MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 48
1-JOÃO PAULO DAS VIRGENSCaro amigo Selmo não sei se Valdir já comentou, mas estou escrevendo (pretendo que seja) um livro sobre a história política de Rondônia (HISTÓRIA DE RONDÔNIA EU VIVI) nestes últimos trinta anos. São relatos vividos e presenciados por mim.
Escrevia versos para as namoradas na juventude que encheram três cadernos. Mas chegando a Rondônia emprestei os mesmo a uma colega de trabalho que nunca mais foram devolvidos.
Ainda em Salvador escrevi uma peça de teatro, mas que nunca foi ensaiada ou lida por ninguém, que também perdi na poeira do tempo.
No primário, como aluno da rede publica de educação da Bahia (escola Nossa Senhora da Penha, em Salvador), ganhei na SELIBA (Semana do Livro Baiano) em 1969 medalha de ouro (cursava então a 4ª serie primaria) com um resumo sobre o livro de Monteiro Lobato a Chave do Tamanho.
Em 1970 fiquei com a medalha de bronze com um resumo sobre o livro de José Mauro Vasconcelos; Rosinha Minha Canoa.
Fiz teatro amador na Bahia com o presidente da Associação de Teatro Amador da Bahia
Com a peça o Poeta e a Mulata.
As mulheres rondonienses ou rondonianas que dediquei umas rimas, deixei-as com elas
e não tenho copias.
Ultimamente tenho dedicado alguma coisa as minhas filhas, a minha esposa, aos amigos e a minha querida Porto Velho e ao Estado de Rondônia. Sei que estou devendo algo a Vilhena, cidade tão bela que me acolheu e me nos últimos dez anos.
Cheguei em Porto Velho Rondônia em 1977 onde moravam meus tios Lucia e Swami e Otto Barbosa.
Estudei no Carmela Dutra o 3º ano de Administração, nível médio.
Entrei por concurso do Minter (Ministério do Interior) na Polícia Civil do Território Federal em 1978 no cargo de subdelegado (hoje sou agente de polícia, pois o cargo foi extinto).
Em 1980 casei com minha grande amiga até hoje Luzistela Gurgel do Amaral, e tivemos duas filhas: a Advogada Paula Estela Gurgel do Amaral Lima (nascida em 1981) e Talita Gurgel do Amaral Lima (nascida em 1984) que Cursa o 4 ano de Medicina.
Em 1982 fui eleito pelo PDS vereador por Porto Velho na primeira eleição do Estado de Rondônia.
Em 1983 fui fundador e primeiro presidente da União dos Vereadores de Rondônia (UVR), instituição que congregava todos os vereadores do Estado.
No mesmo ano, no congresso nacional dos Vereadores em Fortaleza-CE, fui eleito segundo secretario da União dos Vereadores do Brasil (UVB).
Em 1984 fui convidado pelo Prefeito Sebastião Valadares para assumir a Secretaria Municipal do Interior, que tinha como meta principal interiorizar a ações da administração publica levando benefícios aos Distritos e Vilas de Porto Velho.
Em 1985 ainda no cargo de Secretario fui nomeado pelo Prefeito como o Coordenador de carnaval de Porto Velho, onde demos ênfase aos bailes populares e apoio as Escolas e Blocos carnavalescos.
Em 1986 fui candidato a Deputado Federal Constituinte pelo PDT apoiando Dr. Jacob Athalla como governador, não logrando êxito na investida.
Em 1988 terminei meu mandato como Vereador de Porto Velho, não sendo candidato a reeleição. Era ano do Centenário da Abolição da Escravatura e como parlamentar mirim criei a Comenda José do Patrocínio para homenagear as pessoas e instituições que contribuíram e continua contribuindo pelo engrandecimento dos povos.
Apoiamos a candidatura de Chiquilito Erse a prefeito da Capital, que se sagrou vitoriosa, onde fomos depois trabalhar com o mesmo em seu gabinete.
Em 1989 separado da primeira esposa conheci minha segunda companheira Ângela de Fátima Oliveira e tivemos duas filhas: Raissa Conceição Oliveira das Virgens Lima (1992) que estuda em Porto Velho no 2º ano do segundo grau onde se prepara para fazer o Vestibular de veterinária e Carolina Maria de Oliveira das Virgens Lima que esta no 1º ano do segundo grau e pretende também ser médica.
Em 1994 fui chefe de gabinete do Deputado Eurípides Miranda do PDT na ALE.
