.

4.12.07

MOMENTO LÍTERO CULTURAL Nº 40


1-THEREZA CHRISTINA ROCQUE DA MOTTA ( FOTO )

Thereza Christina Rocque da Motta nasceu em 1957, é advogada, poeta, editora e tradutora. Publicou Joio & trigo (Poeco, 1982, 1983, Ibis Libris, 2005), Areal (Dolphin/Geração Editorial, 1995), Sabbath (Blocos, 1998), Alba (Ibis Libris, 2001), Chiaroscuro – Poems in the dark (Ibis Libris, 2002), Lilacs/Lilases (Ibis Libris, 2003) e Rios (Ibis Libris, 2003). Traduziu romances de Thomas H. Cook (Instrumentos da noite e O caso da Escola Chatham, Lacerda, 2001), Sue Monk Kidd (A Sereia e o Monge, Prestígio, 2006), John Grogan (Marley & Eu, Prestígio, 2006), crônicas de Charles Dickens e Oscar Wilde, poemas de Anne Morrow Lindbergh (The Unicorn and other poems), W. B. Yeats, John Keats, Shelley, Byron, John Donne e Shakespeare (44 Sonetos Escolhidos, Ibis Libris, 2006). Fundou a Ibis Libris (www.ibislibris.com.br)em 2000.


Sonnet 51

Thus can my love excuse the slow offence
Of my dull bearer when from thee I speed:
From where thou art why should I haste me thence?
Till I return, of posting is no need.
O what excuse will my poor beast then find,
When swift extremity can seem but slow?
Then should I spur though mounted on the wind –
In winged speed no motion shall I know.
Then can no horse with my desire keep pace;
Therefore desire, of perfect’st love being made,
Shall neigh, no dull flesh in his fiery race;
But love, for love, thus shall excuse my jade:
Since from thee going he went wilful slow,
Towards thee I’ll run, and give him leave to go.

Soneto 51

Assim pode o meu amor desculpar a velada ofensa
De minha torpe montaria quando de ti me afasto:
Por que eu deveria fugir de onde estás?
Até retornar, não preciso lhe escrever.
Ó que desculpa dará meu pobre animal,
Quando a galope parecerá se demorar?
Então, eu deveria cavalgar o vento –
A velocidade alada desconhecida para mim.
Assim, nenhum cavalo acompanhará o meu desejo;
Portanto, o desejo, do amor que se faz perfeito,
Negará todo o corpo em sua célere carreira;
Mas o amor, pelo amor, desculpará meu alazão:
Pois ele se aproximou lentamente de ti,
Para ti eu correrei, e deixá-lo-ei partir.

William Shakespeare (1564-1616)
Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta


Sonnet 52

So am I as the rich whose blessed key
Can bring him to his sweet up-locked treasure,
The which he will not ev’ry hour survey
For blunting the fine point of seldom pleasure.
Therefore are feasts so solemn and so rare –
Since seldom coming in the long year set,
Like stones of worth they thinly placed are,
Or captain jewels in the carcanet.
So is the time that keeps you as my chest,
Or as the wardrobe which the robe doth hide,
To make some special instant special blest
By new unfolding his imprisoned pride.
Blessed are you whose worthiness gives scope
Being had, to triumph, being lacked, to hope.


Soneto 52

Serei como o rico cuja abençoada chave
Leva-o até o seu doce tesouro guardado,
Que nem sempre vem admirar
Para não diminuir o prazer ao vê-lo.
Por isso as festas são tão solenes e tão raras –
Marcadas esparsamente ao longo de todo o ano,
Como pedras valiosas delicadamente dispostas,
Ou vistosas jóias incrustadas na tiara.
Assim é o tempo que a mantém junto a meu peito,
Ou como o guarda-roupa que oculta o vestido,
Para transformar o instante em ainda mais especial
Ao novamente desfolhar seu bem guardado segredo.
Abençoada sejas, cujo valor ressalta,
Ao tê-la, o triunfo; ao perdê-la, a esperança.


Sonnet 55

Not marble nor the gilded monuments
Of princes shall outlive this powerful rhyme,
But you shall shine more bright in these contents
Than unswept stone, besmeared with sluttish time.
When wasteful war shall statues overturn,
And broils root out the work of masonry,
Nor Mars his sword nor war’s quick fire shall burn
The living record of your memory.
‘Gainst death and all-oblivious enmity
Shall you pace forth; your praise shall still find room
Even in the eyes of all posterity
That wear this world out to the ending doom.
So, till the judgment that yourself arise,
You live in this, and dwell in lovers’ eyes.


Soneto 55

Nem o mármore nem os monumentos lustrosos
Dos príncipes reviverão este poderoso verso,
Mas brilharás ainda mais neste poema
Do que a intocada gema envolta pela névoa do tempo.
Quando a guerra inútil derrubar todas as estátuas,
E as disputas surgirem no trabalho diligente,
Nem deixarão de Marte a espada, nem o fogo fátuo do embate arder
O vívido registro de tua memória.
Avançarás contra a morte e toda a hostilidade obliterada;
Teu ânimo ainda encontrará lugar
Mesmo aos olhos da posteridade
Que carrega este mundo ao seu cataclimo final.
Então, até o julgamento que tu mesmo fazes,
Aqui vives e permaneces nos olhos de quem te ama.

