiros transformados
ao relento
Em diários
Passos e
sorrisos
Glória trancada
nos jardins
sem portão
Livre intento
Passo firme
na direção
das ruas e paredes
que fluem
da imaginação
****
Pós-escrito
A vida escorre
tintas roubadas
de um arco-íris
As pétalas levadas
pelo vento
transmitem a paz
tão prometida
dos intentos
e intenções
Estarão
pousando
leve
nos labirintos
dos sonhos
coloridos
A espuma do mar
em devaneio
sustenta
a leveza das
pétalas
Momentos guardam
corações
a dançar
o pós-escrito
tempo dos
desejos
****
Fragrância
Há uma fragrância
no ar
Que traz o mar
das verdades
humanas
Anseios, veracidade
procura, encontros
Ilhas longas
lampejos de desejos
****
Poema
Tanto tempo...
Tanto tempo...
Me vejo a
dar voltas
em sentimentos
Arranjos do tempo
estes momentos
Levadas marolas
do mar profundo
sorri o mundo
Folhas
folhas trazem vida
Folhas
trazem diários
escritos
momentos pequeninos
as vezes clandestinos
peregrinos
A alma
esta
busca o divino
tropeça
levanta
corre
não não morre
vive qual um sino
****
Translucidez das águas
Água
envolve
o primeiro encontro com o sopro
O vento laqueia
o andar
das lufadas do tempo
Folhas, pergaminhos, numeração
do mito.
Derramam-se tendas
em murmúrio...
Brasas escaldam
o cortejo do milho
a boca.
Água escorre pelos cantos
da boca
delicia!
Azucrinante!
Pepino no céu
esta dúvida:
massacrada
charge de vivencias
Assim mesmo
apoteose:
o batismo do peixe
fora do aquário
evoluindo corais
****
Poema sentimental
Gostaria de postar
e escrever enormes versos
versos que deleitassem
fizessem sorrir
e até gargalhassem
palhaços de anis
O tempo azul recorrerá
o deleite de um
momento assim
Momento de versos
escorridos
sem serem repetidos
vôos de sentimentos
soltando
âncoras no mar profundo
sorriso imenso de ondas
a quebrar
O tempo azul recorrerá
o deleite de um
momento assim
Nada impede que versos
irão singrar
os sentimentos
de um eterno amor
a arrastar o mar
brilho de lantejoulas
a passear
soltando pingos de mar
http://www.sombriasescrituras.com/conto_emprego.htm
http://www.sombriasescrituras.com/conto_licantropo.htm
nestes links leia dois contos meus.
http://www.fanstory.com/selectprofileportfolio.jsp?userid=161043&tf=3
neste link você encontra no meu portfólio poemas em Inglês, contos e
até uma novela. meu pai é estrangeiro e sempre falei Português e
Inglês. Viajei muito entre Europa e Oriente. Estudei em Escolas de
língua Inglesa. Ser bilíngüe tem também suas dificuldades.
5-REYNALDO VALINHO ALVAREZ
A Academia Luso-Brasileira de Letras convida para a palestra de Reynaldo Valinho Alvarez,
“Das rias galegas às praias do Rio: uma travessia poética sobre o Atlântico”.
Dia 18 de setembro, terça-feira, às 16 horas,
na avenida Augusto Severo, 8 -3ºandar – prédio do IHGB - Lapa.
Reynaldo falará sobre os temas e formatos de sua poesia., em que há aspectos cariocas, mineiros, gaúchos ou nordestinos, assim como outros tantos galaicos, lusos ou hispânicos. É uma poesia que parte do local para o universal, dirigindo-se a toda a humanidade.
Nas palavras de Astrid Cabral, sobre A faca pelo fio:
“Aqui estão presentes as formas de predileção do autor (o soneto, com a variante do soneto-e-meio, os decassílabos em estrofação progressiva) e outras de menos freqüência no conjunto, como os tercetos arrematados por dísticos, ou os amplos versos modernistas. Como se pode perceber desde a primeira leitura, estamos diante de um poeta que, se rejeita a rebeldia iconoclástica das vanguardas, abraça a tradição de modo criativo sem submeter-se à rigidez das convenções. A atitude estética é de assumida resistência face à desintegração do mundo contemporâneo, abalado em múltiplos planos. À extrema atualidade de seu recorrente tema – o esmagamento do homem nas megalópoles do século XX – ele contrapõe o antídoto das formas artísticas duradouras e universais do ocidente, atento sempre à simetria e ao equilíbrio clássicos na construção do seu projeto verbal.
Ao lidar com a dialética natureza/civilização, Valinho denuncia as falácias do progresso, esquadrinha a miséria dos excluídos e chora o exílio do ser urbano, num mundo onde ‘os pássaros não cantam como anteontem’ e a própria chuva de bênção redentora passa à causa de lama, pois ‘A chuva suja e lava, mas não limpa / os ossos infiltrados de tristeza’.”
Reynaldo Valinho Alvarez (Rio de Janeiro, 1931) escreve poesia, crônica, ficção, ensaio e literatura infanto-juvenil. Publicou 38 livros e participou de mais de trinta coletâneas com outros escritores.
Colaborou em órgãos da imprensa como "Última Hora" e "Jornal de Letras". Fez parte de comissões julgadoras de concursos literários de âmbito nacional. Divulgou a poesia brasileira em festivais internacionais na Suécia, na República da Macedônia, no Québec (Canadá) e nas Canárias (Espanha).
Tem poemas vertidos para o sueco, o italiano, o francês, o espanhol, o galego, o corso, o persa e o macedônio. Incluído nas principais enciclopédias e antologias da literatura brasileira contemporânea, reúne vasta fortuna crítica e foi premiado por importantes instituições culturais do país, como a Academia Brasileira de Letras, e do exterior, em Portugal, no México e na Itália.
6-IVY GOMIDE
Psicanalista de profissão, ex artista plástica e poeta
Reside no Rio de janeiro aos pés do corcovado.
Ivy Gomide até o momento não publicou nada no papel apesar de ter 3 livros registrados.
DESAFIANDO RIMAS - PELE PÊSSEGO DOS DEDOS - EXTRAÍDO DAS VEIAS
Escreve poemas a 3 anos com intensa voracidade. Tem muitas parcerias com outros poetas.
possui um blog onde escreve esporadicamente.
http://www.recantodasletras.com.br/autores/ivygomide
Fez dois vídeos para o youtube, recitados por ela mesma
RASGO PALAVRAS ROUCAS ( este em parceria)
http://www.youtube.com/watch?v=xXViEVvAJRM
NA CADÊNCIA MACIA DA BOCA.
http://www.youtube.com/watch?v=s__34L4zeUg
Do livro : Extraído das Veias
CETIM LIGTH
Caso me espremas
derramo sangue
por frestas
do coração
Caso me afagues
deslizo
balas cetim ligth
no pensamento
Caso me fales
como estrelas
com gosto de chocolate
Caso me toques
acordo em flor
aberta pra vida
RJ – novembro - 2006
****
MINHA ALMA EM BALA
Letra engasgada
Digere
Isto e aquilo
Sabores di-Versos
Ávidos
Insensatos.
Taças e papéis rondam pensamentos
enquanto a canção resvala.
Minha alma em-bala
O tiroteio acirra
a vidraça sangra.
Des graça..
Viro-a-taça.
Gira o CD
Viajo espaços
Envolta
Nos braços
-Abra ços-
Restos de ternura alinhavam corpo,
Não ouço gritos
Estrangulo dores.
Entorno versos
Umedecidos
Como lenços
Perfumados.