Em 1998 fui candidato a vereador agora por Vilhena onde tive mais votos do que esperava, mas muito aquém de conseguir alcançar uma cadeira na Casa de Leis local.
Em 2006, depois de ter entrado na faculdade pela quarta vez (Direito na Faro, História na UNIR, Administração na AVEC e finalmente Direito na AVEC) me bacharelei e no mesmo ano passei no exame da OAB.
Atualmente sem pressa de me aposentar como Policial Civil do Ex Território vou deixando registrado nas paginas dos amigos José Valdir Pereira www.josevaldir.com
E de Selmo Vasconcellos, um pouco das minhas reminiscências e poesias.
PARTIDA
Voa seus sonhos nas asas do vento,
que carrega seus desejos, impulsiona seus pensamentos,
e me trás a dor da saudade e a dor da sua ausência,
que correu atrás dos seus desejos, vôo em busca dos seus sentimentos,
e deixando sangrar a dor do coração em prantos,
que só sua presença pode trazer contentamento.
Triste fiquei!
Mas voa minha filha querida,
Busca seu espaço na vida e na história e trás consigo as dores e as glórias, que o destino te reserva.
Voa filha amada, percorre os caminhos da sua estrada,
não deixa transparecer a dor que, dura e amarga, transborda por estes
olhos que choram as lágrimas, que luto para segurar.
Voa meu anjo amado,
voa seu sonho sonhado, voa para a vida que é um jardim em flor.
Voa que nem borboleta, que mira o horizonte e vivendo a “borboletar”,
surge bela ao nascer do sol e brilha sob a luz do luar.
Voa minha Raissa linda,
para o seu destino encontrar, segura por Nossa Senhora e com o Senhor Jesus a lhe acompanhar.
Voa minha filhinha linda, que eu prometo, logo atrás, irei lhe alcançar.
Eu lhe amo.
Vilhena, 03 de fevereiro de 2008
Quatro flores
Vão meus sonhos, caminhando entre oito pernas;
Abraçando o mundo com oito braços,
Gritando a quatro bocas,
E os pensamentos não se contam.
Lá vão minhas vidas,
Distribuídas em quatro pétalas;
De rosas sonhadas e desabrochadas
Que a todos encantam.
Um P, um T, um R e um C.
Um nome para cada amor,
Que minha vida sonhou
E por quem a vida me faz sonhar.
Paula, Talita, Raissa e Carolina.
Todas formam minha vida,
Todas fazem minha rima
Do Verbo que a todos animam
Que é a beleza de amar.
Vilhena, 18 de novembro de 2006.
Homenagem ao Poeta José Valdir Pereira
Sinto na falta de notícias, Na total nostalgia, A tristeza do poeta que cansado de olhar o rio Procura a imensidão do mar.
Após longa estadia entre amigos novos e antigos, Após o afeto carinhoso de cada um a prosar, Seus pensamentos devem estar voltados, Para terras de Iracema, o seu querido Ceará.
Mas poeta, és filhos de duas pátrias,
Coração dividido entre o rio e o mar,
Cada um mais belo que o outro,
Dois Estados por amores a te cobrarem.
Mas sei que quando se aproxima a hora da partida,
Seja de que lado se encontrar,
Vai sempre jorrar muitas lágrimas,
Como a certeza que o rio só corre para o mar.
Mas sabes que a natureza,
Mágica que a tudo sabe encantar,
Inventou a piracema,
Onde vencendo as correntezas,
Leva ou traz o peixe-poeta,
De volta ao seu lugar.
É a sabedoria da vida,
Ceará e Rondônia só tem a ganhar,
Com tão glorioso Vate,
Que encanta e canta o rio e o mar.
Nada poeta por estas águas,
Que o destino se faz encontrar.
Rio salgado, Mar doce Depende do momento crepuscular.
Nada poeta, de braçada para se encontrar.
Com a imensidão da vida,
Com o comprimento do rio.
E a grandeza do mar.
11 de Fevereiro de 2008
2-BRUNO CANDÉASBRUNO CANDÉAS nasceu em Campina Grande/PB.
Morou em Belém/PA,Taguatinga/DF e Rio de janeiro/RJ.
Atualmente vive em Recife/PE.
PUBLICOU:
Poeta nu na alcova (Recife/2002 - prefácio de Bernardo Alves Filho),
Filé 1,99 (parceria com Malungo – Recife/2003 – prefácio de Bráulio Brilhante),
A Trégua dos ditadores (cordel -2004),
Férias do gueto (Recife/2005 - prefácio de Tanussi Cardoso),
Indigestual (Recife/2007 - prefácio de Rogério Salgado) e
Teatrauma (200?)