William Shakespeare (1564-1616)
Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta


Naturalmente as portas se cerram
e, por trás delas, guardam-se memórias
e a solidão das coisas depois que as deixamos.
As xícaras suportam a escuridão dos armários
e as roupas aguardam ressurgirem à luz.

Tudo é sombra quando se espera.
Um traste perdido está só no último vislumbre:
postou-se além de um horizonte
de onde não mais regressa.

Tantos traços, vestígios, rastros,
restos passados assombram nossa mente,
buscando recriar o espaço em que existiam.

Assim, depois de partir, os mesmos rastros
persistem além de nós,
lembrando-nos em nossa ausência.

Thereza Christina Rocque da Motta
26/10/2007 - 9h02 -- 2/12/2007 - 23h22



Repetição da aurora

O tempo pende sobre uma paisagem estéril.
Aqui não há visões do paraíso.
As montanhas carregam suas névoas
como um manto pesado demais para erguê-lo.
Serão assim as manhãs futuras,
onde a terra desce aos juncos para sorver o que resta
de lágrimas.
Podem deixar as vestes dobradas, o linho amarfanhado,
a casa por limpar.
O tempo não me pede pressa, ao contrário,
pede que eu não diga nada aos que ficaram.
Serão manhãs longas como esta, em que pensar
sobre o dia não o faz passar.
Logo ele acaba como começa, sem aviso.
Pendemos para o que nos falta - esta réstia de horas
sobre o instante.
A perenidade está na memória, o presente vivido
sem repetirmos o gesto.
Sem a repetição da aurora.


à guisa do tempo e da espera

Assim nasceste para conferir auroras,
esse travo, dilacerante amargo
de dulcíssimos favos.
Esses dias findos serão postos de lado,
como cada coisa é posta de lado ao seu fim.
Os livros permanecerão intocados,
pois é passada a hora de abri-los.
Erguerás os olhos para o alto muro,
onde divisas a margem de outro dia
e te porás a pensar sobre o que não houve.
Terão passados todos os anos à tua espera,
como um silencioso senhor espera a sua dama.
A morte não passará por perto, pois perto de ti
só há vida e a vida em si mesma se elabora.
Haverá uma sebe de heras à tua volta,
pois sempre exististe num jardim.
Mesmo que o tempo passe,
será possível relembrá-lo agora,
com tua palavra deixada sobre o papel.


O átimo e o último verso

Vê o que me identifica
em teu ser:
(quando despertas
é que te vês mais brando)
eu, escolha minha,
pouso entre este átimo
e o último verso,
florada deste canto,
finura extrema,
toque de sedas,
véu púrpura e cálice,
fendido lastro,
estranha arca,
desentranhado vão.

O que te molda
compõe teu rosto,
silente receptáculo de luz,
lábio trêmulo
e extremado.
Curva de teu queixo,
enquanto
dormes.


Alvíssimo (para Nilton Alves, in memoriam)

Ficaram os versos
numa colina
arremetidos contra a claridade
do céu.
Esse perfil de águia
a perscrutar o horizonte
não basta para o vôo
mais alto.
Palavras sempre chegarão tarde.
Tarde demais para consolar,
conciliar,
fazer verter o que estava
esquecido.
As horas são possíveis
por haver palavras.
Sem elas, não passarias
adiante,
como agora.


As Rosas (d'après Rilke)

1.
São as rosas que me ferem,
coroa de flores, guirlanda,
urdido ninho em que me postas,
braços cruzados sobre o peito.
São rosas claras, com pétalas vagas,
ensombreadas.
Pétalas pousadas sobre a água,
onde umedeces teus dedos.

2.
Teus ombros arcam-se antigos
num horizonte imaginado,
líquido, invisível,
contorno de árvores adivinhadas,
trama de galhos a conter as flores.

Nós, que viemos, teremos os lugares
como sinais de que existimos antes.



2-Eliana Pontes

Natural de São Paulo, radicada em Florianópolis desde 1992.