Abril/2007
****
Do livro Desafiando Rimas
ESPAÇO EXÍGUO
Terra e mar
disputam espaço
exíguo da expressão
Impressão
do ponto e
contraponto
da vida,
ilusão da existência.
Opostos
presentes
busca da essência
de perfumes
que habitam o instante
complexo
do tudo e do nada
Inspiro-me
entre terra e mar
como onda,
sem nada explicar
RJ – 21/10/2005
*****
CRAVADO
Visceralmente
atravesso
meu desejo
mutilado
entorpecido
cravado
no descaso.
Desigualdade brutal
rompem meus versos
queimam a
garganta
na agonia.
RJ – 25/10/2005
****
Do livro Pele Pêssego dos dedos
PELE PÊSSEGO DOS DEDOS
O grito ecoa
rachado
rasgando espaços
Semblante
que se desfez
no sorriso estático
do luar escondido
Por onde anda agora
o luar
de ossos doloridos
Fechado na mão
que espreme a dor
faminta de desejos?
Desejo-te asa perfumada
de palavras
Desejo a pele pêssego
de teus dedos.
O olhar penumbra dos teus pensamentos.
RJ – 10/05/2006
****
DESLIZANDO O POEMA
Desisti de entender
a incompetência.
As estrelas que habitam
meus dedos
amaciados
no sabor
de frutas silvestres,
recusam-se aceitar
delírios tóxicos
de imbecilidades.
Tripas, alma, rins,
entram em pânico
metralhando
um organismo
necessitado de ser.
O coração
em pranto, acalma-se
hipnóticamente com
letras que aportam
a ponta da língua
feito açúcar
deslizando
o poema
Preciso de ti, menino
palavra.
Vem e dorme
na cama verde água
de meu pensamento,
acorda com bocejos
e senta meu teclado
lambendo beiços.
Abre a boca lânguida
e diz a quem quiser ouvir,
que és tu
quem estanca feridas
sangrentas do soco
que na vida há!
RJ – 17/06/2006
7-KATIA CEREGATTO
Meu nome completo é Kátia Silene Ceregatto Venturoli, nasci em Rio Claro – SP
Sou pintora, trabalho com óleo sobre tela. Gosto de pintar poesias e escrever paisagens...
Minhas aventuras pelo mundo das letras começou cedo, quando criança meu lugar preferido já era a Biblioteca Municipal, onde me perdia entre tantos sonhos e idéias maravilhosas.
Minhas publicações:
Antologia de Poesias DiVersos
Antologia de Poesias Mosaico
Antologia de Poesias Caleidoscópio
Antologia de Microcontos Expresso 600
Antologia de Poesias Café Filosófico –CF4
Antologia de Haicais Café Filosófico –CF4
“A melancolia é a pincelada de luz que ressalta os contornos da poesia.”
Kátia Ceregatto
kasiceve@hotmail.com
Baú
Quero ser o carvalho que envolve e esconde,
mas que concede a visão resplandecente da riqueza oculta
a quem tiver a destreza de abri-lo sem golpes de machado.
Banzo
Ando com saudade...
Saudade de pessoas,
Saudade de momentos,
Saudade do mar...
Mas de tudo o que sinto,
se os meus olhos com os teus fossem atendidos
a saudade então não faria mais sentido
pois em teus olhos cabe tudo:
as pessoas, os momentos e o mar.
Atrevida
Atrevo-me a escrever versos
mesmo que suas rimas sejam pobres
eles contam meus reversos,
atrevo-me a escrever poesia
mesmos sem ritmo nem harmonia
ela conta minha carestia.
Sim, atrevo-me a escrever,
e não importa do versar o saber
você comigo não rima...
Ritmo?
Onde está agora o meu istmo?
Sem ti não chego a nenhum lugar
desarmonizo até a linha do mar,
não rimo nem encanto,
para os versos, olho com espanto...
Porque será meu amor
que insistes em rimar com dor?
Não sabes que não tem nenhum valor?
Ouro sim seria,
conseguir quem sabe, a proeza
de rimar sem pobreza,
escrever versos alexandrinos
sem parecer mais um cabotino...
Então te ofertaria um sarau
e de versos faria uma nau,
para navegares sem oriente
e teres de aportar em mim... finalmente!
Sim
Sim...apenas sim.
É a palavra que percorre o vazio
como se fosse o singrar de um navio
por mares estranhos e noturnos.
Sim...
um consentimento e um pedido,
resgate-me desses dias estranhos
pois só tristeza eu tenho tido.
Sim...
Abri todas as portas conhecidas,
despojei-me de mim mesma suplicante
não deixes minhas esperanças vencidas
tua presença ou ausência me faz errante...
Sim...
Tudo podes!
da plenitude da alegria
ao vazio abissal,
és sangria, és poesia, és energia vital.
Sim...
Tudo em mim a ti clama
e o meu corpo por ti chama,
venhas sem demora, venhas no romper das horas
pois o meu tempo é sempre o agora...
Sim! Para sempre... Sim!
Desconexão
Estou onde não podes me achar,
no pacífico leito do mar
onde nada alcança,
nem a rosa, nem a lança.
Submersa no silêncio das águas orantes,
sou uma rocha, não um pássaro como antes...
Mande me escafandros
para que continuem os meandros
de uma história tão bela,
que começou naquela ruela...
Necessária solidão
A solidão é um vasto campo
por onde corre o coração do escritor...
e por aí segue errante
em busca de um lenitivo para a dor...
tem de saber entristecer para com ela encontrar
a musa fugidia que esconde o olhar
beleza tão profunda e vasta que até dói
faz silêncio, maltrata, depois vem e destrói
faz nascer do âmago da dor como se flor fosse
um bouquet de sentimentos todos eles agridoce.
8-DINOVALDO GILIOLI
Diretor do Sinergia – Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis
O CAPITALISMO E O CANTO DA SEREIA
Na mitologia, sereias são criaturas metade peixe, metade mulher. Inebriados por seu canto, marinheiros lançam-se às águas e, como diz a canção, "vão com elas pro fundo do mar". Mais do que nunca, o mito é oportuno nos dias de hoje, em que tantos são seduzidos pelo canto da sereia. Aventurar-se faz parte da vida, assim como sucumbir ao canto da sereia também, pois o que está no inconsciente da humanidade está em nós. O que fica de lição, numa leitura psicológica do mito das sereias, é que a vida está para ser vivida o mais inteiramente possível, e isso pressupõe naufrágios e um enorme esforço para chegarmos inteiros a praia, nos adverte Vera Souza Dantas em seu artigo Olhai o canto da sereia!
O que tem a ver essa personagem da mitologia com o sistema capitalista, com o tal mundo globalizado, onde dizem que as fronteiras se dissiparam no ar?
No seu mais fino estágio de sedução e no auge de mais uma de suas profundas crises, o capitalismo tem buscado envolver os trabalhadores na tentativa de escamotear as suas contradições, de amenizar conflitos, de confundir a cabeça desses trabalhadores e de (re)definir o papel de suas entidades de classe (sindicatos). Não é à toa, que vez ou outra, (e quase sempre), escutamos as famosas frases de efeito: o sindicalismo precisa se modernizar, mudar as suas formas de atuação, de luta, afinal o mundo mudou. Veja só, não somos mais chamados pelos patrões de trabalhadores. Agora, somos todos colaboradores - simpático, não?