ANTOLOGIAS:
Painel brasileiro de novos talentos/RJ, Livro de ouro da poesia brasileira /RJ ,
Palavras que falam/SP, Best seller 2006/SP, Antologia del'secchi/RJ,
Margens do atlântico/PR, Marginal recife III/PE, antologia komedi/SP
Antologia de poetas brasileiros contemporâneos/RJ,
Uma história no seu tempo/SP, 1ª Antologia Momento Lítero cultural/RO
Manhãs/SP, Antologia poética/BA, Antologia poetas@independentes/PE
Antologia Alma de poeta/RJ
COLABOROU:
pense aqui/ SP, a goiaba/RJ, ação poesia/SP, intervalo/RJ, o literário/RJ,
entreamigos/RS, feridas abertas/PA, leiamigos/RJ, ½ café/SC, a cigarra/SP,
panorama da palavra/RJ, nozarte/RJ, caos/PE, quadrinhos independentes/MG,
alcancarfi/PI, zineira/PE, talentos/RS, literatura e arte/ES, urtiga/SC, inde/BA
divirta-se/PE, boca suja/SP, jaula/SP, meiotom/RJ, varejo sortido/AL,
curta poema/RJ,óvni/PE, o capital/SE,poesia descalça/PE,chalopa/PE,
arrepio/MG, lítero pessimista/PE, arreia/SP, yê/PE, poetrix/RJ, radar/PR,
esclerose/SP, cabeça de rato/PE, pedestal/SE, mosh/SP, humanofobia/BA,
garimpo/BA, alternativa/RJ,fécum/RJ, alternaquia/SP, escritos/SP,
estigma/DF, versos livres/SP, sirrose/AM, cartum/SC, Cinform/SE,
Correio do sul/MG, Folha de pernambuco/PE, Alto madeira/RO,
Diário de pernambuco/PE, Sul brasil/SC, Jornal de paraíba/PB,
+1 zine/RS, Jornal do commércio/PE, antezine-se/PE, bio electric/PE
A verdade/PE, Tom zine/MG, Nova mente/RO, estro/DF
Verbo21/BA, Correio das artes/PB, Poetas do Brasil/RS
Não funciona/SP, Mirante/BA, Balela/PR
PUBLICAÇÕES NO EXTERIOR:
Ala de cuervo/ venezuela, Boek 861/ espanha, Il convívio/ itália,
Isla negra/argentina, La movida/colômbia, Avión de papel/espanha
Isola nera/ itália, Libros y letras/ colômbia, Libros libres/ chile,
El recreo/ espanha, Helice poesie/ frança, Vuelta de tuerca/ colômbia
Ookee/ espanha, Pliegos de opinión/ espanha, Poegía/ espanha
Annlea/ espanha, Café berlín/ alemanha, Poetas del mundo/chile
Al margem/espanha, Revue d'art et de literature/frança, Andar 21/méxico
Remolinos/ peru, Diez dedos/colômbia, Las filigranas de perder/ colômbia
La plaza humana/andaluzia, UBU/ bélgica
TRABALHOS INÉDITOS:
Santificado seja o vosso passo (poemas fetichistas),
Aves do além (poemas mediúnicos),
Nordeste de aço (Elegia),
Sobre a dispedacidade (teoria literária)
E MAIS
*Membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras/ES
*Cônsul (Z-C Recife) em Poetas del Mundo/Chile
*Co-fundador do alternativo cultural “DE CARA com a poesia” (PE/2002)
Fortuna crítica
Bruno Candéas tem tutano e conhece o osso do poema.
(Tanussi Cardoso/ RJ, no prefácio do livro “Férias do Gueto”)
Os versos de Bruno Candéas são vigorosos e altivos, cheios de dor e de ironia: “amigos/
nunca existiram./ obra na privada./ onde mais?” questionamento decisivo. No entanto,
mais que questionamento, poesia. Literatura pura, verdadeira. Porque o questionamento
pode ser verdadeiro em muitos, mas a poesia não. Aí opera-se a verdade e a literatura.