1966 – 1970 Membro da Associação Brasileira de Correspondentes Mirins.
Participou de três coletâneas (poesias, crônicas, desenhos) em SP:
1985 Impressões I,
1986 Impressões II,
1987 Impressões III.
1995 – 2000 Colaboradora da Revista Mvzika, publicação especializadas em música.
16/09/2000 Lançamento do livro Um Coração Aberto em Florianópolis, na 15ª Feira do Livro de Florianópolis (romance poético - publicação entregue nas escolas públicas) – 2ª Edição.
17/09/2000 Início do Projeto de Incentivo à Leitura, onde foram distribuídos seus livros às escolas e feito visita aos alunos para falar sobre os textos.
2001 Publicação do Caderno de Incentivo à Leitura (estilo técnico-científico) que trata da importância da leitura na comunicação, utilizado no projeto com os alunos.
29/09/2001 Lançamento do livro Floripa em Versos, na 16ª Feira do Livro de Florianópolis (poesias, fotos e legendas de curiosidades sobre os locais de inspiração), distribuído em escolas e entidades filantrópicas – 3ª Edição.
17/09/2002 Lançamento de Fábulas Reais, na 17ª Feira do Livro de Florianópolis (livro de crônicas afetivas com lições de vida, distribuído nas escolas para atividades do projeto cultural) – 2ª Edição.
29/10/2003 Participação no Evento Vida e Obra do “Ser” Escritor - homenagem realizada pela Escola Militar Feliciano Nunes Filho, em comemoração ao Dia do Escritor.
31/10/2003 Participação da Festa do Tribunal do Trabalho, onde expôs atividades dos alunos das escolas públicas que visitou e aproveitou para divulgar a peça infantil, “O Relógio”, baseada em “Fábulas Reais”, adaptada pelos alunos do Curso de Teatro do SENAC.
27/09/2003 Entrega do Prêmio Eliana Pontes - concurso de poesias idealizado pelos alunos da Escola Municipal de São José - os primeiros colocados receberam troféus, livros e certificados.
25, 26, 27 e 28/07/2006 Apresentação do projeto cultural de Incentivo à Leitura, no Fórum
de Educação Popular - IV FREPOP / I -.Internacional, realizado em Lins/SP, para Professores do ensino fundamental e Educadores Sociais.
Jan/2007 Recebimento da premiação no Concurso de Frases do Café Filosófico das Quatro – CF4 “Homem inteligente é...”.
25,26,27, 28/07/2007 Membro da Comissão de Comunicação e Marketing do Fórum Social Mundial – Educação Popular – V FREPOP – II Internacional, Lins/SP. Também apresentou oficinas de incentivo à leitura nas escolas, qualidade de relacionamento em comunidades de mulheres, participou de debates sobre filosofia para crianças do ensino fundamental e discriminação e violência em mulheres.
Out/2007 Participação em coletânia do CF4 – Trovadores Nuturno, lançado no Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves/RS.

FRASES do PENSAR
(ElianaPontes)

"Se seus olhos fossem de mola, teriam afundado os meus" (ElianaPontes)

"Sentimentos não têm paredes, só têm janelas" (ElianaPontes)

"O dia abriu seus lindos olhos azuis sobre as cabeças de borracha e tudo passou a brilhar" (ElianaPontes)

"O amor é disponível, flexível e transponível" (ElianaPontes)

"Sua alma jamais será descartada do coração, pois não tem idade e nem corpo para existir" (ElianaPontes)

“Às vezes, estamos num espaço entre barreiras que se chamam pessoas" (ElianaPontes)

"Somos dois ouvidos armados nas fronteiras e fortalezas do pensamento" (ElianaPontes)

"Morada, mas sem fulgas ou esconderijos" (ElianaPontes)

"Olhos rolam para debaixo da cama, mas não conseguem lavar seu tapete" (ElianaPontes)

"Quem dera libertar-se do relógio que nos divide em pedaços?! (ElianaPontes)

"Num coração plantaram flores; só vão morrer quando ele parar de bater" (ElianaPontes)

"Sábios despertam sonhos, tolos adormecem sonhos" (ElianaPontes)

"As palavras seguem e se tornam depois, depois viram passado" (ElianaPontes)

"Vinha de uma distância tão distante que arrastou a distância consigo" (ElianaPontes)

"Deitar o sol no ser antes que a lua perceba e o leve para que descanse em seu quarto minguante" (ElianaPontes)

"Quem alguém conseguirá acender a luz do sol todos os dias da minha vida” (ElianaPontes)

"Não se pisa sobre a grama de salto alto, nem se anda descalço no asfalto ardentemente encerado" (ElianaPontes)

"Devemos subir até onde os olhos alcançam" (ElianaPontes)

"A Terra tem muitas linguagens mesmo calada; através dela tudo nasce, cresce e multiplica" (ElianaPontes)

“O idealista vive seu sonho em tempo real” (ElianaPontes)

“Sentimentos, camaleão das palavras” (ElianaPontes)

"Palavras oficializam olhares, gestos, emoções, solidões, paixões, ilusões, são cúmplices da mentira e parceiras da verdade" (ElianaPontes)

"Um sonho floresceu em todos os canais de televisão; o sonho de um astronauta que teve o poder de colocar o mundo em suas mãos" (ElianaPontes)

"Um coração aberto sabe descobrir, desenhar, desvendar, refazer os caminhos desfeitos, mas, acima de tudo, deseja se tornar o inventor de seu sorriso" (ElianaPontes)

"Nem todas palavras digitalizadas diante dos olhos podemos descrever quando fulminam dentro do ser" (ElianaPontes)

"Rugas, frases no pesar do pensar, sem disposição para sorrir; talvez a expressão congelou o tempo, ou o tempo congelou sua expressão" (ElianaPontes)

"Não sou um clássico, mito ou ídolo, minha imortalidade, a Deus pertence" (ElianaPontes)

"Quanto mais a inteligência humana cria fórmulas para curar o corpo, mais o Espírito é ignorado" (ElianaPontes)

"A vida é uma embalagem reciclável que deseja ser preenchida de boas experiências" (ElianaPontes)

"Muitas vezes é mais fácil transplantar um coração sobrevivente num ser do que renovar o amor que reproduz Vida" (ElianaPontes)