De forma explícita ou velada, vão imprimindo no inconsciente de cada um de nós "novos" conceitos que visam adoçar a nossa relação com o sistema - que alguns acreditam que pode ser democratizado, humanizado. E você, como trabalhador, como vendedor da força de trabalho que é mais, ou menos explorado, (mas sempre explorado) pelo capitalismo, acredita nisso? Você acredita que é possível democratizar um sistema que só sobrevive pela imposição autoritária e violenta de suas regras? Você acredita que é possível humanizar um sistema que só sobrevive porque exclui no mundo dois terços de seres humanos a uma vida digna? Entre o mundo real e o apregoado pelos detentores do poder, do capital, há um profundo e mal cheiroso abismo que, usando de seus mais criativos e perfumados disfarces, o sistema tenta esconder: o que é, não é o que parece ser.
É inegável, o capitalismo tem seus encantos: dinheiro, poder, propriedades, prestígio. Mas nunca podemos esquecer, como trabalhadores que somos, que isto é para poucos. E um sistema voltado para manter a ganância e opulência de alguns privilegiados, deve ser permanentemente repudiado e combatido pelos trabalhadores, suas entidades de classe e por todos que tem como perspectiva uma sociedade socialmente justa e feliz.
Não se deixe enganar, a luta de classes não acabou: capitalista é capitalista, trabalhador é trabalhador. Cuidado com o canto da sereia !
9-Concurso de Crônicas e Ilustrações
REGULAMENTO
CAPÍTULO 1
Dos Temas
Art. 1º - O presente Regulamento destina-se a selecionar as melhores crônicas e ilustrações, nas categorias que especifica, com o tema "Rostos de Mulher".
CAPÍTULO 2
Dos Participantes
Art. 2° O concurso é destinado a todos os membros da Comunidade Discutindo Literatura.
CAPÍTULO 3
Da Inscrição e postagem dos trabalhos
Art. 3° O prazo para inscrições tem início em 06 de setembro de 2007 e término em 06 de outubro do mesmo ano. Sendo que os trabalhos recebidos fora desse período estarão automaticamente desclassificados.
Art. 4° Os trabalhos devem ser postados aqui nesse tópico e enviados via postal para o seguinte endereço: Avenida Francisco Sá Tinoco, 284- Centro- Itaperuna- RJ- CEP: 28300000. O interessado deverá enviar carta registrada com AR – Aviso de Recebimento, como forma de comprovar o encaminhamento da inscrição.
§ 1º-
Serão desconsideradas as inscrições que tenham sido postadas com data posterior ao dia 06/10/2007.
§ 2º-
Ao inscrever-se, o concorrente declara estar de acordo com todas as condições estabelecidas neste regulamento.
§ 3º-
Para a inscrição via postal, o participante deverá entregar a seguinte documentação:
Cópia da Cédula de Identidade ou do RG escolar; cópia de comprovante de endereço.
Artigo 5º – A cópia da documentação solicitada deverá ser colocada num envelope lacrado sem identificação e inserida em outro envelope contendo também as 3 (três) vias do texto ou a ilustração concorrente impressas e em suporte informático - CD ou disquete a 300 dpis Jpeg .
I-As crônicas podem ter até 80 linhas (com título).O texto deverá ser apresentado em três vias, digitado, não sendo aceito, em hipótese alguma, texto manuscrito ou rasurado. A crônica não poderá ser assinada nem possuir qualquer marca que possa, eventualmente, identificar seu autor. Impressão com tinta preta, em apenas uma face do papel; Letra times new roman ou arial, tamanho 12; Papel A4; Parágrafo formatado com espaçamento entrelinhas simples; Margem direita, esquerda, superior e inferior de 2,5 cm.
II- Cada participante poderá concorrer com apenas um trabalho, não sendo aceitos, em hipótese alguma, textos ou ilustrações que já tenham sido premiados em concursos, ainda que inéditos.
III- Para participar, o inscrito poderá utilizar qualquer técnica de ilustração de que tenha domínio.As ilustrações poderão ser em técnica escolhida pelo autor desde que inéditas.
IV- A ilustração não poderá ser assinada nem possuir qualquer marca que possa, eventualmente, identificar seu autor.
V- O participante deverá obedecer as especificações abaixo para sua ilustração:
. Dimensão mínima: A4 (21 cm x 29,70 cm);
. Dimensão máxima 50 cm x 50 cm;
. Colorida ou em uma única cor.
CAPÍTULO 4
Da Comissão de Julgamento
Art.6° A escolha dos melhores trabalhos será feita por uma Comissão de Julgamento, especialmente designada para este fim, pelos membros da Comissão Organizadora.
Art.7° A Comissão de Julgamento será constituída por professores, artistas plásticos, escritores e críticos com reconhecimento profissional na área, tendo a responsabilidade de avaliar e premiar os trabalhos inscritos no concurso.
Não poderão participar deste concurso pessoas dos quais participe, a que título for:
I-Membro da Comissão de Julgadora;
II. Membro da Comissão Organizadora.
§
Para garantir a lisura do processo de seleção, os integrantes da Comissão Julgadora serão conhecidos somente no dia da premiação
Art.8° As decisões da Comissão de Julgamento não serão suscetíveis de recursos ou impugnações em qualquer fase do processo de premiação.
CAPÍTULO 5
Da Premiação
Art.9° Os prêmios serão atribuídos aos primeiros colocados, sendo que após o primeiro colocado até o décimo de cada categoria , serão concedidas menções honrosas.
Art.10° Aos primeiros colocados será concedido um livro para cada um.
Das fases do concurso
Art.11 A divulgação dos resultados ocorrerá a partir do dia 20 de outubro de 2007.
Art.12 A entrega dos prêmios aos vencedores será feita imediatamente após a divulgação do resultado.
§ Os trabalhos premiados poderão compor uma publicação do Prêmio através de Plaquetas.
Das Considerações Finais
Art.13 O não-cumprimento de quaisquer das exigências regulamentadas implicará a desclassificação do trabalho.
§ Aos vencedores será dado conhecimento através de e-mail. Os textos e ilustrações não serão devolvidos.
Inscreva-se!
Discutindo Literatura
LUIZ ALBERTO MACHADO é poeta, escritor, compositor musical e autor teatral pernambucano, editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites e escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 5 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br
CAXANGÁ
Nasce o dia e a criança sorri de alegria com a vida nas mãos. O coração na primavera parece quimera feita de sol, onde brincam arrebóis em sonhos coloridos entre bemóis e também sustenidos que são exibidos na cantiga da infância como a fragrância de tudo reunido.
Vem a tarde e o menino já é um rapaz com os olhos iguais aos que viram no mundo. E vão lá no fundo do que vêem agora, muito embora não vejam de tudo. Quando falam, são mudos. Quando riem, desnudos. E devem acordar. Preferem singrar solidões mais noturnas, usurpando as dunas de tudo alcançar.
Cai à noite e já homem feito se acha perfeito, é de hoje e nada sabe. Não quer que desabe sua arquitetura e toda sua aventura suspira no tempo, audaz nos tormentos e inquietações. São mais solidões seguindo a pisada, segue a sua estrada escorraçada da terra. Emperra e desanda, peleja de banda entre farpas e mesquinharias. Ferve em demasia, enganando a esperança. Alcança faíscas e chamas onde inflama a fúria, a ira, o alarido. Está mais perdido e ao se adiantar, não avança. Ao recuar, mais se cansa. Quando volta, não há mais saída. E retoma na lida, nada divisa, não há direção.
Quando então se madruga é hora de recomeçar, re-arrumar o destino e a sina. É quando desatina e se estende nos céus, desvela os seus véus na mais longe das terras. E se encerra no mais largo dos mares, penando pesares, com as forças exaustas. O que há de nefasto, o que há de perverso, são espelhos reversos e fazem-no olhar para trás. Dar a mão à criança, ao menino e ao rapaz, refazendo o homem que jaz de mãos dadas com a vida, quando tem por guarida só a comunhão para ver que a vida está na palma da mão.