(Raimundo Carrero/ PE, no prefácio da coletânea “Marginal Recife III”)
A poesia de Bruno Candéas não tem papas na língua, nem se mostra empapada
de falsos moralismos. Corajosa, ela se apresenta nua e crua,
e neste despojamento está a sua força de luta em prol de um mundo
menos preconceituoso. (Leila Míccolis/ RJ)
Bela performance textual. Não poderia ser de outra forma. No teu coração
mora o farfalhar da mão amiga e o amanhecer da pura magia incontida
(Carlos Gurgel/ RN)
Ao lado do humor, da ironia e da dissocialização, observo a grande sensibilidade lírica,
como por exemplo, em “palavras que se completam/ são palavras que se encontram/
onde se encontrariam os amantes/ em qualquer lugar/ em poucos instantes”.
Afinal, “poesia é máquina/ e pulsação”. (Antonio Carlos Secchin/ RJ)
Bruno Candéas oferece-nos uma poesia descomplexada, de um experimentalismo
descomprometido onde as imagens complementam as palavras e marcam
a sua presença, contribuindo para o informalismo desta poética directa e jovem.
(Fernando Aguiar – Lisboa / Portugal)
Caro Bruno, gostei da fluência sonora dos poemas e das experiências
com elementos visuais. Grato pelo livro (Cláudio Daniel/ SP)
Bruno Candéas é um poeta profundamente antenado com o seu tempo,
tanto o passado, muito mais com o presente e com certeza com o futuro.
“Indigestual” vai além da técnica, pois seus poemas possuem
uma forte carga de emoção, dessas que nos pegam de
surpresa e nos atingem, feito uma porrada na cara.
(Rogério Salgado/ MG, no prefácio do livro “Indigestual”)
Impactante! Alucinante! Intrigante! Nada banal: simplesmente sensacional.
Assim é possível definir seu livro. Alguém que escreve algo como :
"batinas estendidas na torre da luxúria", realmente tem algo a dizer.
Um brinde ao seu talento. (Anita Costa Prado/ SP)
“Bruno uno e múltiplo/ pelo/ teu último périplo/ um louco solto/ dando saltos/no escuro/ como quem vaga/ lume/ em que está bem posto/ em gestual (imagem)/ de quem sabe/ o que quer”.(Wilson Araújo de Souza/ PE)
“Bruno Candéas, irreverente por natureza, constrói uma poesia insolente e que
por ser um retrato da própria vida, machuca. Sua poética rompe as barreiras
da indignação, fugindo do lugar comum, para denunciar o banquete
indigesto da irredutibilidade e da sordidez humana”.
(Silvério da Costa, na coluna “Fronte Cultural”- Chapecó/SC)
“Bruno Candéas traz palavras e imagens, ambas explorando significados
e símbolos que nos mostram aspectos do mundo cotidiano e uma luz no fim do túnel”
(Hugo Pontes, na coluna “Comunicar-te” - Poços de Caldas/MG)
“Bruno Candéas traz a poesia na veia. É desses que abre o peito e mostra sua poesia.
Vai com ela embaixo do braço, dentro de um embrulho, na forma de zines, de livros,
de papeis soltos... mas sempre a poesia a lhe acompanhar. Candéas é desses caras
que respira poesia, manja? a qualquer momento, em qualquer lugar, a qualquer hora
pode pintar um verso. Um verso maneiro, malandro, marginal, magistral”. (Nicolas Behr/DF)
1ª antologia Momento Lítero Cultural (org. Selmo Vasconcelos/RO)
http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com
Poetas 3x4-Alma de Poeta (org. Luiz Fernando Prôa/RJ)
http://www.almadepoeta.com/brunocandeas.htm
Revista Verbo21(org. Lima Trindade/BA)
http://www.verbo21.com.br/032007/ensaio032007_04.html
Interpoética (org. Cida Pedrosa e Sennor Ramos/PE)
http://www.interpoetica.com/rede21.htm
http://www.interpoetica.com/galeria.htm
Poetas Del Mundo (org. Arias Manzo/Chile)
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=1191
Revue d'art et de literature (org. Patrick Cintas/França)
http://www.artistasalfaix.com/revue_doc/pdf/indigestual.pdf
Academia Cachoeirense de Letras (Cachoeiro de Itapemirim/ES)