"O corpo precisa ser a melhor roupa da alma e não, obstáculos" (ElianaPontes)

"A inteligência deve ser desenvolvida e não domesticada" (ElianaPontes)

"Traços na expressão desvendam personalidade e capacidade em seres humanos pelo poder da comunicação" (ElianaPontes)

"Sucesso é bem vindo como reconhecimento na luta honesta por um ideal; quando almeja fama é apenas vaidade que não significa capacidade" (ElianaPontes)

"Educar é estimular o prazer em ser melhor" (ElianaPontes)



3-LOU DE OLIVIER

Lou de Olivier é Psicopedagoga, Multiterapeuta, Dramaturga, Escritora. Seu trabalho em diversas áreas e sua trajetória de vida podem ser conhecidos no seu
Site oficial: www.loudeolivier.com.br

Conheça o recente lançamento de Lou de Olivier, mais um esclarecedor livro mostrando uma nova visão para a Arteterapia, a Musicoterapia e ainda com um capítulo especial sobre Psicopedagogia clínica e educacional. Já a venda nas melhores livrarias.

Contatos com a Equipe: equipe@loudeolivier.com.br
Contatos com a Assessoria de Imprensa: press@loudeolivier.com.br

1 - Preciso me iludir...

Da-me teu colo
Neste momento em que tanto choro
Mais um sonho despedaçado
Mais um sentimento desmantelado
Tudo o que eu quis, nada do que eu tenho...
Leva-me para sua casa
E vê se me abraça
Pára de fazer tanta arruaça
Com tantas outras que nada têm a te oferecer...
Enxuga minhas lágrimas
Faz-me acreditar em algo além
Leva-me para teu harém
Faz de mim apenas mais uma
Numa dança do ventre
Ou no veneno de uma serpente
Me engana, me trai, mente
Faz qualquer coisa, mas tira-me da realidade
Que sofro diante do mundo de maldade
Ama-me sem parar e sem partir
Porque preciso me iludir...

2 - Sensual...

Quando a força do beijo invade a lembrança
Quando irrompe o desejo e a saudade nos alcança
Quando a mente chama, quando o corpo pede
Quando se pensa em cama, quando a razão cede...
Quando tudo isso acontece, está na hora
De te chamar, sem demora,,,
Venha, meu doce amor, venha me amar...
Agora...

3 - Emaranhado...

O filho que não veio
O pai que foi embora
Me sinto pelo meio
Quem sou eu agora?
Uma música antiga
Embala minha lembrança
De quem fui amiga
Em tempos de criança...
O presente, eu confundo
Tanta gente me chama.
E eu giro no mundo
Já não sei quem me ama...
São tantos argumentos
Que, por vezes, me assustam
Relembro momentos
Em futuros que me buscam...
E, neste emaranhado,
Eu tento decidir
Ou presente ou passado
Ou o que ainda está por vir?

4 - Deixa eu chegar...

Deixa eu chegar mais perto
Livra-me desse deserto
Por que nada é mais certo
do que esse desejo sedento...
Deixa-me tocar em teus cabelos
roçar em teus pelos
sentir teus beijos
afogados em meus seios...
Por favor, guarda-te para mim
como para ti me guardei tanto
vem secar meu pranto
vem, de amor, penetrar meu ser...
Pare de girar pelo mundo
Vem e me penetra bem fundo
da-me teu gemido mais profundo
Volta agora e procura minha cama
Vem ardente e me invade
Faz-me tua de verdade
Vendo em mim tua metade
que de tanto te amar já não se parte...
Vem, meu homem, por favor
vem amar-me com ardor
prender-me a ti sem pudor
Por que nada é mais belo que nosso amor...
Vem que temos muito a caminhar
Mas, a cada vez que eu te amar
Tudo há de se iluminar
E minha luz te fará, enfim, reluzir
para nunca mais ter que partir...

5 - DAMA DE VERMELHO

Lindos e loucos momentos
Transformados em lamentos
Em tão pouco tempo,
Vi meus erros através de ti
Por um espaço de tempo
Esqueci-me do medo
Amei-te em segredo
Nem te vi partir
Por um estranho sentimento
Desejei ter você inteiro
Sem futuro, sem receio
Só um doce prazer
E, em seguida, um turbilhão
Morte, dor, misturando meu tesão
Sem saber bem ao certo
Te desejei mais perto
Misturastes meus sentimentos
Aflorando meus pensamentos
Em um doce momento
Que não mais voltará
Meu bom amigo
Hoje carregas contigo
Meu grande segredo
Enquanto o resto do mundo
Olha-me como espelho
Vendo em mim, apenas
A dama de vermelho...

6 - Dia após dia...

Dia após dia
A cada poesia
Despi-me das fantasias
Encontrei a harmonia...
A cada noite mal dormida
Em cada palavra esquecida
Largada nesta vida
Curei minha ferida...

Por quantas vezes te chamei em vão
e só feristes meu coração...

Afoguei-me em águas turvas
Derrapei em meio à chuva
Renasci em cada curva
A mim mesma, amei

Perdida pelas estradas
No escuro da madrugada
Onde a esperança é nada
Foi ai que me achei...