MULHER RENDEIRA
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
Pescador foi pro mar, a rendeira no lar no filé, rendendê.
Como o mar é do peixe, a renda é enfeite no tear a tecer seu hábil engenho, seu zelo e empenho no bilro a rançar. A desfiar seus bordados, saiotes, xales, laçarotes, bustiês e galões, contornar com meneios, toalhas, entremeios e bicos nos serões.
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
Na sombra timbaúba dedilha amiúde a ficar colorido, almofada capacete, modelada em alfinente, tudo é muito bem urdido.
Quando é renascença num algodão de nascença, alinhava lacê. Depois vem toda goma quando ela engoma pra dar rigidez.
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
São ramos de ponto-de-cruz, são malhas de cabecinha, são traças e vassourinha, são nervuras, nhandubi. É ponto sol, ponto lua, xerém e folhagem, é renda-da-terra que fazer labirintos da vida daqui.
Nos varais são torres, dois-amarrados, papagaio, bunda-de-sapo, tapioca-sem-côco, tudo não é pouco na para-de-siri.
Quando é branco mais que bonitinho,
Quando em cor faz tudo mais vivinho.
Tudo é crivo que tece no linho.
Tudo é vivo no fuso devagarinho.
Onde há rede, há renda
Onde há rede, há renda
E muxiba no moquém.
NANÁ VASCONCELOS
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Bate bombo e saculeja, vale tudo, bê-a-bá !
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!
Vento chama vento, tempo passa e o passo é tempo, manda aqui, manda acolá. E o que é que há na volta da calmaria cada noite em cada dia, tataritaritatá. E venha cá, manda ver lá no terreiro, só na luz do candeeiro o som do côco que é lunar. E manda já longe lá na freguesia um repente de alegria para a festa animar.
Isso vai dar, isso vai dar o que falar. Isso vai é se danar na maior repercussão. Preste atenção, não diga nada não, vai dar loa de chegada, uma a mais na embolada no meio da reinação.
Isso vai pras beiradas do Recife, coisa que nem sei se disse, ou esqueci pelo chão. Isso vai dar revolução, saga de nego santo, sapecada em cada canto descendo do ribeirão.
Isso vai dar num fandango mais que jazz, um mais nove só não faz, não erre na adição. Isso vai dar muita festa lá no céu, rala bucho o tiruléo, bate coxa no baião.
Isso vai dar xote bom no berimbau, troça solta e o escambau, tudo contaminação. Não faz mal não, isso é tudo carnaval, rola do canavial pronde der a ferveção.
Isso vai dar de chegar só na canela, de esborrar pela janela feito fez o Gonzagão. Não vai ter não quem saia ileso dela, batucada descabela do litoral ao sertão.
Ê Naná, Ê Naná, Ê Nana!
Bate bombo e saculeja, vale tudo o bê-a-bá !
Ê Naná, Ê Naná, Ê Nana!
Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!
O mundo é verde no sertão das memórias, quase choro de emoção com as estórias, quando bate uma saudade. Isso é verdade, coisas do cego Aderaldo, verso dum poema alado num mote vivo a glosar. Nem espiar um caboclo só de lança que as estrelas toda alcança quando reina a dançar.
Isso vai dar num roliço dum xaxado, num martelo agalopado, até num maracatu. Vai dar nordeste, muito do cabra da peste bom que só mel de uruçu. Vai dar forró, dar baião e dar fogueira. Vai dar bocó na cirandeira na volta mandacaru.
Vai dar no que vai ser e viva São João, viva todos nós então, viva a força do martelo, o forró do seu Antero, o vôo do quero-quero, viva Naná Vasconcelos e tudo que vier de bão.
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Bate bombo e saculeja, vale tudo, bê-a-bá !
Ê Naná, ê Naná, ê Naná!
Olha o tombo que azuleja, nunca mais um baobá!!!
DA ROSA, O POETA
dela, toda espera
nem soubera do amanhã desde ontem:
tropeços de uma vez
nunca demais errâncias de sempre. até quando?
era uma vez, ah, uma vez
e já rosa a poesia, o poeta só medra.
a rosa é a poesia. O poeta, nada: ulula.
a rosa, apesar: outono (que fecunda a poesia parindo lídimo amor) pudera.
fecunda a terra: a alma do poema.
a rosa, os passos do poeta: nem sempre sonhos, nem sempre sempre, pedras trilhadas: o amor, sangue, verbo e sexo. sexo: rubro da carne dela. sangue: a rosa dela.
na rosa o cio do poeta: a carne dos versos da prosa (limítrofes: coração na mão, nau ao léu, vau, vai).
Pudera.
Poesia e rosa, o poeta soubera.
ENTREGA
dê-me sua mão nessa rua
nossos sonhos são tantos
que já nem sei seguir
por veleidades
por esta eternidade
de sentir só
oh! tenha dó
sou curumim da flor de anil
mil emoções a mil
darão vigor a nossa lida
ressurreição da vida
quando valer o pó
por favor
não vá fingir
sorriso de manhã
sou o carinho da areia
na entrega do mar
e até invadiu minhas veias
o fogo de amar
não vá fazer do desejo
agonia malsã
porque nossas mãos anunciam
o amor já está prá chegar
dê-me sua mão
as minhas são suas
e faça delas duas
a fonte que jamais secou
faça delas a alegria
da vitória e do vencedor
faça assim
no calor dos seus dias
e de noite
no feitiço do amor
PRELUDIO
Foi por viver intensamente
Que amei esta carne
E a fisionomia secreta dos seres
Foi por amar a vida
Que beijei o ventre
E colhi o sonho do sol
Para proteger o homem e a natureza
Foi por ter submetido o coração ao amor
Que submergi nos olhos
No calor vivo das emoções
Sem haver negado qualquer alegria
Nem mesmo projetado qualquer mentira
E foi justamente por ter amado
Que acalentei a dor e a solidão
E renasci eternamente menino.
2-BARBARA LIA
Bárbara Lia é professora de História e escritora. Publicou poemas no jornal Rascunho, Fenestra, Garatuja, Mulheres Emergentes, Revista Etcetera, Revista Coyote, Ontem choveu no futuro. Finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2.004, com o romance - Cereja & Blues(inédito), e 2005 com o romance – Solidão Calcinada (inédito). Livros publicados – O sorriso de Leonardo (Kafka ed. - 2.004), Noir (ed. do autor – 2.006), O sal das rosas (Lumme editor – 2.007) e A última chuva (ME ed. alternativas – 2.007).
e-mail:barbaralia@gmail.com
Site www.chaparaasborboletas.blogspot.com
CHIAR(O)SCURO
Hora suspensa. Horizonte de sangue.
Despediu-se o sol, não brilha a lua.
Barcas estremecem em marés de fogo.
Sinos dobram a Ave-Maria.
O Bem chora a evaporação do dia.
Lágrimas de anjos pela humanidade crua.
Encontro e fuga de almas no ocaso,
Bebendo o sangue solar – poção
De luz para os dias de aço.
Crepúsculo incendiado.
Átimo de esperança: Um Serafim alado,
Flauta de estrelas flana acima de algas e corais.
Toca a música divina estremecendo cristais.
(Jazz, blues, salsa cubana, sinfonia?)
Som azul unindo sangue celeste e marinho.
Serafim, flauta e sol
Evaporam em silêncio de prece.
A branda noite abraça o arrebol.
O eco da flauta aos puros adormece
O SORRISO DE LEONARDO
Dissecar cadáveres
para buscar
a perfeita anatomia.
Libertar pássaros
nos mercados
da Itália renascentista.
Beleza clara
cabelos e barba
emaranhados
luz em desalinho.