http://www.academiacl.com.br
1-VIRAL
O ser
substância
se mistura
com a terra
se une ao
cromossomo
se adequa
aos desníveis
nos burla
nos empurra
nos penetra
prolifera
danifica
o que somos
soma-se
aos desgostos
nos habita
nos limita
do inédito “Teatrauma”
2-OLÁ
MEU NOME
É POVO
sempre
disposto
a começar
de novo
sangue
que nunca
escorre
sou meu
próprio porre
alma
que não
declina
sou minha
própria vagina
ASSALARIADA
rodando
a bolsa
na estrada
DESPROTEGIDA
sentada
no torno
da vida
preenchida
por tipos
e protótipos
por nórdicos
e por nordestinos
por cretenses
e por cretinos
do inédito “Teatrauma”
3-PASSO FRIO
Se passo
por uma
poça
e piso
não pensem
que o passo
perece
não pensem
que um peso
de pluma
no peito
é prece
do inédito “Aves do Além”
4-Estalactite
é a
m
ã
e
prefiro chover sem marcar
o mínimo orifício
já é um nascedouro
e o maior grito
nem sempre
é de socorro
do inédito “Teatrauma”
5-FARELO
O poema
tem que ser
sequinho
MAGRO
se possível
nordestino:
desnutrido
e valente
deve ser
raquítico
definido:
COUREOSSO
Do livro “Férias do Gueto” (Recife-2005)
6-ENGRENAGEM
Poesia
não se entorna
se transforma
não se copia
cria-se
tem dedos nos pés
pra caminhar na linha
sem desequilibrar-se
poesia é máquina
e pulsação
Do livro “Férias do Gueto” (Recife-2005)
3-TANIA DINIZTânia Diniz - memerg@hotmail.com -
Poeta, contista, editora, promotora cultural, professora de idiomas, editora-fundadora do mural poético Mulheres Emergentes, em 1989,publicação trimestral de circulação internacional. Casada, mãe de duas filhas, seu maior bem.
Livros de contos: O Mágico de Nós (1988/ 2ª ed., 1989), Rituais (1997).
Poemas: Mulher EmBalada (1992), Bashô em Nós (co-autoria/ 1996), Relato de Viagem à Marmelada (1997), Flor do Quiabo (2001).
Trabalhos publicados em diversas antologias, revistas e jornais nacionais e estrangeiros.
Diversos trabalhos premiados em concursos literários; participa de inúmeras antologias; contos e poemas publicados em diversos veículos culturais - impressos e virtuais - tudo isso no Brasil e exterior.
1-Pintura
Me faço
Traço
Nanquim
na tua tela
Ponto,
elipse,
Paralela
Me disfarço
Esfera
no trapézio
do papel
Danço
losango absurdo na horizontal
triângulo essencial
ao teu pincel
Me dissolvo
Caravela
em águas
de aquarela.
2-Borboleta
Um beijo
pelo corpo inteiro
ligeiro
deixou
uma borboleta roxa
mordida
na
coxa
3-Constelações
Noite –
a curvatura do dorso
o singelo pescoço...
na placidez, o boi rumina rubis
e baba, leitosos, quartzos róseos,
onde cintila aldebarã.
De manhã _
presepeiro, pesado, ás vezes ligeiro,
boi de canga, boi de farra,
bumbo meu boi.
E touro bravo, de sangrenta arena,
me volto manso,
sem qualquer pena.
No laço fácil do teu abraço,
vaca leiteira, lambe-lambê-las,
rumino estrelas .
4-Mais te amava
sem saber que me deixavas.
Rompeu-me a alma em sustos.
( Até tu, Brutus?!)
5-Retorno
Amar-te _
inquietação estranha:
visgo, aranha.
Revolveu-me tanto:
enguia, cabra, cobra.
Revirou-me entranhas
ao te receber
(alto calibre;
pimenta, gengibre)
sôfrega e nua,
virada pra lua.
6-Tecelã
A franja da noite
em receios e ânsias, teço!
E a trama se faz, tenaz,
de silêncios e ais.
Flashes de luz e de escuro,
correm na língua,
na linfa,
alimentam lagarta e ninfa,
o casulo.
7-Ballerina
Na tela,
a sombra da bailarina:
galho dobrado ao vento
destino de gueixa
castigada sapatilha.
E purpurina.
8-cerrada folhagem
no infinito céu da mata
surge o mico-estrela
9-Teu ritmo ágil ralenta
ora vai, ora vem, inventa.
Minha carne frágil e sedenta !
10-Meu corpo, um fiapo,
na tua língua
de trapo!
11-Amou-me como um deus
amei-o como louca.
Paixão barroca !
4-BETHA M. COSTABetha M. Costa, nascida aos vinte e seis dias, do mês de dezembro em Belém do Pará.
Médica por profissão e escritora .