Deixei, enfim de te procurar, cansei
Por que, finalmente, me encontrei...



4-DULCINEA CARMONA

Dulcinea Carmona - formada em Comunicação Social, Publicidade & Propaganda.
Escreve desde os 15 anos, mas só tenho os escritos de 2005 em diante.
Sou um poço de emoções... não sei viver sem amar, todos q conheço e tudo que tenho.
Não me considero poeta, apenas inspirada à externar minhas emoções da maneira mais espontânea.
Escrever pra mim é terápico.

1-Amor Perfeito

Sonhos floridos
Jardins do paraíso
Raízes de aço
Do amor eu faço
Amor-perfeito

Atração que faço
Explosão no peito
Jardim de aço
Amor repleto
Amor perfeito
Amor de aço
Com Amor eu faço

Flores coloridas
Perfume que inalo
Amor repleto
Perfeição que igualo
Alinhado, completo
Amor perfeito

Amor de aço
Atração que faço
Sentir no peito
Amor perfeito

2-Amor com café

Só quero
Viver a vida
Como ela é
Ouvir palavras
De amor no café

Amor comum
Sem ser maior
De verdade
Sem saudade

No meu sonho
De amor
De todo dia
Esqueço
O que já foi
Ao amanhecer

Quero viver
Apaixonadamente
O amor comum
Diferente
Do amor de alguns

Amor comum
Com café
Vivendo a vida
Como ela é

3-Amor em Verso

Flores em sonho
Num jardim perfeito
Rosas sem espinho
Fincadas no peito

Energia do sol
Força da terra
Raízes fincadas
Num mundo perfeito

Brota o amor
Perfeito, eterno
Sem dor, sereno
Amor em verso
No Jardim do Universo

Universo eu rezo
Amor eu sinto
Atração eu prezo
Alinhado ao instinto
Amor em verso

E brota o amor
Gratidão sem dor
Altruísta, fraterno
No Jardim do Universo
Em verso...

4-Vem pra mim

Vem que o tempo passa...
Vem pra mim...
Mesmo que seja agora
Neste futuro tão longe
Longe da nossa juventude...

Vem pra este momento
Sem pensar na vida
Que ainda não vivemos...
Mas vem... Mesmo se for agora...

Mesmo sem ter dito palavras...
Palavras que esperei ouvir...
Num momento que não existiu...

Vem... Agora pra este momento
Que ainda não vivemos
Vem... Agora pra esta vida
Vida que não vivemos, mas
Que ainda pode ter momentos

Quero te ouvir...
Mesmo sem tempo
Sem tempo pra contar o que vivemos...
Mas vem...
Pra curtir este momento
Porque um dia me deixei
Pra viver neste momento...

5-Amor que juramos

Dividi meus segredos
Até os mais ocultos
Investi na promessa
Do amor que juramos

Tentei guardar
O amor por inteiro
Amor forte que tomamos
E o futuro me reservou
Quando você se calou
Pro amor que juramos

Sofri sem omitir
E você foi o que quis
E revelou o engano
Que prometi

E o amor que juramos
Me fez sofrer
Foi por engano
E me deixou assim
Sem nada dizer
Sem nada ouvir

E o amor que senti
Virou o nada que vi
Quando deixei de omitir
A ausência do amor
Do amor que juramos

Quando teve o que falar
Senti que o amor que juramos
Não virou nada mais
Que a dor que trocamos
Quando escolhi não ficar
Sem levar
O amor que juramos

6-Quem sabe

Quem sabe um dia
Será ou já foi
À tarde já tarde
Longe do meio dia

Encontres a Rosa
Num jardim
Que já foi
Pétalas e espinhos
Num dia sem fim

Ficou sua essência
Perfume que exala
A dor de ninguém

Amor esquecido
De quem foi ou será
Maior da tua vida
Não soube encontrar

Pra ser algum dia
Quem sabe um dia
Feliz quem diria



5-MARIA APARECIDA LORO

MARIA APARECIDA LORO ( CIDA LORO ), é paulista, nascida em Santos
onde reside.
Tem curso universitário com formação em Serviço Social; na sua área profissional, dirigiu programas sociais no município de São Vicente-SP.
Dedica-se, atualmente, a atividades variadas e liberais.
Sua inspiração nasceu aos 17 anos de idade, com o poema "PIRILAMPO" e flutuou nos momentos da vida.
Os escritos foram guardados, sendo que em 2006 participando no ORKUT resolveu apresentá-los no seu perfil, trocando com poetas amigos e par ticipando em comunidades de poesias.
Foi homenageada pelo poeta MARINHO BELFORT, que lhe dedicou uma comunidade no ORKUT, intitulada "CIDA NOSSA POETISA PREDILETA" .
Participou da publicação de alguns livros, com outros poetas, na Câmara Brasileira de Jovens Escritores.
Como meta a curto prazo, pretende programar a edição de um livro completo com seus poemas.
Escreve, pelo simples prazer de escrever, sem compromissos ou grandes aspirações no mundo literário.
Além do prazer pessoal em extravasar suas emoções escrevendo, é muito gratificante quando percebe que esses sentimentos revelados, tocam o ser humano que os lê.