Toga cor-de-rosa
levita na pele
suntuosa de gênio
-inocência serena-
Leonardo, in carbon,
copiando a própria beleza,
em sorrisos negados.
Sorriso de Leonardo
inauguraria um novo sol
aplacaria o brilho do astro.
-seu sorriso imaginado
seus quadros incendiados-
nos conduzem enquanto
vamos dissecando o verbo
com fúria encantada
Desejo leonardiano
de libertar o poema
e revelar a musculatura
exata de cada palavra.
MÃOS DE ABRIR NUVENS
Ter mãos de abrir nuvens
Romper o velcro de baunilha
E espiar
Dentro a catedral
Dos sonhos
Um rito de encanto
Crianças e lagos
E mapas emaranhados
A Sexta Avenida
Deságua no Eufrates
E as barcas cruzam
De Bagdad ao Mojave
As mãos se enlaçam
Negras brancas
Amarelas azuis.
Ter mãos de abrir nuvens
Descobrir a alma de neve
E perfume
Que se fazem
Pássaros
Camelos
Bailarinas.
Quem possui mãos de abrir nuvens?
Quem rega pedras
E pesca pássaros
Em tempestades
E ancora no alto
Da montanha mais alta
Suas caravelas.
Quiçá Penélope,
Sem manto, grilhões e espera.
A abrir nuvens
Além da torre de concreto
Em pleno azul
Entre a brancura espumada.
Mãos de mulher livre
A abrir o velcro
Da humanidade encantada.
GOSTO DE CHUVA
Para a terra a chuva é doce.
Para a fonte, confidente.
Para a criança, bolinhos com canela,
Lareira, histórias.
Para os sapos – uma festa!
Para mim – alma lavada.
Para quem dorme a chuva tem
A magia do canto da sereia.
BEM-TE-VI
Ramagem arranha janela.
Sonho: Aeroporto fantasma.
Espíritos de náufragos do Titanic.
Ku Klux Kan ateando fogo ao enforcado.
Seqüência horripilante:
A mulher sem olhos na cama,
entre lençóis úmidos de chuva.
Acordo com o bem-te-vi.
Na manhã de sol.
Na mesma paisagem.
BRISA
Entardecer lilás
brisa de raro fôlego
do deus das nuvens;
Pés descalços
liberdade de estar amando
na era dos mísseis.
BÁRBARA LIA – Poesias do livro “O sorriso de Leonardo” – Kafka edições baratas – 2.004.
3-Glaucia Nasser
Glaucia Nasser nasceu em Patos de Minas, bem no interior de Minas Gerais. Ainda lá, teceu seus sonhos e agora começa a trilhar uma longa estrada como cantora, conquistando platéias com sua voz e presença marcantes.
Seu primeiro contato com a música foi aos 16 anos, quando ela acompanhava um amigo em ensaios de uma banda que ia se apresentar em um festival em sua cidade natal. Glaucia fazia o coro, até que um dia a vocalista da banda não pôde se apresentar e ela cobriu essa ausência. Em um desses shows, havia um crítico de música que a convidou para fazer um teste na gravadora Ariola. "Foi quando meu pai acabou com a brincadeira e eu passei 20 anos longe da música. Cheguei a tentar ingressar no conservatório de música em Belo Horizonte, mas fiquei afônica no dia do teste e acabei aceitando a idéia de que a música não era pra mim", relembra Glaucia.
Até reencontrar a música, a trajetória de Glaucia foi de muito aprendizado. A família, que atualmente apóia a carreira da artista, nem sempre aceitou a idéia de uma empresária bem sucedida apostar no sonho de ser cantora. "Fui convidada pelo senador Arlindo Porto para entrar para seu partido e concorrer à prefeitura de Patos de Minas. Já tinha uma carreira sólida como executiva e poderia ter entrado para a política, quando decidi que ia cantar e ponto final", conta a cantora.
Glaucia Nasser enfrentou todas as adversidades e apurou sua voz com estudos de interpretação e canto lírico. Depois de conferir o talento de Glaucia no palco, muitos amigos se surpreenderam e ofereceram apoio ao seu trabalho. E assim nasceu seu homônimo disco de estréia, em 2003, no qual Glaucia interpreta canções do compositor Anísio Dias. O CD foi bem recebido pela crítica musical e a cantora levou o repertório do disco aos palcos das principais capitais brasileiras.
Em 2005, uma das mais novas admiradoras do trabalho de Glaucia Nasser proporcionou a ela uma grande conquista. Trata-se de Candice Vargas, pesquisadora do selo Putumayo de New York, que entrou em uma loja de discos no Brasil, ouviu as músicas do primeiro CD de Glaucia, comprou o disco e se apaixonou pela canção “Lábios de Cetim”, que foi selecionada para compor o repertório da coletânea Accoustic Brazil 2005. O disco inclui canções de grandes nomes da MPB como Caetano Veloso, Chico Buarque, Paulinho da Viola e Gal Costa.
Em 2006, Glaucia Nasser lançou seu segundo CD, “Bem demais”, também muito bem recebido pela crítica musical. No álbum, que conta com a direção artística de Sérgio de Carvalho, a cantora interpreta canções de Ivan Lins, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, Isabela Taviani, Gilberto Gil, dentre outros.
Mesmo tendo uma sólida carreira como executiva, Glaucia sabia que sua escolha pela música era o melhor caminho a ser seguido. "Se estou triste, cantar me tira a tristeza, se estou cansada, esqueço o cansaço. A música me leva para um lugar dentro de mim que é o melhor de mim mesma. Acho que quando encontramos no mundo material alguma atividade que nos leva a ser o melhor de nós é aí, nesse lugar, que nos encontramos”, define a cantora.
Glaucia Nasser – Informações para a Imprensa:
Rio de Janeiro: Ciranda Comunicação – www.ciranda.inf.br
Tel: (21) 2540-5865
Susana Ribeiro – susana.ribeiro@ciranda.inf.br
Leticia Motta – leticia.motta@ciranda.inf.br
São Paulo: Com Texto - www.ctexto.com.br
Tel: (11) 3256-8171
Fernanda Franco – fernanda@ctexto.com.br
Roberta Naddeo - robertanaddeo@ctexto.com.br
Glaucia Nasser – Site Oficial: www.glaucianasser.com.br
4-ANGELA OITICICA
( Angela nadjaberg Ceschim Oiticica )
Gaivotas rubras
Gaivotas rubras
levam mensagens
enlevo
dor
amor
tudo em chuva
de penas
escarlates
Volteiam as praias
dos pensamentos híbridos
mostram em seus gritos
trinados fortes
crianças
guerras
potestades
fome
Será que climas
as atormentam
Não
Gaivotas são
os nossos sentimentos
Gaivotas nuas
da paz
se incumbem
Gaivotas rubras
volteiam
em circulo
a lucidez
das chamas
ancestrais do tempo
****
Paredes da imaginação
Os sonhos nos homens
são enredos
Grafites infantis
pintam paredes
Adormecidos brilhos
rebeldes
Cancioneiros transformados
ao relento
Em diários
Passos e
sorrisos
Glória trancada
nos jardins
sem portão
Livre intento
Passo firme
na direção
das ruas e paredes
que fluem
da imaginação
****
Pós-escrito
A vida escorre
tintas roubadas
de um arco-íris
As pétalas levadas
pelo vento
transmitem a paz
tão prometida
dos intentos
e intenções
Estarão
pousando
leve
nos labirintos
dos sonhos
coloridos
A espuma do mar
em devaneio
sustenta
a leveza das
pétalas
Momentos guardam
corações
a dançar
o pós-escrito
tempo dos
desejos
****
Fragrância
Há uma fragrância
no ar
Que traz o mar
das verdades
humanas
Anseios, veracidade
procura, encontros
Ilhas longas
lampejos de desejos
****
Poema
Tanto tempo...