1-Poema do Pássaro Triste
Há um pássaro enraizado na pedra,
Que vive dentro do meu coração,
Seu canto agudo e torturado medra,
Amor ao peito do mais severo capitão.
Meu imperfeito olhar castanho redra,
No azul do céu as nuvens da escuridão,
Bico adunco, eu afasto camadas da esfera,
E vejo o universo em toda amplidão.
Ah, visão em constante inversão!
As asas rastejam na vida em queda,
Nada afasta a dor e a consternação,
Do pássaro sofrido sobre a pedra,
Que está com ela em eterna fusão.
2-Poema do Amor Desesperado
Amo-te com o desespero da morte,
Que me arrebata do corpo a vida...
Suores, dores, frios e sem norte,
Rio e lua cheia de saudade vivida.
Amo-te com desejo de seiva e sorte,
Que em tão e tanto mar seja acolhida,
E em teu coração me haja o suporte,
Para a solidão de esta Terra ser banida.
Que cada fio do teu perdão me corte,
Mil temores e cores da pele bandida
Que nunca mais a mim nada importe,
Além de ti, o amor e paixão suicida.
5- SELMO VASCONCELLOS
Animais
no zoológico.
Nada lógico.
***
Abelha
se consola
na flor artificial
***
Bola
não rima
com escola.
***
De ninho
em ninho
somos passarinhos.
****
Você pega Peso ?
-Não ? Só Euro.
****
Na timidez
até gritar para dentro
é ato de coragem.
***
Na solidão
até gota de torneira
é companheira.
***
Que pena
Apoena
apenas
Poema.
****
Indígena
Brasil
da gema.
***
São Paulo
são pulos
pulos sãos.
***
Caramujo
enclausurado
no muro.
****
Quem viu vil viu
Quem não viu vil
Ainda vil verá.
****
Já que os vivos
não me ouvem.
Então,
ouço os mortos.
6- SANDRA DE ALMEIDA1-Soneto do Reencontro
Num sublime reencontro, um cálice de vinho,
dou um trago na vida, assoviando pra lua.
Desembaraço a vida sendo bruxa adivinho,
num aparente disfarce de fada nua.
Encaro e descanso no balanço do vento,
sorvendo momentos de amante ocidental.
Invento maneiras de entrar no seu momento,
como um beija-flor no jardim de meu quintal.
Nego ser humana, transmuto numa abelha rainha,
busco meu trono, pra reinar em seu corpo suado.
Embrenhando no azul de sua aura que desalinha.
Impregnamos com nossos cheiros, numa dança.
reaparecemos num espaço... estreito espaço. -
Num eterno orgasmo acompanhado pela dança.
Numa saudade que grita... venha!
2-Inebriados
Teu corpo,
tem o cheiro
de ternura.
Numa mistura
de alecrim,
com rima
de jasmim.
Mansamente
me encanto,
com seu sorriso
de poesia.
Faço festa,
num jardim
encantado.
A lua cheia,
passeia e
beija-me...
Inebriados
vibramos
em nós!
3-Pedaços de mim
Sou amor...
sorriso e alma.
Num grito abafado
que nunca se acalma.
Sou sangue...
que sangra ansioso.
Nos versos ardentes,
desse amor!
Sou alma...
num passado teimoso.
Na trilha marcada,
na força eloqüente
...da poesia!
Sou o hoje...
luz da verdade
que o tempo mostrou.
Num prazeroso
...silêncio!
Sou o amanhã...
como o fiel da balança
...equilíbrio!
Visto o avesso de mim,
...vôo e estarei no ninho.
Única bagagem
...o amor!
4-Soneto da Espera
O Vento toca sua pele suavemente,
sente-a como brasa e alivia.
Inquieto encena lentamente,
cenas de mudez e cegos nada viam.
O Sol entoa canções e sorri,
passeando em seu corpo.
Fita-me e diz que corri,
causando-me um leve torpor.
A Lua acompanha suas divagações,
suga-te, dilacera suas emoções.
Nesses momentos é poeta!
No Mar um pouco da vida,
parte de mim diluída.
Atrelados em nós, aguardamos!
5-Soneto da Felicidade
Há suavidade em teus beijos,
nessas frias manhãs de outono.
Dando eloqüência aos nossos desejos,
ardentes, astuciosamente desfaz o sono.
Na janela, um canto do rouxinol,
alegre e sutil suspira e espia.
Encantados com a luz do sol,
namoramos a nudez do dia.
