GABRIELA PEDROSO - ENTREVISTA
AUTOBIOGRAFIA

Desde que me entendo por gente eu gosto de ler. Quando tinha 10 anos já lia livros de mais de 400 páginas. O que me levou a escrever foi o amor pela leitura e, principalmente, a indignação por alguns livros. Indignação pelo fato de alguns deles não terem o final que queria. Assim, fui pensando ‘E se eu fizer uma história com os meus personagens e o meu final?’ e comecei a escrever. Minha história foi ganhando páginas e, quando percebi, já tinha quase 100 laudas.
Participei de um concurso literário no final de 2009, cujo prêmio era ser publicado pela editora Record. Não ganhei o concurso nem nada, mas o fato de ter reescrito meu livro para poder participar foi muito bom. Prisma passou a ter 140 laudas e a história ficou mais bem escrita. Terminei o livro com 14 anos, quase 15. Em 2010 passei a procurar editoras e, após algumas rejeições, a LCTE Editora se interessou em publicar.
Fechamos contrato em outubro do ano passado e, em fevereiro desse ano (dia 20), Prisma foi oficialmente lançado as livrarias. Houve uma tarde de autógrafos na Livraria da Travessa, Barra Shopping, onde recebi em média 100 pessoas e vendi uns 70livros. Foi uma experiência incrível. Espero que ela se repita, pois já estou escrevendo meu segundo livro, o qual pretendo mandar para a editora no final deste ano.
ENTREVISTA