Tanto tempo...
Me vejo a
dar voltas
em sentimentos
Arranjos do tempo
estes momentos
Levadas marolas
do mar profundo
sorri o mundo
Folhas
folhas trazem vida
Folhas
trazem diários
escritos
momentos pequeninos
as vezes clandestinos
peregrinos
A alma
esta
busca o divino
tropeça
levanta
corre
não não morre
vive qual um sino
****
Translucidez das águas
Água
envolve
o primeiro encontro com o sopro
O vento laqueia
o andar
das lufadas do tempo
Folhas, pergaminhos, numeração
do mito.
Derramam-se tendas
em murmúrio...
Brasas escaldam
o cortejo do milho
a boca.
Água escorre pelos cantos
da boca
delicia!
Azucrinante!
Pepino no céu
esta dúvida:
massacrada
charge de vivencias
Assim mesmo
apoteose:
o batismo do peixe
fora do aquário
evoluindo corais
****
Poema sentimental
Gostaria de postar
e escrever enormes versos
versos que deleitassem
fizessem sorrir
e até gargalhassem
palhaços de anis
O tempo azul recorrerá
o deleite de um
momento assim
Momento de versos
escorridos
sem serem repetidos
vôos de sentimentos
soltando
âncoras no mar profundo
sorriso imenso de ondas
a quebrar
O tempo azul recorrerá
o deleite de um
momento assim
Nada impede que versos
irão singrar
os sentimentos
de um eterno amor
a arrastar o mar
brilho de lantejoulas
a passear
soltando pingos de mar
http://www.sombriasescrituras.com/conto_emprego.htm
http://www.sombriasescrituras.com/conto_licantropo.htm
nestes links leia dois contos meus.
http://www.fanstory.com/selectprofileportfolio.jsp?userid=161043&tf=3
neste link você encontra no meu portfólio poemas em Inglês, contos e
até uma novela. meu pai é estrangeiro e sempre falei Português e
Inglês. Viajei muito entre Europa e Oriente. Estudei em Escolas de
língua Inglesa. Ser bilíngüe tem também suas dificuldades.
5-REYNALDO VALINHO ALVAREZ
A Academia Luso-Brasileira de Letras convida para a palestra de Reynaldo Valinho Alvarez,
“Das rias galegas às praias do Rio: uma travessia poética sobre o Atlântico”.
Dia 18 de setembro, terça-feira, às 16 horas,
na avenida Augusto Severo, 8 -3ºandar – prédio do IHGB - Lapa.
Reynaldo falará sobre os temas e formatos de sua poesia., em que há aspectos cariocas, mineiros, gaúchos ou nordestinos, assim como outros tantos galaicos, lusos ou hispânicos. É uma poesia que parte do local para o universal, dirigindo-se a toda a humanidade.
Nas palavras de Astrid Cabral, sobre A faca pelo fio:
“Aqui estão presentes as formas de predileção do autor (o soneto, com a variante do soneto-e-meio, os decassílabos em estrofação progressiva) e outras de menos freqüência no conjunto, como os tercetos arrematados por dísticos, ou os amplos versos modernistas. Como se pode perceber desde a primeira leitura, estamos diante de um poeta que, se rejeita a rebeldia iconoclástica das vanguardas, abraça a tradição de modo criativo sem submeter-se à rigidez das convenções. A atitude estética é de assumida resistência face à desintegração do mundo contemporâneo, abalado em múltiplos planos. À extrema atualidade de seu recorrente tema – o esmagamento do homem nas megalópoles do século XX – ele contrapõe o antídoto das formas artísticas duradouras e universais do ocidente, atento sempre à simetria e ao equilíbrio clássicos na construção do seu projeto verbal.
Ao lidar com a dialética natureza/civilização, Valinho denuncia as falácias do progresso, esquadrinha a miséria dos excluídos e chora o exílio do ser urbano, num mundo onde ‘os pássaros não cantam como anteontem’ e a própria chuva de bênção redentora passa à causa de lama, pois ‘A chuva suja e lava, mas não limpa / os ossos infiltrados de tristeza’.”
Reynaldo Valinho Alvarez (Rio de Janeiro, 1931) escreve poesia, crônica, ficção, ensaio e literatura infanto-juvenil. Publicou 38 livros e participou de mais de trinta coletâneas com outros escritores.
Colaborou em órgãos da imprensa como "Última Hora" e "Jornal de Letras". Fez parte de comissões julgadoras de concursos literários de âmbito nacional. Divulgou a poesia brasileira em festivais internacionais na Suécia, na República da Macedônia, no Québec (Canadá) e nas Canárias (Espanha).
Tem poemas vertidos para o sueco, o italiano, o francês, o espanhol, o galego, o corso, o persa e o macedônio. Incluído nas principais enciclopédias e antologias da literatura brasileira contemporânea, reúne vasta fortuna crítica e foi premiado por importantes instituições culturais do país, como a Academia Brasileira de Letras, e do exterior, em Portugal, no México e na Itália.
6-IVY GOMIDE
Psicanalista de profissão, ex artista plástica e poeta
Reside no Rio de janeiro aos pés do corcovado.
Ivy Gomide até o momento não publicou nada no papel apesar de ter 3 livros registrados.
DESAFIANDO RIMAS - PELE PÊSSEGO DOS DEDOS - EXTRAÍDO DAS VEIAS
Escreve poemas a 3 anos com intensa voracidade. Tem muitas parcerias com outros poetas.
possui um blog onde escreve esporadicamente.
http://www.recantodasletras.com.br/autores/ivygomide
Fez dois vídeos para o youtube, recitados por ela mesma
RASGO PALAVRAS ROUCAS ( este em parceria)
http://www.youtube.com/watch?v=xXViEVvAJRM
NA CADÊNCIA MACIA DA BOCA.
http://www.youtube.com/watch?v=s__34L4zeUg
Do livro : Extraído das Veias
CETIM LIGTH
Caso me espremas
derramo sangue
por frestas
do coração
Caso me afagues
deslizo
balas cetim ligth
no pensamento
Caso me fales
como estrelas
com gosto de chocolate
Caso me toques
acordo em flor
aberta pra vida
RJ – novembro - 2006
****
MINHA ALMA EM BALA
Letra engasgada
Digere
Isto e aquilo
Sabores di-Versos
Ávidos
Insensatos.
Taças e papéis rondam pensamentos
enquanto a canção resvala.
Minha alma em-bala
O tiroteio acirra
a vidraça sangra.
Des graça..
Viro-a-taça.
Gira o CD
Viajo espaços
Envolta
Nos braços
-Abra ços-
Restos de ternura alinhavam corpo,
Não ouço gritos
Estrangulo dores.
Entorno versos
Umedecidos
Como lenços
Perfumados.
Abril/2007
****
Do livro Desafiando Rimas
ESPAÇO EXÍGUO
Terra e mar
disputam espaço
exíguo da expressão
Impressão
do ponto e
contraponto
da vida,
ilusão da existência.
Opostos
presentes
busca da essência
de perfumes
que habitam o instante
complexo
do tudo e do nada
Inspiro-me
entre terra e mar
como onda,
sem nada explicar
RJ – 21/10/2005
*****
CRAVADO
Visceralmente
atravesso
meu desejo
mutilado
entorpecido
cravado
no descaso.
Desigualdade brutal
rompem meus versos
queimam a
garganta
na agonia.