Esquecemos de nossa despedida,
do "affair" do sol e canto do rouxinol.
Agarramos em nossas almas despidas!
Esculpimos em versos, arcanjos,
e numa moldura todos os anjos.
Sons variados e muitos querubins.
Sons da magia e felicidade!
7-HELEN DRUMOND1-Semente
a semente rompe o chão
atravessa o escuro
abre-se ao sol
não se sabe árvore ou flor
a semente rompe pedras e limos
rompe sua própria pele
lança-se inteira
no escuro seio da terra
e vai à luz
despenteia-se
desfaz-se
desiste de se ser
se faz
lança-se ao mundo
ao mesmo tempo
prende-se
com força
à terra
raiz
2-Acordes
O meu silêncio é meu grito de despertar.
A ausência das palavras, a apagarem-se nos lábios,
é um mergulho profundo e intenso nas vozes da alma.
Não fale, não quebre o silêncio.
Deixa que nossas almas flutuem,
Ouça a música.
3-Ainda não é tristeza.
É apenas um úmido silêncio
A derramar-se sobre
O ontem dentro de hoje.
4-Prenúncio
Não tenho sono, nem sede, nem desejos.
Não sinto nada.
Nem excessos, nem falta.
Estou assim, como aqueles momentos
Que antecedem a tempestade.
Algo que não se move
E tem todo o movimento em si mesmo.
Fico assim, como se aguardasse
Algo ou alguém,
Um acontecimento inédito.
Não tenho pressentimentos,
Simplesmente espero.
8- ILDÁSIO TAVARES
Doce Bahia
Era uma cidade doce, doce – doce nas colinas que se arqueavam sobre o mar; doce em suas ondas onde o poeta dissera que é doce morrer; doce na sua gente carinhosa e meiga que se tratava com doçura e abominava a violência. Os bondes corriam docemente sobre os trilhos e a gente aprendia a pongar e despongar, às vezes com acrobacias exibicionistas como aqueles que sabiam despongar de costa. Todo mundo se conhecia. Lembro-me de que eu jamais ficava muito tempo nu ponto de ônibus. Sempre passava um conhecido.
Carnaval era um lirismo. Rodouro, rodo, disfarçadamente, umedecendo o lenço para uma rápida prise, com se dizia, sem exageros de drogagem. Era um tapa rápido de infinito. E as meninas rodando no salão. O carnaval começava com o corso na av. Sete, os carros conversíveis cheios de belas donzelas, a fuselagem pintada de confere e cola, as pessoas nas cadeiras em cima da calçada. Eu ficava na porta da foto do meu tio, a Foto Jonas.
De noite, havia uma escala, Sábado no Associação (depois do corso) domingo no Yacht e a grandiosa segunda-feira do Bahiano, Ah do velho Bahiano de Tênis que foi se desmiliguindo e virou Delicatessen. As meninas fantasiadas em grupos, alguns rapazes também. E a corte no meio do salão, jogando confete, jogando lança-perfume, rodeando a moça, até pegar na mão, ou abraçar, pelo ombro ou pela cintura. E as voltas se sucediam, encontros marcados para o outro baile; às vezes namoros acertados. Conheço vários casamentos que começaram nesses bailes de carnaval.
Salvador era uma cidade ronceira, modorrenta, devagar, amistosa, hospitaleira. Ganhou a fama de Boa Terra, Ary Barroso a chamou de Terra da Felicidade. Crime? Uma raridade. Mas nós tínhamos que nos equipara às grandes cidades do Brasil. E aconteceu. Salvador era uma cidade balneário que não oferecia muito emprego. Os retirantes passavam lá por Feira de Santana em busca do Rio e, principalmente, São Paulo. E de repente, veio a Petrobrás; veio o Centro Industrial de Aratu, a boa começou a acender as esperanças dos excluídos. E, pouco, a pouco, forma se formando periferias inchadas na capital. Periferias que são verdadeiros valhacoutos de bandido, bandidos gerados nestas mesmas periferias por falta total de perspectiva existencial. Vivendo desde garotos na presença do crime, o crime passou a ser uma opção de vida e não uma transgressão.
No instante em que for feito um trabalho social de vulto nas periferias, oferecendo aos seus habitantes uma opção de vida através de uma educação que já comece adestrando para a vida; oferecendo um esquema de lazer e de ocupação qualificada de tempo, a periferia deixará de ser apenas uma fonte geradora de criminalidade. Qualquer ataque ao crime de uma forma racional terá que começar pelas periferias. E logo implantar o saneamento básico. Prover uma moradia decente. Uma infraestrutura viária racional tem que substituir as precárias escadas de terra e as ladeiras escorregadias.