1. PIRILAMPO

Sou um PIRILAMPO
Pequenino ao mundo vim
Bailo entre o céu, a terra e o mar
De dia roço o capim,
Das flores provo o mel
Vôo alto, tentando alcançar o céu
E, volto triste, não encontro o fim...

À noite, vou vagando,
Minha luzinha, acendendo e apagando
Até que cansado de bater as asinhas,
De ver as mesmas coisinhas
Descanso, fico mudo...esqueço tudo...
Sonho, um sonho maravilhoso:
Sou livre, livre no meu campo...

Eu, o pequenino PIRILAMPO!

2. VÔO PARA O CÉU (Homenagem aos MORTOS AVIÃO DA TAM)

Arderam nas chamas
Conquistas e esperanças
Desejos e saudades
Ardeu o regresso...

Dos peitos perplexos
Escaparam agonias
Em segundos, tudo jazia...

Destroços e lembranças
Triste mausoléu da desgraça
Onde almas com mordaça
Aguardam o réu...

Só depois da verdade
Do exorcismo da impunidade
Prosseguirão, o vôo para o céu...

3. VOCÊ MULHER!

Você, fêmea curvilínea
Côncavo do amado
Leva a insígnea
Do amor e da paixão

Você, mãe ditosa
Regaço do rebento
Primeira morada
Fonte do seu alimento

Você, musa dos encantos d'alma
Verso em flor, semente do amor
Antítese, daquela, então
Famigerada submissão

Você, deusa poderosa
Cabeça e garra
Soltou as amarras
Fincou bandeira

Você, forte sexo frágil
Obra sem plágio
Universo singular
VOCÊ MULHER!

4.FOME

Falta o pão
Sobra a FOME
Muitas bocas
Vidas loucas
Caras estranhas
Dor nas entranhas
A FOME, consome...

Somos irmãos
Na mesma estrada
Pra uns, iguarias
Pra outros, porcarias
Esmola, que consola
Mais nada...nada...nada...

Pior, é a FOME completa:
De comida, de amor, de vida...
Boca selada
Mente gelada
Alma inquieta, pelo sofrer...
FOME, bolha sugadora
Da força, da fé, do ser...

FOME secadora
Cruenta...
Nojenta...
FOME, some!!!

5. VEM AMOR!

Cala-te, amor!
Beija-me, profano
Liberta teu calor
Vem, eu te amo...

Desnuda o meu corpo
Me faz o teu leito
Serpenteia no meu peito
Teu sexo faminto...

Vem, eu te quero
Colha meus segredos
Pra ti, eu não minto...

Cala-te, amor!
Aplaca meus desejos
Arranca meus arquejos e ais...

6. VOCÊ CHEGOU COMO A PRIMAVERA

Árvores desnudas, florescem
Corpos vestidos, se despem
No ar, o perfume da flor
Trazendo a hora do amor...

Fiapos de luz desmaiam,
No íntimo das cousas do quedo;
Espargindo cheiro de mato e de flores,
Pássaros valsam, no belo enredo...

Recolho das sombras, o meu presente:
Figura amada, que perpassa,
Na brisa primaveril
E, ardente, me chama...

Entregando dádivas e amores,
"Você chegou como a primavera".
Abre-se, no cio, a flor
Acaba em amor, a espera...

COMUNIDADE NO ORKUT:
http://www.orkut.com/community.aspx?cmm=15349378

E-MAIL: cidaloro@ig.com.br



6-MARCOS MAIA

Marcos Maia é Paraibano de Itaporanga, mora em Brasília e faz poesias e músicas desde os tempos de criança.

Tem mais de 1000 poemas e sonetos. Gosta de escrever sempre e guarda tudo que escreve, como um relicário, uma parte de sua história.

É compositor de mais de 200 músicas, feitas só ou em parceria. Participou de vários Festivais e Concursos de Músicas e tem 32 composições já gravadas, por diversos cantores e agora está concluindo um CD com algumas de suas músicas que ele mesmo vai interpretar.
Escreve na Internet em vários Sites e tem um Blog - “Sem Compromisso”
http://www.marcosmaia.net/ , ‘que embora um tanto desprezado guarda poesias e músicas de sua autoria, para onde ele convida você para uma visita.

1-Soneto para um Brasileiro

Nobre poeta, o mundo anda tristonho
pelos caminhos que ele construiu
e em cada canto, um canto já ruiu
deixando o mundo triste e medonho.

A natureza perdeu o olhar risonho
mas ainda está presente, não fugiu.
O céu, que o homem tanto poluiu
ainda é infinito, ainda é sonho...

Porém aqui na terra, os habitantes
destroem a vida e as coisas importantes.
Sociologicamente, pior fato não há

Valores do viver e a dignidade
que não se zela mais e a sociedade
acostumou-se assim e assim será.

2-Invés de mim

Eu sou um pouco de tudo
que se fez recentemente.
Girau de esconder causos
e lixos, que se guarda em casa
com preguiça de jogar fora.

Sou flor de mussambê
que rompe estação,
na lama e no beco,
e quando seca a flor, joga
sementes no chão, que nasce.

