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9.7.09

MOMENTO LÍTERO CULTURAL - Entrevista com RODRIGO POETA

RODRIGO OCTÁVIO PEREIRA DE ANDRADE

‘RODRIGO POETA’



ENTREVISTA


SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?

RODRIGO POETA - Sou professor de Língua Portuguesa e Literatura. Atuo como ativista cultural, organizando eventos culturais e projetos de cunho literário. Sou pesquisador, onde minhas pesquisas estão voltadas a cultura local e de pesquisas de cunho poético a nível nacional.

SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?

RODRIGO POETA - A poesia chegou a mim em 1993, através de um trabalho literário organizado pela professora Zenilda de Língua Portuguesa da Escola Estadual Professora Ismar Gomes de Azevedo em Cabo Frio, através da pesquisa organizei um caderno contendo diversos textos de Vinícius de Morais, poeta que me fez transpirar e inspirar a poesia que faço dentro de minhas aspirações poéticas.

SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País ?

RODRIGO POETA - Tenho dez livro no prelo nenhum lançado, pois falta apoio a cultural em minha cidade. Participei de diversas antologias. Atualmente faço parte da Antologia Lítero Cabista da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ, entidade da qual faço parte e sou secretário.

SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir literatura ?

RODRIGO POETA - Lutar contra o ostracismo cultural vigente em minha região, isso faz de mim um poeta atuante junto com outros poetamigos de batalha em favor a luta cultural e literária.

SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?

RODRIGO POETA - Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Pablo Neruda, Victorino Carriço, Camões, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Mário Quintana, Cora Coralina, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Noel Rosa, Jorge de Lima, Paulo Leminski e muitos outros que me acrescentam em minha vida poética.

SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?

RODRIGO POETA - Deixo essa frase de minha autoria: "Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta - 18/06/05)


POEMAS


POESIA NA RUA

Numa alameda de postes,
Vejo o céu cinza
Ao fundo em pleno
Ar poético de Saquarema.

A poesia está no varal,
Está na rua,
Está nua
E numa mesa
Os copos de cerveja
Emanam a poesia suave e fresca.

(Rodrigo Poeta de Cabo Frio-RJ)
- Bacaxá – 04/07/09


Palavras insólitas

O fogo queima a alma,
Cores se misturam no pensamento,
Diante dos mecanismos que pulsam a vida.
Parece ser o Inferno, mas não é,

Só é puro abstratismo
Contido nos sentidos dentro de um quadro
Não compreendido pelo seu ex-dono, e que
Agora está pendurado numa parede na casa
De um poeta distinto aos versos que preza.

O fogo agora não existe,
Pois o frio da noite trouxe os ventos
Até a estes versos, para fazer desaparecer
Da mente insólita do poeta.

(Rodrigo Poeta)


Fernando Pessoa (ele mesmo)

Está um saco,
O tempo não passa,
O sol apareceu em meio tédio
Entre as nuvens esparsas.

Está uma merda,
O vento frio gela
Os meus fracos pulmões, diante de uma
Sala cheia de olhares pensantes aglutinados.

Está um tédio,
O tempo não passa,
Não repassa e nem paga...

Está um tédio, um saco
E uma merda, o reflexo da minha vida,
Perante um barco seco no horizonte,
Sendo castigado pelo tempo,
Que o maltrata aos poucos
O seu viver no seu entender,
Assim acha-se que sim ou não.

Parece paranóia,
Loucura, mas o tédio
Perplexo da angústia do eu,
Perante aos olhares desconexos
De um grupo de certos nadas viventes...

Um pássaro invisível
Fica a cantar nos meus ouvidos,
Vejo em minha frente Fernando Pessoa (ele mesmo)
E não os seus heterônimos, meio perplexo
Com o meu ato de escrever amargamente.

Um tic-tac no coração,
Fica a estremecer com o escutar
De uma narração de um texto
Desloucado paranóicamente falando e entendendo.

A vida é feita
Cheia de vermes, que não sabem
O verdadeiro valor da verdade,
Se ela existe de verdade em relação
A vida e suas tortuosas marcas
Feitas pelo espaço de um papel
Cheio de letras em tédio, merda e saco.
Entre os ecos de um rio e suas margens,

2 Comentários:

  • Já não tenho palavras para agradecer tanto a você poetamigo...Espero estar na Bienal no Rio...para dar um forte abraços... Abraços poéticos e fraternos. Sucesso sempre para você em dobro nobre amigo!

    Rodrigo Poeta.

    Por Blogger Rodrigo Poeta, às 7:18 PM  

  • Parabéns...
    Ficou muito bom a entrevista.

    alex feitosa

    Por Anonymous Anônimo, às 9:57 AM  

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