Como esperar a evolução e desenvolvimento de um cidadão sadio em um ambiente nefasto? A periferia é o ninho do crime. Lá são chocados o braço armado do latrocínio, do homicídio, do estupro Por nossa responsabilidade.
9- Quem se lembra deles ?
Nos moldes do “Jornal do Enéas”
Enéas Athanázio, Camboriú, SC.
Eno Teodoro Wanke
Samuel Benchimol
Hildemar de Araújo Costa
Renato Baez
Núbia N. Marques
Marina de Fátima Dias
Jack Rubens
Mitsuko Kawai
Paulo Cezar Gutierrez Guggiana
Walter Rossi
Nelson Fachinelli
A. Isaías Ramires
Alba Granja Medeiros
Cléa Gervason Halfeld
José Ailton Ferreira “Bahia”
Sylvia Reys
Norberto de Oliveira
António Zoppi
Cheila Stumpf
José Luiz Dutra de Toledo
Nilton Rossi
Marcelino R. da Pontes
Afonso Félix de Souza
Geraldo Menezes
Mariazinha Congílio
Nós, da página “Lítero Cultural”, não os esquecemos !
10- JOSÉ NÊUMANNE PINTO
Achei o professorzinho bem humorado. Só isso já vale a remessa, não acha?
30 Dicas para escrever bem!
1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?... Então valeu!
9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises desnecessárias. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ..nada de mandar esse trem... Vixi... Entendeu bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
Autor: Professor João Pedro da UNICAMP
www.neumanne.com

6 Comentários:
Meu nobre Poeta Selmo fiquei muito lisonjeado com a homenagem que o amigo presta a este cidadão rondoniense que rabisca seus sentimentos e tem como pretensão ser chamado de poeta.
Fico ainda mais orgulhoso pelo fato de minha trajetória ser divulgada pela prestigiosa revista nacional O Rebate, que durante três quartos de século vem divulgando a cultura brasileira.
Obrigado amigo, grande Poeta da constelação maior, onde apenas sou uma poeira cósmica usufruindo do brilho de grandes poetas como você e que o Rebate espalha.
Um abraço e muito obrigado.
Por
joaodasvirgens, Ã s 5:02 PM
Caro amigo Selmo,
Grata por ter meus textos publicados em mais esse teu prestigiado espaço ao lado de talentosos escritores!
Encontrei aqui - além das tuas - excelentes obras de outros amigos.
Parabéns pela generosa iniciativa!
Carinho e bjins meus, Betha.
Por
Betha Mendonça, Ã s 12:02 PM
Sempre é um apredinzado e um prazer visitar esta página.
Faço, hoje, menção especial ao texto enviado pelo Nêumane: inteligentíssimo, criativo, bem humorado e uma lição a cada frase.
Parabéns, Selmo, pela escolha dos textos publicados.
Abraços poéticos.
Por
Neusa Zanirato, Ã s 2:28 PM
Olá Selmo, em minha leitura de domingo não poderia deixar de visitar o Lítero Cultural! E aqui encontrei uma querida amiga e poetisa, a Betha Costa e sua poesia de ternura & arterial e também com alegria leio vários poemas seus!! E na forma mais difícil que existe: compacta, onde tudo se diz em poucas linhas, assim como "os passarinhos que somos" e sobre o último sertanista "Apoena"... Está um show. Parabéns e um abraço a todos.
Por
Madalena Barranco, Ã s 7:22 AM
Agradecida pela publicação dos meus textos e também por ter passado aqui mais essa vez e ter tido um momento de leitura tão agradável, são maravilhosas todas as publicações, adorei o texto do Escritor SR. JOSÉ NÊUMANNE PINTO, enfim, tudo maravilhoso, afinal o "Momento Lítero Cultural", há muito tempo faz parte dos meus passeios literários...abraço enorme
Por
Glorinha, Ã s 8:07 PM
Como está linda esta página! Como tantas outras. Fiquei muito feliz em encontrar tantos poemas lindos e especialmente feliz por encontrar duas amigas do coração: Anneth e Helen. Abraço amigas e parabéns por estarem neste espaço tão bonito. Enorme abraço ao Selmo Vasconcelos.
Por
Sônia C. Prazeres, Ã s 6:40 PM
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