Sou um ator quer espera o texto.
Uma sombra na cochia que assusta
o diretor e a platéia o pede e o quer.
Sou vento dentro de casa, que

ninguém sabe de onde veio.
Sou coisa feita, que se tem
e se quer distante da sala de visitas.
Sou o sonho de quem quer dormir

e sente insônia. Sou eu mesmo!!!
Um pouco de tudo, um todo do nada.
Um jeito esquisito que se acopla
e que faz a vida andar, sem fila...

3-PAPAI NOEL (1)

Papai Noel, aqui muita criança
vive na rua, também, pedindo esmola.
Várias não têm direito a uma escola,
outras perderam o resto de esperança.

Quando é Natal e a sua imagem avança
dando presentes a sua corriola
e o pobre sem brinquedos na sacola
só ganha a ilusão, não tem lembrança.

Então Papai Noel, não alimente
a ganância comercial e indecente
que relega os mais pobres à sua sorte.

Nos deixe em paz, não crie mais fantasia
que frustra, que maltrata e angustia
pode ficar ai, no Pólo Norte.

4-Retrato do pecado

Sempre que passa por perto de mim
eu fico observando a sua vinda.
Seios perfeitos, corpo, cara linda...
Um jeito de andar que não tem fim.

Quando aparece relembra um querubim
e em cada perna uma imagem finda
numa taça de amor a que se brinda
como se eu fosse a saia de cetim.

E quando segue a vista se aprofunda
nas suas ancas que vão formar a bunda;
fenomenal retrato do pecado.

E no duelo ardente dos quadris
o meu olhar insiste em ser feliz,
embora sendo, assim, mal-educado.

5-Distúrbio mental

Hoje me peguei a procurar
estrelas em pleno dia,
como se não soubesse
que elas estão dormindo.

E se não houvesse noite,
como eu saberia das estrelas?

Talvez o sol me dissesse,
pela falta do encanto.
E nós iríamos procurá-las
sempre de dia...

6-SER POETA

Ser poeta é fazer da vida um verso.
É caçar seus amores do seu jeito.
É enxergar que o amor não tem defeito
e pintar de outra cor todo o universo.

Ser poeta é viver o adverso
sem fingir, sem fugir, sem preconceitos.
É lutar por seus sonhos, seus conceitos,
não calar, não viver no submerso.

Ser poeta é ficar em outra esfera.
É cumprir o papel que lhe espera
e gravar em poesia o sentimento.

É um anjo de paz, um sonhador
que no solo da vida planta o amor
pra o leitor consumir como alimento.

VISITE-ME! http://www.marcosmaia.net/



7-JUREMA BARRETO DE SOUZA

Jurema Barreto de Souza poeta, contista e professora de Educação Infantil e Fundamental, formada em Letras e Pedagogia. Edita, desde 1982, o periódico literário Revista A Cigarra", atualmente na 42ª edição.
Atuou junto como Grupo Livrespaço, editando várias coletâneas, participando de intensa atividade cultural de 1983 a 1994, com o Projeto Autor/Leitor na Escola. Editou, com o Grupo Livrespaço, a "Revista Livrespaço" (1992-1994), ganhadora do prêmio APCA 1993.
Coordena atualmente ao lado do poeta Zhô Bertholini o Projeto Ler e Falar Poesia, na Casa da Palavra em Santo André.
Livros editados: "Papoulas e Amnésias" e "Dalilas Siamesas", “ Poética da Ternura”. Coletâneas: “A Margem” ( poesia), “Exóticos e Livres” (contos), Casa da Palavra (contos), “As cidades cantam o Tamanduateí que passa”
( poesia), entre outras. É membro do Conselho Municipal de Cultura de Santo André, pela Comissão de Literatura. Considera ser a poesia matéria essencial ao ser humano, um modo de vida, um modo de estar no mundo e recriá-lo a cada palavra.

1-Canção para Marília

Oh! Marília pálida de boêmia
a Avenida São João evoca
seus longos cabelos tingidos.
Algo acontece na Ipiranga
em seus olhos de lantejoula.
A noite quente, o riso
ainda uma lua há no céu
entre a esperança e o trem
que a levará para casa..
Uma música, Sampa,
toca num radinho de pilha
e seus sentidos se apossam
dos sons, das palavras, da melodia
fazendo sua a cidade de tantos,
mas só nos seus olhos São Paulo brilha.

2-VELOZ/CIDADE

Farol verde
sinal aberto.
Desejo anoitecendo
entre as lâminas de vento.
A cidade no cio
é sugada pelos poros da Lua
murmurando abraços.
Túnel escuro.
Atrás de cada árvore
um arrepiado amante
rouba um beijo
No foral verde
a cidade foge veloz
entre nossas bocas.
Os passos errantes do amor
assustam pessoas que espreitam
É tarde
o mistério só se desvenda
para quem viu a tempo,
sobre os prédios,
um sonho pulsando voador.