RJ – 25/10/2005
****
Do livro Pele Pêssego dos dedos
PELE PÊSSEGO DOS DEDOS
O grito ecoa
rachado
rasgando espaços
Semblante
que se desfez
no sorriso estático
do luar escondido
Por onde anda agora
o luar
de ossos doloridos
Fechado na mão
que espreme a dor
faminta de desejos?
Desejo-te asa perfumada
de palavras
Desejo a pele pêssego
de teus dedos.
O olhar penumbra dos teus pensamentos.
RJ – 10/05/2006
****
DESLIZANDO O POEMA
Desisti de entender
a incompetência.
As estrelas que habitam
meus dedos
amaciados
no sabor
de frutas silvestres,
recusam-se aceitar
delírios tóxicos
de imbecilidades.
Tripas, alma, rins,
entram em pânico
metralhando
um organismo
necessitado de ser.
O coração
em pranto, acalma-se
hipnóticamente com
letras que aportam
a ponta da língua
feito açúcar
deslizando
o poema
Preciso de ti, menino
palavra.
Vem e dorme
na cama verde água
de meu pensamento,
acorda com bocejos
e senta meu teclado
lambendo beiços.
Abre a boca lânguida
e diz a quem quiser ouvir,
que és tu
quem estanca feridas
sangrentas do soco
que na vida há!
RJ – 17/06/2006
7-KATIA CEREGATTO
Meu nome completo é Kátia Silene Ceregatto Venturoli, nasci em Rio Claro – SP
Sou pintora, trabalho com óleo sobre tela. Gosto de pintar poesias e escrever paisagens...
Minhas aventuras pelo mundo das letras começou cedo, quando criança meu lugar preferido já era a Biblioteca Municipal, onde me perdia entre tantos sonhos e idéias maravilhosas.
Minhas publicações:
Antologia de Poesias DiVersos
Antologia de Poesias Mosaico
Antologia de Poesias Caleidoscópio
Antologia de Microcontos Expresso 600
Antologia de Poesias Café Filosófico –CF4
Antologia de Haicais Café Filosófico –CF4
“A melancolia é a pincelada de luz que ressalta os contornos da poesia.”
Kátia Ceregatto
kasiceve@hotmail.com
Baú
Quero ser o carvalho que envolve e esconde,
mas que concede a visão resplandecente da riqueza oculta
a quem tiver a destreza de abri-lo sem golpes de machado.
Banzo
Ando com saudade...
Saudade de pessoas,
Saudade de momentos,
Saudade do mar...
Mas de tudo o que sinto,
se os meus olhos com os teus fossem atendidos
a saudade então não faria mais sentido
pois em teus olhos cabe tudo:
as pessoas, os momentos e o mar.
Atrevida
Atrevo-me a escrever versos
mesmo que suas rimas sejam pobres
eles contam meus reversos,
atrevo-me a escrever poesia
mesmos sem ritmo nem harmonia
ela conta minha carestia.
Sim, atrevo-me a escrever,
e não importa do versar o saber
você comigo não rima...
Ritmo?
Onde está agora o meu istmo?
Sem ti não chego a nenhum lugar
desarmonizo até a linha do mar,
não rimo nem encanto,
para os versos, olho com espanto...
Porque será meu amor
que insistes em rimar com dor?
Não sabes que não tem nenhum valor?
Ouro sim seria,
conseguir quem sabe, a proeza
de rimar sem pobreza,
escrever versos alexandrinos
sem parecer mais um cabotino...
Então te ofertaria um sarau
e de versos faria uma nau,
para navegares sem oriente
e teres de aportar em mim... finalmente!
Sim
Sim...apenas sim.
É a palavra que percorre o vazio
como se fosse o singrar de um navio
por mares estranhos e noturnos.
Sim...
um consentimento e um pedido,
resgate-me desses dias estranhos
pois só tristeza eu tenho tido.
Sim...
Abri todas as portas conhecidas,
despojei-me de mim mesma suplicante
não deixes minhas esperanças vencidas
tua presença ou ausência me faz errante...
Sim...
Tudo podes!
da plenitude da alegria
ao vazio abissal,
és sangria, és poesia, és energia vital.
Sim...
Tudo em mim a ti clama
e o meu corpo por ti chama,
venhas sem demora, venhas no romper das horas
pois o meu tempo é sempre o agora...
Sim! Para sempre... Sim!
Desconexão
Estou onde não podes me achar,
no pacífico leito do mar
onde nada alcança,
nem a rosa, nem a lança.
Submersa no silêncio das águas orantes,
sou uma rocha, não um pássaro como antes...
Mande me escafandros
para que continuem os meandros
de uma história tão bela,
que começou naquela ruela...
Necessária solidão
A solidão é um vasto campo
por onde corre o coração do escritor...
e por aí segue errante
em busca de um lenitivo para a dor...
tem de saber entristecer para com ela encontrar
a musa fugidia que esconde o olhar
beleza tão profunda e vasta que até dói
faz silêncio, maltrata, depois vem e destrói
faz nascer do âmago da dor como se flor fosse
um bouquet de sentimentos todos eles agridoce.
8-DINOVALDO GILIOLI
Diretor do Sinergia – Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis
O CAPITALISMO E O CANTO DA SEREIA
Na mitologia, sereias são criaturas metade peixe, metade mulher. Inebriados por seu canto, marinheiros lançam-se às águas e, como diz a canção, "vão com elas pro fundo do mar". Mais do que nunca, o mito é oportuno nos dias de hoje, em que tantos são seduzidos pelo canto da sereia. Aventurar-se faz parte da vida, assim como sucumbir ao canto da sereia também, pois o que está no inconsciente da humanidade está em nós. O que fica de lição, numa leitura psicológica do mito das sereias, é que a vida está para ser vivida o mais inteiramente possível, e isso pressupõe naufrágios e um enorme esforço para chegarmos inteiros a praia, nos adverte Vera Souza Dantas em seu artigo Olhai o canto da sereia!
O que tem a ver essa personagem da mitologia com o sistema capitalista, com o tal mundo globalizado, onde dizem que as fronteiras se dissiparam no ar?
No seu mais fino estágio de sedução e no auge de mais uma de suas profundas crises, o capitalismo tem buscado envolver os trabalhadores na tentativa de escamotear as suas contradições, de amenizar conflitos, de confundir a cabeça desses trabalhadores e de (re)definir o papel de suas entidades de classe (sindicatos). Não é à toa, que vez ou outra, (e quase sempre), escutamos as famosas frases de efeito: o sindicalismo precisa se modernizar, mudar as suas formas de atuação, de luta, afinal o mundo mudou. Veja só, não somos mais chamados pelos patrões de trabalhadores. Agora, somos todos colaboradores - simpático, não?
De forma explícita ou velada, vão imprimindo no inconsciente de cada um de nós "novos" conceitos que visam adoçar a nossa relação com o sistema - que alguns acreditam que pode ser democratizado, humanizado. E você, como trabalhador, como vendedor da força de trabalho que é mais, ou menos explorado, (mas sempre explorado) pelo capitalismo, acredita nisso? Você acredita que é possível democratizar um sistema que só sobrevive pela imposição autoritária e violenta de suas regras? Você acredita que é possível humanizar um sistema que só sobrevive porque exclui no mundo dois terços de seres humanos a uma vida digna? Entre o mundo real e o apregoado pelos detentores do poder, do capital, há um profundo e mal cheiroso abismo que, usando de seus mais criativos e perfumados disfarces, o sistema tenta esconder: o que é, não é o que parece ser.
É inegável, o capitalismo tem seus encantos: dinheiro, poder, propriedades, prestígio. Mas nunca podemos esquecer, como trabalhadores que somos, que isto é para poucos. E um sistema voltado para manter a ganância e opulência de alguns privilegiados, deve ser permanentemente repudiado e combatido pelos trabalhadores, suas entidades de classe e por todos que tem como perspectiva uma sociedade socialmente justa e feliz.
