MOMENTO LÍTERO CULTURAL
ROSEMARY LOPES PEREIRA

Colaboradora e membro da Galeria dos Amigos do Lítero Cultural, jornal Alto Madeira em Curitiba – Apucarana / PR
C R Ô N I C A S
A Força do Amor
Suave é a tarde. A brisa macia beija as flores. Róseas flores que giram entre as folhas verdes das árvores. São elas como lembranças fagueiras. De uma felicidade que resiste. Pela força do amor. Que alimenta e abrasa a alma. Ficar assim. Em êxtase. Olhando o céu com nuvens esvoaçantes. Como se fossem encantadas. E que nesta tarde. Beijam meu rosto. No afago do último raio de sol.
Passam pessoas apressadas. Rumo às suas casas. Sem um olhar apenas. Na doçura do entardecer. Embalada pela contemplação. Teço minha prece. Entoando uma canção. Neste encontro de tantas lembranças. De ganhos e perdas. Procuro entender melhor. As faces da vida. O rosário de cada um. Esta busca é de entender a indiferença. Dos que passam pelos caminhos. Sem olhar as belezas. Sem parar. Sem olhar o céu. A indiferença é cega. Entender os que pisam na flor. Sem respeitar os espinhos. Entender, Senhor. O absolutismo. De quem nega a existência do bem.
Contemplo o entardecer. E me refaço. Nos braços da natureza. Porque acredito. Na beleza da criação divina. O silêncio transfigura o momento. Anoitece. Recordo. Minha vida. Minha paixão. Guardo relíquias de encontros. Música e canção. Basta o essencial. Um vinho. Um violão. Um olhar no olhar. Um gesto. Uma bandeira de luta. Verdade e Vida. Justiça e fascinação. Essa é a minha guerra. A minha persistência. A minha emoção !
Um Olhar
Busco um olhar mais profundo. Um olhar sem vidraças ou janelas. Capaz de mudar as cores de minha alma. Um olhar revelador. Capaz de sobressair. Transbordar de carícias. Um olhar profundo e terno. Capaz de ver o invisível.
A relva macia. Os campos distantes e floridos. Os rios sonoros que eu imagino. O silêncio das árvores. A natureza perplexa. Na luta pela vida.
Busco um olhar. Que agradeça as graças recebidas. Um olhar libertador. Capaz de amarrar o vento no moinho. Um olhar que fique extasiado. Contemplando um arco-íris. Olhando uma flor. Bebendo água na fonte. Sentindo a beleza deste universo.
Busco olhares. Para descobrir desejos. Sentimentos macerados. Dores não reveladas. Alegrias purificadas. Um doce olhar. Compadecido. Apaixonado e ditoso. Capaz de um mergulho. Para resgatar as pérolas perdidas.
Enquanto o sol brilhar. Os campos se cobrirem de trigo. Haverá pão. Alimento sacrossanto. Enquanto houver pássaros nos ninhos. Árvores que dão sombra e frutos. Água para matar a sede. Haverá vida. Quero entender. Esse olhar que me segue. E me segura forte. Que eu posso sentir. Mesmo nas dificuldades. Um olhar assim. De Cristo ressuscitado. De vida em abundância. O senhor da vida. Das águas e do sol. Dos campos de trigo. Das aves do céu. Que poucos podem enxergar.
Ah ! Olhar ! Profundo e místico olhar ! Doce olhar. Linha direta com o coração. Como eterna apaixonada. Não desisto. Com um olhar mais profundo. Encontro o amor. E a vida.

Colaboradora e membro da Galeria dos Amigos do Lítero Cultural, jornal Alto Madeira em Curitiba – Apucarana / PR
C R Ô N I C A S
A Força do Amor
Suave é a tarde. A brisa macia beija as flores. Róseas flores que giram entre as folhas verdes das árvores. São elas como lembranças fagueiras. De uma felicidade que resiste. Pela força do amor. Que alimenta e abrasa a alma. Ficar assim. Em êxtase. Olhando o céu com nuvens esvoaçantes. Como se fossem encantadas. E que nesta tarde. Beijam meu rosto. No afago do último raio de sol.
Passam pessoas apressadas. Rumo às suas casas. Sem um olhar apenas. Na doçura do entardecer. Embalada pela contemplação. Teço minha prece. Entoando uma canção. Neste encontro de tantas lembranças. De ganhos e perdas. Procuro entender melhor. As faces da vida. O rosário de cada um. Esta busca é de entender a indiferença. Dos que passam pelos caminhos. Sem olhar as belezas. Sem parar. Sem olhar o céu. A indiferença é cega. Entender os que pisam na flor. Sem respeitar os espinhos. Entender, Senhor. O absolutismo. De quem nega a existência do bem.
Contemplo o entardecer. E me refaço. Nos braços da natureza. Porque acredito. Na beleza da criação divina. O silêncio transfigura o momento. Anoitece. Recordo. Minha vida. Minha paixão. Guardo relíquias de encontros. Música e canção. Basta o essencial. Um vinho. Um violão. Um olhar no olhar. Um gesto. Uma bandeira de luta. Verdade e Vida. Justiça e fascinação. Essa é a minha guerra. A minha persistência. A minha emoção !
Um Olhar
Busco um olhar mais profundo. Um olhar sem vidraças ou janelas. Capaz de mudar as cores de minha alma. Um olhar revelador. Capaz de sobressair. Transbordar de carícias. Um olhar profundo e terno. Capaz de ver o invisível.
A relva macia. Os campos distantes e floridos. Os rios sonoros que eu imagino. O silêncio das árvores. A natureza perplexa. Na luta pela vida.
Busco um olhar. Que agradeça as graças recebidas. Um olhar libertador. Capaz de amarrar o vento no moinho. Um olhar que fique extasiado. Contemplando um arco-íris. Olhando uma flor. Bebendo água na fonte. Sentindo a beleza deste universo.
Busco olhares. Para descobrir desejos. Sentimentos macerados. Dores não reveladas. Alegrias purificadas. Um doce olhar. Compadecido. Apaixonado e ditoso. Capaz de um mergulho. Para resgatar as pérolas perdidas.
Enquanto o sol brilhar. Os campos se cobrirem de trigo. Haverá pão. Alimento sacrossanto. Enquanto houver pássaros nos ninhos. Árvores que dão sombra e frutos. Água para matar a sede. Haverá vida. Quero entender. Esse olhar que me segue. E me segura forte. Que eu posso sentir. Mesmo nas dificuldades. Um olhar assim. De Cristo ressuscitado. De vida em abundância. O senhor da vida. Das águas e do sol. Dos campos de trigo. Das aves do céu. Que poucos podem enxergar.
Ah ! Olhar ! Profundo e místico olhar ! Doce olhar. Linha direta com o coração. Como eterna apaixonada. Não desisto. Com um olhar mais profundo. Encontro o amor. E a vida.

0 Comentários:
Postar um comentário
<< Home