3-Enigma

A cidade é um enigma
olhos metafísicos
me arrastam para os braços
de um rock and roll antigo
num tempo em que amar era moda.
O teu sorriso é um claro viaduto
atravessando as largas ruas do tédio
E um seio divaga etéreo em minha mão
de office-boy anônimo.
A chuva cessa um minuto
para ver nascer a flor escarlate
do teu carinho espontâneo.
A cidade é um enigma.
Amo os enigmas.Embora assustadores,
são fascinantes out-doors iluminados
onde a vida não se resume
neste quarto escuro.

4-Canta

Canta
canta como se não fosse
apenas voz
como se ainda seu corpo
exalasse perfume
de rebeldia
de noites frenéticas
cercada de guitarras
e isqueiros acessos.
Ela ainda se move
nos sentidos da juventude.
que o direito garantido
nos permite ter.

5-Mulher

Prepara o pincel, minha amiga,
na tela da tua vida a paisagem
está para ser pintada.
Novo século, novo milênio
todas as cores são possíveis.
A escolha do futuro é tua.
Tens o mundo para inspirar-te
caminhos suaves e brilhantes.
Por onde andares existirão
borboletas, mares azuis,
natureza infinita de esperança.
Entre teus dedos todos os dons
de inventar estradas, pontes,
uma praia de cores vibrantes,
um fruto que mais queiras
e uns braços que bem abertos
te esperem sempre no porto.
E aos pés do pronto trabalho
assina teu nome amiga
com a alegria sincera
de estar viva.

6-Bela Adormecida está morta

Entram pelas janelas
heras e espinhos agudos.
Na penumbra apenas miragem
do que foi sonho.
Bela Adormecida está morta
sem carruagem de abóbora,
quebrado o sapato de cristal,
o castelo encantado
dissolve-se no silêncio.
O príncipe apaixonou-se pela bruxa
quando a viu na capa da Playboy,
teve seu coração arrancado
servido ao dragão
que tornou-se pedra
e está no jardim central
da cidade do faz-de-conta.
E foi-se a coragem de lutar
a lembrança do beijo e do amor.
Bela a Adormecida está morta
sem fadinhas salvadoras
sem final feliz.
Só a roca do tempo gira
fiando um sono eterno
enquanto ela faz compras no shopping.



8-ELTÂNIA ANDRÉ


“MEU NOME AGORA É JAQUE” é um livro com texto leve, mas nada leviano. Todas as histórias são narradas pelo personagem Tizé que revela suas inquietudes diante da sua condição de aposentado, com relação às questões cotidianos e do envelhecimento. O personagem é saudosista, engraçado, ora turrão, ora alegre, ora tímido, ora expansivo... Há uma mescla de características, que, mesmo antagônicas, ficam ligadas ao conteúdo dos contos sempre como irônia e humor. Ele se revela a partir de cada história, e isso é um recurso interessante, porque motiva o leitor a descobrir o que é ser Jaque, em meio a seus conflitos pessoais e existenciais.
Eltânia André, autora da obra MEU NOME AGORA É JAQUE, é formada em Administração de Empresas e atualmente cursa psicologia. Natural de Cataguases-MG. Contato pelo telefone 31-8879-4377 ou eltaniaandre@hotmail.com e falecomeltania@yahoo.com.br
PONTOS DE VENDA EM BELO HORIZONTE:

Manuscritos- Rua Padre Rolim, 616 - Sta Efigênia
Manuscritos - Rua Gonçalves Dias, 1581, Lourdes - Belas Artes.
Usina de Letras - Av. Afonso Pena, 1537 - Palácio das Artes
Usina de Letras - Rua Aimóres, 2424 - Sto Agostinho - Usina Unibanco
Leitura Shopping Cidade Mega - Rua Rio de Janeiro, 91
Café Travessa - Av. Getulio Vargas, 1405 - Savassi

PONTOS DE VENDAS EM CATAGUASES, BARBACENA E CONSELHEIRO LAFAIETE
Todas as livrarias e bancas

Compre direto com a autora pelo e-mail: eltaniaandre@hotmail.com ou falecomeltania@yahoo.com.br ou pelo telefone: 31-8879-4377.
Imperdível. Entre em contato.

3 Comentários:

  • Olá SELMO,
    Vim agrader esta oportunidade ímpar de estar aqui no seu espaço vendo meus poemas postados e conhecendo outros poetas também prestigiados por você.
    Vou divulgar aos amigos para conhecerem o jornal e seu importante trabalho.

    Beijos. CIDA LORO

    Por Anonymous Anônimo, às 1:32 PM  

  • Olá SELMO,
    Vim agrader esta oportunidade ímpar de estar aqui no seu espaço vendo meus poemas postados e conhecendo outros poetas também prestigiados por você.
    Vou divulgar aos amigos para conhecerem o jornal e seu importante trabalho.

    Beijos. CIDA LORO

    Por Anonymous Anônimo, às 1:34 PM  

  • Olá Selmo, passei para ler um de meus jornais Web preferidos, o lindo Momento Lítero Cultural e gostei muito dos textos. Gostaria de destacar a poesia de Cida Loro, "Pirilampo", que é de uma delicadeza incrível e o "Soneto ao brasileiro", de Marcos, falando um pouquinho em versos da alma de nosso povo. Abraços e parabéns a todos.

    Por Blogger Madalena Barranco, às 11:08 AM  

Postar um comentário

<< Home