Não se deixe enganar, a luta de classes não acabou: capitalista é capitalista, trabalhador é trabalhador. Cuidado com o canto da sereia !
9-Concurso de Crônicas e Ilustrações
REGULAMENTO
CAPÍTULO 1
Dos Temas
Art. 1º - O presente Regulamento destina-se a selecionar as melhores crônicas e ilustrações, nas categorias que especifica, com o tema "Rostos de Mulher".
CAPÍTULO 2
Dos Participantes
Art. 2° O concurso é destinado a todos os membros da Comunidade Discutindo Literatura.
CAPÍTULO 3
Da Inscrição e postagem dos trabalhos
Art. 3° O prazo para inscrições tem início em 06 de setembro de 2007 e término em 06 de outubro do mesmo ano. Sendo que os trabalhos recebidos fora desse período estarão automaticamente desclassificados.
Art. 4° Os trabalhos devem ser postados aqui nesse tópico e enviados via postal para o seguinte endereço: Avenida Francisco Sá Tinoco, 284- Centro- Itaperuna- RJ- CEP: 28300000. O interessado deverá enviar carta registrada com AR – Aviso de Recebimento, como forma de comprovar o encaminhamento da inscrição.
§ 1º-
Serão desconsideradas as inscrições que tenham sido postadas com data posterior ao dia 06/10/2007.
§ 2º-
Ao inscrever-se, o concorrente declara estar de acordo com todas as condições estabelecidas neste regulamento.
§ 3º-
Para a inscrição via postal, o participante deverá entregar a seguinte documentação:
Cópia da Cédula de Identidade ou do RG escolar; cópia de comprovante de endereço.
Artigo 5º – A cópia da documentação solicitada deverá ser colocada num envelope lacrado sem identificação e inserida em outro envelope contendo também as 3 (três) vias do texto ou a ilustração concorrente impressas e em suporte informático - CD ou disquete a 300 dpis Jpeg .
I-As crônicas podem ter até 80 linhas (com título).O texto deverá ser apresentado em três vias, digitado, não sendo aceito, em hipótese alguma, texto manuscrito ou rasurado. A crônica não poderá ser assinada nem possuir qualquer marca que possa, eventualmente, identificar seu autor. Impressão com tinta preta, em apenas uma face do papel; Letra times new roman ou arial, tamanho 12; Papel A4; Parágrafo formatado com espaçamento entrelinhas simples; Margem direita, esquerda, superior e inferior de 2,5 cm.
II- Cada participante poderá concorrer com apenas um trabalho, não sendo aceitos, em hipótese alguma, textos ou ilustrações que já tenham sido premiados em concursos, ainda que inéditos.
III- Para participar, o inscrito poderá utilizar qualquer técnica de ilustração de que tenha domínio.As ilustrações poderão ser em técnica escolhida pelo autor desde que inéditas.
IV- A ilustração não poderá ser assinada nem possuir qualquer marca que possa, eventualmente, identificar seu autor.
V- O participante deverá obedecer as especificações abaixo para sua ilustração:
. Dimensão mínima: A4 (21 cm x 29,70 cm);
. Dimensão máxima 50 cm x 50 cm;
. Colorida ou em uma única cor.
CAPÍTULO 4
Da Comissão de Julgamento
Art.6° A escolha dos melhores trabalhos será feita por uma Comissão de Julgamento, especialmente designada para este fim, pelos membros da Comissão Organizadora.
Art.7° A Comissão de Julgamento será constituída por professores, artistas plásticos, escritores e críticos com reconhecimento profissional na área, tendo a responsabilidade de avaliar e premiar os trabalhos inscritos no concurso.
Não poderão participar deste concurso pessoas dos quais participe, a que título for:
I-Membro da Comissão de Julgadora;
II. Membro da Comissão Organizadora.
§
Para garantir a lisura do processo de seleção, os integrantes da Comissão Julgadora serão conhecidos somente no dia da premiação
Art.8° As decisões da Comissão de Julgamento não serão suscetíveis de recursos ou impugnações em qualquer fase do processo de premiação.
CAPÍTULO 5
Da Premiação
Art.9° Os prêmios serão atribuídos aos primeiros colocados, sendo que após o primeiro colocado até o décimo de cada categoria , serão concedidas menções honrosas.
Art.10° Aos primeiros colocados será concedido um livro para cada um.
Das fases do concurso
Art.11 A divulgação dos resultados ocorrerá a partir do dia 20 de outubro de 2007.
Art.12 A entrega dos prêmios aos vencedores será feita imediatamente após a divulgação do resultado.
§ Os trabalhos premiados poderão compor uma publicação do Prêmio através de Plaquetas.
Das Considerações Finais
Art.13 O não-cumprimento de quaisquer das exigências regulamentadas implicará a desclassificação do trabalho.
§ Aos vencedores será dado conhecimento através de e-mail. Os textos e ilustrações não serão devolvidos.
Inscreva-se!
Discutindo Literatura

6 Comentários:
Parabéns pelo Blog, meu amigo. Grata pela publicação do regulamento do "Concurso de Crônicas e Ilustrações" promovido pela comunidade "Discutindo Literatura", no Orkut.
Forte abraço!
Por
Luciana Pessanha, Ã s 3:38 PM
Parabéns SELMO e POETAS...
As postagens estão lindas, deliciam
os olhos e o coração.
CIDA LORO
Por
Unknown, Ã s 4:06 PM
Selmo queria parabenizar sua coragem em mater um jornal. Dar espaço para aos poetas. Artistas da letra, da imagem entrecortada de sonhos. De letras massacradas e lacrimejantes. Selmo parabéns e obrigada por seu convite.
Ivy Gomide
Por
Anônimo, Ã s 5:26 PM
Selmo, parabéns!
O Rebate é uma publicação corajosa e importante na medida em que nos oferece a possibilidade de ampliarmos nosso repertório de poesia e de poetas.
Tenha sempre muito sucesso nessa e em outras iniciativas.
Um grande abraço do
Antonio Jardim
Por
Filosofia Poética, Ã s 2:19 AM
AMIGO DO CORAÇÃO QUE COISA MARAVILHOSA ME LER AQUI EM SUA INCRIVEL PAGINA!!! MUITO OBRIGADO POR ESTE CARINHO QUE TEM PELOS POETAS AMADORES, ALIAS AMADORES SÓ NO MODO DE FALAR MESMO, PORQUE AQUI TEM TRABALHOS INCRIVEIS...
AGRADEÇO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO O MEU ESPAÇO NESTA PAGINA, ESPERO QUE O TEU CAMINHO SEJA LARGO DE ALGRIA E FELICIDADE PARA QUE VC POSSA SEMPRE TER ESSA FORÇA DE SER ESPECIAL COMO VC É!
UM ABRAÇO FORTE E MUITO OBRIGADA...
QUE DEUS ESTEJA SEMPRE ILUMINANDO O SEU CAMINHO.
BEIJO DA AMIA POETISA YVANA
Por
yve, Ã s 7:50 AM
Salve Selmo,
O MOMENTO LITERO CULTURAL circula em um mundo virtual e é capaz de atingir cidades e ao mesmo tempo participar da evolução que está em pleno curso; as palavras voltam a iluminar a vida, o poeta é o boi lançado nos rios de cidades cheias de outros poetas piranhas com uma fome maior do que a nossa vã compreensão, essa turma que tem acesso a internet com certeza está fazendo muito bom uso dessa ótima revista eletrônica.
Por
Rodolfo Caruso, Ã s 2:41 PM
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