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
GABRIELA PEDROSO - No momento eu faço curso de inglês, francês e um preparatório para o Enem. Ano que vem estarei terminando a escola, mas prestarei vestibular também este ano como experiência. Além disso faço balé clássico e divulgo bastante meu livro pela internet. Eu e minha mãe procuramos sempre ficar alertas a eventos literários que ocorram aqui no Rio de Janeiro. Portanto, muitas vezes conseguimos participação e vamos em escolas divulgá-los. Posso dizer que meu ano de vestibulanda, autora e divulgadora está sendo bem agitado.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
GABRIELA PEDROSO - Com a leitura incentivada pelos meus pais desde criança. Com dez anos eu lia livros de 400 páginas. Com treze li Harry Potter e as Relíquias da Morte em inglês americano. Antes mesmo de aprender a ler, já ganhava livros. Acho muito importante este tipo de ato por parte dos pais, pois modifica por completo a ideia de leitura da criança. Ela aumenta seu interesse pelas letras e elimina a corriqueira frase "Acho chato ler". Além de desenvolver o senso crítico desde muito cedo, o que é primordial.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
GABRIELA PEDROSO - Por enquanto só tenho um, o livro Prisma. Estou escrevendo outro e tenho mais dois já em mente. Pretendo terminar esse em dezembro desde ano e colocá-lo nas livrarias lá para julho de 2012. Não é uma continuação do Prisma, mas se mantém na linha da literatura fantástica infanto-juvenil. Esta estória é mais madura, com personagens mais velhos e envolve a mitologia guarani, cujas lentas e mitos originaram o folclore brasileiro. Quero introduzir nos livros de jovens da minha idade a nossa cultura, mostrando que não só as mitologias gregas e romanas são dignas de preencher o enredo de uma boa estória.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir literatura ?
GABRIELA PEDROSO - Isso depende muito do autor. No meu caso eu preciso estar isolada dos outros, seja fisicamente ou psicologicamente. Meu humor não me impede de escrever, mas confesso que quando estou irritada escrevo textos muito mais legais e irônicos. Acredito não ser a atmosfera o principal, mas sim a cabeça do autor, seus sentimentos etc.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
GABRIELA PEDROSO - Primeiramente a Joanne Kathleen Rowling, autora de Harry Potter. Pode parecer clichê, mas foram os livros dela que me ajudaram nas primeiras linhas do meu, com toda a sua criatividade e enredo magicamente cativante. Para mim não existe autor melhor que ela. Depois não poderia deixar de citar Ziraldo, Tolkien, Raphael Draccon, João Batista, Eduardo Spohr, Carolina Munhóz e Rick Riordan. Com exceção do querido Ziraldo, que tornou minha infância eterna, e o amigo Batista, todos estes autores são voltados para a literatura fantástica. Eles abriram minha mente para criar e me ensinaram muito como colocar parágrafos, montar envolventes atmosferas e personagens únicos. Em relação aos nacionais, tive a oportunidade de conhecer todos e isto é mais um motivo para admirá-los, por serem ótimas pessoas.
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos escritores ?
GABRIELA PEDROSO - Considere todos os nãos como um desafio. Se falarem que seu livro não está criativo, leia muito e inove-o; se apontarem erros gramaticais, corrija-os e "coma" muitos dicionários; se disserem que não é atraente, procure saber o motivo e melhore-o; caso alguém venha te desmotivar, mostre que é capaz. Não basta só acreditar. Você precisa acreditar, correr atrás e se dedicar ao máximo.
Desde que me entendo por gente eu gosto de ler. Quando tinha 10 anos já lia livros de mais de 400 páginas. O que me levou a escrever foi o amor pela leitura e, principalmente, a indignação por alguns livros. Indignação pelo fato de alguns deles não terem o final que queria. Assim, fui pensando ‘E se eu fizer uma história com os meus personagens e o meu final?’ e comecei a escrever. Minha história foi ganhando páginas e, quando percebi, já tinha quase 100 laudas.
Participei de um concurso literário no final de 2009, cujo prêmio era ser publicado pela editora Record. Não ganhei o concurso nem nada, mas o fato de ter reescrito meu livro para poder participar foi muito bom. Prisma passou a ter 140 laudas e a história ficou mais bem escrita. Terminei o livro com 14 anos, quase 15. Em 2010 passei a procurar editoras e, após algumas rejeições, a LCTE Editora se interessou em publicar.
Fechamos contrato em outubro do ano passado e, em fevereiro desse ano (dia 20), Prisma foi oficialmente lançado as livrarias. Houve uma tarde de autógrafos na Livraria da Travessa, Barra Shopping, onde recebi em média 100 pessoas e vendi uns 70livros. Foi uma experiência incrível. Espero que ela se repita, pois já estou escrevendo meu segundo livro, o qual pretendo mandar para a editora no final deste ano.
ENTREVISTA
SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
GABRIELA PEDROSO - No momento eu faço curso de inglês, francês e um preparatório para o Enem. Ano que vem estarei terminando a escola, mas prestarei vestibular também este ano como experiência. Além disso faço balé clássico e divulgo bastante meu livro pela internet. Eu e minha mãe procuramos sempre ficar alertas a eventos literários que ocorram aqui no Rio de Janeiro. Portanto, muitas vezes conseguimos participação e vamos em escolas divulgá-los. Posso dizer que meu ano de vestibulanda, autora e divulgadora está sendo bem agitado.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
GABRIELA PEDROSO - Com a leitura incentivada pelos meus pais desde criança. Com dez anos eu lia livros de 400 páginas. Com treze li Harry Potter e as Relíquias da Morte em inglês americano. Antes mesmo de aprender a ler, já ganhava livros. Acho muito importante este tipo de ato por parte dos pais, pois modifica por completo a ideia de leitura da criança. Ela aumenta seu interesse pelas letras e elimina a corriqueira frase "Acho chato ler". Além de desenvolver o senso crítico desde muito cedo, o que é primordial.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
GABRIELA PEDROSO - Por enquanto só tenho um, o livro Prisma. Estou escrevendo outro e tenho mais dois já em mente. Pretendo terminar esse em dezembro desde ano e colocá-lo nas livrarias lá para julho de 2012. Não é uma continuação do Prisma, mas se mantém na linha da literatura fantástica infanto-juvenil. Esta estória é mais madura, com personagens mais velhos e envolve a mitologia guarani, cujas lentas e mitos originaram o folclore brasileiro. Quero introduzir nos livros de jovens da minha idade a nossa cultura, mostrando que não só as mitologias gregas e romanas são dignas de preencher o enredo de uma boa estória.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir literatura ?
GABRIELA PEDROSO - Isso depende muito do autor. No meu caso eu preciso estar isolada dos outros, seja fisicamente ou psicologicamente. Meu humor não me impede de escrever, mas confesso que quando estou irritada escrevo textos muito mais legais e irônicos. Acredito não ser a atmosfera o principal, mas sim a cabeça do autor, seus sentimentos etc.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
GABRIELA PEDROSO - Primeiramente a Joanne Kathleen Rowling, autora de Harry Potter. Pode parecer clichê, mas foram os livros dela que me ajudaram nas primeiras linhas do meu, com toda a sua criatividade e enredo magicamente cativante. Para mim não existe autor melhor que ela. Depois não poderia deixar de citar Ziraldo, Tolkien, Raphael Draccon, João Batista, Eduardo Spohr, Carolina Munhóz e Rick Riordan. Com exceção do querido Ziraldo, que tornou minha infância eterna, e o amigo Batista, todos estes autores são voltados para a literatura fantástica. Eles abriram minha mente para criar e me ensinaram muito como colocar parágrafos, montar envolventes atmosferas e personagens únicos. Em relação aos nacionais, tive a oportunidade de conhecer todos e isto é mais um motivo para admirá-los, por serem ótimas pessoas.
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos escritores ?
GABRIELA PEDROSO - Considere todos os nãos como um desafio. Se falarem que seu livro não está criativo, leia muito e inove-o; se apontarem erros gramaticais, corrija-os e "coma" muitos dicionários; se disserem que não é atraente, procure saber o motivo e melhore-o; caso alguém venha te desmotivar, mostre que é capaz. Não basta só acreditar. Você precisa acreditar, correr atrás e se dedicar ao máximo.

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